Capítulo 4 CAPITULO 04
Chefin narrando
Saí do hospital e fui em direção à boca, fui andando bem devagar pelo morro vendo o movimento, as crianças brincando, as tias fofocando nas portas e alguns moradores indo e vindo do trampo, graças ao maior lá de cima meu morro tá na paz de Deus e espero que mantenha assim, vou pra boca resolver umas paradas, ver a casa pra Malu e ver quem vai deixar na responsa do morro do PPG.
Cheguei e fiz o toque com os caras, não sou muito de falar como já disse então tô sempre de cara fechada, alguns nunca nem me viram dar um sorriso, olhei pro lado e vi a Lara subindo o morro com uma porra de short que era melhor tá de calcinha na moral, dei nem moral e já fui logo pra minha sala, vários bagulhos pra resolver e ainda tem o meu aviãozinho que foi pego com um carro cheio de droga, um prejuízo da porra, tive que mandar outra remessa de carga, fora o prejuízo da grana. Sentei na minha mesa e comecei a olhar os papéis da contabilidade, a contagem das armas e dos coletes, agora tem que ser tudo contabilizado, tavam me passando a perna e isso eu não aceito, ajudo geral, pago um bom salário pros meus soldados já pra não me roubarem, mas tem uns que se acham mais espertos que os outros achando que não vão ser pegos e é aí que eles se fodem, porque eu não tenho dó de ninguém, desço o aço sem pena, tava distraído resolvendo minhas paradas quando minha porta é aberta com tudo, levantei correndo e já apontei minha glock e eram os dois pau no cu do Sombra e Bielzinho.
— Opa. — ele fala levantando as mãos em forma de rendição.
— Seus pau no cu, qualquer hora seis vão levar um tiro pra aprenderem a ficar espertos. — eles dão risada.
— Cara sério, tu precisa muito arrumar uma mulher pra ver se esse teu mau humor vai embora. — mando o dedo pra ele que dá risada.
— Aqui não tem nenhuma que valha a pena não, e eu não sou banco pra ficar banhando ninguém não, essas putas só querem dinheiro.
— Tô suave também, eu só quero uma, e assim que ela me der condição eu coloco ela no porte do pai. — ergo a sobrancelha, é um viado mesmo viu.
— Acho que tu gosta é de dá fruta, por isso a gente não te vê com ninguém. — gasto com a cara dele.
— No papo, acho que essa é as ideia.
— Já tomaram no cu hoje? Seus arrombados.
— Bora parar de viadisse e ir trampar que tamo cheio de coisa pra fazer.
— E a ruiva que a gente trouxe do PPG? — olho pra ele e estreito os olhos. — Foi só uma pergunta. — fala levantando as mãos.
— Já acordou, ela e a mãe vão ficar aqui no morro, querem abrir uma parada aí, quero que vejam se a casa da praça com loja embaixo tá tudo certo pra ela, vou deixar elas lá até ter uma grana pra começar a me pagar.
— Será que elas não tinham nada lá no PPG? Dinheiro nada. — nego.
— Pelo que a Malu falou. — eles dão risada e se olham me encarando. — Tão vendo o bozo caralho?
— Que intimidade é essa em? — eles perguntam.
— Vaza daqui vai, quando vocês achar a postura de vocês a gente conversa, parecendo dois comédia emocionado caralho.
— Tem certeza que é a gente?
— Tamo indo receber a carga e ver a meta da casa pra tu. — concordei e dei a chave pra eles que saíram e meu rádio tocou.
Rádio on
— Aê chefe, a Lara disse que quer trocar um papo com o senhor, pode deixar entrar? — bufei irritado.
— Manda entrar. — eu falei e fui guardando umas coisas na gaveta, ela bateu na porta. — Entra.
— Será que posso falar com você? — ela fala colocando só a cabeça pro lado de dentro.
— Solta a voz Lara, tô cheio de parada pra resolver.
— Você não me procurou mais, eu tô com saudade de você. — ela já fala toda manhosa.
— É pica que tu quer safada, então vai, pode fazer seu trabalho. — eu falo e ela já vem toda sorridente pro meu lado, abri minha bermuda e puxo meu pau pra fora da cueca, dá uma risada de puta e eu dou um tapa no rosto dela. — Engole ele todinho vai vadia. — ela umedece os lábios e cai de boca, jogo a cabeça pra trás aproveitando a sensação, boquinha de veludo do caralho, segurei na cabeça dela que lambeu toda a extensão e chupou minhas bolas, cuspiu só na cabecinha e ficou passando a língua em círculos enquanto massageava minhas bolas, voltou por ele todo na boca fazendo garganta profunda e eu já tô me segurando pra não gozar, fodi a boca dela com força e logo me aliviei, peguei algumas notas de 100 na gaveta.
— Mete o pé. — ela me olhou sem entender.
— Mas eu ainda... — já cortei ela logo.
— Foda-se, tô pagando, agora vaza, se quiser termina sozinha.
— Por que você me trata assim Chefin, eu te amo, sempre fiquei só com você e você sempre faz isso comigo. — ela fala com a voz embargada e os olhos cheios de lágrima.
— Tu ama é o malote que eu te dou Lara, vem se fazer de boa moça não que comigo não cola não, eu conheço muito bem esse teu jogo, agora mete pé. — ela se levanta, arruma os cabelos e pega o dinheiro, me ama é um caralho, tá vendo que a porra do dinheiro ela pegou.
