
Domando Seus Três Companheiros
Mark Andrew Poonin · Atualizando · 211.3k Palavras
Introdução
Obrigada a lutar pela própria vida, ela nunca imaginaria ser reclamada não por um, mas por três lobos poderosos: Damien, o Alfa, e seus leais companheiros, o Beta Xavier e o Gama Magnus.
Ligada a eles pela vontade da Deusa da Lua, ela encara uma nova realidade, em que seu destino se entrelaça ao deles.
— Você goste ou não, esse vínculo entre nós… é real e não pode ser desfeito. Você é nossa agora, assim como nós somos seus, e faremos o que for preciso para manter você em segurança, custe o que custar.
Será que Meredith conseguirá domar seus companheiros selvagens, ou acabará se tornando a caçada numa batalha pela sobrevivência?
Capítulo 1
Ponto de vista de Meredith
Meredith Rutherford puxou o capuz para mais perto do rosto enquanto o vento sussurrava entre as árvores próximas. A trilha estreita à sua frente era iluminada apenas pelo brilho pálido da lua. Ela sabia que não devia estar lá fora naquela noite, de todas as noites. O Expurgo Anual — a celebração brutal dos lobisomens de sua supremacia sobre os humanos — estava prestes a começar.
Seu coração disparou ao se lembrar da conversa com a vizinha mais cedo naquele dia. Lorelei, uma mulher de bom coração que sempre tratara Meredith como uma filha, a puxara de lado.
— Você não devia sair hoje à noite — dissera a mulher, com a voz baixa. — É o Expurgo. Vá para casa, Meredith. Tranque as portas, se esconda… faça o que for preciso. Só fique segura.
Meredith assentira, grata pela preocupação, mas, no fundo, sabia que se esconder não mudaria nada. Ela era apenas uma humana em Colossus — onde humanos eram pouco mais do que presa.
Enquanto caminhava, lembranças de Expurgos passados inundaram sua mente: histórias de famílias despedaçadas, de vidas inocentes tiradas sem piedade. Os lobisomens diziam que era um direito deles, mas, para Meredith, era um lembrete de quão impotente sua espécie realmente era. Ela poderia ter ficado em casa, mas algo dentro dela se recusava. Talvez fosse o fato de que, se os lobisomens decidissem o destino dela naquela noite, não havia nada que pudesse fazer para impedir.
Meredith chegou à beira da cidade, onde o caminho à frente levava para a floresta escura. Ela parou, com o fôlego preso na garganta. Os sons de celebração — rosnados, risadas, o uivo distante de lobos — ficaram mais altos. Ainda assim, Meredith sentiu uma calma inesperada. Ela já estava ali e, se aquele fosse o seu destino, que fosse. Além disso, ela já era órfã, estava sozinha e quebrada. Não tinha mais nada a perder.
O salão de massagens era mal iluminado, com velas tremeluzentes projetando sombras que dançavam nas paredes enquanto ela passava de um cliente a outro. Era o último turno da semana, e Meredith sentia o cansaço se infiltrar até os ossos. Felizmente, Carrick, o dono, percebeu seu desgaste e sugeriu com gentileza que ela ficasse como garçonete naquela noite, dando-lhe um descanso do trabalho mais fisicamente exigente.
Ela assumiu a nova função, equilibrando bandejas e servindo bebidas, com a mente vagando conforme as horas passavam. O coração de Meredith martelava no peito enquanto servia os homens na ponta mais distante da mesa. Os olhos deles acompanhavam cada movimento seu, fazendo-a se sentir como um rato encurralado por uma matilha de lobos.
Um dos homens se recostou na cadeira, semicerrando os olhos enquanto a analisava.
— Você parece cansada, garota. Noite longa? — A voz dele era áspera.
Meredith forçou um sorriso educado, as mãos tremendo levemente ao pousar as bebidas.
— Foi uma semana puxada — respondeu, tentando manter o tom estável. — Muito trabalho, pouco descanso.
O olhar do homem não vacilou.
— Poucos humanos por aqui teriam coragem de trabalhar tão tarde, ainda mais hoje. Você sabe o que acontece durante o Expurgo?
Ela hesitou, sem saber como responder. Sentia os outros homens observando-a com atenção.
— Eu sei o suficiente — disse em voz baixa, sustentando o olhar dele com a maior coragem que conseguiu reunir. — Mas o trabalho não para só porque é perigoso.
O homem soltou uma risada baixa e grave, um som vibrante que fez um arrepio descer pela espinha dela.
— Palavras corajosas para alguém como você. Ou tolas. Qual é?
— Talvez um pouco dos dois — ela respondeu, sentindo aqueles olhares perfurarem sua pele, procurando qualquer sinal de fraqueza. Ela sabia que era melhor não demonstrar.
Outro homem, mais velho, com cabelo grisalho e uma cicatriz que descia pela lateral do rosto, inclinou-se para a frente.
— Você já ouviu falar da Deusa da Lua? — perguntou.
Meredith assentiu, com a garganta seca.
— Todo mundo aqui conhece a Deusa da Lua. Ela é… —
O homem abriu um sorriso de canto. “Ela é tudo. E hoje à noite, nós a honramos com a caça. Você devia ter cuidado, garota. A caça não acaba só porque a noite acaba.”
Ela engoliu em seco, as mãos se agarrando à bandeja como apoio. “Agradeço o aviso”, disse, recuando um pouco. “Mas eu preciso voltar ao trabalho.”
Quando se virou para ir embora, o primeiro homem a chamou:
“Qual é o seu nome, garota?”
Ela parou, olhando por cima do ombro. “Meredith.”
“Meredith”, ele repetiu, como se provasse o nome. “A gente vai se ver de novo, Meredith. Não vá se afastar demais.”
Ela não respondeu, apressando-se para longe o mais rápido que podia sem chamar ainda mais atenção.
As horas se arrastaram e, quando Carrick anunciou o fim do turno, ela estava completamente exausta. Enquanto os outros saíam, Carrick se aproximou dela, a preocupação marcada no rosto.
“Você devia ir pra casa agora, Meredith. Tranque as portas e fique escondida. Hoje à noite não é seguro.”
Meredith balançou a cabeça, forçando um sorriso cansado. “Eu vou ficar bem, Carrick. Só preciso terminar aqui.”
Carrick suspirou, pousando uma mão no ombro dela. “Você é forte, Meredith. Mas força nem sempre te mantém em segurança. Lembre disso.”
“Eu vou lembrar”, prometeu ela, observando-o ir embora antes de voltar a limpar.
Quando enfim saiu, o luar lançava sombras compridas pelas ruas vazias. Ela puxou o capuz para cima, pronta para seguir o caminho de casa. Mas, antes que pudesse dar um passo, uma mão áspera agarrou seu ombro.
“Indo embora tão cedo?” uma voz conhecida rosnou.
Quando ela se virou, viu os homens com quem tinha falado mais cedo.
Os pés de Meredith martelavam as ruas de paralelepípedo enquanto ela corria sem rumo, o ar gelado queimando seus pulmões. Ela se enfiou em todos os becos que encontrava, na esperança de despistá-los. Tentou pensar numa saída, mas não havia onde se esconder.
“Você não pode correr pra sempre! Venha quietinha, e talvez a gente faça isso rápido.”
Ela o ignorou, forçando as pernas a se moverem mais depressa. Tropeçou num beco estreito, esperando que levasse à segurança, mas se viu encurralada. As paredes se erguiam altas dos dois lados e, ao chegar ao fim, seu coração afundou ao ouvir os passos atrás dela diminuírem… e então pararem.
“Fim da linha, garota”, disse o caçador líder, a silhueta dele bloqueando a única saída. Os outros surgiram atrás, os olhos brilhando na luz fraca.
“Por favor”, Meredith implorou, recuando até ficar pressionada contra a parede de tijolos gelada. “Eu não quero confusão. Só me deixem ir.”
O caçador balançou a cabeça, o sorriso escurecendo. “Não se trata do que você não quer…”
Antes que ela pudesse reagir, dois homens avançaram, agarrando seus braços e prendendo-a contra a parede. Meredith gritou, lutando com todas as forças, mas eles eram fortes demais. Sua respiração vinha em arfadas irregulares.
“Shh”, sussurrou o caçador líder, aproximando-se até o rosto dele ficar a poucos centímetros do dela. “Não adianta lutar. Só vai piorar.”
As lágrimas subiram aos olhos de Meredith. “Por que eu?”, sussurrou, a voz tremendo. “O que eu fiz?”
A expressão do caçador suavizou um pouco, embora os olhos continuassem frios. “Eu te garanto que não é nada pessoal, Meredith…”
Com um movimento rápido, ele tirou um pano do bolso e o pressionou contra a boca e o nariz dela. Meredith se debateu, mas o cheiro forte e acre de produtos químicos tomou seus sentidos. Sua visão se embaçou, o beco girando ao redor.
“Durma agora, Meredith”, murmurou o caçador, enquanto o corpo dela começava a amolecer. “Você vem com a gente.”
A última coisa que ela sentiu foram mãos ásperas erguendo-a do chão, levando-a para longe da única vida que ela já tinha conhecido. E então não houve nada além de escuridão.
Últimos Capítulos
#142 Capítulo 142: Orgulho e alegria
Última Atualização: 8/1/2026#141 Capítulo 141: A caça começa
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Última Atualização: 8/1/2026
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