
Cooper Thompson ‐ uma nova chance para o amor
Priscila Martinelli · Atualizando · 120.5k Palavras
Introdução
Capítulo 1
Laura Ellis Campbell
— Que desperdício de pernas lisas e depiladas. — Keyla? É a Laura . Onde você se meteu? Preciso de você. Estou no pior encontro da minha vida. Estou quase dormindo. Já pensei em bater com a cabeça na mesa algumas vezes para me manter acordada. A menos que você queira me ver sangrando e machucada, preciso que me ligue fingindo uma emergência. Me liga de volta. Por favor.
Finalizando a chamada, bufei, frustrada do lado de fora do banheiro feminino, no corredor escuro que havia nos fundos do restaurante.
Uma voz firme e conhecida atrás de mim me surpreendeu
— A menos que, além de chato, ele também seja um idiota, vai saber.
—O quê?. questionei.
Quando me virei, dei de cara com Cooper, oque ele estava fazendo aqui na Itália ? encostado na parede. Seus olhos estavam apontados para baixo, conferindo uma mensagem de texto em seu celular. Ele continuou sem levantar o olhar.
— É um dos foras mais antigos Laura,qual foi a ligação de emergência? Você poderia ao menos se esforçar um pouco mais, Leva cerca de dois meses para conseguir uma reserva neste lugar e não é barato, linda.
Pisco algumas vezes pra acredita que é Cooper mesmo que esta na minha frente de que não é uma miragem e pra minha surpresa não é,realmente Cooper esta na minha frente.
— Cooper oque esta fazendo aqui? E Talvez ele devesse se esforçar mais,Está com um furo gigante na jaqueta, debaixo do braço, e não fez nada além de falar sobre a mãe a noite toda.
— Estou aqui a trabalho ,E já considerou o fato de que sua atitude esnobe pode deixá-lo nervoso?
— Vamos falar sobre atitudes esnobes? você chega sem avisar,Você ouve minha ligação me dá opiniões não solicitadas... e tudo isso enquanto olha para o celular. Nem fez contato visual comigo enquanto estava falando, e o que diabos esta fazendo aqui na Itália?
Pergunto novamente pra saber oque mais além de só vim aqui a trabalho porque a final ele estava muito bem em nova york pelo oque fiquei sabendo.
Os dedos do idiota do Cooper pararam no meio da mensagem,Então, eu o observei enquanto ele levantava a cabeça, os olhos seguiam um caminho lento que começou em meus tornozelos, subiram por minhas pernas nuas e continuaram. Na barra da saia antes de seguir por meu quadril, finalmente repousando alguns segundos em meus seios antes de encontrar meu rosto,ele e a mesma cara de sempre, de canalha.
— Você não muda não é, Ei eu conheço essa sua cara seu safado aqui em cima estes são meus olhos.
Falo apontando para meu rosto,À medida que ele se afastou da parede e ficou em pé, a pouca claridade que incidia no corredor refletiu sobre ele, iluminando seu rosto. Pude vê-lo com clareza pela primeira vez em tanto tempo,Sério? Não era o que eu esperava ele continuava igual a primeira vez que eu o vi lindo,Vestido todo de preto,simples, mas havia certa elegância em sua aparência,Os cabelos castanho-dourados estavam despenteados daquele jeito sexy de quem não dá a mínima, mas ainda pareciam perfeitos. Feições masculinas fortes: maxilar quadrado e protuberante, com uma barba por fazer na pele bronzeada, o nariz reto proeminente e olhos grandes e sexys, sonolentos como de uma fera;E que me encaravam sem parar.
Sem deixar de me olhar, ele levantou os braços pela lateral do corpo e os colocou acima da cabeça.
— Quer conferir se não vou irritar você , antes de decidir se sou digno de conversar? Tudo bem ele continuava lindo mas ,definitivamente um idiota como sempre.
— Não é necessário. Sua atitude já deixou bem claro, que você não mudou nada sei que vai fazer isso vai dar sua opinião mesmo que eu não queira saber, Abaixando os braços, ele ri.
— Como quiser Tente aproveitar o resto da noite, Princesa. Fala sorrindo de lado e se afasta.
Bufei, mas olhei aquele idiota bonito uma última vez antes de voltar para meu encontro.
Martin estava sentado, com as mãos cruzadas, quando voltei para a mesa.
Depois de tudo que aconteceu comigo e com Cooper fiquei um bom tempo, sem sair com ninguém só sai essa noite para esse encontro por insistência da minha nova colega de apartamento Keyla já que Ana voltou para nova York com Robert, Keyla insistiu tanto pra eu sair com amigo dela Martin que resolvi aceitar, Porém ela não me disse que ele era um pé no saco.
— Desculpe. eu disse — A fila estava grande.
— Isso me lembrou de uma história engraçada. Uma vez, eu estava em um restaurante com minha mãe e quando ela foi usar o banheiro feminino... Sua voz desapareceu enquanto eu olhava para o celular desejando que tocasse. Maldita seja, Keyla Onde você está quando eu realmente preciso de você? Por volta da metade da história pelo menos acho que era a metade notei o idiota do Cooper passando pela mesa. Ele sorriu para mim depois de dar uma olhada em meu acompanhante sem noção.
E em minha expressão desinteressada. Curiosa, eu o segui com os olhos para ver com quem estava. Era de se imaginar. Loira oxigenada, bonita de um jeito sacana, com os peitos saltando para fora do decote do vestido curto. Ela arregalou os olhos quando seu acompanhante voltou. E eu... revirei os meus. No entanto, não consegui deixar de olhar para a mesa deles de tempos em tempos. Quando as saladas chegaram, Martin estava falando sobre a recente cirurgia de apêndice de sua mãe, e eu fiquei particularmente entediada. Talvez meus olhos tenham se demorado um pouco mais que o necessário na outra mesa, pois o idiota do Cooper me pegou olhando para ele. Do outro lado do restaurante, ele piscou, arqueou uma sobrancelha e inclinou o copo em minha direção. Idiota. Uma vez que fui pega, por que me preocupar em esconder que estava olhando? Com certeza, ele era mais interessante que o cara que me acompanhava. E ele também não ficou com vergonha de me encarar. Quando um garçom parou em sua mesa, vi que apontou em minha direção e falou alguma coisa. Martin ainda estava contando uma história sobre sua querida mamãe quando olhei para conferir o que o cara atraente do outro lado do salão estaria apontando. Assim que me virei, percebi que o idiota e a acompanhante estavam de pé. Lendo seus lábios, entendi o que ele estava falando... acho que algo sobre se juntar a um velho amigo. Então, de repente, eles estavam caminhando em direção a nossa mesa. Ele vai dizer algo a Martin sobre o que ouviu?
— Laura É você?
O que é isso?
— Hummm... sim.
—Uau, quanto tempo! — Ele passou a mão no peito, quanto tempo
— Sou eu, Cooper. Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, o idiota que aparentemente achava que era ator se inclinou e me puxou para um abraço de urso. Enquanto eu estava em seus braços ele sussurrou
— Entre na brincadeira. Vamos deixar sua noite mais animada, linda.
Pasma, eu só pude olhar quando ele voltou sua atenção para Martin e estendeu a mão.
— Sou Cooper Thompson Laura e eu nos conhecemos há muito tempo.
— Martin Winter.Meu acompanhante cumprimentou.
— Martin, você se importa se nos juntarmos? Faz muitos anos que não vejo a Docinho. Adoraria matar as saudades. Você não se importa, não é? Como mente senhor faz alguns meses que o vi no Nata,Embora tenha perguntado Cooper definitivamente não esperou pela resposta, Em vez disso, puxou uma cadeira para sua acompanhante e a apresentou.
— Esta é Bridget... Ele olhou para ela como se pedisse ajuda, e a moça terminou a apresentação:
— Belamonte Bridget Belamonte. Sorriu, sem se intimidar pela nova dinâmica de encontro de casais nem pela óbvia incapacidade de Cooper lembrar seu sobrenome.
Martin, por outro lado, pareceu desapontado com o fato de agora sermos um quarteto, embora eu estivesse certa de que ele nunca reclamaria. Ele olhou para Cooper, que estava se sentando.
— Docinho?
—Era como costumávamos chamá-la. Por que adora doces
Ele não mentiu pois amo doces,uma vez que Cooper e Bridget estavam sentados, houve um silêncio constrangedor. Surpreendentemente, foi Martin quem o quebrou.
—E como vocês dois se conheceram? Embora meu acompanhante tenha feito a pergunta olhando para nós dois, eu queria deixar claro para Cooper que era ele quem estava na berlinda. Foi ele quem decidiu começar esse joguinho.
— Vou deixar que Cooper conte sobre como nos conhecemos.
—Na verdade, é uma história bem engraçada. Ele diz.
Coloquei os cotovelos sobre a mesa, cruzei as mãos e apoiei a cabeça sobre elas, voltando toda a atenção para Cooper enquanto piscava com um sorriso malicioso. Ele não se intimidou e não levou mais de alguns segundos para inventar uma história.
—Bem, não foi como nos conhecemos que foi engraçado. Na verdade, foi o que aconteceu depois. Meus pais se separaram quando eu estava na oitava série e tive que mudar para uma escola nova. Fiquei muito infeliz até conhecer a Laura no ônibus, na primeira semana. Ela era linda, e percebi que eu não tinha amigos em volta para me zoarem se a chamasse para sair e ela dissesse não. Apesar de ser um ano mais velha, eu a convidei para o baile da oitava série. Fiquei chocado quando ela aceitou. Ele sorriu e eu pensei bem que gostaria mesmo que tivesse me conhecido no ensino médio poderia ter evitado muitas coisas, então ele continua.
—De toda forma, eu era jovem, possuía um nível saudável de testosterona e coloquei na cabeça que ela seria a garota em quem daria meu primeiro beijo. Todos os meus amigos da antiga escola já haviam beijado e, por isso, achei que era minha vez. Então, quando o baile estava acabando, levei a Docinho para fora do ginásio decorado com balões e crepom para conseguir um pouco de privacidade. Claro, como era minha primeira vez, eu não tinha ideia do que esperar. Mas fui em frente, direto no alvo, e comecei a chupar o rosto dela. — Cooper fez uma pausa e piscou para mim. — Contei certo até aqui, não é, Docinho? Não consegui respondê-lo. Eu estava muito atordoada ouvindo a história e a cara de pau dele inventar tudo isso . Mas, novamente, meu silêncio não pareceu incomodá-lo, porque ele foi em frente com aquela narrativa extraordinária. — Bom, é aqui que a história fica boa. Como eu disse, não tinha experiência, mas fui com tudo, lábios, dentes, língua. Depois de um minuto, o beijo parecia muito molhado e eu estava tão empolgado que continuei. Por fim, quando estávamos precisando de ar, já que eu quase engoli o rosto dela, percebi o motivo de estar parecendo tão molhado. Laura teve uma hemorragia nasal no meio do beijo, e nossos rostos estavam cobertos de sangue.
Martin e Bridget riram, mas eu fiquei sem reação. Cooper estendeu a mão e tocou meu braço.
— Vamos, Docinho. Não fique envergonhada. Esses foram alguns dos bons momentos que tivemos. Lembra?
— Quanto tempo vocês ficaram juntos? perguntou Martin. Quando Cooper estava prestes a responder, me aproximei e toquei seu braço da mesma maneira condescendente com que ele tocou o meu.
— Foi pouco, Nos separamos logo após aquele outro incidente. Bridget bateu palmas e pulou sentada na cadeira como uma criança animada.
— Quero ouvir!
— Pensando bem, não tenho certeza de que deveria contar a respeito disso. refleti.
—É o primeiro encontro de vocês? Bridget assentiu.
—Bem, não quero que você presuma que Cooper ainda tem o mesmo problema. Faz muito tempo desde o incidentezinho. Eu me inclinei na direção dela e sussurrei — Eles adquirem mais controle à medida que envelhecem. Normalmente. Em vez de ficar chateado, Cooper parecia satisfeito com a história. Orgulhoso. Na verdade, o resto da noite transcorreu praticamente da mesma maneira.
Cooper contou mentiras elaboradas sobre nossa adolescência, sem medo de se envergonhar no processo, e continuou divertindo todo mundo. Acrescentei detalhes quando não estava muito chocada com as porcarias que ele inventava. Odiava admitir, mas estava começando a gostar novamente da presença do idiota, mesmo com as histórias sobre o nariz sangrento e o “infeliz incidente com o enchimento de sutiã”. No fim da noite, pedi café para não termos que ir embora que mudança desde nossa conversa no corredor do banheiro. Fora do restaurante, Martin, Cooper e eu entregamos nossos tickets ao manobrista. Eu preferia controlar o começo e o fim de um primeiro encontro, então combinei de me encontrar com Martin direto no restaurante. Claro que Bridget estava de carona com Cooper, como em um encontro normal.
E ela estava praticamente se esfregando por toda a lateral do corpo dele, se agarrando ao braço enquanto esperávamos os carros. Quando meu Audi vermelho apareceu primeiro, não tinha certeza de como me despedir de... bem... nenhum deles. Peguei as chaves e me demorei com a porta aberta.
—Belo carro,Docinho. Cooper sorriu. — Melhor que aquele pedaço de lixo que você dirigia na época, hein?
Eu ri.
—Acho que sim. falo lembrando dele se referindo ao meu carro de nova York que uma vez quebrou e ele teve que me socorrer.
Martin deu um passo à frente.
— Foi um prazer conhecer você,Laura. Espero que possamos repetir a dose.
Em vez de esperar que ele me beijasse, eu o abracei.
— Obrigada pelo jantar, Martin. Foi ótimo.
Quando me afastei, Cooper deu um passo à frente, me puxando para um abraço. Diferentemente do cumprimento amigável que ofereci a Martin... Ai, com ele foi tão bom. Então, Cooper fez a coisa mais estranha, enrolou meu longo cabelo em sua mão algumas vezes e o segurou, usando-o para puxar minha cabeça para trás. Seus olhos encararam meus lábios quando olhei para ele e, por um breve segundo, pensei que ele poderia me beijar, Mas ele se inclinou e beijou minha testa.
— Vejo você na reunião do ano que vem? Assenti, quase sem equilíbrio.
— Hum... com certeza. Olhei para Bridget depois que ele me soltou.
— Prazer em conhecê-la, Bridget. Sem vontade, entrei no carro. Sentindo como se alguém estivesse me olhando, ergui o olhar enquanto colocava o cinto de segurança. Cooper me observou com atenção. Era como se ele quisesse dizer algo, mas, depois de uns instantes, seria estranho ficar sentada ali esperando. Respirando fundo, fui embora com um último aceno, questionando por que eu sentia como se deixasse algo importante para trás, e querendo saber o que Cooper estava fazendo ali na Itália, e com certeza ligaria para Haley amanhã para saber.
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