Capítulo 7 7

Japa Narrando,

Eu estava ciente de tudo que estava acontecendo, mesmo aqui ainda era informada de todos os ocorridos, recebi fotos daquela bicha falsa no outro morro, curtindo bailes e até de conversa com o sub de lá, o mais engraçado é que ele pensa que vai ter alguma participação no comando caso eles tomem o meu morro, típico de gente que quer as coisas de mão beijada para se mostrar para os outros, Maurício tem se mostrado um homem incrível sempre tão sensato o que me faz pensar em tudo que venho sentido, cada vez mais forte, ele sempre me conta as coisas e isso aumenta ainda mais a minha confiança nele. Depois de um mês eu estou aqui de volta nessa sala com um frio estranho na barriga esperando ele entrar, e quando a porta se abriu em uma mistura de afobação e preocupação ele colocou as sacolas de qualquer jeito sobre a mesa e veio ao meu encontro me puxando para um abraço apertado aonde eu sentia que ali era o meu lugar e que deveria ficar.

— Como você está, te machucaram de novo?

Eu estou bem, não foi pesado dessa vez.

— Um mês eu quase morri de preocupação, o seu advogado está puto e já até entrou com uma ação contra o presídio, me fala você comeu, vem senta aqui eu trouxe bastante comida, bolo e frutas.

Não precisava disso tudo.

— Xiu, senta aqui e come com calma.

Vai me contando o que tem acontecido. - Ele respirou fundo e começou a falar tudo que estava acontecendo, das dúvidas e decisões que tomou sozinho pois não podia entrar em contato comigo, e foram ótimas decisões, me falou daquela bixa safada e como estavam as coisas por lá, o seu treino e o motivo de não ter falado com o sub sobre seu novo treino, não julgo eu faria igual se não confiasse totalmente na pessoa.

— Por enquanto é só isso.

Aquela bixa já voltou pro morro?

— Nem sinal, e na faculdade ele também não apareceu.

Ele vai permanecer sumido por um tempo, mas já eu acho ele. Agora me fala o que é isso no seu braço fez tatoo nova?

— Sim, mas você só vai ver quando sair daqui.

Porquê?

— Porque eu quero que as coisas que vão acontecer depois seja feita com calma, e com tempo.

Não estou entendendo.

— Você vai assim que sair daqui.

Me deixar 5 anos curiosa é covardia.

kkkkkkk

— Não acredito que vá ficar aqui por cinco anos, já tem um ano pois eu te conheci já estava presa e agora com esse novo advogado eu dou no máximo meio ano pra você estar livre.

É o que mais desejo, ficar longe daqui se não descobrirem que eu sou a de frente de lá eu consigo sair.

— Não tem nada que te ligue lá, só se alguém tiver feito provas contra você.

Esse é o meu medo, nesse meio há muitas pessoas covardes que fazer o mínimo por qualquer trocado. - Conversamos mais por todo horário eu não queria que ele fosse embora e muito menos ficar aqui sozinha, eu o queria mais que tudo e com isso eu o beijei subi no seu colo unindo ainda mais os nossos corpos, o gemido em meio ao beijo era insano e me fazia querer mais e mais, a mão dele me apertava com vontade fazendo com que eu sentisse bem a sua ereção, era desejo de mais e vontade ainda maior e não pensamos éramos casados o que havia de errado.

— Tem certeza que quer fazer isso?

Eu tenho, nunca tive tanta certeza na minha vida, você não quer?

— Eu quero, mas confesso que queria que fosse especial, mas não consigo segurar eu te desejo de mais.

- Não foi preciso dizer mais nada o beijo se fez necessário e não havia muito tempo, tudo tinha que ser rápido e não teria tempo para as preliminares, Japa abaixou sua calça a tirando com pressa, já Maurício apenas colocou seu membro para for a sentindo em seguida ela sentar sobre ele, os gemidos e suspiros satisfeitos fizeram ambos de olharem nos olhos sentindo aquele louca eletricidade passar pelas veias de ambos, beijo quente corpo suado quicadas apressadas e eróticas tudo acontecia tão rápido naquela sala, o primeiro sinal foi ouvido e eles trocaram de posição, Japa ficou de costas sobre a mesa e sentia todo o falo do seu companheiro ir e vir com força e muito prazerosa dentro de si, o segundo sinal veio junto com um orgasmo atrapalhado e muito ofegante, risadas sinceras foram ouvidas após o ato, e de fato o que Mauricio disse fazia sentido, ele queria fazer for a dali com calma e muito prazer , pois ter que ir embora assim não era nada satisfatório.

— Tenta se manter longe da solitária, vou te mantendo informada sobre tudo, próximo domingo eu estou aqui.

Obrigada, e eu te espero . - Ele se despediu e saiu ao som da terceira sirene, um sorriso bobo brincava em meus lábios eu não me arrependia foi rápido mas foi melhor do que imaginei.

O decorrer da semana foi preciso aumentar a segurança do Maurício, a bicha safada queria levar ele para um passeio a todo custo, as aulas de defesa estão fazendo efeito, ele logo colocou aquele abusado no lugar, mas isso resultou em uma ameaça indiretamente ameaça.

Aquela safada deixou claro que ele deveria lhe ajudar a ter um bom lucro com o outro morro, assim que eles pegasse meu morro na próxima invasão, na visão dele Maurício te deve essa por ele ter nos apresentado.

Ele já tinha tudo arquitetado, mas o que ele esqueceu que a Japa tinha uma mente perturbada e não iria deixar passar nenhuma das suas graças, ela ia fazer ele cantar para subir na primeira oportunidade, mas antes disso ia mostrar como é uma diversão, a caçada aos ratos estavam apenas começando.

— Eu preciso te perguntar uma coisa, veio na minha mente agora e fiquei apavorado.

O que aconteceu?

— Hoje faz cinco dias da última visita, nós não usamos camisinha, já pensou se você engravida ai dentro, com esse pessoal te maltratando eu vou te sequestrar.

Fica calmo, não acho que vá acontecer, mas se por um acaso acontecer ai vemos o que podemos fazer.

— Japa isso é sério.

Vai ficar tudo bem, vai dormi que amanha você tem que ir fazer trabalho.

Será que eu iria engravidar de primeira assim, nada mais me surpreenderia.

Mauricio Narrando,

A minha mente rondava em um único assunto, a possibilidade dela ficar gravida me causava um grande frio na barriga, claro que eu sempre tive vontade de ser pai, mas eu queria estar formado e até ter um emprego bom, não sei como vai ser a vida dela quando sai de lá, se vai querer voltar para o comando ou se vai querer viver outra vida, eu tinha medo de decepcionar e de ser insuficiente para ela, mas eu sabia que eu era alguém que poderia dar um futuro prospero para ela, mesmo que ela não acredite nisso.

As imagens e sons dos gemidos dela ainda estão na minha mente, é como se fosse um gravador repetindo sem parar na minha cabeça, e é tão gostoso de se ouvir e se lembrar de cada detalhe por mais rápido que tenha sido magnífico.

A bicha falsa sumiu de vez, no morro não ouve nem sinal dele e soube que já foi dado um aviso se ele subir não vai descer, aqui ele também não veio mais, e nem o telefone atende e não respondeu nenhuma das minhas mensagens, mas visualizou todas elas, eu percebi que mesmo silenciosamente a Japa aumentou a minha segurança e talvez por esse motivo aquela bicha não apareceu aqui, mas isso me intriga o que ele quer de verdade, e quem ele é de verdade tenho essas perguntas que ainda irei fazer para ele.

Ao sair da faculdade fui almoçar com o advogado, ótimas notícias ele conseguiu uma liminar e entrou com o processo contra o presídio a audiência da Japa vai ser amanhã e eu já sei que não vou conseguir dormi a noite de tanta ansiedade, se eu não tivesse prova ia cedo pro fórum, mas vai da tempo de chegar antes do veredito do juiz.

Se ela sair antes de levar ela pro morro eu vou levar ela para um resort, já vou fazer a reserva deixar tudo pronto, se não der certo paciência. Mas eu vou fazer uma surpresa pra ela, depois de passar por tantas coisas lá dentro ela merece um pouco de sossego e eu vou proporcionar isso a ela.

Era quase seis da tarde quando eu voltei para casa, o morro vazio e aquela sensação de medo, a luz vermelha no topo do morro estava ligada, era sinal que o toque de recolher foi dado o morro seria invadido, eu fui rápido em pegar uma roupa mas não tão rápido em sair do morro como da outra vez, começou a soltar fogos e em seguida muitas rajadas de tiros, agradeci por ter colocado o carro na garagem e o portão ser todo fechado, fechei as janelas e portas e entrei no banheiro fechando a porta e me sentando ali, aflito e com o coração acelerado, era a minha primeira invasão e eu estava sozinho e apavorado.

~~ Conseguiu sair do morro?

Não, eu tinha acabado de chegar, não deu dez minutos e começou os tiros.

~~ Fica em um local fechado, mantenha a calma estão avisados que você está ai e vão proteger a casa, você já sabe se defender se for preciso não hesite é a sua vida.

Eu vou me defender se alguém entrar aqui, não fica preocupada.

~~ Sua casa é equipada eles não vão conseguir entrar ai, mas se entrarem embaixo da sua cama tem uma arma em um suporte, ela está carregada.

Quando ia me falar que tem uma arma aqui?

~~ São apenas detalhes.

Vi ela ficar offline e suspirei alto, era de mais todas essas informações, ouvia gritos e estrondos, tiros e mais tiros, eu pensei que poderia ser rápido mas a invasão só acabou as 10 da manhã eu estava angustiado, eu mesmo em meio a todo esse caos eu fiz a reserva, e arrastando pelo quarto preparei uma mochila com roupas para Japa e algumas roupas minhas, eu tinha esperança então eu deixei tudo pronto.

Quando foi dado o aviso que a saída estava liberado na comunidade já era pouco mais de meio dia, eu apenas sai de casa apressado e com o peito batendo forte e meio descompensado, uma mistura de medo e angústia, na entrada do fórum eu ainda custei sair do carro era um frio na barriga e as mãos suavam e tremiam na mesma proporção, eu respirei fundo não sei quantas vezes e sai do carro, encontrei o advogado no corredor, foi feito uma pausa de meia hora e na volta seria informado se a Japa poderia responder em liberdade ou teria que voltar pra o presídio.

Meia hora parecia meio dia, demorou a passar era uma angústia, mas quando eu vi ela e o seu sorriso eu realmente entendi que para amar não importa o que aconteça pelo caminho, ou como se conheceu o seu amor, o que importa é que para ter é preciso ser alguém que deseja ser presente e parceiro.

O juiz entrou e eu sentia o ar faltar de tanta preocupação, e ali naquele tribunal eu entendi que eu não estava apaixonado, eu estava amando a minha esposa, amando e desejando cada dia mais.

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