CAPÍTULO 2. LUGARES PROIBIDOS
O céu noturno estava nublado, acompanhado pelo som retumbante dos trovões. Não demorou muito para que as gotas de chuva começassem a cair, encharcando as estradas na floresta de pinheiros. Uma mulher estava lutando para sair do carro. O Audi R8 sofreu danos na frente após bater forte em uma árvore.
Depois de sair do carro, Sandra correu rápido sem saber a direção. Não percebeu que havia entrado em uma floresta de pinheiros escura. Descalça, ela passou pelo mato afiado. Sangue fresco escorria de vários ferimentos em seu corpo, mas ela ignorava. O mais importante para ela naquele momento era se salvar da perseguição de uma criatura que parecia mais um lobo.
Atrás das árvores densas e espessas, uma floresta escura se estendia. A luz da lua penetrava apenas levemente, deixando sombras ameaçadoras. No meio da floresta, Sandra continuava a caminhar com os pés ensanguentados, respirando ofegante, os olhos cheios de medo. Seus passos soavam hesitantes entre o silêncio retumbante da floresta.
A escuridão se aprofundava ao seu redor, enquanto o som de gemidos horripilantes se aproximava. Os galhos das árvores se moviam levemente ao vento, criando sombras como mãos prontas para agarrar. A mulher tentou pedir ajuda, mas sua voz foi abafada pelo silêncio assustador da floresta.
A cada rajada de vento, os sons de animais noturnos desconhecidos preenchiam o ar, tornando a atmosfera ainda mais assustadora. O coração de Sandra batia acelerado enquanto ela tentava se mover pelo invisível ao seu redor. Ela podia sentir que a respiração aterrorizante não havia parado de persegui-la, enquanto suas forças se esgotavam.
"Oh, Deus. Por favor, me salve!" ela rezava incessantemente ao seu Criador.
Em um medo paralisante, ela finalmente encontrou uma luz brilhante à distância. Ela estava alcançando a esperança de sair daquela floresta e conseguir ajuda. A vontade de sobreviver crescia dentro de Sandra.
Seus passos pararam à beira de um desfiladeiro íngreme e escuro. Não podia escapar mais. Enquanto isso, a luz brilhante que ela viu anteriormente estava longe, do outro lado do desfiladeiro. Sandra percebeu que a luz era inalcançável. Agora ela entendia que sua fuga havia terminado.
Enquanto isso, a criatura de corpo grande e negro havia conseguido encontrar o paradeiro de Sandra. A apenas alguns metros de distância, a criatura estava com saliva escorrendo da boca, passando por longas presas que se destacavam. As gotas de chuva haviam molhado a densa pelagem por todo o corpo da criatura.
"Eu não sei de onde você veio e o que você é. Mas não me mate!" Sandra implorou suplicante na frente de uma criatura que não entendia a linguagem humana. No entanto, a mulher não queria perder a oportunidade de sobreviver.
De repente, algo surpreendente aconteceu. O som de uma risada ecoou no silêncio da noite. "Hahaha... Que pena. Eu tenho que te matar. Como meu mestre ordenou."
O rosto de Sandra se contraiu com os olhos arregalados ao ouvir as palavras da horrível criatura. Era difícil acreditar que uma criatura monstruosa pudesse falar, assim como um humano. No entanto, o que era ainda mais surpreendente era que alguém queria que ela morresse.
"Quem? Quem é seu mestre? Por que ele quer me matar?" ela gaguejou. A mulher estava ainda mais curiosa sobre a identidade da pessoa que havia enviado a criatura maligna.
"Você não precisa saber! Porque logo você estará dentro desta minha barriga!" Então, a criatura deu um passo à frente para atacar Sandra. No entanto, um de seus pés tropeçou, e ela perdeu o equilíbrio. Seu corpo esguio rolou para o abismo escuro.
"Aaaaaa!" Um grito ecoou pela floresta silenciosa. O corpo de Sandra desapareceu em um instante, engolido pelo abismo escuro. Quem sabe o que atingirá o corpo da pobre mulher depois?
Enquanto isso, a criatura de pelagem negra e densa não tinha apetite para perseguir Sandra. A criatura parecia muito irritada, tendo perdido seu jantar. "Droga, aquela mulher preferiu morrer em um abismo escuro do que ser minha comida," ele resmungou. "O corpo daquela mulher se despedaçou no fundo do desfiladeiro. Eu não gosto de comer carniça!"
A criatura se virou e deixou a floresta com sua forma humana mudada. Tinha um par de pernas e mãos lisas, sem pelos. As longas presas que tinha estavam encolhendo lentamente, quase invisíveis. A criatura havia se transformado em um homem bonito, capaz de enlouquecer as mulheres.
Enquanto isso, no fundo do desfiladeiro escuro havia um rio. O corpo de Sandra flutuava na superfície do rio caudaloso, levando-a a um lugar amaldiçoado. Um lugar de onde nenhuma criatura consegue sair.
"Estou sonhando? Outra criatura conseguiu entrar neste lugar," disse um homem de manto preto com um galho na mão. O homem franziu a testa, como se estivesse pensando em algo. Então, ele olhou para o céu claro e disse em voz alta, "Ei, Deus! De que adianta isso? Para você me mandar comida depois de centenas de anos me deixando morrer de fome neste lugar horrível!"
O homem olhou ferozmente para o céu e continuou falando. "EI! ME TIRE DESTE LUGAR MALDITO! EU NÃO PRECISO DA SUA COMIDA!" O homem gritou várias vezes e parou porque não obteve resposta.
O homem de olhos prateados se agachou ao lado de Sandra, observando o estado lamentável da mulher. "Não tenho apetite por carne que não está mais fresca," ele murmurou com um olhar de desgosto.
O homem coçou o cabelo que coçava, pensando intensamente. Então, uma ideia veio ao homem de cabelos longos, e ele se apressou em carregar o corpo de Sandra em seus ombros fortes. Depois, ele se moveu rapidamente como uma rajada de vento cortando as ondas. O que será que fez o homem de manto preto se apressar? E qual será o destino de Sandra nas mãos de um homem de outro mundo?
