Getting Lucky no Lucky Red
O Lucky Red estava barulhento e lotado, e Rome desejava não ter se dado ao trabalho de sair de casa. Mesmo depois de algumas cervejas, ele não estava se sentindo mais relaxado.
"Relaxa um pouco," Mark insistiu. "Vamos lá, cara. A Rosa está um arraso hoje. Ela não para de sorrir para você, e você só tem olhos para a sua cerveja."
Rome olhou para Rosa. Ela estava realmente bonita. Cabelos longos e ruivos, e pernas que pareciam não ter fim. Ela era definitivamente alguém que ele gostaria de conhecer melhor—se não fosse por aquela ligação mais cedo. Tudo o que ele conseguia pensar era em Ella. Ele até olhou ao redor do clube, imaginando se alguma daquelas garotas poderia ser ela. Mas nenhuma delas se parecia com a imagem que ele tinha dela em sua mente. Cabelos escuros, olhos grandes, um sorriso lindo... Não, ele tinha a sensação de que sua Ella não estava ali naquela noite.
"Você deveria pelo menos levantar e dançar," Bart disse, cutucando-o com o ombro. "Eu preciso de um parceiro."
"Você é um parceiro," Mark brincou. "Você nunca será o cara principal."
"Vai se ferrar," Bart retrucou. Então ele olhou ao redor. "Eu poderia pegar aquela morena ali fácil."
"Tem um monte de caras famosos aqui. Cara, você é fotógrafo. O que diabos ela iria querer com você?"
Rome deu uma olhada na garota para Bart. Ela não era tão bonita. "Ele poderia pegá-la fácil." Ele tomou mais um gole de sua cerveja.
"Bom. Então venha falar com a amiga dela." Bart estava praticamente implorando agora.
A amiga era loira. Quando ela se virou, Rome percebeu que a conhecia. Era a garota loira que morava no mesmo condomínio que ele. Ela o viu olhando e acenou. Ele desviou o olhar. A última coisa que ele precisava era que ela viesse e começasse a puxar papo. "Não dá, irmão. Eu conheço essa garota."
"Como é?" Mark perguntou. "A loira com os peitões? Você conhece?"
"Sim. Ela mora no meu condomínio."
"Então vamos lá. Me apresenta," Mark disse, colocando a mão nas costas de Rome.
"Não. Não a conheço tão bem. Além disso, ela meio que deixou claro que está interessada em mim."
Bart balançava a cabeça. "Você está dizendo não para isso? O que deu em você?"
"Você ainda está chateado porque fez teste para uma novela hoje?" Mark perguntou antes de terminar sua cerveja.
"Não. É só que... Droga, eu não sei. Acho que estou ficando velho demais para essa cena."
"Cara, o Bradley Crews está ali. Ele tem tipo, cinquenta anos." Mark estava claramente perplexo.
"Sim, e o Ryan Reeves está aqui também. Ele tem a idade do meu pai," Bart acrescentou.
"Vocês dois vão em frente. Vou terminar minha cerveja e talvez vá para casa."
"Você é um perdedor. Eu vou lá." Mark limpou a boca com um guardanapo e foi até a loira e sua amiga, mas Bart ficou para trás.
Olhando para seu amigo, Rome podia ver que ele estava realmente preocupado. Eles se conheciam desde a escola primária. O pai de Bart, um famoso cinegrafista, era dono da mansão ao lado da casa da família de Rome, então eles passaram muito tempo juntos. Agora que Rome não morava mais lá, e Bart tinha se mudado para a casa de hóspedes, eles ainda arranjavam tempo para se ver algumas noites por semana. Rome sempre pensou em Bart como o irmão que nunca teve.
"O que está acontecendo, Rome? Eu não te vejo assim desde que seu pai te deu uma bronca por estar naquele filme promovido pela Sinders."
"Isso foi só há alguns meses, Bart," Rome lembrou.
"Eu sei. Mas você raramente fica assim. O que está acontecendo?"
Rome deu de ombros. "Não é nada. Eu só não estou a fim de tentar ficar com alguém hoje à noite."
"Mas por quê? Aconteceu alguma coisa?"
Rome realmente não queria entrar nesse assunto. Ele achava que soaria estúpido dizer em voz alta. Mas se alguém entenderia, seria Bart. "Ok, então quando liguei para o Mark mais cedo, disquei o número errado. Atendeu... uma garota. Começamos a conversar. Ela parecia realmente... legal."
Bart ficou quieto por alguns minutos. "E?"
"E... eu não sei. Eu meio que gostei dela, só isso."
"Então... você a chamou para sair?"
"Não."
"Não? Por quê?"
"Droga, eu não sei. Eu nem sei como ela é. Só sei que ela tinha uma voz muito agradável. E o nome dela é Ella. Ela tem vinte e dois anos. Mora em LA agora, mas viveu na França por muito tempo. Ela trabalha no atendimento ao cliente da Sinders."
"Sinders?" Bart repetiu. "Como em Lloyd Sinders?"
"Sim. Quais são as chances, hein?"
"Cara, você não pode namorar alguém que trabalha para o Lloyd Sinders. Seu pai vai te matar."
"Como se ele fosse descobrir onde minha namorada trabalha. Só se eu contar para ele. Além disso, ela sempre pode arranjar outro emprego."
"E se ela gostar do trabalho dela? Ou... não, deixa pra lá." Bart parou de falar e tomou outro gole de sua cerveja.
"O quê?" Agora, Rome precisava saber o que ele ia dizer.
"Não é nada. É estúpido."
"O quê?" Rome exigiu, puxando o ombro do amigo.
"É só que... você já ouviu os rumores de que Lloyd Sinders teve uma filha com a primeira esposa, uma que ele mandou embora depois que ela morreu? Eu sei que ele tem aquelas duas enteadas vadias com aquela esposa modelo decadente dele agora. Mas, ouvi dizer que ele teve outra filha com aquela linda modelo francesa que morreu alguns anos depois que ele se casou com ela. Qual era o nome dela? Chantel Bisett."
"Espera--ela não era tia do Tim Bolt?"
"Sim. A mãe dele é irmã da Chantel. O nome dela é Genevieve Bisett Bolt, certo?"
"Acho que sim. Ela fez alguns filmes quando era mais jovem. Então... você acha que a Ella com quem eu falei hoje pode ser prima do Tim Bolt? Droga, cara. Você sabe que aquele cara me odeia." Rome balançou a cabeça, desejando ter uma cerveja nova.
"Ele te odeia porque você é um Verona. Você é filho do seu pai. Ele faz parte do clã Sinders. Ele aparece aqui às vezes. Devíamos ver se conseguimos encontrá-lo, perguntar se ele tem uma prima chamada Ella."
"Claro, para ele me dar um soco na cara. Não, obrigado, Bart. Tenho uma audição em alguns dias. Para um filme--não uma novela. Prefiro não ter um olho roxo."
Bart riu. "Vou mandar o Mark então."
"Ha! Mark Hutio odeia o Tim porque uma vez, quando nós três estávamos em uma audição, o Tim disse que parecia que a maquiagem de palco dele tinha sido pintada por uma prostituta--ou pela mãe dele--dá no mesmo. Mark quase deu um soco nele ali mesmo na sala de audição."
Rindo, Bart cobriu o rosto com uma mão para evitar que a cerveja saísse pelo nariz. "Eu consigo ver isso. Mark é tão cabeça quente. Ele vai se meter em problemas de verdade com essa briga um dia desses."
"Concordo. E o Tim não é melhor. Não, obrigado, cara. Vou ligar para a Ella eu mesmo e perguntar o sobrenome dela. Isso vai funcionar." Com isso, Rome terminou sua cerveja.
"Agora?"
"Droga, não. Só tenho o número do trabalho dela. Duvido muito que ela durma no escritório."
"Verdade. Ok. Bem, vou ver aquela morena agora. Parece que o Mark está fazendo progresso com sua loira boba."
"Ele pode ficar com ela. Estou fora." Rome acenou para Mark e saiu do bar, desejando poder ligar para Ella naquele momento. Ele deveria tê-la convidado para sair. Esperançosamente, ela era a única que atendia aquele número específico, e ele poderia falar com ela amanhã. Ele estava morrendo de vontade de saber como ela era, o que gostava de fazer no tempo livre, como ela cheirava. E ele queria ter certeza de que ela não era realmente uma Sinders. Isso seria um problema...
