Capítulo 4 O sonho do rei - Parte I
Tharion Kall Fury
A hora do ritual chega e me lembro do seu sabor e do seu cheio, de como seu corpo se entregou a mim.
As servas abrem a porta do meu quarto e Elowen adentra meus aposentos parecendo uma divindade. Seu corpo está coberto apenas com um tecido branco e fino que não cobre nada da sua nudez, seus cabelos estão trançados com flores brancas e pequenas aplicadas entre as tranças finas que percorrem o topo da sua cabeça.
A porta é fechada e ela caminha lentamente até mim. Meus olhos percorrem o seu corpo nu por baixo do tecido fino, os olhos dela percorrem meu corpo, livre de qualquer tecido ou vestimenta. E estou pronto para ela, para realizar o ritual com minha escrava escolhida.
Dou um passo longo, encurtando o espaço entre nós dois e ela me encara com seus olhos grandes e escuros. Agilmente arranco o tecido que cobre o seu corpo, abaixo-me perante ela e ergo sua perna. Ela está delicosamente depilada.
Passo a língua por seu sexo e sinto o cheiro puro. Ergo o meu olhar e ela está me encarando.
— Preparada para ser tomada por mim? Preparada par servir ao seu rei na cama e gerar um herdeiro?
— Sim majestade — responde firme com as pernas abertas para mim e como uma resposta de seu corpo, sinto o seu cheiro se tornar mais forte e a sua intimidade se torna brilhosa com a lubrificação.
Sorrio ao constatar que ela me deseja.
Passo a língua no seu sexo novamente e sinto seu sabor que me enlouquece. A lua brilha alta no céu, um frescor invade o quarto como se fosse uma pedido da deusa mãe que eu consumasse o ritual.
Me ergo do chão, pego minha escrava nos braços e a deposito sobre a cama. Abro bem as suas pernas e me posiciono sobre ela, meu membro roçando sua entrada virgem.
Ataco sua boca com uma beijo profundo, quente, e ela se contorce sob mim. Sua lubrificação mela a sua entrada, posso sentir que está pronta. Enquanto que ainda a beijo, invado seu corpo e seu grito de dor é abafado pelo beijo que não paro até que ela relaxe eu possa voltar a me mover.
Elowen foi perfeita. Depois de um sexo intenso, no qual nos dois encontramos o prazer, ela foi levada de volta para seus aposentos e devidamente cuidada.
Agora segue as próximas etapas do ritual em que ela deve tomar um chá por sete noites até se confirmar se houve a benção da deusa Mãe.
Deito-me ainda nu em minha cama com lençóis bagunçados e manchados de sangue, o sangue da pureza dela.
Meu sono sempre foi pesado, sem sonhos, sem perturbação, mas essa noite foi diferente. Rolei na cama e acordei diversas vezes na noite, mas a pior parte foi o pesadelo.
“Meus pés estavam descalços e eu corria por uma escada infinita, degrau após degrau, fugindo de algo ou procurando a saída, não consigo definir. Há algo atrás de mim, mas sempre que olho para trás vejo somente escuridão.
Volto a olhar meus pés e então me surpreendo em ver que não são mais meus pés humanos e sim minha forma de lobo, um lobo negro com uma mancha branca no peito em formato de cruz. Não estou mais em uma escada, agora é uma longa estrada, não consigo ver seu fim, mas é noite e muito distante há algo brilhante. Continuo me aproximando e concluo que é uma chama, algo está sendo consumido pelas chamas.
“Tharion”
Escuto me chamar. É um sussuro, e ele se repete várias vezes. Continuo a correr. A lua se torna cada vez maior, as chamas se aproximam e há uma pessoa no meio delas. Cada vez mais próximo... escuto gritos. Os gritos estão altos, cada vez mais altos. É ela.
De frente para as chamas observo que a pessoa que grita a plenos pulmões é Elowen, seu corpo está envolto em chamas, chamas negras.”
Desperto. Estou suado e ainda ouço os gritos de Elowen. Na verdade, eles parecem reais demais.
Pulo da cama e visto uma calça. Puxo meus cabelos bagunçados para trás e os prendo. Abro as portas do meu quarto, sendo guiado pelos gritos que se tornam cada vez mais alto conforme me aproximo dele. Vejo uma movimentação estranha na entrada do quarto que selecionei para a minha escrava e futura mãe do meu filho.
— O que está acontecendo? — exijo saber, a irritação ameaça tomar o controle.
As servas me encaram preocupadas.
— Não sabemos, majestade. Ela está gritando há quase vinte minutos e não para, não acorda, já tentamos de tudo — fala a mulher idosa desesperada.
Invado o quarto de Elowen e e me deparo com seu corpo quase nu, já que a camisola que usa se embolou acima da barriga com sua movimentação constante. Minha escrava se contorce e grita. Seus olhos estão fechados, sua expressão é de dor e sua pele está banhada de suor.
