Capítulo 6

Ponto de vista de Olivia

  Quando as portas do elevador se abriram, eu entrei num mundo que fazia meu minúsculo apartamento de kitnet parecer uma caixa de papelão. A cobertura era uma obra-prima do luxo moderno, com linhas elegantes e superfícies reluzentes.

  — É... uau — eu soprei, lutando contra a vontade de ficar encarando de boca aberta.

  Entrei no quarto, deslumbrada com tanto requinte. Uma cama king enorme, com lençóis de seda, dominava o ambiente. Janelas do chão ao teto revelavam uma paisagem urbana de tirar o fôlego. Tapetes macios abafavam meus passos enquanto lustres de cristal banhavam o quarto com uma luz quente, realçando móveis sofisticados e obras de arte elegantes.

  Eu ofeguei quando Christopher me mostrou um closet gigantesco, abarrotado de roupas de grife.

  — Escolha o que você quiser — ele disse. — Tem vários tamanhos. Só lembre: quanto mais sexy, melhor. É assim que o Daddy gosta.

  — Claro... Daddy.

  — Vou te dar um pouco de privacidade. Não me faça esperar demais.

  Revirei os cabides, meus dedos roçando sedas e rendas que eu só tinha sonhado um dia vestir.

  Um sutiã e calcinha verde-esmeralda, cintilantes, chamaram minha atenção. — Perfeito — murmurei, tirando minhas roupas comportadas.

  Fechei o sutiã rendado, sentindo uma confiança surpreendente ao me admirar. A calcinha abraçava minhas curvas de um jeito provocante. Vesti um vestido bordô esvoaçante, ombro a ombro, que destacava meu corpo.

  Saí do closet. Christopher estava junto à janela, em silhueta contra as luzes da cidade, girando uma taça de vinho.

  Ele se virou, os olhos se arregalando enquanto me percorria. — Ora, ora. Você está absolutamente deliciosa.

  Antes que eu pudesse responder, os lábios dele estavam nos meus. O beijo era faminto, exigente. Eu o beijei de volta, tentando igualar a intensidade. As mãos dele agarraram minha cintura, me puxando com força contra ele.

  Senti a dureza dele contra meu estômago e mordi o lábio, pensando no tamanho. Será que cabia? Minha curiosidade foi satisfeita rápido quando ele apalpou minha bunda. — Uma bunda tão perfeita.

  — Daddy — eu gemi, os joelhos amolecendo com o toque. Eu me surpreendi com a ousadia dele, mas, no fundo, fiquei excitada.

  — Mmm, você gosta disso, não gosta? — Ele deu um tapinha de leve na minha bunda, me arrancando um suspiro. — Você gosta de um pouco mais bruto.

  — Sim — sussurrei. — Eu gosto quando você toma o controle.

  — Nesse caso, acho que está na hora de explodir sua cabeça. — Ele me girou, me pressionando contra a cama.

  Ergueu meu vestido por cima da minha cabeça, deixando-me nua, exceto pela lingerie. — Você é linda.

  Eu estremeci quando os dedos dele desceram pela minha coluna, arrepiando minha pele. — Por favor, Daddy — pedi, rouca. — Eu preciso de você.

  — Ainda não, bebê. — O dedo dele desenhou círculos na minha lombar, descendo de propósito na direção da renda que cobria minha boceta. — Deixa o Daddy te provar primeiro.

  Eu choraminguei quando ele roçou o rosto no meu pescoço, o hálito fazendo cócegas na minha pele. A boca dele desceu pelo meu corpo, beijando minhas escápulas e minha coluna antes de chegar entre minhas coxas.

  Eu gemi quando a língua dele roçou meu clitóris por cima da renda.

  — Que boceta doce — ele murmurou. Então a língua dele estava em mim, lambendo e chupando através do tecido.

  — Por favor — eu implorei, meu quadril se movendo sozinho.

  Ele puxou a calcinha para o lado, expondo minha boceta inchada ao olhar dele. — Já tão molhada pra mim. — Os dedos dele me abriram bem enquanto ele me devorava com fome.

  — Sim, sim, sim! — eu gritei, meu corpo arqueando para fora da cama. — Aí, Daddy, não para!

  Os dedos dele deslizaram para dentro de mim, se curvando para atingir aquele ponto mágico. Ao mesmo tempo, a língua dele provocava e estimulava meu clitóris sem trégua.

  — Meu Deus, eu vou… — Minhas palavras se dissolveram num grito de prazer quando o orgasmo me atravessou. Meu corpo tremeu sem controle, ondas de êxtase me inundando.

Christopher me lambeu e chupou até eu chegar ao orgasmo, até eu tremer, indefesa.

— Não aguento mais — ofeguei, com o corpo mole e satisfeito.

— Ah, mas a gente só está começando — ele se levantou, tirando a roupa com uma pressa que fez meu centro se contrair.

Meus olhos quase saltaram da cara quando vi o pau dele. Era enorme — comprido e grosso, cheio de veias, inchado. — Meu Deus… — sussurrei, com a boca salivando apesar de mim.

— Gostou do que está vendo? — Ele acariciou o próprio membro devagar, a ponta já brilhando de pré-gozo.

Eu assenti, muda, incapaz de formar palavras.

— Vem aqui e mostra pro Daddy o quanto você gostou.

Engatinhei até ele na cama, meus movimentos como os de uma leoa caçando a presa. — Deixa eu te provar, Daddy — ronronei, envolvendo a mão na grossura dele.

Envolvi os lábios no pau dele, rodopiando a língua na ponta. Quando o engoli mais fundo, sentindo o sabor salgado e adocicado, ele soltou um som grave de prazer.

— Porra — ele gemeu, agarrando meu cabelo. Eu fui mais rápido, levando-o mais fundo. O quadril dele investiu, fodendo minha cara enquanto eu chupava com fome. O cheiro e o gosto dele me deixavam louca.

— Essa boca é perigosa — ele gemeu, metendo mais rápido. — Pode viciar um homem.

Eu murmurei, relaxando a garganta para engolir mais fundo enquanto minha língua dançava.

— Porra, tô quase lá — caralho. — Ele tirou o pau da minha boca com um gemido, brilhando e teso. — A gente tem que ir mais devagar, senão isso vai acabar rápido demais.

— Eu quero te fazer sentir bem.

— Ah, vai — ele prometeu, pegando uma camisinha na mesa de cabeceira e colocando.

Eu assisti, a respiração em arfadas curtas, enquanto ele se posicionava na minha entrada.

— Pronta? — Nos olhos dele havia um traço de preocupação por baixo do tesão.

— Por favor, Daddy — implorei, levantando o quadril em convite.

Ele me penetrou de uma vez. — Porra, você é apertada pra caralho.

Eu gritei quando o pau grosso dele me abriu. A dor quase dolorida era deliciosa.

— Shh, calma, bebê — ele acalmou, alisando meu cabelo. — Relaxa e deixa o Daddy cuidar de você.

Eu assenti, meu corpo se ajustando ao tamanho dele. Devagar, ele começou a se mover, o quadril bombeando com suavidade.

— Meu Deus, você é boa demais — ele gemeu, segurando meus quadris. — Você é muito apertada.

— Mexe, Daddy — supliquei, minhas unhas cravando nos braços dele. — Mais forte.

Ele quase saiu, então socou de volta. Meus olhos reviraram quando ele começou a arrebentar minha boceta com mais força, enfiando fundo e rápido. A cama protestou alto, a cabeceira batendo na parede a cada estocada poderosa.

— Ai, Daddy, eu vou… porra! — gritei quando meu orgasmo explodiu em mim, meu corpo se contraindo e ordenhando o pau dele.

— Isso, deixa ir. Goza no pau do Daddy.

A força do meu orgasmo fez minha visão ficar branca, meu corpo tremendo sem controle.

Mas Christopher não tinha terminado. Ele apertou meus quadris com mais força, os dedos afundando na minha carne, e continuou metendo mesmo enquanto eu gozava.

— Porra, você é apertada demais. Eu não vou aguentar — ele rosnou, o pau inchando dentro de mim. — Onde você quer a carga do Daddy?

— Dentro — gemi, ainda surfando as ondas do orgasmo. — Me enche, Daddy.

O rugido abafado dele anunciou o gozo quando ele encheu a camisinha. Ele caiu sobre mim, ofegando no meu pescoço.

— Isso foi incrível — ele arfou.

Eu sorri, satisfeita e ainda com um leve sentimento de culpa. — É… foi.

Enquanto ficávamos ali, nossos corações desacelerando e nossos corpos suados e escorregadios enroscados, percebi que eu tinha gostado de verdade, apesar das minhas reservas iniciais. Christopher podia ser exigente, mas também era atencioso e habilidoso.

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