Capítulo 3

Assim que Lucianne encerrou a ligação com Tate, sentiu um par de mãos fortes massageando seus ombros enquanto ela se sentava na beirada da cama. Virou a cabeça de lado, e seu companheiro prendeu seus lábios num beijo doce. As mãos dele desceram pela lateral do corpo dela, apreciando suas curvas perfeitas, antes de os braços a envolverem pela cintura, e o polegar roçar sua pele através da camisola fina.

Quando os lábios se separaram, Xandar enterrou o rosto no pescoço dela para aspirar seu cheiro, antes de sua voz grave ressoar em seus ouvidos:

— Quem era, bebê?

— Tate. Ele disse “oi” — respondeu Lucianne, simplesmente, e imediatamente sentiu o aperto de Xandar em volta de sua cintura se intensificar. Ela estendeu a mão para acariciar o braço musculoso dele, num gesto tranquilizador, enquanto continuava: — Uma das três renegadas que eles pegaram hoje era uma lobisomem de treze anos.

Ela encontrou os olhos confusos do marido e prosseguiu, sussurrando, preocupada:

— Não encontramos nenhum menor de idade na Wu Bi Corp, e nenhuma das renegadas atrás das grades falou qualquer coisa sobre crianças. De onde essa garota veio?

Xandar ficou igualmente sem palavras, até que por fim perguntou:

— Uma alcateia expulsaria uma menina de treze anos?

— Nunca! — Houve uma pausa antes de Lucianne continuar, consternada: — Pelo menos, não que eu saiba. Membros desleais normalmente só são expulsos depois dos dezoito.

Depois de pensar um pouco, Xandar murmurou:

— Então é seguro dizer que essa tem pais renegados.

— Isso é… possível. Mas por que eles não estavam com ela? Por que alguém deixaria a filha de treze anos andar por território estrangeiro, sabendo muito bem os riscos de ser pega?

Xandar soltou um suspiro pesado, frustrado, enquanto as mãos voltavam a subir para acariciar outra vez os ombros tensos da companheira.

— Eu não sei, querida. Talvez estejam mortos, já tenham sido capturados, ou os pais dela não soubessem o que ela estava aprontando? Deusa, pode ser qualquer coisa.

— Eu sei — ela acariciou a mão dele quando continuou. — Antes de levá-la para o território dos lycans, eu quero encontrá-la. Ela e as amigas já estão assustadas o bastante. Ela é só uma adolescente. Não quero que ela se intimide com os guerreiros lycans. Amanhã vou a White Blood com os guerreiros para buscar as renegadas, querido.

O animal de Xandar ficou em alerta.

— E você não está pensando em me arrastar para lá com você?! Bebê, a gente já passou por isso!

As sobrancelhas de Lucianne se franziram quando ela declarou o óbvio:

— Você e seu segundo no comando estão marcados para averiguar um suposto local de fornecimento para renegados com o Chefe Dalloway e a força policial dele amanhã, Xandar.

— Eu podia ficar de fora dessa. Esses lugares sempre dão em nada!

— Isso não garante que este também vá dar em nada. Você deu sua palavra, Xandar. Você tem que ir com eles — insistiu Lucianne. Ao observar a expressão de Xandar com mais atenção, ela sentiu a insegurança dele através do vínculo de companheiros e viu um pouco de medo nadando naqueles olhos lilases pelos quais se apaixonara.

Lucianne levou a mão ao rosto dele, e Xandar se inclinou para a palma dela enquanto o polegar lhe acariciava a bochecha. Então, com aqueles olhos negros e lilases firmes, ela assegurou sua fera: “Querido, nós nos marcamos um ao outro. Tate não é uma ameaça. Ninguém é. Eu só amo você.” Depois de dar um beijo rápido nos lábios dele, ela sussurrou com firmeza: “Eu sou sua, minha fera indecente. Só sua.”

Na cabeça dele, o licano arrulhou e abanou o rabo. Xandar suspirou, então retribuiu com um beijo de leve na testa de Lucianne antes de murmurar: “Me mantenha informado, tá?”

“Tá”, ela respondeu num sussurro tímido sob o olhar carinhoso dele, que se tornou provocante quando Xandar começou a baixar devagar as alças da camisola, enquanto seus lábios desenhavam a pele quente do ombro dela. Em seguida, ele levou os lábios ao pescoço de Lucianne, depositando uma trilha de beijos suaves. Lucianne fechou os olhos e inclinou a cabeça para o lado para dar a Xandar acesso total, sem se importar que agora estivesse com os seios à mostra, enquanto suspirava, em êxtase.

Depois que as mãos ásperas de Xandar deslizaram pelos braços macios dela, ele deitou Lucianne com cuidado na cama e continuou a sugar o pescoço dela como se fosse mel, saboreando o som dos gemidos e a sensação dos lindos seios dela pressionados contra sua pele quente.

Eles não estavam preocupados em acordar a filhinha que dormia no quarto do bebê ao lado do deles, já que a suíte principal tinha isolamento acústico e, caso o sono dela fosse interrompido, o detector de som de bebê e de movimento irregular instalado no berço avisaria os pais por um dispositivo conectado no criado-mudo de Lucianne, na suíte principal. Enquanto aquela coisa não apitasse, a pequena Reida estava bem.

No quarto em penumbra, Xandar massageou os seios de Lucianne antes de apertar de leve a carne na cintura dela e descer até as nádegas firmes. As mãos de Lucianne percorreram os ombros largos e o torso duro dele, enquanto seus pés, com habilidade, puxavam a cueca boxer para baixo, deixando a ereção de Xandar totalmente à vista. Entre os gemidos de Lucianne, o corpo dela se movia em resposta ao toque do companheiro, enquanto os lábios de ambos se prendiam num beijo profundo.

Depois de separar as pernas dela e deixar sua rainha molhada, o rei a penetrou e começou a ir e vir num ritmo lento, concentrado em se conectar com a criatura mais linda e incrível do Reino, agora deitada logo abaixo dele, enquanto fazia amor com ela. A forma como se olhavam quando começavam com aquele sexo lento e apaixonado sempre acendia um amor tão profundo e ardente quanto o núcleo da Terra; uma felicidade tão plena quanto caminhar pela beira-mar; e um desejo que os fazia ansiar um pelo outro ainda mais do que já ansiavam.

Xandar foi aumentando o ritmo aos poucos enquanto Lucianne arfava, choramingava e gemia de prazer. Não demorou para ele começar a gemer com ela. Quando o centro de Lucianne o prendeu, os dois gozaram com gritos irreprimíveis.

Os olhos eufóricos deles se encontraram enquanto puxavam o ar depressa, como se tivessem acabado de completar uma maratona. E, sem sair de dentro da companheira, Xandar deu um beijo rápido nos lábios de Lucianne antes de sussurrar: “Eu te amo.”

Os olhos de Lucianne brilharam com lágrimas de alegria, e o sorriso dela se abriu ainda mais. “Eu sei, Xandar. Eu também te amo.”

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