Capítulo 2
POV do Damian
Eu conseguia sentir ela tremendo de leve sob o meu toque.
Eu tinha plena consciência de que ela estava se oferecendo pra mim não por carinho, mas por vingança, pra descarregar o que estava sentindo. Eu não me importava. Eu a quis desde o instante em que a vi pela primeira vez, num encontro de família, três anos atrás, quando o Ethan desfilou com ela como se fosse um troféu.
Mesmo naquela época, quando ela mal tinha dito uma palavra, eu já estava me apaixonando. Mas no olhar dela não havia espaço nenhum pra mim. Eu nunca avancei, só a observei de longe, em segredo.
Eu só nunca imaginei que ela viria até mim por vontade própria.
As portas do elevador se fecharam atrás de nós e, na hora, ela se apertou contra mim, os lábios encontrando os meus com uma fome desesperada. Eu senti o gosto do licor doce na língua dela enquanto minhas mãos encontravam a cintura dela, puxando-a ainda mais pra perto.
— Você tem certeza? — perguntei, interrompendo o beijo. Eu precisava ouvir ela dizer.
Ela não respondeu com palavras; apenas me calou com outro beijo. A falta de experiência dela já estava me enlouquecendo.
O elevador apitou ao abrir no meu penthouse, e eu a ergui, as pernas dela se enrolando na minha cintura enquanto eu a carregava pra dentro. Os lábios dela não saíam dos meus, famintos e exigentes.
Eu a pressionei contra a parede, me esfregando nela, deixando ela sentir o quanto eu a queria.
— Quarto — ela sussurrou contra a minha boca, as mãos já trabalhando nos botões da minha camisa.
Eu a levei até lá, deitando-a nos lençóis de seda preta antes de recuar pra tirar a camisa. Os olhos dela escureceram enquanto ela absorvia meu peito, meu abdômen, o rastro de pelos que descia até a minha calça.
— Você é perfeito — ela sussurrou, sentando pra puxar a própria blusa por cima da cabeça. O sutiã de renda mal conseguia conter os seios fartos dela, e a visão fez minha boca encher d’água.
Eu rosnei, avançando até ela e tomando a boca dela de novo. Minhas mãos encontraram os seios dela, apertando, provocando os bicos através do tecido delicado até ela se arquear contra mim, gemendo. Eu desafivelei o sutiã, revelando seios redondos, perfeitos, com mamilos rosados que pediam minha atenção.
Eu abocanhei um mamilo, sugando com força enquanto minhas mãos trabalhavam no botão do jeans dela. Ela arfou, os dedos se enroscando no meu cabelo, me puxando firme contra o peito dela.
— Por favor — ela implorou, me ajudando a empurrar o jeans e a calcinha pra baixo. — Eu preciso sentir você.
Eu me livrei rápido do resto das roupas, observando os olhos dela se arregalarem quando ela viu meu membro endurecido, pronto pra ela.
— Caramba… você é grande — ela sussurrou, estendendo a mão pra mim.
Eu segurei a mão dela, levando-a aos meus lábios. Eu me movi entre as pernas dela, deixando beijos pelo ventre dela até chegar ao centro. Ela já estava molhada pra mim, o cheiro doce dela me deixando louco. Eu passei a língua entre as dobras dela, encontrando o clitóris e circulando devagar.
—Ai, meu Deus —ela gemeu, rebolando contra a minha boca.
Eu enfiei um dedo nela, depois outro, sentindo o quanto ela era apertada. Apertada demais. Levantei o olhar, entendendo de repente.
—Victoria —eu disse, rouco—, você é virgem?
Os olhos dela se arregalaram, e um rubor subiu pelas bochechas.
—Isso importa?
Arthur uivava com satisfação primitiva dentro de mim. Meu irmão, aquele idiota, nunca tinha tomado ela por completo. Ela seria minha —só minha.
—Importa —eu respondi, subindo para beijá-la de novo, dessa vez com mais carinho. —Eu prometo que vou fazer ser bom.
Alcancei a camisinha no criado-mudo, coloquei antes de me encaixar entre as coxas dela, pressionando contra a entrada.
Ela balançou a cabeça, me puxando para mais perto.
—Por favor, Damian. Me dá!
Eu avancei devagar, sentindo ela se abrir ao meu redor. Ela fez uma careta, as unhas cravando nas minhas costas. Eu parei, dando tempo para ela se acostumar.
—Respira, linda —murmurei, beijando o pescoço dela, a linha do maxilar, os lábios. —Só respira.
Quando ela relaxou, eu fui mais fundo, num movimento único e suave, rompendo a barreira. Ela soltou um grito, e eu engoli o som com a minha boca, beijando-a com força enquanto ficava imóvel dentro dela.
—Incrível —eu gemi, lutando contra todo instinto de me mexer. —Tão apertada… tão perfeita.
Depois de um instante, ela começou a se mover sob mim, o quadril se erguendo para encontrar o meu. Entendi o recado e comecei a me mexer, primeiro lento e raso, aprofundando aos poucos conforme o desconforto dela virava prazer.
—Mais —ela arfou, as pernas se enlaçando na minha cintura. —Mais forte.
Eu obedeci, investindo com mais força, vendo o rosto dela se transformar de prazer. Cabeça jogada para trás, lábios entreabertos, olhos semicerrados —ela era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
—Isso… —eu a incentivei quando ela começou a acompanhar minhas estocadas. —Ah! Me fode mais forte!
As palavras dela me deixaram ainda mais fora de controle. Eu mudei nossa posição, puxando-a para cima de mim sem quebrar o encaixe. Ela arfou com o novo ângulo, apoiou as mãos no meu peito e começou a cavalgar.
—Ai, porra —ela gemeu, o quadril encontrando um ritmo que fez nós dois arfarmos.
—Damian, eu… eu tô perto.
Eu levei a mão entre nós, o polegar encontrando o clitóris dela e fazendo círculos enquanto ela se movia.
—Goza pra mim, Victoria —eu ordenei, sentindo o meu próprio prazer crescer. —Deixa eu te sentir.
Ela se desfez em cima de mim, por dentro apertando ao redor de mim enquanto gritava o meu nome. Ver ela perder o controle me fez passar do limite, e eu empurrei para cima com força, rosnando enquanto me derramava dentro da camisinha.
Ela desabou sobre o meu peito, nós dois ofegantes.
