
A Escolha que Ele Nunca Fez
Ana Beatriz Oliveira · Concluído · 11.4k Palavras
Introdução
E meu marido ficou em silêncio. Não por um minuto. Não até a sobremesa.
Ele ficou em silêncio três dias.
Eu esperei o primeiro dia achando que ele só precisava de tempo. Esperei o segundo dia com um nó na garganta. No terceiro dia, eu parei de esperar — e descobri que o silêncio dele também era uma resposta. Só que a resposta que eu dei depois, ninguém naquela mesa estava preparado pra ouvir.
Meu nome é Helena Bastos. Eu fui casada por três anos com um homem que amava os dois lados e não escolheu nenhum. Até o dia em que a escolha deixou de ser dele.
Capítulo 1
O frango ainda estava fumegando na travessa quando Dona Lúcia largou o garfo.
Foi um gesto pequeno, quase educado. Mas eu já conhecia aquela mulher o suficiente pra saber que cada movimento dela tinha hora marcada, e largar o garfo no meio do almoço de domingo era o sinal de que o que viria a seguir não era sobre comida.
— Rafael — ela disse, e a voz saiu macia, quase carinhosa. — Eu preciso falar uma coisa que tá entalada aqui faz tempo.
Eu senti a mão do meu marido procurar a minha por baixo da mesa. Ele apertou meus dedos. Achei, naquele momento, que era um aperto de "fica tranquila". Hoje eu sei que era um aperto de "por favor, não reage".
— Pode falar, mãe — Rafael disse.
Camila, sentada do outro lado, parou de mexer no celular. A irmã dele tinha um instinto de plateia que eu nunca vi em ninguém. Ela sempre sabia quando o show ia começar.
— Eu tenho sessenta anos — Dona Lúcia começou. — Criei você sozinha. Seu pai foi embora quando você tinha quatro, e eu não pedi pensão, não pedi ajuda de ninguém, não casei de novo pra não trazer homem estranho pra dentro de casa. Eu abri mão da minha vida inteira por você.
— Mãe, eu sei dis...
— Deixa eu terminar. — A mão dela subiu, palma aberta, e ele calou. — Eu abri mão de tudo. E hoje eu olho pra essa mesa e eu não tenho mais espaço. Faz três anos que eu sou convidada na vida do meu próprio filho. Tem hora que eu acho que essa mulher — e ela não olhou pra mim, ela apontou o queixo na minha direção como quem aponta pra um móvel mal colocado — não quer que a gente seja próximo.
— Dona Lúcia — eu comecei, com a voz mais firme que consegui —, eu nunca…
— Eu não terminei de falar com o meu filho, querida.
Querida. Ela conseguia transformar a palavra mais doce do mundo numa lâmina.
Eu olhei pro Rafael. Esperei. Esperei que ele dissesse "mãe, a Helena nunca te afastou de nada". Esperei aquela frase simples, de uma linha, que eu teria dito por ele sem pensar duas vezes se fosse a mãe dele me atacando.
Ele olhou pro prato.
— Então é o seguinte — Dona Lúcia disse, e largou as duas mãos na mesa, definitiva. — Eu não vou mais dividir você. Eu cansei de pedir migalha de atenção. Você escolhe, Rafael. É ela ou eu. Porque eu não vou passar o resto da minha vida disputando espaço na casa que eu ajudei a construir.
A sala ficou em silêncio.
Eu senti todos os olhos. Camila com aquele meio sorriso de quem já sabia que isso ia acontecer. Dona Lúcia com o queixo erguido, esperando a coroação. E eu, com o coração batendo na orelha, olhando pro perfil do meu marido, esperando que ele dissesse qualquer coisa.
Qualquer coisa.
— Vamos comer — Rafael disse. — A comida tá esfriando.
E pegou o garfo.
Foi isso. Foi essa a resposta dele. "A comida tá esfriando."
Eu acho que se ele tivesse brigado, eu teria me sentido melhor. Se ele tivesse defendido a mãe e me magoado, pelo menos seria uma posição. Mas ele não escolheu defender ninguém. Ele escolheu o garfo.
Dona Lúcia sorriu de leve, satisfeita. Porque ela entendeu, antes de mim, o que aquele garfo significava.
Naquela noite, em casa, eu esperei.
Lavei a louça devagar, fazendo barulho de propósito, dando a ele todas as deixas do mundo pra começar a conversa. Tomei banho com a porta destrancada. Deitei do lado dele na cama e deixei meu braço encostar no braço dele, quentinho, perguntando sem perguntar.
Ele apagou a luz.
— Boa noite, amor — ele disse.
E virou de costas.
Eu fiquei olhando o teto no escuro. Lá fora, um cachorro latia em intervalos certos, como um relógio. Eu contei os latidos até perder a conta.
E enquanto eu contava, a casa inteira começou a falar comigo. É uma coisa estranha do silêncio: ele te obriga a ouvir tudo o que você passou a vida fingindo não ver. Aquela casa não era minha. Nunca tinha sido. Era uma casa "melhor pra família", escolhida pela Dona Lúcia, no bairro da Dona Lúcia, a oito minutos de carro da Dona Lúcia. As cortinas tinham sido escolhidas por ela — "as suas eram muito modernas, querida, isso aqui não é loja de roupa". O quadro na parede da sala era uma reprodução que ela tinha dado de presente de casamento e que o Rafael fez questão de pendurar no lugar mais visível. Até a marca de café que a gente comprava era a que ela gostava.
Deitada ali, no escuro, eu fiz uma conta que eu nunca tinha tido coragem de fazer: quantas coisas, naquela casa, eram realmente minhas? E a resposta me gelou. As minhas roupas. Os meus livros, empilhados num canto do escritório porque "a estante já tava cheia". E mais nada. Em três anos de casamento, eu tinha conseguido ocupar exatamente um armário e meia prateleira da minha própria vida.
Eu tinha me mudado pra dentro de um casamento e desaparecido lá dentro, móvel por móvel, escolha por escolha, sem nunca perceber a hora em que parei de existir.
Primeiro dia, eu pensei. Ele só precisa de tempo.
Eu ainda acreditava nisso. Mas alguma coisa, naquela contabilidade de meia-noite, já tinha começado a virar.
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Aviso de Conteúdo Maduro
O homem errado é meu par perfeito
Dentre suas certezas na vida, sabia que:
Não poderia casar com seu namorado por ele não ser da realeza, embora o tivesse colocado num cargo em que estariam sempre juntos.
Que as obrigações com o povo vinham antes de qualquer coisa, inclusive de si mesma.
Que o povo de Alpemburg amava os D'Auvergne Bretonne e que ela precisava ser uma monarca tão boa quanto ou melhor que seu pai e sua irmã.
O que nossa futura Majestade não esperava era que:
Todas as suas certezas virariam incertas, depois de um fatídico acidente, onde a princesa blogueira agora era chamada de irresponsável, ocupando a primeira página dos principais noticiários do mundo.
Concomitantemente, um escândalo num pequeno reino vem à tona mundialmente, com um príncipe nu estampando os principais veículos de comunicação. Um futuro rei com a pior das famas, levando seu país a ser alvo de especulações sobre uma possível queda do governo monárquico.
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Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo
Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.
— Você ainda está com raiva de mim?
Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.
— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.
Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.
— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.
Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.
Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
Nasceu para ser sua esposa
"Como ela vai fazer isso?" eu questionei.
Num movimento rápido, ele se levantou da cadeira, me pegando de surpresa. Antes que eu percebesse, me vi deitada na cama dele, seu peso me pressionando. O pânico se espalhou pelo meu rosto quando sua mão cobriu minha boca, silenciando qualquer protesto que eu pudesse ter.
"Cecelia está aqui para te dar mais experiência," ele sussurrou, sua voz baixa e autoritária.
"Lembre-se, se eu te pegar com outro homem, você vai ter que se explicar comigo," ele avisou, seu tom não deixando espaço para negociação.
Adeline foi prometida ao Príncipe Alexander desde o momento em que nasceu. Na véspera do décimo oitavo aniversário de Adeline, Alexander se torna seu marido. Eles vão para o castelo deles, onde Adeline conhece a amante de Alexander, Cecelia. Alexander tem mais duas amantes também. Adeline foge para sua propriedade no campo uma noite, quando Alexander está com Cecelia. Alexander segue Adeline e finge que vai mudar seus modos abusivos. Quando eles retornam ao castelo, Alexander continua sendo abusivo. Alexander contrata Edmund para ensinar Adeline a agradá-lo na cama. Edmund acaba traindo Alexander e sequestra Adeline. Ele pede um resgate de um milhão de dólares. Alexander, relutantemente, envia uma carta ao seu pai, o rei. O rei aparece no castelo e expulsa Cecelia do castelo. Alexander descobre que Cecelia foi expulsa de sua casa. O rei envia um guarda com Alexander para garantir que ele pague o resgate. Durante a confrontação do rei com Cecelia, ele deixa claro que Alexander não amava realmente Cecelia. Alexander expulsa Cecelia quando percebe que não a ama de verdade. Determinado a fazer seu relacionamento com Adeline funcionar, ele paga o resgate. Ele tenta aprender mais sobre Adeline. Quando o rei vai embora, ele os convida para um baile para celebrar o casamento deles. Cecelia aparece furiosa por não estar na lista de convidados. Ela exige falar com Alexander. Após o baile, Alexander deve ir para a batalha. O reino está sob ameaça de invasão por um reino do outro lado do mar. Alexander está prestes a ir para a batalha. Ele começa a questionar o que fazer quando Cecelia lhe conta uma notícia preocupante.
Depois de Uma Noite com o Alfa
Eu achava que estava esperando pelo amor. Em vez disso, fui fodida por uma besta.
Meu mundo deveria florescer no Festival da Lua Cheia na Baía de Moonshade—champanhe borbulhando em minhas veias, um quarto de hotel reservado para mim e Jason finalmente cruzarmos aquela linha depois de dois anos. Eu vesti uma lingerie rendada, deixei a porta destrancada e me deitei na cama, coração batendo com uma excitação nervosa.
Mas o homem que entrou na minha cama não era Jason.
No quarto completamente escuro, afogada em um cheiro forte e picante que fazia minha cabeça girar, senti mãos—urgentes, ardentes—queimando minha pele. Seu grosso e pulsante pau pressionou contra minha boceta molhada, e antes que eu pudesse respirar, ele empurrou com força, rasgando minha inocência com uma força implacável. A dor queimava, minhas paredes se contraindo enquanto eu arranhava seus ombros de ferro, sufocando os soluços. Sons molhados e escorregadios ecoavam a cada golpe brutal, seu corpo implacável até ele estremecer, derramando quente e fundo dentro de mim.
"Isso foi incrível, Jason," consegui dizer.
"Quem diabos é Jason?"
Meu sangue gelou. A luz cortou seu rosto—Brad Rayne, Alpha da Matilha Moonshade, um lobisomem, não meu namorado. O horror me sufocou ao perceber o que eu tinha feito.
Eu corri para salvar minha vida!
Mas semanas depois, acordei grávida do herdeiro dele!
Dizem que meus olhos heterocromáticos me marcam como uma verdadeira companheira rara. Mas eu não sou loba. Sou apenas Elle, uma ninguém do distrito humano, agora presa no mundo de Brad.
O olhar frio de Brad me fixa: "Você carrega meu sangue. Você é minha."
Não há outra escolha para mim senão escolher esta prisão. Meu corpo também me trai, desejando a besta que me arruinou.
AVISO: Apenas para Leitores Maduros
A preferida do ceo
Ligada ao Alfa Instrutor Dela
Semanas depois, nosso novo instrutor de combate Alfa entra na sala. Regis. O cara da floresta. Os olhos dele se fixam nos meus, e eu sei que ele me reconhece. Então o segredo que venho escondendo me acerta como um soco: estou grávida.
Ele vem com uma proposta que nos liga ainda mais. Proteção… ou uma prisão? Os sussurros ficam venenosos, a escuridão se fecha ao redor. Por que eu sou a única sem lobo? Ele é a minha salvação… ou vai me arrastar para a ruína?
Minha tentação usa terno
Imersa no mundo dos CEO's desde que nasceu, sua vida sempre se enlaçou a homens que usavam ternos. E ela cabia despir cada peça de roupa que os envolvia, a começar pelas gravatas, aproveitando-se dos belos corpos que cruzavam seu caminho, dos donos e herdeiros das maiores empresas de Noriah Norte.
O que ela não esperava era ser envolvida num grande escândalo no dia de seu noivado, armado por alguém que estava dentro de sua própria casa. Disposta a dar a volta por cima, já que nada lhe abalava e tudo que queria era mostrar-se uma mulher forte, Malu não esperava pelo segundo tombo, agora para destruí-la por completo.
Tendo que deixar seu próprio lar, e obrigada a amadurecer e ter responsabilidades, deixando a vida de bebedeiras e homens de uma noite para trás, agora ela tinha que escolher o caminho a tomar: recuperar seu noivo, seguir com o amante ou lutar pelo seu verdadeiro amor.
O que Maria Lua não esperava era que em meio a todas as suas dúvidas, imersa num mundo de negócios, chantagens, roubos e antiético, um novo homem cruzasse seu caminho. Seria ele a sua redenção? Ou estaria disposto a destruir o coração dela por completo, como ela fez a vida inteira com os homens?
Tudo poderia ser incerto e catastrófico na vida de Maria Lua Casanova, exceto os homens de terno... Estes sim, sempre foram a sua tentação.
A Luna Contratada do Alfa
BETHANY
Uma noite. Era só isso que deveria ser.
Uma noite na cama de Alpha Damien, um homem cuja voz exala comando, cujos olhos me despem, e cujo toque me faz arder em lugares que eu nem sabia que podiam queimar.
Eu vendi minha virgindade para salvar a vida da minha irmã. Achei que terminaria ali.
Eu estava errada.
Agora, o homem que me fez implorar, o homem que me disse quando eu podia gozar e quando não podia, é o mesmo homem com quem estou obrigada a me casar. Suas regras são simples: meu corpo é dele para usar, meu prazer é dele para controlar, e minha rendição não é opcional.
Eu deveria odiar a maneira como ele me possui.
Eu não odeio.
O mundo de Bethany desmorona em uma única noite. Com sua irmã morrendo e as contas médicas se acumulando, todos em quem ela confiava a traem. Sua madrasta se recusa a ajudar, e seu namorado a trai com sua meia-irmã. Desesperada por dinheiro, ela faz um acordo que mudará tudo: uma noite com o misterioso Alpha Damien.
Quando as circunstâncias forçam Bethany a um casamento contratado com um estranho, ela descobre que seu novo marido é o mesmo homem a quem ela deu sua virgindade.
A doce vingança do CEO sem coração
Gabe Clifford é o CEO da maior indústria farmacêutica do mundo. Inteligente, sagaz, um homem sem coração, capaz de tudo para alcançar o que deseja.
Ele levou anos preparando sua vingança contra os Abertoon.
Ela seguiu sendo bondosa e alegre, mesmo quando tudo ao seu redor parecia desabar.
Ele queria destruí-la para saborear cada lágrima de Ernest Abertton, o homem a quem dedicou sua vida para ver sofrer.
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Um casamento tratado como negócio.
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