Capítulo 6 Capítulo Seis
— A cerca de um quarteirão de você e do Logan.
— Sério? — eu pergunto, chocada.
Aaron assente com a cabeça. — Sim. Muito legal, né? Na verdade, todos nós moramos num raio de uns três quarteirões uns dos outros.
— Isso é incrível — eu digo, maravilhada. Nas minhas antigas escolas, eu nunca morava perto de nenhum dos meus amigos.
— Ei, quer ir lá em casa? Até o resto do pessoal sair do treino — Aaron pergunta enquanto nos aproximamos da minha rua.
— Claro.
Aaron sorri e, algumas paradas depois, ele se levanta. — É aqui que eu desço.
Eu o sigo para fora do ônibus. A casa dele é de um lindo tom de azul-claro, com dois andares e um quintal surpreendentemente grande com uma cerca de privacidade nos fundos. — Sua casa é muito bonita.
Aaron ri. — Obrigado, minha mãe vai ficar feliz em ouvir isso. Não tem ninguém em casa agora. Minha mãe e meu pai estão no trabalho.
— Ah, tudo bem. Tem problema eu estar aqui com você?
Aaron me olha de cima a baixo. — Tudo bem, sim. E aí, quer assistir TV ou jogar videogame?
— O que você quiser fazer — eu digo com um sorriso.
Aaron bate na cama ao lado dele. — Você gosta de filmes de terror?
— Eu amo filmes de terror — eu digo a ele enquanto me sento na cama ao seu lado.
— Que bom. Eu também.
Aaron coloca um filme de terror, e nós nos acomodamos em um silêncio confortável enquanto o filme começa. Filmes de terror sempre parecem ser ruins no começo. Isso nunca parece durar muito e, por mais que eu ame filmes de terror, também sou muito medrosa. Um susto inesperado me faz gritar e eu cubro os olhos com as mãos.
Aaron cai na gargalhada. — Achei que você amasse filmes de terror.
Eu dou um tapa no braço dele. — Cala a boca. Eu amo filmes de terror.
— Tem certeza disso? Você quase pulou da cama.
Eu zombo. — Não pulei, não. Só fui pega de surpresa.
— Aham — Aaron diz rindo. — Bom, se você ficar com medo de novo, eu te protejo.
Eu reviro os olhos, mas chego um pouco mais perto dele na cama. — Filho da mãe! — eu grito quando outro susto me pega. — Eu odeio esse filme.
Aaron bufa uma risada. — Você é fofa demais. Vem cá. — Aaron passa o braço em volta da minha cintura e me puxa para mais perto dele na cama.
Cerca de cinco minutos incríveis se passam sem nada assustador acontecer e então BAM! Eu grito e escondo meu rosto no peito do Aaron. Que, de bom grado, aperta os braços com mais força ao meu redor. — Onde você achou essa droga de filme?
Aaron ri. — Eu amo esse filme, não acredito que você nunca tinha visto antes.
— Eu provavelmente teria morrido de ataque cardíaco se assistisse sozinha.
— Acho que nunca ri tanto durante um filme de terror — Aaron diz enquanto esfrega meu ombro.
— Quer saber? Eu odeio você e essa droga de filme.
Aaron ri ainda mais e eu não consigo evitar um sorriso. O filme continua mais ou menos na mesma. Alguns belos minutos de paz e então BAM! Eu levo um baita susto tudo de novo.
— A-Rod! — a voz de um homem vem do andar de baixo.
— Aqui em cima! — Aaron grita de volta.
— É o Logan? — eu pergunto.
Aaron assente com a cabeça, e Logan entra pela porta do quarto. — E aí, A-Rod. Beleza? Lilly? Não sabia que você estava aqui.
Aaron ri e eu dou uma cotovelada na costela dele. Logan olha para nós dois com a testa franzida. — Qual é a graça?
Eu olho para Aaron por um segundo, depois para Logan. — O Aaron está sendo um babaca.
Logan e Aaron caem na gargalhada. Aaron balança a cabeça. "Ela é uma grande medrosa que supostamente ama filmes de terror, mas fica pulando e gritando toda vez que acontece alguma coisa."
"Quer assistir com a gente?" pergunto a Logan, tentando mudar de assunto para não falarmos mais de mim e dos meus sustos.
"Claro", Logan diz, e Aaron e eu chegamos um pouco para o lado para abrir espaço para ele na cama.
Nem um minuto depois de Logan se sentar na cama, alguma coisa me dá um baita susto e eu começo a gritar, me agarrando ao Aaron como se a minha vida dependesse disso. Aaron e Logan riem de mim de novo e, sinceramente, tenho vontade de dar um soco nos dois.
Logan coloca a mão na minha coxa e aquele frio na barriga de hoje de manhã volta. Dou um sorriso para Logan e ele começa a acariciar a minha coxa lentamente. "Sabe, se você ficar com muito medo, eu também posso te proteger", Logan sussurra no meu ouvido e eu sinto um arrepio. Aaron deve ter ouvido também, porque sinto a mão dele apertar o meu ombro, me fazendo colar ainda mais no peito dele.
Depois da uma hora e meia mais longa da minha vida, o filme finalmente acaba, mas nenhum dos dois parece querer me soltar, e não consigo evitar um sorriso. "Gostou do filme?" Aaron pergunta, e eu dou um soco de brincadeira no peito dele ao me endireitar na cama.
"Vai se ferrar", digo, fazendo bico. Logan e Aaron riem. "Obrigada por me deixar ficar aqui com você", digo a Aaron. "Eu me diverti."
"Eu também, linda, eu também", Aaron diz, e sinto a mão de Logan apertar a minha coxa.
"Pronta para ir embora? Eu posso te dar uma carona", Logan diz.
"Claro", digo. "Obrigada. Te vejo amanhã, Aaron." Eu o puxo para um abraço e dou um beijo na sua bochecha.
"Até amanhã, linda. Até mais, Logan."
"Até mais, cara", Logan diz e acena com a mão enquanto passa o braço pela minha cintura e me guia escada abaixo.
Lá fora há uma caminhonete vermelha com suspensão alta. "Sua caminhonete é legal", digo enquanto Logan abre a porta do passageiro e me ajuda a entrar.
"Na verdade, a caminhonete é do meu pai, peguei emprestada. Meu carro está na oficina, pego de volta em alguns dias."
"Ah, legal. Que carro você tem?" pergunto com curiosidade genuína.
Logan sorri. "Eu tenho uma Suburban. Meus pais me deram um SUV grande para que todos os meus amigos possam andar comigo."
"Que incrível."
Logan concorda com a cabeça. "É, sim. Só preciso manter as minhas notas altas, senão fico sem ele."
"Melhor ir bem na escola, então", digo com uma piscadinha.
Leva apenas alguns minutos para chegarmos à minha casa. "Obrigada pela carona", digo a Logan enquanto alcanço a maçaneta da porta.
"Sem problema. Tenha uma boa noite e a gente se vê de manhã."
"Tchau, Logan", digo ao descer da caminhonete. Não consigo evitar um sorriso enquanto faço o curto trajeto pela entrada da minha garagem.
"Lilly, espera!" Logan grita bem na hora em que abro a porta de casa.
Eu me viro e encontro Logan subindo os degraus da minha varanda correndo. "O que foi?" pergunto, confusa.
"Não tem nada errado. Só queria fazer uma coisa."
Lanço um olhar confuso para ele, mas antes que eu possa perguntar o que ele quer dizer, ele se inclina e me beija. Suave e hesitante no começo, e depois com mais paixão. Sinto a mão dele deslizar para a minha nuca e sua língua pedir passagem, abrindo a minha boca. Nossas línguas brigam por dominância enquanto se enlaçam. Não consigo evitar gemer contra a boca dele enquanto minhas mãos encontram o caminho até o seu pescoço. Entrelaço minhas mãos no cabelo dele, e ele me puxa ainda mais para perto.
