Capítulo 4 Eu te ligo!
Os olhos de Arthur brilhavam de excitação, não queria apenas beijá-la, não mesmo! Queria era tirar aquele vestido e ver as curvas por debaixo dele, acariciar aquela pele que nitidamente era macia, cheirar aquele corpo como quem cheira uma rosa... Quando deu por si, Carla o chamava.
- Arthur?
- Ahn desculpa, o que disse? - Ele sorria convencido.
Carla não sabia no que ele estava pensando, mas reparou a mudança em seus olhos tão negros quanto a noite, isso a fez arrepiar-se.
- Está com frio? - Ele perguntara. - O ar condicionado está muito gelado?
Carla sorriu levemente. - Não. Está ótimo.
Arthur sorriu, mostrando seus belos dentes brancos contrastando com a barba preta. - O que você dizia? - Falou erguendo uma sobrancelha.
Carla pigarreou. - Perguntei qual a sua idade, você não me disse ainda.
- 30. - Ele respondera como se isso fosse algo a se vangloriar. - E você?
30 anos... Carla pensava, ele era mais velho alguns anos, talvez por isso parecia tão seguro de si. Talvez quando chegasse aos 30 se sentiria mais confiante em um encontro. - 24 - Disse e bebeu um gole de sua água. Sentia sua boca ficando seca, talvez fosse a sobremesa ou esse nervosismo que retornara a fazendo sentir o estômago adormecer.
Arthur observava cada movimento, como um Guepardo a espreita de sua presa, sentia o nervosismo dela e isso o deixava mais excitado.
- Bem agora que nos conhecemos um pouco, que tal irmos lá pra casa? - Arthur falava como se a tivesse convidando para ir ao mercado.
Carla ergueu as sobrancelhas surpresa. Enrugou a testa e virou a cabeça de lado.
Arthur se surpreendeu com a demora para aceitar, mas não perdeu o sorriso. Nunca o recusavam, talvez ela precisasse de mais incentivo. Se aproximou dela por cima da mesa. - Quero lhe mostrar alguns livros que tenho. - Falava com a voz mais baixa, fingindo inocência.
Carla olhou para ele, seus olhos brilhavam, mas ela não conseguia lê-los. Olhou para seu celular. Já eram quase 23 horas. - Está tarde... marcamos outro dia, o que acha? - Falara sorrindo para ele.
Carla viu o sorriso de Arthur se desmanchar lentamente. Ele engoliu seco.
"Mas que droga está acontecendo aqui?" Pensou, sentindo seu membro latejar na calça. Olhou mais uma vez naqueles olhos verdes claro, ela não parecia estar "se fazendo" de difícil. Parecia só ela, sendo ela. Aquilo o incomodou.
- Ok... - Sorriu para ela. - Vamos para a casa então?
- Vamos! - Carla sorriu. - O jantar estava maravilhoso, muito obrigada pelo convite. - Disse levantando-se.
Ao passarem por uma das mesas no grande salão, Arthur sentiu olhos o fitando, virou o rosto e viu Pâmela, uma ex-ficante. Não demorou-se no olhar, fingindo não vê-la.
Na viagem de volta, Arthur pegou o caminho mais longe, para poder conversar mais com Carla. Estava intrigado com ela, tão linda e alegre, devia ter muitos rapazes a seus pés. Mas ela parecia alheia aos olhares que davam a ela.
- Chegamos princesa.
- Meu Deus, para com isso! - Carla falava sorrindo dessa vez, ele tinha sido educado e gentil o jantar inteiro, e uma vez por outra a chamava de princesa, ela detestava ser chamada assim, mas não conseguia se zangar, via que era um costume dele. Mas não gostava.
Arthur riu alto. - Mas você é tão linda quanto uma princesa. - Disse com a voz rouca.
Carla olhou para seu rosto, agora sério. Aquele brilho estranho nos olhos dele, estava lá de novo. Ficou encarando-o fixada em seus olhos.
Arthur foi aproximando-se lentamente, até quase encostar seu nariz no dela. Desviou de seus olhos e mirou a boca. Carla passou a língua de forma inconsciente nos lábios, que estavam ficando secos devido a respiração pesada.
Era o que faltava para Arthur não resistir mais. Aproximou seus lábios até encostarem nos dela. Ela tinha a boca macia e quente, Arthur começou com um beijo suave, sentindo o toque da boca dela. Ao sentir que ela entreabria os lábios penetrou sua língua na boca dela, explorando o máximo que podia.
Carla correspondia ao beijo, que de suave se tornou voraz e avassalador, ele beijava bem, muito bem... segurava seus cabelos atrás da nuca, fazendo-a arrepiar-se inteira, ela que mantinha as mãos em seu colo, arriscou colocá-las nos ombros dele, e quando deu por si, estavam em seus cabelos, que já estavam despenteados pelas carícias.
Carla se afastou sem fôlego.
Arthur levou a mão em sua perna, subindo devagar e se aproximando para retomar o beijo. Ele estava tomado pelo desejo, não precisavam ir para casa nenhuma, ele poderia tomá-la ali mesmo naquele carro.
- Calma. - Carla levou as mãos ao peito dele, sentindo a pulsação acelerada de seu coração, sentindo a firmeza daquele peitoral. - Vamos com calma.
Arthur não podia acreditar no que ouvia. Ela estava falando sério?
Viu que ela abria a porta do carro. - Espere. - Disse alto, a fazendo parar e virar-se para ele. Ele engoliu seco. O que diria? Escolheu algo que o daria tempo para pensar se valia a pena sair com ela de novo. - Eu te ligo!
Essa frase era dita por todos os homens que não queriam compromisso, para todas as mulheres com quem saiam. Mas dava uma esperança a elas, talvez ele realmente ligasse. Assim, despediu-se de Carla, que entrou rapidamente em seu prédio.
