Capítulo 10 10
Sub Narrando,
Não podia negar o alivio que tomava conta do meu coração, Japa é como uma irmã mais velha pra mim, mesmo sendo dois anos de diferença as vezes ela age como se tivesse mais de trinta anos, começamos no comando juntos e crescemos juntos também, o meu posto seria do seu primo, mas ela não confiou nele para assumir o sub comando, ele ficou na gerencia da boca 4, mas tinha saído do morro junto com a sua família, o meu santo nunca bateu com o dele, mas eu jamais iria pôr a Japa contra alguém da sua família até porque nunca houve motivo para desconfiança, até ela ser pressa muitas coisas foram acontecendo e alguns ocorridos antigos vieram á tona, e agora olhando com mais clareza era perceptível o quanto fomos cegos.
Ver como Maurício está cuidando dela, e até mesmo arriscando a sua vida para proteger ela me da paz, ela precisava ter alguém assim, e mesmo que começou errado agora eles caminham pelo certo.
E olhando ela agora toda posturada esculachando a sua família e o sorriso travesso do Maurício, me fez entender que eles eram mais que marido e mulher, era cúmplices e aliados.
— Acharam mesmo que iam tramar contra a minha vida e nada seria feito, acharam mesmo que iriam tomar meu comando que eu herdei do meu pai, você vô não assumiu o comando pois nem seu filho confiava em você, ele sabia bem o quão sujo você poderia ser, já você priminho a inveja te corrompeu, achou que ia se juntar com aquela bicha asquerosa e sairia por cima.
̈ ̈ Não fala assim dele.
— Se doeu né, se preocupa não já já vão se encontrar, espero que a cabeça não esteja tão dolorida, pois os chifres são enormes.
̈ ̈ MENTIROSA, ELE JAMAIS FARIA ISSO COMIGO, ELE NÃO É COMO VOCÊ TA SE DOENDO PORQUE NÓS NOS AMAMOS, E VOCÊ TEVE QUE COMPRAR UM MARIDO. - Nesse momento eu vi Maurício sacar a arma e atirar na perna dele sem nem pensar em mais nada, arrancando olhares surpresos não só meu como da Japa e dos vapores também.
— > Não ouse falar da minha mulher, ao contrário do seu falso companheiro, somente você acredita nessa relação. - O sorriso no rosto da Japa iluminava toda a sua face, ela estava feliz e dava para perceber de longe, ouvimos gritos e pela voz irritante já sabíamos de quem se tratava, com as mãos amarradas a bicha era puxada por uma corda na traseira da moto, eu torci para ele cair e se arrebentar todo. O primo da Japa entrou em desespero ao ver seu tal amado ali machucado, provavelmente tomou uma surra antes de ser levado para o morro, o olhar dele aí ver a Japa ali era de pavor, com toda certeza ele pensou que era eu que iria lhe dar um corretivo e que seu amado lhe salvaria, mas agora nenhum dos dois sairia vivo daqui.
— Olha só chegou quem faltava, eu estava com saudades bicha abusada, está feliz em me ver?
̈ ̈ Como você saiu daquele lugar? Não é possível que aquele infeliz fez alguma coisa.
— Falando do advogado porqueira que você estava sentando nele para que ele não fizesse nada, meu bem ele foi eliminado a um bom tempo, meu marido contratou outro advogado e olha só eu estou livre e já tem dias, estava aproveitando minha lua de mel com o marido maravilhoso que você me arrumou.
̈ ̈ Não é possível Maurício que se juntou com ela, você não gosta dessas coisas não aceita essa vida, isso tudo por dinheiro, como você é baixo.
— Nó início eu precisava de dinheiro, mas agora eu preciso apenas proteger a minha esposa, e se pra isso eu precise entrar nessa vida assim será feito. - Eu queria rir pois a bicha realmente achou que poderia manipular o Maurício esse que de santo tem só a cara, a men te dele pensa rápido e agi sempre com muita cautela, prova disso foi mais um disparo que ele deu bem no joelho da bicha, se ajoelhou com o empaqueto e gritava desesperadamente de dor, Japa gargalhava, deu ordens para que sua família e a bicha fossem levadas para o micro ondas no topo do morro aonde tinha uma área de mata, ela segurou na mão do Maurício e vieram na minha direção.
— Pode rir que sei que está se segurando.
kkkkkkk
Eu ainda não sei se bato em vocês ou se agradeço, mas de uma coisa tenho certeza estou aliviado por te ver for a daquele lugar, e grato pelo Maurício ter trocado de advogado.
Ou eu devo te chamar de Mau Mau.
— Vai pegar no meu pé agora é.
Eu jamais faria uma coisa dessas, mas assim deixar de comentar eu não vou. Agora me diz o que vai fazer com a sua família?
— Vao ficar lá até amanhã, madeirada molhada neles sem dó, apesar de tudo meu avô está lá e eu sei o quanto ele é ruim então eu não vou aliviar, pois se afrouxar ele me enforca, então deixa lá, vai ficar mansinho já já, deixa só o pau começar a cantar que ele pedir até perdão.
Vou dar as ordens, e vocês vão lá preparar um café que já eu chego para conversamos, precisamos ser cautelosos, pois tenho uma suspeita que tenha alguém aqui ajudando eles, só não tenho provas, mas a desconfiança é grande.
— Vou te aguarda lá em casa, e falamos sobre tudo. - Eles se despediram e foram, eu segui para o QG e dei as ordens, sabia que estava sendo observado e redobrei a segurança aonde os próximos defuntos estavam, deixei claro que as câmeras do local e estavam ligadas e a patroa estava monitorando, disse tudo isso pois sabia que iam tentar tirar eles de lá, e isso é o que tenho que evitar.
A casa ia cair, e cabeças iriam rolar, todos sabiam que isso poderia acontecer se ela descobrisse, então não vão morrer sem saber das consequências dos seus atos.
E eu quero ver jorrar sangue.
Japa Narrando,
Observava o Mauricio preparar o café, organizando a mesa como se fosse um verdadeiro dono de casa, eu sabia que poderia estar levando-o para um caminho sem volta, mas eu seria egoísta pelo menos uma vez na vida, eu o queria ao meu lado não tinha mais como fugir desse sentimento, eu o amava com todo meu coração e ver o seu cuidado e preocupação comigo só me fazia ter ainda mais certeza que eu era um de muita sorte.
— Eu espero ser o dono dos seus pensamentos, pois está concentrada demais e eu estou ficando com ciúmes.
Ser ciumenta não parece ser do seu fletiu.
— Não é mesmo, mas você desperta em muitos sentimentos em mim, vai contar tudo para seu sub?
Não preciso de segredos, acho que ele mais uma vez demonstrou lealdade e aqui dentro ele foi a pessoa que eu sempre confiei de olhos fechados, nós crescemos juntos e planejamos muitas missões, passamos por cada invasões juntos, e quando caiamos era sempre o outro que estava lá esperando o momento certo para ajudar a levantar, nó início ouvimos muitos insultos eu principalmente pois além de ser mulher eu era uma adolescente rebelde sendo treinada, a minha mãe morreu em uma invasão para defender meu pai, esse que a amava demais e todos invejavam esse amor, principalmente a melhor amiga da minha mãe que mal esperou o corpo da minha mãe esfriar para arma para meu pai.
— O que ela fez?
Colocou droga na bebida dele, eles passaram a noite juntos e ela engravidou, ele ficou transtornado quando acordou no dia seguinte, chorou por quase uma semana inteira no tumulo da minha mãe pedindo perdão, mas antes disso ele fez um exame de sangue que constou que tinha vestígios de droga no seu organismo, ele deu um esculacho na tal amiga, mas depois ela apareceu com a notícia da gravidez, ele disse que só assumiria depois que nascesse e fizesse ume exame de DNA e pah deu positivo, meu pai nunca foi presente na vida do meu irmão, dava de tudo mas se sentia culpado mesmo sabendo que ele não tinha culpa, mas a tal amiga criou ele falando muito mal do meu pai, alimentando uma raiva que não era necessária, quando meu pai morreu ela começou a mandar no morro se sentindo a primeira dama, tratei logo de por ela no seu lugar, o que não adiantou e acabamos caindo no tapa, eu os expulsei do morro pois ela disse que me mataria.
— Amor. - Antes dele terminar de falar o sub bateu na porta gritando que estava entrando.
Substituição: Para com.
Novidade, vive com fome.
Reserva: Querida, eu preciso manter esse corpinho.
Então enquanto você come me conta qual é a sua desconfiança.
Sub: Seu irmão tem vindo com frequência no morro, a mãe dele é proibida de subir, mas ele não, ele tem usado umas coisas, e está sempre arrumando confusão nos bailes, já até disse que seria o proximo a assumir o comando.
Era ele que iria me falar amor, desconfiou dele também?
— Depois do que me contou, era única opção a mãe dele deve ter manipulado ele desde pequeno, e agora ele se acha no direito de comandar o morro, eles podem estar todos unidos, ou podem estar juntos, mas agindo sozinho.
Não me espantaria, mas ela sabe que enviou o filho para morte.
Sub: Ela não sabe que você está solta, e certamente acha que nós iriamos ceder pois ele é filho do antigo dono.
Mas a dono agora sou eu, e eu não vou dar nenhuma brecha para que venha se crescer aqui, se ela treitar eu vou na mesma proporção, faço ela rodar igual ela conhecia bem como era o comando da minha mãe e como foi o do meu pai, não é possível que pensou que o meu seria diferente, ela já viu que eu sou bem pior que eles, e ela nunca vai me descer uma falsa traíra quero mais é que se exploda.
Sub: Como é rancorosa, ela queria ser sua madrasta.
Deus me livre, nada me tirar da cabeça que ela tem algo a ver com a morte dos meus pais, eles eram treinados demais e morreram muito fácil.
Sub: Como se aonde estivessem somente alguém de confiança tivesse acesso.
Isso aí.
— Como seus pais morreram amor?
Minha mãe tinha acabado de sair de uma invasão, o morro já estava limpo e já tinha até alguns moradores na rua, ela chegando em casa quando entrou no portão um disparo certeiro na nuca, o engraçado é que meu pai morreu da mesma forma, no portão e com um tiro na nuca.
— Quai casas ficam em frente a essa casa?
A da ex melhor amiga da minha mãe, engraçado né.
— Então não resta dúvidas, só falta provas.
Essa que nunca encontrei.
— Já foi nessa casa?
Ela já foi toda revirada, alguns pontos aonde pensei que pudesse ser alguma parte falsa, foi quebrado, mas nada foi encontrado.
— Isso tem quantos anos?
Da morte do meu pai tem três anos.
Sub: Naquela época o morro não tinha câmeras nas ruas, mas Japa equipou tudo aqui, e não tem nem ponto cego ela meteo camera pra todo lado, pique bbb.
Eu preciso ser cautelosa, se mataram meus pais podem sim me matarem também.
—Eu estou ao seu lado, e vou fazer o impossível para proteger você.
Sup: O solteiro não tem um dia de paz.
Você está solteiro porque quer, Sabrina te da maior moral e você de uc doce.
Sub: Ela está correndo atrás do dela, ta fazendo faculdade e merece uma vida melhor e alguém que possa lhe dar um futuro melhor. -
Nesse momento eu senti um aperto no coração, será estava sim sendo egoísta e prendendo o Maurício a um futuro miserável ao meu lado.
— Eu estou feliz ao seu lado, e estou aqui porque eu quero, então para de pensar besteira.
Deus é mais, ta lendo mente agora.
— Estou aprendendo a te decifrar.
Sub: Palhaçada, nem respeita os solitários aí como eu sofro, deixa eu comer porque se o coração é vazio o estomago tem que estar sempre cheio.
kkkkkk
Entre risos e indignações seguimos com o café da tarde, as informações eram de grande ajuda, soube também das fofocas que estavam rolando na página de fofocas, e as que ainda não tinha sido publicada, e se não foram era porque era das grandes.
Sub: Eu acabei de falar da página, já fez um post e marcou a gente kkkkkkkk povo fofoqueiro.
Bota Fora Comunidade,
Eu nem tenho uma mais, já tem mais de uma hora que o Sub está na casa da patroa com seu bofe lindo, rum perdoe chefinha, mas seu homem é gostoso. O que eles tanto conversam, será que estão planejando como aquela corja vai de arrasta pra cima, deveria ser em praça pública, doida para ver sangue escorrer, o que não seja o meu é claro.
Ouvi por alto na pracinha que as monas do beco 15 estão doidas pra sentar no seu marido em patroa, assim eu também queria, mas longe de mim ser talarica ainda não to doida amo meu cabelo, passa a maquininha naquele trio fedido patroa faz a alegria do povo e deixa elas carecas assim ficam em casa e não perturbam a vida de ninguém.
Assim, longe de mim fazer fofoca, mas seu irmão ta subindo o morro cheio de pose fazendo maior escândalo, acho que ele merece um corretivo assim daqueles bem pesados.
kkkkkk
Volto logo mais, não sintam saudades.
Beijos.
