Capítulo 5 Dividida

O dia em que eu virei um sanduíche

— Você não faz ideia do quanto eu imagino esse momento — sussurrou Lúcio, a voz rouca e carregada de uma promessa suja, enquanto sua mão calejada subia perigosamente pela minha coxa.

Na agência de publicidade no coração de Curitiba, eu era a imagem viva da discrição: Anne, a mulher que ficava vermelha com um elogio casual, a que usava terninhos recatados e mantinha sempre um sorriso polido no rosto. Mas, por dentro, havia um incêndio descontrolado que só o meu namorado conhecia — e que ele adorava alimentar com nossas conversas mais depravadas sobre fantasias inconfessáveis. Naquela quinta-feira de outono, com o frio apertando lá fora, o incêndio finalmente encontrou o combustível perfeito.

A cerveja forte que tomamos no barzinho já tinha soltado meus reflexos, deixando minha pele sensível e formigando. No banco de trás do carro de Arthur, o espaço parecia ter encolhido perigosamente. Lúcio não conseguia tirar os olhos das minhas pernas, e quando sua mão finalmente encontrou a pele quente da minha coxa nua sob a saia, eu senti um choque elétrico violento percorrer minha espinha, arrancando um arquejo involuntário dos meus lábios.

— Para, Lúcio... — eu pedi, mas minha voz traiu qualquer intenção de recato; soou como um convite manhoso, um sussurro trêmulo que implorava o oposto.

— Por que eu pararia, se você está encharcando a calcinha só de me sentir tocar? — ele respondeu com um sorriso cínico, deslizando os dedos para cima, explorando sem pudor a renda molhada da minha lingerie.

Arthur, pelo retrovisor, tinha os olhos fixos em nós, dilatados e escuros pela luxúria. O ar dentro do carro estava denso, quase sólido de tanto tesão.

— Isso está ficando quente demais para eu fingir que não estou vendo — Arthur comentou, a voz grossa pingando perversão. — Que tal a gente mudar o caminho? Meu loft na Vista Alegre é bem mais confortável para a gente terminar essa brincadeira do jeito que você merece.

Assim que a pesada porta de madeira do apartamento se fechou com um baque abafado, a recato e a timidez ficaram totalmente do lado de fora. Eu me joguei de costas no sofá de couro, sentindo o coração martelar descontroladamente contra as costelas, o corpo febril.

— Tirem minhas sandálias... — pedi, arqueando o corpo e olhando para os dois com uma fome voraz nos olhos. — Elas estão me machucando... e agora é a minha vez de fazer o que eu quiser com vocês.

Os dois não hesitaram um segundo sequer. Com movimentos rápidos e ansiosos, abriram as braguilhas, deixando escapar dois membros magníficos, grossos, latejantes e pesados que saltaram diante do meu rosto. Eu não perdi tempo com recato. Agarrei as duas bases com as mãos, sentindo a temperatura febril da pele deles, as veias grossas saltadas pulsando contra meus dedos, e comecei um banquete animalesco. Beijei as cabeças roxas e úmidas de pré-gozo, lambi cada centímetro da extensão, saboreando o gosto forte e salgado do desejo masculino. Fiz um boquete profundo e ritmado, alternando a atenção entre um e outro, engolindo até a base, sentindo a garganta apertar e lacrimejar enquanto meus olhos reviravam no prazer absoluto de tê-los ali, inteiramente disponíveis para o meu prazer.

— Puta... que delícia de boca, Anne! — Arthur gemeu alto, jogando a cabeça para trás, enquanto Lúcio arrancava minha blusa de um puxão só, expondo meus peitos pequenos e firmes, com os mamilos duríssimos e espetados pelo frio e pelo tesão.

Eles me beijavam com uma urgência quase violenta, línguas famintas se misturando em um beijo profundo, bêbados de saliva e luxúria. Lúcio me puxou para cima, colocando-me de pé, e arrancou o que restava da minha saia com um rasgão, deixando-me completamente nua, vulnerável e pingando na frente deles. Ele se jogou no sofá, ereto, a respiração pesada e os olhos brilhando de pura malícia.

— Vem cá, sua vagabunda. Engole esse pau com a sua buceta agora!

Eu montei nele sem pensar duas vezes, sentindo a cabeça larga e dura do seu pinto rasgar de uma vez só a minha entrada febril e encharcada. A sensação de preenchimento foi avassaladora, fazendo-me soltar um grito abafado na boca de Arthur, que já se aproximava. Enquanto eu quicava ritmicamente sobre Lúcio, sentindo cada centímetro de carne me rasgar por dentro, estendi a mão trêmula para Arthur.

— Arthur, vem... quero esse pau na minha boca agora mesmo!

O boquete virou uma sessão de tortura deliciosa. Eu sugava Arthur com voracidade, engasgando com a grossura dele, enquanto Lúcio me fodia de baixo para cima com um ritmo frenético, implacável. Mas a minha mente perversa queria o ápice da humilhação e do prazer; eu queria a sensação completa da minha fantasia mais proibida.

— Arthur... lamba meu cu... por favor, me deixa pronta, eu preciso de você lá atrás — implorei, arqueando as costas em um arco perfeito, oferecendo-me inteira.

Arthur se ajoelhou faminto atrás de mim e, sem cerimônia, enfiou a língua quente e úmida no meu cuzinho, lambendo com força e explorando cada dobrinha, preparando o canal com saliva e pressão. Quando senti a cabeça grossa do pau de Arthur pressionando e escorregando na minha entrada anal, eu soltei um grito agudo, misto de dor e um tesão indescritível. Era a porra da minha fantasia se materializando ali.

— Relaxa, minha linda... deixa a gente te possuir até a alma — rosnou Arthur no meu ouvido, e então, com um empurrão firme, bruto e profundo, ele rasgou meu cu de uma vez só.

Eu soltei um gemido estridente que ecoou pelas paredes da sala, sentindo a pressão absurda, deliciosa e dilatadora de dois homens me preenchendo simultaneamente. Lúcio na minha buceta, Arthur no meu rabo. O sanduíche de carne perfeito. Eles me seguravam com força brutal pelos quadris, me fodendo com uma violência cheia de prazer, um mete e tira constante, desordenado, que fazia minha visão turvar e o mundo girar.

O ritmo tornou-se puramente animal. Não havia mais espaço para a polidez, para a mulher recatada do escritório ou para qualquer resquício de timidez; ali, esmagada sob o peso de dois corpos másculos e suados, eu era apenas carne pulsante, desejo cru e lubrificação transbordando. O som da pele estapeando a pele ecoava ruidosamente pela sala vazia, um compasso visceral e rústico que ditava a urgência daquela foda proibida.

— Olha para mim, sua piranha! — Lúcio urrou, segurando meu rosto com uma mão enquanto a outra cravava os dedos na minha cintura, enterrando-se em mim com estocadas tão fundas que pareciam tocar a minha alma. — Olha como você está sendo aberta e rasgada por nós dois!

Eu já não conseguia formular palavras coerentes, apenas emitia gemidos desconexos, choramingos de puro êxtase. Senti Arthur acelerar ainda mais o ritmo atrás de mim, suas mãos cravando-se com força sádica em minhas nádegas para me puxar com mais violência contra seu púbis. A sensação de plenitude era quase insuportável; eu me sentia dolorosamente esticada, preenchida até o último limite anatômico, com cada milímetro do meu canal vaginal e anal pulsando na mesma frequência insana do prazer deles.

— Eu vou gozar... porra, eu não aguento mais, eu vou explodir! — gritei, sentindo a primeira onda de espasmos violentos começar a queimar na base do meu clitóris, massacrado pela fricção incessante.

— Goza para a gente, sua puta desgraçada! — Arthur bramiu, dando um último impulso devastador e profundo que me fez arquear as costas em um espasmo doloroso de tão gostoso.

O orgasmo me atingiu como uma descarga elétrica de alta voltagem, fazendo minhas paredes vaginais se contraírem ferozmente ao redor do pau de Lúcio, enquanto meu esfíncter anal espremia Arthur em um abraço desesperado, fervente. Eu vibrava inteira, soluçando e babando de prazer, enquanto sentia a primeira golfada de gozo quente começar a preencher meu interior.

— Porra... — Lúcio gemeu em um sussurro rouco, perdendo completamente o controle. — Eu vou inundar essa sua buceta!

Um após o outro, eles atingiram o ápice da perversão. Senti o jato escaldante, latejante e potente do esperma de Lúcio disparando fundo dentro de mim, preenchendo cada centímetro da minha vagina, enquanto, no mesmo segundo, Arthur descarregava seu leite fervente e denso no meu rabo. A sensação de transbordar, de estar literalmente recheada pelo gozo de dois homens diferentes, era a experiência mais visceral, suja e inebriante da minha vida.

Ficamos ali atirados no sofá, imóveis por longos segundos, apenas com a respiração pesada cortando o ar e o cheiro denso de sexo, suor e fluidos impregnando a sala. O silêncio só era quebrado pelo som viscoso do líquido escorregando pelas minhas coxas quando eles, lentamente, começaram a se retirar de dentro de mim.

Eu desabei de vez sobre o estofado, com as pernas completamente abertas, suada, vulnerável, dolorida e exausta. Ergui os olhos pesados e vi os dois me observando de cima, com um brilho de posse animalesca e pura admiração nos olhos.

— Você foi absolutamente perfeita, Anne — sussurrou Arthur, beijando minha testa suada, enquanto eu sentia o gozo misturado deles escorregar lentamente pelas minhas pernas, lembrando-me de que, dali em diante, por mais que eu voltasse a usar terninho e a abaixar a cabeça na agência, eu nunca mais seria apenas a funcionária exemplar; eu era, e sempre seria, o playground particular daqueles dois machos famintos.

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