Capítulo 5 O ENCONTRO
Passei a manhã toda resolvendo B.O. na boca. Quando fui ver, já eram 14h, e aí me lembrei da fita que troquei com a Júlia. Resolvo ir em casa tomar um banho e partir para a casa da maluca.
Me levanto e vou à procura do Deco, mas não encontro o pau no cu — ele deve estar brincando de casinha. Do nada dou risada do meu pensamento e continuo subindo em direção à minha goma. Quando olho para o lado, encontro o Polegar sentado com mais alguns vapores. Chamo por ele, que logo se aproxima, e fazemos nosso toque.
— Parceiro, vou precisar ir no asfalto resolver umas paradas e não encontro o pau no cu do Deco.
— Qual foi? Não sabe que o Deco está enfeitiçado na buceta da morena? — ele fala rindo, e eu balanço a cabeça em negação. — Mas pode ficar tranquilo que eu fico aqui e cuido dos alemão.
— Já é, parceiro. Qualquer coisa, estou com o celular, é só ligar.
Faço o toque com ele, subo na minha moto e arranco com tudo até a minha casa.
Chegando lá, tomo um banho demorado e visto uma calça e uma camisa. Pego meu boné, enfio no rosto, coloco meu relógio no braço, a minha .40 na cintura e passo aquele perfume de lei que deixa as piranhas doidas para dar para o papai aqui.
Saio de casa, tranco a porta e vou em direção à garagem para pegar o carro. Entro e parto em disparada rumo ao asfalto. Coloco um rap no som e vou cantando até chegar ao Leblon. Paro em uma mansão que, puta que pariu, era só luxo. Sem muito papo, logo abrem o portão para eu entrar. De longe, avisto a Júlia vindo ao meu encontro.
— É uma honra receber o temido Terror na minha humilde residência... — ela fala, mas eu corto logo, pois não quero conversa e não posso ficar de bobeira na rua.
— Espero que tenha algo bom para mim, pois você me tirou do meu morro e eu não posso demorar muito no asfalto. Tu sabe, né? Então me poupe das suas recepções.
— Como sempre, grosso, né? E eu pensando que era hoje que eu ia ter a honra de conhecer esse seu lado selvagem... Estou bem precisando relaxar, sabia? — ela fala, tocando no meu ombro e passando a mão pelo meu peito.
Eu sou homem, porra, e é óbvio que o meu amiguinho acordou na hora, até porque a Júlia é uma coroa gata.
— Então quer dizer que a safada quer tomar uma surra de pica? É isso? — falo, já segurando no pau.
— Adoraria dar uma sentada daquelas, sabe? Apenas para relaxar...
A cachorra me joga no sofá, já vai tirando a calcinha, abrindo minha calça e colocando uma camisinha em mim. Eu não digo nada, só deixo a cachorra sentar gostoso — e olha que a cadela gemia igual uma louca. Comecei a bater na bunda dela e socar sem dor nem piedade. Ela não aguentou a pressão, gozou e ficou com as pernas tremendo. E eu só metendo até me saciar.
Ficou um silêncio grande. Resolvo me recompor e falar com ela:
— Então? Para que me chamou aqui? Eu sei que não foi só para trepar, né? Eu quero meu dinheiro, cachorra — falo e dou um tapa na cara dela.
— Calma, deixa eu só conseguir voltar ao normal... Porque, nossa, que delícia de pau o seu, hein?
— Não tenho tempo a perder, não. Diz de uma vez.
— Já disse tudo por telefone, só me resta mostrar o seu presente.
— Então agiliza logo, que não tenho todo o tempo do mundo.
Ela pede para eu segui-la. Subimos uma escada e paramos em uma porta. Ela abre e diz:
— Helena? Cadê você? Eu trouxe companhia. Não faça desfeita, apareça.
Fico ali parado, e meus olhos percorrem o quarto. Do nada, olho para baixo e vejo uma mulher jogada no chão, de cabeça baixa, chorando. Na hora, fico sem entender muito o que está acontecendo, até que ela levanta o rosto. Seu olhar cruza o meu e eu fico completamente hipnotizado pela beleza dela, até que ela resolve falar:
— O que você quer, Júlia? Me deixa em paz, por favor... — ela começa a chorar.
A Júlia a levanta e eu começo a analisar o seu corpo, que parece esculpido pela própria Deusa Afrodite. No olhar dela há uma profunda tristeza, mas que se foda: eu quero ela para mim.
— Eu aceito a proposta, Júlia. Você fica com todas as armas e eu fico com ela.
— Sabia, Terror, que você ia ficar encantado por ela. É bem delicada e posso te garantir que nunca foi tocada por homem nenhum. Ou seja, vai ser o seu brinquedinho particular.
Logo me animo com essa possibilidade. A ruiva vai ser só minha. Não vou deixar ninguém tocar nela, ninguém vai chegar perto. Apenas minha e de mais ninguém. Vou moldar ela do jeito que eu quero.
— Deixa eu conferir a mercadoria... — digo, me aproximando dela.
Começo a tocar no seu rosto. Ela parece incomodada com o meu olhar, mas não diz nada. Continuo encarando, até que a desgraçada cospe na minha cara e me olha com nojo. Não penso duas vezes e dou um tapa na cara dela, que cai sentada no chão. Posso ver uma lágrima escorrer pelo seu rosto.
— Acho bom não se criar muito comigo, não, pois eu sou terrível e te coloco na linha rapidinho...
Ela não diz nada, fica ali jogada, chorando baixinho.
— Terror, as coisas dela já estão arrumadas. Posso mandar colocar no seu carro? — pergunta Júlia.
Apenas assinto com a cabeça, continuando a fitar a ruiva. A Júlia se aproxima dela e diz:
— Minha doce Helena, espero que você seja feliz.
— Eu te odeio, sua monstra! — ela diz, chorando ainda mais.
Já ansioso para partir para a minha goma, digo:
— Vamos, garota. Se levanta logo, que não tenho muito tempo a perder, não...
Ela não se move. Sem paciência, pego no braço dela e saio arrastando a mesma até as escadas. Ela não diz nada, só chora muito enquanto a arrasto até a porta de saída. A Júlia vem logo atrás e, antes de eu sair, me olha e diz:
— Terror, vamos manter contato. Eu quero mais sexo.
— Quando quiser dar essa sua buceta, você sabe onde me encontrar...
Olho para o lado e vejo a cara de nojo da ruiva, mas não digo nada. Apenas abro a porta do carro e empurro ela para dentro. Ela se senta e encosta a cabeça na janela. Sento no banco do motorista e dou partida rumo ao meu morro.
