Capítulo 1 Capítulo - 01 - Thomas Kuhn
Os gemids da mulher se tornavam cada vez mais altos e enquanto eu me movia atrás dela e a puxava com força pelo quadril, ela implorava por mais e suas unhas, que mais se pareciam com garras afiadas, afundavam no colchão, a ponto de praticamente rasgá-lo.
— Ah! Thomas! — ela gemeu alto, seu corpo cedendo sobre a cama enquanto eu puxava de vez o seu quadril contra mim, para gozar uma última vez, antes de deixá-la descansar.
Ela grunhiu quando eu saí de dentro dela, tirando a camisinh do meu pau e a jogando fora. Chloe se virou, sorrindo pra mim e abrindo seus braços para que eu me juntasse a ela na cama.
— Isso foi muito bom... — ela murmurou e eu sorri de canto, deslizando meus dedos pelos meus cabelos.
— Eu sei que foi — falo me sentando na cama e tirando um cigarro da mesinha de cabeceira. O isqueiro dourado com o brasão da família Kuhn estava esculpido nele e quando apertei para acender o meu cigarro, eu vi Chloe deslizar os dedos pelas minhas costas, me abraçando por trás.
— Sabe, Thomas... eu estive pensando sobre tudo isso... e... bom... — ela sorriu, beijando minha nuca — eu te amo.
Deus.
Amor?
Ela realmente queria falar sobre amor?
Besteira.
Amor era algo que não existia nesse mundo, uma ilusão idiota a qual as pessoas se agarravam por puro desespero e quando se nasce como um Kuhn, você não tem direito a pensar em coisas idiotas como o amor.
—Thomas? — ela me chamou, quando eu não a respondi. — Você não vai dizer nada?
Eu a encarei, meus olhos deslizando pelo corpo nu de Chloe. Um corpo delicado, com curvas voluptuosas e, muito sinceramente, o único motivo para ainda me envolver com ela.
Chloe não era uma flor de Lis e muito menos uma das melhores companhias que já tive, mas ela fodia bem, e era obediente. Eu não queria espantá-la, tampouco pretendia entrar no teatro que ela desejava; aquele onde nós dois estávamos em um relacionamento.
— O que você quer que eu diga? — perguntei, sem muita emoção impregnada em minha voz, o que nitidamente a incomodou.
— Como assim o quê? Quero que você diga que me ama! — ela disse, me olhando com nítida descrença. — Nós estamos juntos a três anos, Tommy! Três anos e você nunca disse que me amava!
Sim, porque eu realmente não a amava.
Suspirei.
— Chloe...
— Não me venha com Chloe! — ela disse parecendo brava demais para algo tão bobo quanto isso. — Você sempre age desse jeito! Com esse maldito olhar de superioridade! Como se… como se nada do que eu sinto fosse relevante! Quer saber?! Vai embora daqui! — ela falou se levantando e começando a catar as minhas roupas que estavam jogadas pelo chão. Roupas que ela mesma tinha jogado, na pressa de me deixar completamente nu e me arrastar pra sua cama. — Enquanto você não decidir o que quer, eu não quero te ver mais, Thomas Kuhn!
Ela falou e sem esperar que eu sequer revidasse, jogou as roupas em mim, me expulsando de seu quarto e, obviamente, se esquecendo do fato de que ainda frequentávamos a mesma faculdade e, consequentemente, iríamos nos ver.
Considerando que Chloe era uma daquelas herdeiras de família rica, era normal esperar que ela tivesse surtos como esses. Ela sempre esperava que as coisas fossem como ela desejava, mas eu não tinha a menor pretensão de mudar a minha vida, e não ia fazer algo pelo simples fato de Chloe querer, muito menos mentir de forma tão descarada, dizendo que amava uma mulher que não passava de uma boa foda pra mim.
Não.
Minha mãe me disse para ser gentil, não um completo mentiroso.
Então, peguei minhas roupas, as vesti e sem olhar para trás, saí dali. O dia já estava claro e eu sabia que isso queria dizer que tinha uma família me esperando pro café da manhã. Um café que eu não poderia evitar, e para o qual eu não poderia me atrasar.
Meus pais não eram exatamente o protótipo perfeito de casal apaixonado, mas ainda assim, meu pai fazia questão de ter todos na mesa durante o café da manhã. O que de acordo com a minha mãe era um costume alemão, e essa era só uma das grandes diferenças entre eles, mas talvez fosse normal, porque não se pode esperar muito ao se juntar uma donna[1] italiana, aventureira e cheia de vontade de viver, com um alemão que só pensava em negócios e na honra da família.
Eles eram como água e vinho, e para mim eram o melhor exemplo de que eu estava certo: amor não existia, e se existia, não era relevante.
— Tommy! Isso são horas? — minha mãe me chamou atenção assim que pisei em nossa sala e eu sorri, me aproximando dela e depositando um beijo em sua bochecha.
— Você está linda hoje, sabia?
Ela me fuzilou com os olhos.
— Acha que vai me ganhar com esses elogios? Seu pestinha… — murmurou. — Seu pai vai ficar furioso se chegar e não te achar em casa.
Sibilei.
— Ele sabe que eu sou um homem solteiro, não sabe?
Minha mãe suspirou e enquanto nós dois andávamos até a mesa do café, que obviamente tinha sido posta na sala com vista para o jardim, como sempre, já preparada e com Pietro a nossa espera.
— Querido, você sabe que o seu pai não pensa assim, ele espera que esse noivado entre você e Bella McNight aconteça o mais rápido possível, principalmente agora, que ela acabou de fazer dezoito anos — ela disse, e esse assunto me fazia enrugar a testa de frustração.
Eu não tinha nada contra o fato de ser o herdeiro dos Kuhn, muito menos sobre toda a responsabilidade que assumi desde os dezesseis anos, mas ser forçado a me casar com a filha do nosso inimigo e ainda menor de idade, pelo simples fato da família precisar estabelecer seu poder na Itália, era ridículo. O casamento dos meus pais tinha sido uma tentativa óbvia de trazer a família Kuhn e seus negócios para Roma, mas… italianos não respeitavam alemães como respeitavam italianos.
Não importava que houvesse um acordo, que o sangue tinha se unido na linhagem da minha mãe, o que importava para eles, era o fato de estarem recebendo ordens de um estrangeiro, dentro do seu próprio país.
Claro: isso queria dizer que eu tinha que unir Kuhn e Rossi em uma única vertente. E por isso, tinha desde cedo sido ensinado que a minha vida era mais importante que qualquer outra coisa. Eu era o futuro da família, era aquele que realmente finalizaria o contrato que foi selado com o casamento entre a minha mãe e o meu pai.
Bella McNight era o “ponto final” e eu sabia disso, todos sabiam. Ela era a minha certeza de encerramento. A força que me faltava para conquistar aqueles anciãos idiotas que continuavam a se opor aos negócios de Kuhn na Itália. Ela era a genitora perfeita para os herdeiros da nossa família, mas isso não queria dizer que eu desejava me casar com ela?
Não!
Eu via o casamento dos meus pais e eu sabia muito bem que uma mulher italiana não é fácil de ser domada.
— Thomas… — minha mãe me chamou outra vez, me tirando dos meus pensamentos com aquele tom claro e gentil, aquele que ela sempre usava comigo. — Vocês podem acabar se apaixonando um pelo outro, essas coisas… acontecem — ela disse tentando obviamente me consolar, mas… eu tinha crescido ali, naquela família, e eu sabia bem que o amor não surgia assim.
Então, sibilei.
— E por quanto tempo ele espera que eu fique casado com ela? Por quanto tempo o contrato deve durar?
— Casamentos não são temporários, Tommy… — minha mãe disse e eu revirei meus olhos, me sentando entre ela e Pietro, que encarava nós dois com nítido interesse.
Teve uma época na qual acreditei naquelas palavras e até cheguei a acreditar que meus pais se amavam, mas isso foi antes de ver meu pai dando um tapa no rosto da minha mãe. Antes de descobrir que ela o traía e que todo o teatro que faziam de casal feliz não passava disso: teatro.
— Casamentos podem não ser, mas isso é um trato. Um contrato que tem validade — ressaltei. — Então nesse caso, eu quero saber quando vou estar livre dessa ninfeta com a qual ele quer me casar.
Pietro riu, obviamente se divertindo por não ser ele a ser jogado na forca.
— Então o Thomas vai se casar com ela para expandir os negócios da máfia?
— Não, eu vou me casar com ela porque o nosso pai não foi capaz de tomar conta dos negócios da família Rossi e Kuhn sozinho — ronronei, jogando o meu velho na forca enquanto cortava um pedaço de queijo e comia.
— Cara, ele te mata se ouvir você falando isso — Pietro zombou e eu dei de ombros.
— E ele vai ficar com quem no meu lugar? Você? — Meus lábios se arquearam. — Ele não é burro, você precisaria nascer de novo pra ser metade do que eu sou.
Pietro bufou e mamãe nos encarou com os olhos cheios de raiva.
— Meninos! Chega! Daqui a pouco o seu pai chega e vocês dois vão estar encrencados — ela disse parecendo frustrada, jogando os fios loiros para trás enquanto encarava a mesa a frente dela.
— Sinceramente… — A encarei, havia maquiagem em seu pescoço e o vestido de manga longa deixava claro que ela tinha arrumado um novo amante, era o padrão. — Eu não sei por que você ainda mantém essa farsa… — desabafei e ela pigarreou.
— Isso é… só até a Valen ficar maior… — ela disse, como sempre, e eu soltei um riso soprado, que a fez me olhar feio e tirar um envelope que havia sido posto ao lado de seu prato, para me mostrar. — Mas veja, voltando ao que é verdadeiramente importante, essa é a sua noiva.
Encarei aquele retrato de uma garota sorridente, mas era exatamente isso que tinha ali. Uma garota. Não uma mulher, mas uma menina.
— Eu me recuso a dar uma resposta sobre isso — falei de forma simplória e o meu pai pigarreou.
— Do que estão falando? — ele perguntou, sua voz grave, fazendo todos nós endireitarmos a nossa postura.
— A mamma[2] estava mostrando uma foto da noiva do Thomas — Pietro disse, parecendo animado como uma criança que ele ainda era, mesmo já tendo dezoito anos.
— Ah… Bella! — meu pai disse com um sorriso de canto, se sentando e me encarando. — Viu como ela é tão bonita quanto o nome sugere?
Ergui uma das sobrancelhas.
— Se estiver procurando por uma namorada pro Pietro, realmente — zombei —, mas não me importa a beleza da garota, eu quero saber… até onde vai esse maldito contrato.
Ele me encarou.
— Achei que nunca perguntaria — disse sorrindo enquanto a funcionária servia o café em sua xícara. — Eternidade está bom pra você? — Pisquei, incrédulo.
— Vater! Das ist verrückt[3]! — eu soltei quase gritando e ele riu.
— Não seja escandaloso, junge[4] — ele me disse, começando a beber seu café. — Os nossos negócios precisam de estabilidade e você não vai foder com tudo com a simples ideia da porra de um divórcio, nem tente cogitar essa ideia idiota.
Sibilei.
— Tem que haver outra opção.
Os olhos frios e afiados do meu pai pousaram sobre mim.
— E tem — ele diz, enfim. — Você matar ela ou ela te matar!
— Sem chances! O que ela diz sobre esse contrato?
Ele não podia esperar que eu dormisse com uma garota tão nova! Ela nem mesmo parecia ter mais de quinze anos! Por acaso aquele velho maldito tinha perdido o pouco juízo que parecia ter restado?
Todos pareciam ter enlouquecido.
— Eu não sei — ele disse de forma direta, dando de ombros —, não me interessa o que ela diz ou deixa de dizer. O acordo que eu tenho com Henry é esse e é apenas isso que me importa.
Eu senti as veias saltarem em minha testa. Aquele velho tinha enlouquecido.
— Tommy… — Eu ouvi minha mãe me chamar, como se soubesse que eu estava prestes a explodir, mas bem naquele instante, meu celular começou a tocar e eu atendi um Brian furioso.
— Tommy… é melhor você vir pra cá, o maledetto[5] acabou de entrar.
— Certo — respondi com simplicidade e me levantei da cadeira onde estava sentado, desligando o celular e encarando meu pai. — Se me dá licença, eu tenho um trabalho pra resolver.
— Tome cuidado com o rosto — ouvi meu pai dizer, com um sorriso de canto, cheio de zombaria —, a sua festa de noivado vai ser hoje à noite e seria uma pena que a sua noiva te visse deformado.
Arregalei meus olhos com surpresa e encarei minha mãe, que desviava o olhar com aquela expressão de: eu não sabia como contar.
Merda.
Quanto tempo eu tinha até a porra da festa? Oito horas?
Agora eu realmente queria matar alguém.
Assim que eu desci do meu carro em frente ao bordel onde Brian me esperava, eu o vi sorrir e me senti ainda mais mal-humorado. Porque como se não bastasse toda aquela merda com o meu velho e o noivado que eles não pareciam dispostos a me contar antes do último segundo, eu tinha que aguentar essa bosta de lugar.
— Que cara de enterro, é essa? — Brian me perguntou, puxando sua arma e destravando. — Achei que ia ver a Chloe ontem, depois da faculdade.
— Nem me lembre da Chloe — rosnei, puxando minha própria arma do quadril, engatilhando e jogando meu blazer no banco de trás do conversível daquele idiota. — Ela e o meu pai, parecem ter se juntado para me deixar de mau humor.
— O que rolou dessa vez? — ele perguntou, abrindo a porta do bordel e apontando a arma pro segurança, que encarou nos dois com os olhos arregalados. — Vaza, se quiser continuar vivo — Brian disse e eu bufei, vendo o homem tatuado correr pra longe.
— Eu estou noivo, e a festa? É hoje — falei com a raiva impregnada em cada palavra. — E pra piorar, a porra da minha noiva parece uma criança!
Brian gargalhou enquanto entrávamos no lugar e quando as garotas nos viram por lá e tentaram se aproximar, ele sorriu, dando um beijo em suas bochechas antes de dispensá-las de forma gentil.
— Hoje não, mia cara [1]— ele disse antes de me encarar, empurrando a porta do escritório do dono do bordel. — Olá, Rico, não esperava que a gente deixasse você continuar com essa palhaçada, esperava?
Eu bufei, e apontando minha arma pra cara do desgraçado, me aproximei.
— O que diabos vocês estão fazendo aqui? — ele gritou e eu o empurrei de volta para cadeira em que ele estava sentado, o enforcando enquanto colocava a minha arma em sua testa.
— Cala a boca seu desgraçado — falei sem paciência. — Você não esperava que a família Kuhn fosse continuar permitindo essa palhaçada, esperava? Esse é o nosso território, Rico. Se você quer abrir um bordel, uma loja de chaveiros ou a porra de um motel, você precisa seguir as regras — ronronei — e você não anda fazendo isso.
— M-me… per-perdoe! — ele disse com os olhos cheios de lágrimas, mas não havia expressão alguma em meu rosto, porque eu não tinha pena daquele desgraçado.
Eu era um Kuhn.
Eu não tinha uma alma, ou um coração. E se alguém tentasse roubar de mim… conheceria o inferno.
— É meio tarde pra pedir perdão — falei enfiando a minha arma na boca dele, e antes que Rico pudesse falar alguma outra merda, eu atirei.
— Cara… — Brian bufou. — Você podia só ter pegado 70% dos lucros do lugar, não precisava matar o bostinha — ele disse me encarando com aquele sorriso de descrença.
Eu limpei com um lenço que tinha no bolso, o sangue da minha arma e o pouco que havia respingado em meu rosto.
— Não existe perdão para alguém que se recusa a seguir as nossas regras — falei. — E por que eu me contentaria com 70%, se podemos pegar o bordel para a família Kuhn?
Brian sorriu.
— Quem deve ficar responsável pelo lugar?
— Deixe alguém de dentro responsável pela organização e deixe claro para todos que as regras mudaram nesse lugar. — Encarei o cadáver na cadeira e bufei. — A família Kuhn não pega o dinheiro de prostitutas, nossos lucros vêm das drogas e das bebidas.
— Quanta generosidade, um verdadeiro gentleman — Brian zombou e eu revirei meus olhos, saindo dali. Eu tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar.
Tinha um noivado para comparecer.
Eu fiz e refiz o nó naquela maldita gravata cinco vezes antes de parecer bom, mas isso não amenizava o quão frustrado eu estava. Eu queria uma opção de fuga e o que o meu pai me deu, foi uma sinuca de bico.
— Tommy? — Ouvi Brian me chamar abrindo a porta e eu o encarei com a mesma expressão de antes. Puro e simples, mau humor. — Me diz que não vai olhar pra ela com essa cara de cu, a garota vai se assustar e sair chorando.
Eu bufei.
— Seria bom, assim eu me livraria dessa merda — falei de forma brusca, arrancando aquela gravata do meu pescoço e a jogando longe.
— Olha, eu não diria isso se fosse você — ele zombou e eu o encarei com uma sobrancelha erguida.
— Por quê?
Brian sorriu.
— Sua noivinha acabou de chegar, logo você descobre.
Bufei e quando ele saiu do quarto, me dizendo para me apressar, eu deslizei meus dedos pelos meus cabelos, os jogando para trás, e respirei fundo.
Eu era um Kuhn. Eu faria tudo pela família, e tudo isso… era apenas mais um sacrifício. Eu ia descer, sorrir, ser gentil e encantar a minha doce noivinha. Eu faria as coisas ocorrerem como meu pai esperava e no fim, eu daria um jeito de tornar tudo maleável para mim, afinal, logo eu seria o líder da família Kuhn.
Me aproximei da escada para descer e ouvi as vozes dos meus pais, junto as conversas e risadas dos convidados. Se eu conhecia bem a minha mãe, o lugar estava impecável, mas o número de convidados era, no mínimo, superior a duzentos. Eu comecei a descer as escadas e encarei o salão que estava ricamente decorado.
Os lustres, as luzes, a tapeçaria tinham sido completamente trocadas e os convidados, exageradamente bem-vestidos. Era quase como se houvesse uma guerra entre todas aquelas pessoas, como se todas quisessem disputar para descobrir quem seria o centro das atenções. O que era obviamente uma bobagem, porque a única pessoa digna de olhares e sorrisos essa noite seria eu.
Eu estava distraído em meus próprios pensamentos, repassando rostos e nomes ali presentes, até ver a mulher que estava ao lado da minha mãe. Uma linda mulher de olhos amendoados e rosto delicado. Seu corpo era como uma escultura esculpida por algum louco apaixonado, um daqueles artistas que havia parado em seu tempo, vivendo pela sua arte. Eu demorei alguns segundos para entender que aquela mulher… era Bella McNight.
As ondas de seus cabelos caiam por suas costas como uma cascata e quando seu olhar cruzou o meu, eu senti uma corrente estática entre nós, preenchendo o vuoto[2] que existia entre nossos corpos, e quando o rosto de Bella corou levemente, enquanto ela perdia o ar, eu soube que a queria pra mim.
Bella, seria minha, e apenas minha.
[1] Meu querido
[2] Vazio
[1] Mulher
[2] Mãe
[3] Pai! Isso é uma loucura! – Em alemão.
[4] Garoto – Em alemão.
[5] Maldito.
