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Spade Maverick
Pedi aos guardas que dessem a cada um deles uma tigela de arroz branco simples, monitorando-os para garantir que comessem tudo.
Era suficiente para encher, então serviria.
Olhei entre minhas cartas, rindo para mim mesmo como se ela não soubesse que estava claro que o Ás de Espadas estava no topo.
Coloquei-as de lado, me preparando para ir para a cama, exausto e levemente bêbado, mas não realmente.
♠️♥️♣️♦️
Me preparei, vestindo apenas uma camisa branca de botões e calças sociais pretas.
Bocejei, sabendo muito bem que tinha uma maldita reunião com um dos gerentes dos meus clubes que não gostava do que eu tinha planejado.
Coloquei meu relógio, penteando meu cabelo no estilo pompadour bagunçado, meus cachos não cooperando muito.
Raspei meu rosto, limpando a sombra.
Fui para o andar principal, entrando na primeira sala de conferências.
"Aí está você! Quase atrasado." Ele disse e eu fechei a porta.
"Fale comigo como se eu fosse seu amigo e vou pregar um prego nessa sua testa enorme." Sentei-me em frente a ele.
"Ah, não seja um chato. De qualquer forma, estou vetando sua proposta de mudar as bebidas." Ele falou.
"Proposta?" Sorri.
"Isso não foi uma maldita proposta. Vai acontecer." Pisquei para o ego dele, tirando-o como se fosse um fio de cabelo, desprezando suas opiniões porque não significavam nada.
Isso o incomodava.
Eu estava me divertindo.
Uma batida na porta.
"É a Vanessa, ela está pronta se você precisar de algo." Meu guarda disse e eu murmurei.
"Peça para ela entrar. Quer algo para beber?" Perguntei ao homem retardado mental.
Retardado mental.
"Uma margarita de pêssego?" Ele perguntou.
"Isso é uma pergunta?" Uma voz doce falou ao meu lado.
"Ela é bartender." Informei.
"É isso que eu gostaria, por favor." Ele assentiu.
"E você, senhor?" Ela me perguntou.
Bem, que se dane.
"Que tal... não tenho certeza. Nada muito forte. Me surpreenda." Olhei para ela.
"Volto já com isso." Ela saiu e os olhos dele estavam nela.
"Desde quando-"
"Estou mudando as bebidas. Isso é definitivo. Sua opinião é irrelevante e, se você não gostar, vou te demitir e colocar ela para gerenciar o lugar. Vamos deixar uma coisa clara, garoto," inclinei-me para frente.
"-Eu te contratei. Eu sou o dono. É meu dinheiro. Meu negócio. Você não tem autoridade sobre mim. Existem centenas de outras pessoas que poderiam fazer melhor do que você, mas eu sei que você teve dificuldades em manter empregos no passado, então estou tentando ser generoso. Mas, pelo amor de Deus, você não tem voz enquanto eu quiser outra coisa." Suspirei, apertando a ponte do nariz.
"Tudo bem." Ele soou chateado.
Eu ri.
"Por quê? O que há de errado com o que eu quero?" Perguntei.
Ele balançou a cabeça, desconfiado.
"Você fez alguma coisa." Sussurrei, acusando-o.
"Não importa."
"Eu tenho câmeras. Vou pedir para a segurança revisar as fitas-"
"Metade das garrafas são diferentes. Duas garrafas de cada álcool, uma normal, a outra para mulheres..."
"Você as drogou. Você tem drogado elas." Assenti.
"Mas-"
"Isso faz tanto sentido. Você quer que façam boquete em você, então chantageou as funcionárias. Você quer- oh meu Deus!" Senti meu adrenalina subir, meus punhos batendo na mesa enquanto a porta se abria.
Não me importei que a margarita estava no chão enquanto eu pisava no vidro, minhas mãos agarrando a gola do pedaço de merda nojento.
"Você acabou. Marcire All 'inferno." Empurrei-o contra a mesa, meu antebraço sobre sua garganta.
Apodreça no inferno.
"Deus, eu não sei o que devo fazer com você." Me perguntei por muito tempo por que as garçonetes eram tão ariscas, mas eu perguntava, elas me diziam que eram problemas em casa.
Me perguntei por que naquele lugar tínhamos mais mulheres completamente bêbadas.
Dou uma chance a um garoto de rua e ele se revela absolutamente vil.
É por isso que eu não sou legal. Que merda.
"O que está acontecendo?" Vanessa perguntou da porta.
"Chame o Nick para entrar." Pedi para ela chamar o guarda e ela o fez.
"Porão. Depois verifique as fitas para ver quantas mulheres possivelmente estavam em perigo por causa dele." Sussurrei, minha garganta seca.
"Eu cuido disso." Ele gentilmente substituiu suas mãos onde as minhas estavam antes de puxá-lo e arrastá-lo para fora.
Ajeitei minha camisa e calças, alisando meu cabelo com a mão.
"Precisa que eu saia?" Ela perguntou.
"Uísque. Com gelo." Olhei para ela, ajustando os punhos da minha camisa.
"Eu derrubei o copo, desculpe." Ela disse, olhando para o chão entre nós coberto de lama laranja e cacos de vidro.
"Não se preocupe, Ace. Você está bem." Respirei fundo, eu também estava bem.
Mas vou cortar um centímetro do pau dele para cada mulher que ele aproveitou até não sobrar nada.
Terapia.
"Você é italiano?" Ela perguntou.
"E um pouco norueguês." Assenti.
"Você fala fluentemente?" Tirei um momento para admirar sua roupa, um vestido branco suave que complementava o tom oliva.
"Sim. Meus pais eram imigrantes. Eu nasci e cresci aqui." Assenti.
"Uau. Eu não fazia ideia, você não tem nenhum sotaque." Ela murmurou.
Sorri.
"Eu sei. Com licença." Chamei no meu, suponho que poderia ser chamado de walkie talkie, para os zeladores.
"Vai ser limpo. Esqueça o uísque, afogar minha frustração em álcool não é saudável, então, que tal almoçarmos?" Perguntei.
"Ok." Ela assentiu.
