Herdeiros do Tráfico

Herdeiros do Tráfico

jamilesalvatore · Concluído · 123.0k Palavras

654
Popular
657
Visualizações
0
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Spin-off de Prostituta do Morro do Alemão, Seduzida pelo Traficante e Made in Favela.

Esta é uma história intensa e envolvente que mergulha no universo sombrio e perigoso de cinco jovens cujas vidas são marcadas por um passado que eles nunca escolheram. Filhos de pessoas que, em algum momento, estiveram ligadas ao mundo do tráfico, eles crescem carregando não apenas os sobrenomes de suas famílias, mas também o peso de uma herança cercada por violência, segredos e consequências.

Quando uma sequência de acontecimentos trágicos coloca seus caminhos em rota de colisão, Aurora, Lucas, Lu, Luan e Larissa são obrigados a encarar verdades escondidas por anos. Entre antigas rivalidades, alianças quebradas e dívidas deixadas pelos seus pais, eles descobrem que o passado continua vivo e que muitos ainda desejam controlar seus destinos.

Condenados por uma história que não escreveram, os cinco protagonistas precisam lutar contra o julgamento daqueles que acreditam que o sangue determina quem eles são. Cada um carrega suas próprias feridas, sonhos e conflitos internos. Aurora enfrenta o desafio de encontrar sua própria identidade; Lucas tenta equilibrar razão e emoção; Lu guarda segredos capazes de mudar tudo; Luan luta contra a influência de um legado perigoso; e Larissa busca provar que é muito mais do que aquilo que esperam dela.

Enquanto tentam construir uma nova realidade, eles se tornam alvos de pessoas que enxergam suas fragilidades como oportunidades. Cercados por ameaças, escolhas difíceis e dilemas morais, os herdeiros precisam decidir se seguirão o caminho traçado pelos seus pais ou se terão coragem para romper esse ciclo.

Unidos pela dor, mas fortalecidos pela esperança, eles embarcam em uma jornada de redenção, descobertas e transformação.

Capítulo 1

Nunca pensei em passar toda a minha vida numa cidadezinha do interior, com pouco mais de 10 mil habitantes.

O problema não era tanto os habitantes, mas a cidade que parecia ter parado no tempo e nada a fazia sair daquilo.

A medida que fui crescendo, fui entendendo o quanto era tedioso, já não era criança e queria mais do que praças sem graças e festas que aconteciam de vez em quando.

Queria saber o que mais tinha fora daquela cidade.

Costumava ver na televisão minhas atrações turísticas, dentro mesmo do Rio de Janeiro, e tudo aquilo me fascinava, incluindo as praias. Eram lindas. E eu queria desesperadamente conhecer tudo.

Não queria resumir minha vida, como a maioria das meninas da minha idade. Arrumavam um namorado, depois disso inventavam de ficar grávidas e quando se davam por si, tinham seis filhos e um marido que não as amava.

Eu não queria isso.

Aquela cidade era pouco para mim, tinha sede de aventura, de desbravar todos os locais bonitos que apareciam na televisão e conhecer finalmente a cidade em que havia nascido.

Rio de Janeiro.

Mas para isso acontecer, eu tinha que sair daquela cidade, mas para isso acontecer, minha mãe e meu padrasto tinham que também querer e eles davam indícios que estava mais do que bem morando naquele fim de mundo.

Pareciam dois velhos, aponsentados, esperando a morte. Mas ainda eram novos! Minha mãe tinha menos de cinquenta anos e meu padrasto, era um pouco ainda mais velho, mais nem havia chegado ainda aos cinquenta!

Chegava a ser até frustrante, um pouco decepcionante, pois já sonhava com o dia em que iriam me avisar que deixaríamos aquela cidade e voltaríamos para a capital.

Esperava ansiosamente por isso desde meus dedos anos e até aquele momento, nenhum dos dois, não havia nem tocado no assunto, mesmo eu sempre mexendo no assunto, sempre se mostravam felizes ali.

A mulher longe de mim, gesticula para sorrir, me lembrando de onde estava naquele momento.

Era minha formatura e assim como meus colegas de sala e outros alunos da escola que estavam se formando naquele dia, deveria estar feliz, mais do que isso, pulando de alegria, mas não, por algum motivo não conseguia parar de pensar no que faria em seguida.

A maioria ali, sim.

Talvez desde criança haviam sonhado com aquele momento e o que iria vir depois. Eu também havia feito isso, havia passado por todos os estágios.

Primeiro queria ser princesa, acho que toda menina já sonhou em morar num castelo igual das princesas da Disney, casar com um príncipe e viver felizes para sempre.

A medida que fui crescendo, comecei a abandonar essa ideia e me dar conta que só era contos de fadas e que o príncipe encantado que queria, não iria aparecer em cima de um cavalo branco para me salvar.

Além do mais, acreditava que não precisava de um príncipe. Homem não era tudo na vida e não me iludia facilmente.

Acabei encontrando minha verdadeira paixão, algum tempo depois, ao perceber que eu era a louca dos animais. Não podia ver um cachorro, um gato ou outro animal fofinho, que sentia meu coração aquecer. Ajudava e alimentava aqueles que precisavam, mesmo minha mãe não gostando da ideia de ter tantos animais pelo quintal, e conseguia um lar para eles assim que possível.

Foi então que decidi que queria ser médica veterinária. Fazia mais sentido do que ser princesa, da minha mãe, e estaria fazendo algo que gostava muito.

Mas havia um pequeno problema em relação à isso, na cidade onde morava, nem faculdade tinha para começo de conversa. Muito menos nas cidades vizinhas, que ficavam a mais de 20 km de distância.

A maioria das pessoas que queriam cursar uma faculdade, precisavam praticamente se mudar para outra cidade e ter que começar do zero, isso quando não se tinha uma renda fixa, precisavam procurar emprego, uma casa ou apartamento compartilhado e diminuir os gastos drasticamente, para trabalhar somente para pagar a faculdade.

Meio absurdo, não é? Mas é a realidade de muitos.

Meu problema não estava em trabalhar, já havia trabalhado como babá, mesmo minha mãe não querendo e ressaltando todos os dias antes de eu sair para trabalhar, que não precisava. Trabalhei em uma papelaria para ganhar metade de um salário e depois em uma lanchonete para ganhar por semana, de acordo com as minhas vendas e era gratificante ter meu próprio dinheiro, não ter que pedir para minha mãe ou meu padrasto.

Minha mãe não fazia questão de dinheiro, nunca fez, entre todas as pessoas que conhecia, era a pessoa que mais gastava. Fazia questão de se vestir bem, comer bem e ter uma vida padrão e invejada por muitas pessoas.

A verdade é que nunca vi minha mãe trabalhar, nem as tarefas domésticas ela gostava de fazer. Acreditava que meu padrasto bancava todas aquelas mordomias dela e ele não parecia nem um pouco de importar, só não gostava quando ela queria comprar mais uma bolsa, quando já tinha mais de dez em um cômodo, aonde havia inventado de fazer um closet que, por sinal, já estava abarrotado de coisas.

Era um fato que ela era materialista e já não nos importávamos mais, as vezes parecia que ela estava fazendo uma espécie de terapia, toda vez que voltava com alguma sacola, ficava mais radiante, mais calma.

Mas tinha dias, que ela não era ela mesmo, pelo menos era essa impressão que eu tinha. Sempre ficava nos cantos, olhar distante, tensa, como se algo a perturbasse mas, sempre depois de uma conversa com meu padrasto, ela aparentava um pouco melhor e não demorava para chegar com alguma sacola de roupa ou sapato em casa.

Mas, o que vou fazer da minha vida?, penso, enquanto cantava o hino nacional, evitando a todo custo de olhar para minha mãe que tinha os olhos fixos em mim.

Há uns dias atrás, uma ideia perigosa surgiu em minha mente. Os riscos da minha mãe ter um troço por causa disso, eram bem altos, só que eu acreditava que se ela entendesse meu lado, depois de não estar mais ao seu lado, iria entender e no final tudo acabaria “bem”.

Só precisava tomar a iniciativa.

Na teoria era fácil, mas de antemão a prática já deixava claro que não seria.

Quando o hino acaba, começa a distribuição dos certificados. Como na maioria das vezes, estou entre as primeiras e mantenho um sorriso simpático, enquanto a diretora vem me parabenizar e o canudo é entregue.

Desço do pequeno palco e não demora para braços compridos me abraçarem e me manterem no casulo por alguns segundos. Mesmo com os olhos fechados, reconheci o perfume e o inalei profundamente.

Quando minha mãe se afasta, ela segura meu rosto entre as mãos e me dá um selinho, como costumava fazer, sorrindo sem mostrar os dentes.

Naquela noite havia caprichado ainda mais na maquiagem. Estava mais intensa, dando destaque aos olhos e os lábios vermelhos. O iluminador, espalhado estrategicamente, deixava a maquiagem ainda mais perfeita.

- Devia ter passado um pouco de maquiagem, Aurora - murmura, franzindo levemente o cenho - Veio com o rosto sem nada.

- Não gosto de maquiagem, mãe - Acho que já não era um segredo para ninguém daquela cidade. O clima ali era completamente contraditório a maquiagem, era muito quente e a maquiagem iria para o brejo assim que eu saísse de casa e começasse a suar.

Mas para isso, minha mãe tinha um truque. Toda sua maquiagem era à prova de água, só que isso no meu caso, apenas me deixaria mais agoniada para tirar.

- Só um batom não iria matar você - Ela continua.

- Ela não gosta de maquiagem, Marcela - diz meu padrasto.

Ela revira os olhos, olhando para ele.

- É a formatura dela e parece que ela estava indo para mais um dia de aula.

Passo a mão pelo rosto, vendo ali um ponto positivo para não estar usando maquiagem.

- A gente vai discutir por causa disso? - pergunto.

- Não - diz meu padrasto no mesmo instante, beijando o topo da cabeça da minha mãe.

Minha mãe respira fundo.

- Se tivesse feito o curso online que eu disse, não estaríamos discutindo por causa de maquiagem.

Por sorte uma conhecida se aproxima e tira o foco da minha mãe, por aquele momento, de mim.

Pelos minutos seguintes, permanecemos na escola, andando entre as pessoas, falando com alguns conhecidos e esperando a cerimônia terminar. Dali há pouco mais de três dias, teria o baile de formatura com direito à vestido e pista de dança. Entretanto, não fiz questão em pagar as mensalidades, muito menos em ver os vestidos, que há mais de meses havia escutado as meninas da minha sala que iriam participar, discutindo entre elas qual seria a cor que usariam para combinar.

Quando disse que não participaria, minha mãe quase teve um problema do coração bem diante dos meus olhos. Só então descobri, naquele momento, que ela estava esperando por aquele momento, toda minha vida e que já tinha até em mente o vestido que eu iria usar.

Não queria decepcioná-la, minha mãe era a minha melhor amiga, fora ela, não tinha ninguém que considerava amiga. Mas eu não queria participar, para mim, era perca de dinheiro e de tempo, já que o dinheiro que iria usar naquela festa, poderia usar para a minha faculdade.

Acabei mantendo minha decisão e minha mãe ficou uma semana sem falar comigo, se dirigindo à mim, apenas pelo meu padrasto ou por mensagem.

- A filha da Rosimeire vai para a festa de formatura - Ela comenta, enquanto andamos pela quadra - Vai continuar pagando as mensalidades até o ano que vem e a menina quase que repete de ano - Ela faz uma breve pausa - Se fosse fosse participar, não iríamos ter que pagar em 24 vezes. Seria à vista e ainda teria um desconto.

Olho para ela.

- Por quê não me dá o dinheiro da festa, para pagar algumas mensalidades da faculdade?

Ela sustenta meu olhar. Já conhecia aquele olhar e o quê iria vir em seguida.

- Já conversamos sobre isso - diz séria.

Ergo as sobrancelhas.

- Quero fazer a faculdade.

- Mas você não precisa fazer a faculdade, Aurora - diz no mesmo instante - Você não precisa nem trabalhar!

As vezes queria saber o que se passava na mente da minha mãe. Quais eram os planos que ela tinha para meu futuro? Eu já tinha dezoito anos, já podia tomar minhas próprias decisões e começar a caminhar com as minhas pernas. Só que ela continuava a me tratar como uma criança, que precisava constantemente de proteção e de orientação, não permitindo que eu fizesse nada que eu queria.

Amava minha mãe, com todas minhas forças e era capaz de dar minha vida para ela. Só que o que ela estava fazendo, não estava sendo nada benéfico para mim e não via nenhuma vantagem em ficar em casa, sem fazer nada da minha vida, além de comprar e cursos de maquiagem, até um homem aparecer e eu me casar com ele.

Não era isso que eu queria. Muito menos terminar minha vida naquela cidade. Queria mais do que aquela cidade poderia me oferecer.

- Mas eu quero, mãe - insisto, mantendo o tom de voz controle - Qual é o problema em eu fazer uma faculdade?!

Meu padrasto se coloca entre nós, afagando nossas costas.

- Vamos deixar para conversar isso em casa - diz baixo, olhando ao redor.

Também já sabia, que quando saíssemos dali, não iríamos continuar aquela conversa. Estava tentando aquela conversa a cerca de uma ano e durante todo esse ano, as respostas foram as mesmas.

Não tinha mais um ano para tentar novas investidas, pelo contrário, sentia que aquela era a minha hora de agir. Claro, se eu quisesse ser mais do que a filha única da minha mãe, que precisava ter tudo do bom e do melhor, sem nenhum esforço ou sacrifício, só por quê minha mãe queria.

Parecia ser a coisa mais injustiça do mundo.

Acabamos por ir embora dez minutos depois, o silêncio se fazia presente dentro do carro e segurando o meu canudo, sem meu certificado, a responsabilidade de fazer alguma coisa acontecer havia crescido em meus ombros.

Morávamos no centro da cidade, se é que eu poderia chamar apenas uma rua, como centro da cidade. A nossa casa, era a mais chamativa, dois andares e com direito a um terraço, onde minha mãe gostava de fazer churrasco dia de domingo.

Ainda na propriedade, havia uma piscina, que não usávamos muito, outra churrasqueira no térreo. A casa era composta por quatro quartos, um sendo para visitas, duas salas, duas cozinhas, uma sendo a copa e quatro banheiros.

Pra quê? Eu não sei. Não recebíamos visitas, nem de parentes. Desde que me entendo por gente, minha mãe sempre disse que os pais dela morreram e que era filha única, assim como eu. Então, não estava esperando minha avó para o almoço do domingo ou uma tia com meus primos chatos.

Não tinha nada disso. Só éramos nós três e na cabeça da minha mãe, pelo restante de nossas vidas.

Estava na hora, de infelizmente, destruir os sonhos da minha mãe.

- Vou pedir pizza - diz meu padrasto, assim que entramos em casa e cada uma vai para um canto - O mesmo de sempre?

Minha mãe ignora, indo para a cozinha, sobrando para mim respondê-lo.

- Pode ser - digo subindo os degraus da escada.

Só minha mãe não percebia o quão controladora ela era, não havia um limite. Meu quarto, por exemplo, ela havia escolhido a dedo cada móvel, inclusive a cor. Havia tentado diversas vezes também fazer isso com minhas roupas, só que minha felizmente minhas roupas, eram minha identidade e era a única coisa que não permitia que ela modificasse. E isso sempre gerava discussão.

Paro no meio do quarto, olhando-o com atenção. Diariamente, minha mãe tinha duas mulheres que trabalhavam na casa, para mantê-la limpa e organizada, e mesmo que as vezes deixasse meu quarto um verdadeiro pandemônio, sempre encontrava tudo arrumado.

E naquele dia, não foi diferente.

A primeira coisa que faço, é deixar o canudo na minha escrivaninha, para depois ir para o banheiro tomar banho, enquanto fazia isso, minha mente fervilhava, querendo que eu colocasse meu plano de qualquer jeito em prática e acabava me vendo em uma ótima oportunidade para isso.

Só com a ideia, meu coração acelera em meu peito e já sinto minhas mãos tremerem.

Decido não pensar muito e agir. Termino de tomar banho, me secando em tempo record, vestindo meu pijama o mais rápido ainda.

Abro a porta do meu quarto, olhando para o quarto da minha mãe que estava com a porta aberta e a luz apagada, indicando que não estava no cômodo.

Em passos rápidos e silenciosos, ando na direção do quarto, ouvindo meu padrasto falando com alguém no telefone, no andar inferior.

Entro no quarto, ascendendo a luz, indo direto para o móvel pequeno ao lado da cama, com quatro gavetas. Abro a última gaveta, pegando um envelope pardo com uma chave dentro e um papel.

Ali era meu passaporte para fora daquela cidade e tudo graças a uma conversa que escutei entre minha mãe e meu padrasto, uma vez quando acordei no meio da noite, onde minha mãe dizia que a casa da Rocinha nunca poderia ir a venda e que ficaria fechada pelo tempo que desse.

Não iria ficar mais, já que estava prestes a me mudar para lá, conseguindo dessa forma não pagar aluguel e economizar mais um pouco do que havia imagina

do.

Saio do quarto, desligando a luz, voltando sem fazer nenhum barulho para meu quarto.

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

1.1m Visualizações · Concluído · Sherry
Maya congelou quando o homem que atraía todos os olhares do salão entrou. Seu ex-namorado, que havia desaparecido cinco anos atrás, agora era um dos magnatas mais ricos de Boston. Naquela época, ele nunca havia dado pistas sobre sua verdadeira identidade — e então desapareceu sem deixar rastros. Vendo seu olhar frio agora, ela só podia presumir que ele havia escondido a verdade para testá-la, concluído que ela era fútil, e partido decepcionado.

Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.

— Você ainda está com raiva de mim?

Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.

— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.

Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.

— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.

Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.

Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
A lua e o oceano

A lua e o oceano

2.1k Visualizações · Concluído · Hira Baig
Ocean é uma garota humana normal. Ela foi morar com seu tio em Nova Orleans após a morte de seus pais. Mas lá, ela se apaixonou por um bad boy que não era um ser humano normal.

Moon é uma criatura híbrida sobrenatural. Mas ele nunca soube que é um híbrido. Ele foi adotado por uma família de lobisomens.

Será que ele algum dia descobrirá sua verdadeira natureza?
Será que Moon e Ocean ficarão juntos?
Que mistério a floresta, que atrai os dois, guarda para eles?
O Primeiro Olhar do Bilionário

O Primeiro Olhar do Bilionário

224.2k Visualizações · Concluído · Jane Lexington
Amelie Cavanaugh enfrentou muitas dificuldades em sua vida. Ela ficou órfã aos 8 anos, fugiu com seu irmão do sistema de adoção aos 14 anos e trabalhou constantemente para alcançar seu objetivo de entrar na universidade. Justamente quando sua vida estava indo conforme o planejado, tudo vira de cabeça para baixo em um dia tempestuoso de novembro, quando seu irmão se machuca durante um jogo de futebol. O bilionário Dr. Nathan Michaels está na linha de sucessão para assumir o Grupo de Investimentos Michaels, já que seu avô, Carrington Michaels, está se aposentando. O problema é que os membros do conselho acham que seu estilo de vida de playboy precisa ser ajustado para o cargo de CEO. Solução: Carrington Michaels diz a Nathan que ele tem 6 semanas para se casar, ou perderá a empresa. Um encontro casual com a deslumbrante Amelie, de cabelos castanhos, na cafeteria do hospital vira o mundo de Nathan de cabeça para baixo, mas quando ele se vira após receber seu pedido, ela já se foi. Quem é ela? Para onde foi? Como ele pode torná-la sua? Isso sequer importará quando um segredo obscuro envolvendo ambas as famílias pode ameaçar qualquer chance de felicidade?
Os Trigêmeos Surpresa do CEO

Os Trigêmeos Surpresa do CEO

409.5k Visualizações · Concluído · Luna Hart
Cinco anos atrás, fui drogada pela minha meia-irmã. Dada a necessidade de cobrir minha mensalidade, acabei aceitando a situação. Senti sua respiração quente contra meu ouvido, seus dedos ásperos roçando minhas coxas internas, despertando uma dor entorpecida e elétrica. Seu pau duro pressionava contra minha buceta molhada, fazendo meu coração disparar, meu corpo arqueando instintivamente, desejando penetrações mais profundas.
Depois daquela noite imprudente, parti em desgraça, apenas para descobrir que estava grávida de trigêmeos.
Cinco anos depois, voltei como um novo talento brilhante na área médica, pronta para me vingar da minha madrasta, meia-irmã e pai.
Então Harrison Frost apareceu, olhando para as versões em miniatura de si mesmo, incentivando-os a chamá-lo de "Pai."
Ele tirou a camisa, sorrindo. "Ei, quer reviver o calor daquela noite?"
Prisioneiro Do Meu Companheiro

Prisioneiro Do Meu Companheiro

9.2k Visualizações · Atualizando · Amal Usman
Ana era como qualquer jovem loba por aí. Ela mal podia esperar para encontrar seu companheiro. Ela não esperava a forma como as coisas aconteceriam no dia em que finalmente o conheceu, nem a maneira como ele a trataria depois que se encontrassem. O companheiro de Ana não quer nada com ela, mas também não a deixa ir embora. Ana se sente como uma prisioneira de seu companheiro. Sua mente está dividida sobre o que fazer. Ela deseja que seu companheiro a ame, mas ele não mostra nenhum sinal de que isso vá acontecer. Ela quer tentar construir algo com ele, mas ele torna tudo difícil para ela. Ele a trata horrivelmente, e Ana não sabe por quê. Ana gostaria que ele a rejeitasse ou a deixasse ir, mas ele não faz isso. Ela sente que ele está determinado a torná-la sua prisioneira para sempre.
Leia e descubra como Ana sobrevive sendo prisioneira dele.
Reivindicando Seu Companheiro

Reivindicando Seu Companheiro

4.3k Visualizações · Concluído · Claire Macphail
Astrid é uma médica de emergência órfã que foi criada por humanos. Após um longo dia, ela é descoberta por seus três futuros companheiros alfa, que sentiram seu cheiro enquanto rastreavam um desordeiro que estava aterrorizando seu território. Encontrar seu companheiro geralmente é um momento feliz, mas parece iniciar uma espiral de problemas para Astrid e seus companheiros. Astrid deve aprender os costumes da alcateia, como controlar sua magia, tudo isso enquanto tenta salvar a vida de seus companheiros. Eles conseguirão impedir as mortes iminentes daqueles em seu território ou Astrid perderá a única coisa boa que teve em sua vida?

Espere, uma coisa é mais urgente... A Cerimônia de Acasalamento!

Este conteúdo é destinado apenas para leitores maduros (18+).
Sob o Domínio do Tirano

Sob o Domínio do Tirano

10.6k Visualizações · Concluído · Williane Kassia
Isabella Conti é uma garçonete de vinte anos marcada por um passado sombrio. Após um episódio doloroso nos Estados Unidos, onde descobriu a traição de seu namorado com sua própria prima, ela retorna à sua cidade natal, Portevecchio, em busca de paz e redenção.

Alessio Vecchio, um homem implacável de trinta e oito anos, governa Portevecchio com mão de ferro. Alto, com uma presença imponente e um passado cheio de cicatrizes físicas e emocionais, Alessio é conhecido por sua crueldade e indiferença. Para ele, o amor é uma ilusão perigosa, e o poder é tudo o que importa.

Quando os caminhos de Isabella e Alessio se cruzam, uma tensão palpável surge entre eles. Isabella, com sua beleza cativante e determinação inabalável, desperta algo há muito adormecido em Alessio. Por outro lado, Alessio, com sua aura de perigo e mistério, atrai irresistivelmente Isabella.

Em meio a um jogo perigoso de sedução e poder, Isabella e Alessio se encontram em uma batalha entre o passado e o presente, entre a redenção e a escuridão. Será que o amor pode florescer em um terreno tão árido como o coração de Alessio? Ou o passado de Isabella voltará para assombrá-los, colocando tudo em risco?
Indo para casa

Indo para casa

4.1k Visualizações · Concluído · Lu Fierro
Anos atrás, Paul MacKenzie deixou Apple Bay com o coração partido depois que sua mãe escolheu seu padrasto abusivo em vez dele. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou sozinho, Paul cresceu e se tornou um romancista de sucesso.

Serena Ellison era apenas uma criança quando o irmão de sua melhor amiga e paixão de infância saiu de casa sem dizer uma palavra. Anos depois, o destino cruza seus caminhos durante umas férias no Havaí, onde Serena decide que precisa convencê-lo a voltar para casa antes que seja tarde demais para consertar os laços rompidos.
Reivindicada Pelo Bilionário

Reivindicada Pelo Bilionário

763.8k Visualizações · Atualizando · Khey Coco
—Assine.

A voz dele era fria, afiada como aço.

—Espera... tem alguma coisa errada.

—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.

Eu engoli em seco.

As ameaças do meu pai ecoaram na minha cabeça: Se você não assinar, nunca mais vai ver seu filho.

E eu assinei.

Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.

Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.

Ela devia ser invisível. Obediente e descartável.
Por Favor, Volte, Meu Amor

Por Favor, Volte, Meu Amor

97.8k Visualizações · Concluído · Daisy
Três anos dentro do nosso casamento sem amor:

— Julian... o que você faria se eu engravidasse? — perguntei, me agarrando a uma esperança boba.

Ele avançou com força; o calor do gozo dele se espalhou entre minhas coxas.

— Você? Gerar meu herdeiro? — a risada dele foi gelada. — Filha de empregada nunca vai ser digna do sangue Sterling.


Eu sou Elena — a filha da empregada que ousou amar Julian Sterling.

Ele é o herdeiro implacável que se casou comigo por vingança.

— Você não passa de uma vadia interesseira — ele sussurrou. — Você achou mesmo que eu algum dia ia amar alguém como você?

Ele me usou. Me quebrou. Me fez implorar por migalhas enquanto desfilava o primeiro amor dele dentro da nossa casa.

Naquela noite, eu fiquei na ponte, encarando a água escura lá embaixo.

Eu tinha perdido tudo. Minha mãe. Minha dignidade. Minha vontade de lutar.


Cinco anos depois, num shopping lotado:

Minha filha puxa a manga de um estranho.

— Moço, você pode me ajudar a encontrar a minha mamãe? Eu me perdi.

O homem paralisa, olhando para ela.

— Qual é o seu nome, querida? — a voz dele sai quebrada.

— Lila! E o seu, tio?

— Julian.

Minutos depois, ele vem andando na minha direção, com a mão da minha filha na dele, o rosto sem cor.

— Elena.

Meu nome na boca dele soa como sofrimento.

Antes que eu consiga responder, ele já atravessou a distância entre nós. Os braços dele me envolvem com uma força desesperada.

— Meu Deus, você está viva. Eu achei que... — a voz dele falha. — Me perdoa... eu sinto muito...

Ele se inclina, procurando minha boca.

Minha mão se mexe por instinto.

O tapa ecoa pelo shopping.

— Com licença? — eu dou um passo para trás, gelada, puxando Lila para trás de mim. — Por favor, se controle, senhor. A gente se conhece, por acaso?
O Contrato do Ator

O Contrato do Ator

5.4k Visualizações · Atualizando · Zea Drew
Uma cidade. Duas famílias. Oito garotos quebrados. Oito histórias de amor. Dezesseis destinos diferentes.

Todos ligados ao mesmo destino. E não importa o que aconteça – eles sempre estarão juntos.

Dizem que toda história tem um começo. Talvez o começo possa ser falso... mas o destino é sempre real.

Eu sou Enrique Blackburn. Um garoto de São Francisco. Do tipo rico e famoso – um ator, um modelo, um playboy. Mas estou me escondendo atrás de muros. Sou marcado pelo meu passado. Talvez eu aja como um robô para não me machucar. Talvez eu acredite que não tenho um coração. Talvez eu não mereça ser amado. Talvez eu goste da minha vida falsa.

Então eu a encontrei. Ela é a perfeição.

Talvez seja porque eu fiquei um pouco mais velho. Talvez seja por tudo que passei. Talvez seja como me vejo com ela. Ela traz à tona o meu verdadeiro eu. Ela vê através da atuação.

Agora os muros que eu estava construindo estão começando a desmoronar. Ela está roubando as coisas que eu conheço. Talvez robôs tenham corações. Talvez a vida real seja melhor do que os filmes.

Para tê-la, eu assinei um contrato. Para mantê-la, lutei como um leão. Para amá-la, derrubei os muros.

Dizem que toda história deve terminar. Talvez você seja consumido pelo fogo do desejo. Talvez você encontre sua direção.

Eu? Eu tive que dizer as palavras.
O GAROTO QUE PODIA GERAR UM HERDEIRO

O GAROTO QUE PODIA GERAR UM HERDEIRO

46.6k Visualizações · Concluído · Beauty m.j
TAPA

“Você acha que eu vou deixar o Cassian levar a culpa?”

“Ele é meu filho. E você? Você é só um rosto que eu me arrependo de ter trazido ao mundo!!”

Lucien nasceu com um segredo.
Um que nem ele entendia.
Um que o pai sempre soube — e por isso o odiou.
Enquanto o irmão gêmeo, Cassian, vivia uma vida de liberdade, Lucien vivia trancado atrás de portas, punido por simplesmente existir.

Ele não podia sair.
Ele não podia viver.
Ele era escondido. Esquecido. Quebrado.

Até que uma festa mudou tudo.

Uma princesa da máfia foi ferida.
A culpa caiu em Cassian.
Mas o pai deles fez questão de garantir que Lucien pagasse o preço.

Naquela noite, Lucien foi entregue a Zayn Kingsley —
Um herdeiro bilionário da máfia.
Um dos Oito que governam a cidade das sombras.
Ele tem duas esposas. Uma filha. E um pai morrendo, sussurrando:

“Me dê um filho. Um verdadeiro herdeiro. Ou você vai perder tudo.”

Zayn não acredita em fraqueza.
Não acredita em amor.
E com certeza não acredita em homens como Lucien.

Zayn é frio. Implacável. Homofóbico.

Mas o que Zayn não sabe…
É que Lucien carrega mais do que dor.
Ele carrega um segredo que desafia a biologia, a lógica e tudo o que Zayn achava que sabia:

🩸 Lucien pode gerar um herdeiro.

E o que começou como punição vira obsessão.
O que começou como ódio começa a queimar em algo proibido… e aterrorizante.