Capítulo 7

Aron Curry narrando:

Com o quarto escuro, eu estava deitado na cama sob os lençóis finos, apenas de cueca. Laura abriu a porta e, através das sombras, pude vê-la se apoiando atrás dela. Ela se sentou silenciosamente ao meu lado. Forcei meu corpo em direção a ela, minhas mãos abraçaram suas costas e meus lábios tocaram seu ombro.

"Eu sei que não posso te tocar, mas deixe-me cuidar de você esta noite... se você não quiser, eu sento na poltrona e durmo nela."

Suspirei inseguro, precisava aprender a amar. Laura manteve o silêncio por alguns segundos.

"Acenda o abajur..." Laura sussurrou. "Quero que você vá para a poltrona", sua voz era autoritária, e me perguntei por que a obedeci tão facilmente.

Laura parou na minha frente, olhou nos meus olhos e se agachou para pegar a calcinha que eu a fiz tirar antes de irmos para a boate, fiquei intrigado com o que ela ia fazer. Vi ela amarrar minhas mãos na poltrona com aquela calcinha vermelha fina. Laura deixou a toalha cair, e minha excitação já era evidente.

"Você não pode me tocar, mas pode me olhar enquanto eu me toco", Laura sussurrou com as mãos apertando meu joelho.

"Eu ainda tenho uma mão livre..."

Laura me olhou como se tivesse uma carta na manga, e rasgou minha cueca, amarrando minha outra mão com ela, enquanto me provocava com seus seios tão perto do meu rosto.

Vi ela caminhar até a cama, me olhando de forma provocante, não havia como conter minha ereção ao vê-la. Laura sentou na cama e abriu as pernas na minha frente, molhou os dedos na boca e moveu os quadris para frente, se tocando. A luz do abajur me permitia ver seu semblante ousado, enquanto se movia para frente e para trás, se tocando com os dedos e arqueando o pescoço como fez na noite em que a dominei. Ao olhar, meu desejo era me soltar, era tão fácil, ir até ela, consumir o fogo que ardia entre nós. Laura gemia de forma elucidada e enlouquecedora.

"Eu trouxe meu guarda-roupa inteiro", ela disse, ligando o vibrador e introduzindo-o em suas partes íntimas com a facilidade de quem já estava molhada o suficiente para isso.

Laura gritou enquanto apertava o lençol, era tão prazeroso vê-la sentindo prazer que era impossível para mim não gemer junto, mesmo sem me tocar, apenas olhando para ela. Seus olhos penetraram os meus, imaginei o que ela estava pensando naquele exato momento enquanto pressionava as pernas uma contra a outra e se contorcia em um prazer que a levava a segurar os lençóis com tanta força. Minha imaginação me levou a me imaginar em cima dela, dominando-a e fazendo-a gritar tanto quanto aquele vibrador. Suas pernas tremiam, se chocando uma contra a outra em um orgasmo elucidado que me deixou incapaz de não gozar junto enquanto me soltava.

Laura desabou na cama rindo, e estendeu a mão me puxando para perto dela.

"Você não pode me tocar, mas eu preciso de você comigo esta noite", ela sussurrou.

Abraçando-a fortemente pelas costas, era torturante seu corpo nu tão perto do meu, senti ela suspirar profundamente, em alívio. Sentindo seu cheiro, me perguntei como era possível aproveitar tão intensamente apenas ao vê-la.

Laura Brando narrando:

Acordando nua naqueles lençóis frios, me encontrei sozinha naquela enorme cama, minha mente me lembrou do que eu tinha feito, e levando minhas mãos aos olhos envergonhados, sorri. Caminhei nua até o chuveiro, tomei um banho e senti a ausência de Aron ao meu lado, me deixando em dúvida sobre meus sentimentos. Tudo tem sido tão incerto.

Colocando um vestido que trazia um ar romântico, desci as escadas, sendo inundada pelo aroma de um café bem preparado, segui o cheiro até a beira da piscina, onde vi Aron ao lado de uma mesa posta, esperando por mim.

"Não sabia que você era do tipo que cozinha..." eu disse, sentando-me à sua frente.

"Não sou... mas há muitas coisas que estou disposto a me tornar," Aron disse com um olhar penetrante, segurando minha mão. "Cometi um erro ontem, mas estou disposto a consertar, vamos sair hoje..."

"E para onde exatamente vamos?" perguntei a ele.

"Você vai ver."

"Por que você sempre é tão misterioso?"

Perguntei apenas para vê-lo rir enquanto me servia.

"Quer que eu vá sem calcinha?" provoquei.

Aron se levantou, veio até a frente da minha cadeira e colocou as mãos nos meus joelhos, abrindo minhas pernas, e vendo que eu estava usando a mesma lingerie que usei para amarrá-lo.

"Quero que você vá com o que se sentir confortável. Me surpreenda."

Aron se afastou, deixando-me com um sorriso no rosto. Ele era tão impulsivo quanto Jason, mas não teria sido tão rude na noite anterior se não tivesse medo de me perder. Edgar nunca teve medo. E isso me leva a olhar para Aron com outros olhos, ele consegue me deixar molhada, mas Jason também me faz sentir sua ausência, meus olhos percorrem todo o território da casa me perguntando onde ele está, mesmo depois de ouvir sua discussão na noite anterior.

Subindo as escadas, vesti as roupas que mais valorizavam minhas curvas, meus seios quase à mostra, e Aron estava me esperando na porta com seus capangas, encarando-os, sem permitir que seus olhos percorressem meu corpo.

Caminhei em direção a ele, parei e fui até um de seus capangas deslizando minhas mãos pelo abdômen dele.

"Você é atraente o suficiente para ser um capanga," eu disse enquanto sorria para Aron.

Aron me puxou pelo braço.

"Você gosta de me provocar, não é, querida? O que você vai fazer com toda essa ousadia quando me implorar para te fazer gritar tanto quanto ontem à noite?" Aron sussurrou.

"Eu nunca vou implorar por algo assim, querido."

Aron Curry narrando:

Os olhos de Laura refletidos pelo mar e complementados pelo seu sorriso, me trouxeram a sensação de ter consertado tudo.

Subindo no iate, estendi minhas mãos para que ela subisse enquanto a apoiava. Ficamos afastados da multidão enquanto ao meu lado ela cantava e enchia taças de champanhe. Laura conseguia me tornar um homem tão vulnerável que ao lado dela eu esquecia que era um chefe da máfia e me permitia cantar uma música cujas palavras eu nem conhecia.

"Vamos parar por um momento." Eu disse a Laura, subindo para a parte externa do iate e deitando sob o sol.

Laura surgiu vestindo um biquíni tão minúsculo que parecia atraente e despertava meu ciúme de que alguém a visse. E Laura foi vista, à distância vi Magno se aproximando em seu barco enquanto me encarava.

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