Capítulo 3 Rapidinha

Carlos, 34 anos, e Priscila, 31 anos, uma mulher alta, de cabelos lisos e pretos, e um olhar de quem sabia exatamente o efeito que causava. Ela havia acabado de se mudar para a casa ao lado com o marido, um sujeito tranquilo com quem Carlos costumava trocar ideias na calçada. Com ela, no entanto, a dinâmica era puramente elétrica: trocas de olhares carregadas de segundas intenções que pairavam no ar toda vez que Carlos cruzava com ela na rua.

Numa tarde em que Carlos perdeu as chaves do próprio portão e lembrou que a casa ao lado oferecia acesso fácil pelo muro lateral, resolveu bater à porta dos vizinhos. Para sua surpresa, Priscila atendeu vestindo uma calça legging preta bem colada ao corpo e uma regata fina, totalmente sem sutiã, deixando os mamilos visivelmente endurecidos marcando o tecido.

Ao explicar o ocorrido e pedir permissão para usar o quintal deles para saltar o muro, ela concordou com um sorriso malicioso nos lábios. No caminho pelos corredor em direção aos fundos, Carlos flagrou o olhar dela descendo diretamente para a sua calça, avaliando o volume. O estímulo foi instantâneo, fazendo o sangue ferver.

— Você está sozinha em casa? — perguntou ele, a voz rouca.

Ela abriu um sorriso lento, com uma expressão profundamente provocativa.

— Completamente sozinha...

Carlos não esperou mais nada. Encurralou-a contra a parede do corredor, colando seu corpo no dela. Passou a mão com firmeza por cima da legging, apertando a buceta dela e sentindo o tecido já encharcado de lubrificação. No mesmo instante, Priscila deu um suspiro alto, enfiou a mão com avidez no volume da calça dele e apertou com força.

— Quero sentir essa rola grossa dentro de mim, vizinho — sussurrou ela, mordendo o lábio inferior.

Como estavam a poucos passos da sala, ele a puxou para dentro, trancando a porta com um empurrão rápido. Priscila não perdeu tempo: abaixou a calça e a calcinha de uma vez só, chutando as peças para o canto e abrindo as pernas ali mesmo, no meio da sala. Carlos a virou de costas, empurrando o quadril dela contra a parede, afastou as coxas grossas e, sem hesitar mais um segundo, encaixou a cabeça da rola e afundou de uma só vez naquele canal quente e apertado.

O som da carne batendo ecoou pela sala enquanto ele desferia investidas fundas, rápidas e desesperadas. Priscila gemia alto, cravando as unhas na parede e empurrando a bunda para trás a cada puxada, exigindo mais. O cheiro de sexo e o calor do corpo dela deixavam Carlos completamente cego de tesão. Foram quinze minutos de foda intensa, suados e frenéticos naquela posição, até que a sensação de quase explosão tomou conta. Com medo de o marido dela chegar a qualquer momento, Carlos acelerou o ritmo, enfiando com toda a força até que a gozada subiu quente. Ele despejou todo o seu leite a porra bem no fundo dela, tremendo com a intensidade, enquanto Priscila gemia o seu nome, esvaindo-se em espasmos de prazer contra a parede da sala.

Meu primeiro anal

Paty sempre foi a mulher certa no lugar errado para sentir tanto. Educada, discreta, criada para controlar as próprias vontades, tinha a pele clara, cabelos ruivos longos e ondulados, olhos verdes expressivos, estatura mediana, quadris largos, coxas grossas e seios firmes e pequenos. Por fora, transmitia a imagem de uma mulher comportada, daquelas que dificilmente atravessariam uma linha proibida. Por dentro, porém, existia uma intensidade que ela aprendera a esconder muito bem, porque seu corpo quase sempre respondia antes da razão.

Conheceu Leandro quando tinha dezoito anos. Ele era dez anos mais velho, moreno, alto, cabelos pretos, barba curta e bem desenhada, braços grossos e uma segurança desconcertante. Era daqueles homens cuja presença preenchia qualquer ambiente e que despertavam desejos sem precisar fazer muito esforço.

Paty sentia aquilo.

Sentia muito.

Naquela época, porém, não teve coragem de descobrir até onde aquela atração poderia levá-la. Tinha medo do próprio corpo, da falta de experiência e, principalmente, de se perder nele antes mesmo de conseguir entender quem era. Leandro parecia vivido demais, seguro demais, experiente demais, enquanto ela ainda tentava compreender os próprios desejos.

Os anos passaram e a vida tratou de afastá-los.

Quando voltaram a se falar, Paty já morava em Campinas, no interior de São Paulo, e alguma coisa dentro dela havia mudado. Já não era aquela garota que engolia vontades e fingia não perceber o que o próprio corpo gritava.

Bastaram poucas mensagens para o passado se misturar perigosamente ao presente.

O nome de Leandro aparecia na tela e o coração dela acelerava. A voz dele provocava arrepios. Uma simples conversa era suficiente para fazê-la imaginar coisas que, anos antes, teria vergonha até de admitir para si mesma.

O desejo que ficara adormecido não havia desaparecido.

Apenas esperara.

No dia em que finalmente marcaram de se encontrar, Paty passou horas tomada por uma ansiedade quase excitante. Escolheu a roupa, trocou de ideia, vestiu outra, olhou-se no espelho várias vezes e tentou convencer a si mesma de que conseguiria manter algum controle.

Não conseguiu.

Marcaram de ir a um motel e, chegando lá, tiraram suas roupas em um piscar de olhos. Paty começou a chupar o pau dele, cabeça rosinha, grande e grosso, super delicioso — ele a elogiou, falando que era a melhor chupada que havia recebido — fizeram também o sexo anal que ele tanto queria, mas, como não levaram lubrificante, não foi tão bom.

Mesmo assim, quando deixou aquele quarto, Paty já não era exatamente a mesma mulher que entrara ali.

O corpo permanecia sensível e a mente parecia incendiada. Durante o caminho de volta para casa, tentou organizar os pensamentos, mas tudo retornava para Leandro: o cheiro dele, o toque, a voz, a maneira como a desejara.

Alguma coisa havia sido despertada dentro dela sem qualquer chance de voltar a dormir.

Paty sabia que, a partir dali, dificilmente conseguiria simplesmente esquecê-lo.

E o mais estranho era que culpa e remorso não pairavam em sua mente.

Havia apenas vontade.

Um mês depois, eles se reencontraram.

Era uma tarde quente e sufocante. O tipo de calor que deixava as roupas grudadas no corpo e fazia até o ar parecer pesado. Para Paty, porém, nada parecia tão intenso quanto estar novamente diante de Leandro.

O simples contato dele a desmontava.

Dessa vez, existia menos nervosismo e muito mais expectativa.

Leandro sabia disso.

Primeiro, ele fez Paty mamar bastante até ela não aguentar mais e, depois, colocou-a de joelhos na cama e veio por trás dela, também de joelhos. Aquela posição era muito confortável para começar o anal. Mandou que ela abrisse bem a bunda e começou devagarinho, apenas colocando a cabeça para o cuzinho dela ir se acostumando. Passou lubrificante e meteu bem fundo aos poucos — Paty não sabia se gemia de dor ou de tesão, estava fora de si — ele transpassou seus braços grossos pela frente dela e penetrava, até que ele mesmo abriu mais a bundinha dela com suas mãos e aí, sim, ela sentiu as fortes estocadas.

Paty já não conseguia organizar os próprios pensamentos.

Cada sensação parecia ampliada pelo calor, pela espera de semanas e pela consciência de que estava finalmente se permitindo viver algo que durante tanto tempo havia permanecido apenas em sua imaginação.

Depois, Leandro a deitou na cama de bruços e veio por cima dela, metendo novamente no cuzinho dela. O suor dele pingava no rosto de Paty, que gemia tanto que o deixava louco de prazer. Então, ele gozou no cuzinho dela, deixando toda a porra lá dentro.

Por alguns instantes, Paty acreditou que finalmente havia terminado.

Seu corpo parecia completamente esgotado. Ainda assim, havia alguma coisa estranhamente libertadora naquela exaustão.

Ela se vestiu para ir embora, tentando recuperar a compostura que havia abandonado em algum momento daquela tarde. Arrumou os cabelos, colocou o shorts e respirou fundo, preparando-se para se despedir.

Foi quando percebeu o olhar de Leandro.

Ele ainda a queria.

E, pior, ela também queria.

Presa entre o corpo dele e a parede, sem espaço para fingir recato, Paty deixou cair qualquer personagem que um dia tivesse interpretado. Naquele instante, não precisava ser discreta, educada ou controlada.

Era desejo puro.

Instinto.

Tesão sem culpa.

Leandro então a prensou na parede e a pegou por trás, baixou o shorts e a calcinha dela e começou a meter novamente no cu cheio de porra que havia deixado. A única coisa que Paty precisava fazer era ficar se segurando na parede. Ele a pegava pela bunda e a levantava, estocava tão forte como se o mundo fosse acabar e ela gemia alto de prazer. Os corpos dos dois pingavam suor. Paty estava com tanto tesão que arrancou a própria blusa e só conseguia olhar para trás, vendo aquela cena maravilhosa dele a fudendo como uma vadia.

Ali, não existia mais a jovem insegura que um dia tivera medo de parecer pequena diante dele.

Não existia vergonha.

Não existia a necessidade de fingir que não desejava aquilo.

Quando tudo finalmente terminou, Paty permaneceu alguns segundos encostada na parede, respirando com dificuldade, sentindo as pernas fracas e o coração acelerado. Leandro estava logo atrás dela, igualmente ofegante, enquanto o silêncio que tomou conta do quarto parecia dizer mais do que qualquer conversa conseguiria.

Ela fechou os olhos por um instante.

Durante anos, acreditara que controlar os próprios desejos significava controlar a própria vida. Naquela tarde, descobriu que talvez houvesse liberdade justamente no contrário: em reconhecer aquilo que queria e permitir-se sentir sem transformar cada vontade em culpa.

Quando abriu os olhos novamente, Paty soube que jamais esqueceria aquele encontro.

Porque, naquele dia, ela não havia sido apenas possuída por um homem.

Havia sido tomada por si mesma.

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