Capítulo 1

O carro parou, e o motorista se virou para Sarah. "Já chegamos, senhora."

  Sarah assentiu com um sorriso fraco.

  "Tenho que ir, Cara. Já cheguei na casa dele. Nos falamos mais tarde."

  "Isso é loucura, Sarah", ela insistiu. "Teria sido melhor aceitar minha oferta de vir para a Itália depois da formatura da faculdade. Tenho um mau pressentimento sobre isso."

  Cara era a única pessoa que já havia tratado Sarah com amor e bondade. Cara era descendente de italianos; elas se conheceram e se tornaram grandes amigas na faculdade.

  "Não se preocupe, Cara. Serei cuidadosa. Tenho que ir. Te ligo mais tarde. Tchau."

  Sarah encerrou a ligação rapidamente antes que Cara pudesse protestar mais. Ela percebeu o olhar de descontentamento no rosto do motorista pelo retrovisor. Ela lhe ofereceu um pequeno sorriso de desculpas e saiu do carro. Assim que ela desceu, o carro arrancou e sua atenção foi imediatamente atraída para o edifício palaciano diante dela.

  Sarah engoliu o nó de nervosismo na garganta e alisou o vestido com a mão úmida. Com a bolsa apertada firmemente na mão e determinação em seus passos, ela se aproximou da porta.

  Sarah foi conduzida para dentro da casa e levada a um quarto com design e mobília de muito bom gosto.

  "Quando poderei ver o dono da casa?" Sarah perguntou ao empregado que estava prestes a sair do quarto.

  "O patrão deu instruções para trazê-la para cá assim que chegasse, senhorita."

  Sarah assentiu. "E quando ele voltará?" Ela precisava impressioná-lo — quem quer que ele fosse. A salvação de sua família dependia disso. Se ele queria uma noiva, então era isso que ela seria.

  "O patrão voltará em breve, senhorita. Sinta-se à vontade. O jantar será servido a você em breve."

  A própria Sarah estava confusa sobre todo aquele arranjo, mas não ousava expressar sua opinião. O benfeitor de sua família havia enviado um carro no início daquela noite para levar Veronica até ele, mas, infelizmente, fora ela quem viera em seu lugar; mas ela ainda não o havia conhecido.

  O empregado saiu, e Sarah ficou sozinha no enorme quarto. Uma variedade de iguarias de dar água na boca foi trazida mais tarde, e Sarah comeu o máximo que pôde com o estômago embrulhado.

  Sarah decidiu tomar um banho e vestir a lingerie deslumbrante e de aparência cara que havia sido deixada sobre a cama para ela.

  Sarah estava em um sono profundo quando acordou com alguém pairando sobre ela. O sono desapareceu rapidamente de seus olhos, e ela logo tentou ligar o interruptor de luz acima da cama, mas mãos grandes, quentes e firmes rapidamente agarraram seus pulsos, prendendo-os no travesseiro de ambos os lados de sua cabeça. Sarah sabia que aquele devia ser o homem que ela viera encontrar.

  "Esqueça as luzes, querida. Eu só quero sentir você", ele murmurou em um barítono rico. Sua fala soava um pouco arrastada. Sua colônia masculina cara — um casamento de almíscar, couro e sândalo — a envolveu.

  Sarah sentiu-o inalando seu perfume, cheirando e espalhando beijos em sua pele ao longo de sua nuca, descendo até a base de sua garganta. Ela congelou em seus braços.

  Sarah sentiu uma onda de pânico quando percebeu a outra mão dele explorando e pressionando seu corpo. Ela nunca tinha tido um namorado ou estado tão perto de um homem antes.

  "Você tem um cheiro e um toque mais bonitos do que eu sequer imaginei, querida", ele sussurrou asperamente em seus ouvidos, fazendo um estranho calor se espalhar por todo o corpo dela.

  A mente de Sarah acelerou... ele a conhecia de antes?

  Claro que não.

  Ele havia solicitado a filha da família Maxwell. Definitivamente, ele estava se referindo a Veronica.

  Ele achava que ela era Veronica.

Sarah sentiu-o afrouxar os nós de seu roupão de seda e deslizar as alças de sua camisola para baixo. Ela era virgem, mas não era burra. Ela sabia onde isso ia dar. Teria preferido conhecer esse estranho sem rosto primeiro, ou pelo menos assinar a certidão de casamento antes de ir tão longe.

  Ela nem sequer tinha visto o rosto dele devido à escuridão no quarto, mas o corpo firme e tonificado dele era puro músculo tenso, pressionando-a contra os lençóis macios de seda. Ela imaginou que ele possivelmente fosse um homem jovem e em forma.

  — Parece que vamos ter a noite de núpcias antes do casamento, querida — ele sussurrou com uma voz arrastada e rouca em seu ouvido.

  Os olhos de Sarah se arregalaram de espanto no quarto escuro e, antes que ela pudesse dizer uma palavra, os lábios quentes e macios dele tomaram os dela em um beijo ardente e faminto.

  Suas palavras foram engolidas, e as carícias habilidosas dele a deixaram gemendo e se contorcendo sob seu corpo.

  — Sarah. Aquela vadia! Mãe, você não vai acreditar no que eu acabei de descobrir agora — Veronica gritou alarmada enquanto entrava pisando duro na sala de estar.

  Estelle largou a taça de vinho que estava bebendo e dispensou a empregada que pintava as unhas dos seus pés.

  — Saia. Vá arrumar o meu quarto. Agora — ela sibilou. A empregada saiu apressada com a cabeça baixa, encolhendo-se sob o olhar de nojo e desdém que Veronica lançou para ela.

  — Agora me diga, querida, o que deixou sua cabecinha linda tão agitada logo de manhã cedo? — Estelle perguntou à filha.

  — Eu acabei de descobrir a identidade do novo investidor.

  A curiosidade de Estelle foi despertada. O investimento e a proposta tinham vindo envoltos em mistério.

  Embora estivessem curiosas sobre seu benfeitor, elas estavam mais do que felizes em entregar Sarah em troca de sua salvação.

  — Quem é?

  — É o Edward, mãe. Edward Huxley — Veronica gritou de raiva. Ela tinha se recusado a aceitar o casamento porque estava vivendo um romance ardente com seu namorado modelo, Dylan. Além disso, ela suspeitava secretamente que pudesse ser um velho rico e enrugado, ou um esquisitão assustador ou psicopata. Então, foi muito fácil entregar Sarah em seu lugar.

  Os olhos de Estelle se arregalaram em choque. — Você tem certeza, querida? Como você descobriu isso?

  — O primo do Dylan trabalha como um dos motoristas dele. Foi ele quem a buscou ontem à noite. Talvez ele a tenha reconhecido, e contou ao Dylan sobre isso.

  Edward Huxley era o dono da maior empresa de aviação e transporte marítimo do país. Ele era o solteiro mais rico e mais bonito do país. Veronica estava fervendo de raiva só de pensar em Sarah com ele neste exato momento, e até mesmo se casando com ele.

  O choque de Estelle lentamente deu lugar a um sorriso malicioso. — Na verdade, isso é uma ótima notícia, querida — ela sorriu radiante. As coisas só melhoravam cada vez mais.

  As sobrancelhas de Veronica se franziram em confusão.

  — Onde você quer chegar, mãe? A Sarah vai se casar com ele agora — ela retrucou, andando de um lado para o outro na sala freneticamente.

  — Eu rejeitei a proposta, lembra?

  Estelle não se importou. Ela sempre odiou Sarah por ser filha da amante do seu marido, e a tratava com desdém. Veronica merecia o melhor de tudo, não Sarah.

  — Isso não importa. Você é quem vai se casar com ele, não a Sarah.

  Veronica tinha mudado de ideia. Ela queria Edward. Ele era mais rico e mais bonito que Dylan. Ela nunca permitiria que Sarah levasse a melhor sobre ela.

  — O que você tem em mente, mãe? Porque eu nunca permitiria que aquela vagabunda passasse na minha frente — ela cuspiu com ódio de Sarah.

  Estelle deu um sorriso malicioso. — Não se preocupe, querida. Eu tenho um plano. Você só precisa fazer o que eu disser e entrar no jogo. O Edward vai ser seu — ela garantiu.

  Veronica sorriu aliviada com a garantia de sua mãe. Mãe sabe o que faz.

  — O primo do Dylan sabe como podemos encontrar o Sr. Huxley? — Estelle perguntou com um sorriso malicioso.

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