
Entre dois IRMÃOS - Apaixonada pelo Irmão do meu Ex
bhiapear · Concluído · 190.2k Palavras
Introdução
Capítulo 1
— Que merda é essa?! — gritei, a raiva fervendo em minhas veias como um vulcão prestes a entrar em erupção.
A cena diante de mim parecia uma piada de mau gosto, um pesadelo que eu esperava apenas encontrar nas novelas mexicanas.
Mas ali estava eu, diante da realidade cruel e suja, muito pior do que qualquer ficção.
Depois de dias longe, me deparo com a imagem que jamais imaginei ver: meu namorado, jogado na cama da minha melhor amiga, com quem divido meu apartamento.
Nu.
Por cima dela.
E Ana, aquela desgraçada, se contorcia como uma gata no cio, miando de tanto prazer, como se estivesse tirando um atraso de anos.
Que pesadelo!
A traição não era apenas uma facada; era uma tortura, um golpe baixo na confiança que eu havia depositado naqueles dois.
Eles estavam me fazendo de trouxa esse tempo todo, fingindo uma animosidade na minha frente e se comendo pelas minhas costas.
Meus olhos ardiam.
Não sabia se era pela raiva ou pela decepção.
Talvez pelos dois.
Eu estava parada ali, vendo o homem que me fez promessas vazias entre os lençois de outra mulher.
E não era qualquer mulher.
Era minha melhor amiga.
A ironia era cruel.
— Alby, eu... — começou Ana, sua voz trêmula, os olhos arregalados.
— Cala essa sua boca nojenta! — cuspi as palavras, sentindo a bile subir na garganta.
Meu olhar cortou para Denis, que ainda tentava puxar os lençois para cobrir a própria vergonha.
Tarde demais para isso.
— E você? — avancei até a cama, apontando o dedo no rosto dele.
— Vai falar o quê? Que não é o que parece? Que foi um erro? Que o diabo te fez fazer isso?
Denis respirou fundo, a culpa estampada em sua cara de canalha.
— Foi um erro, Alby...
— Não, Denis. Um erro é esquecer o leite fora da geladeira. Um erro é perder o horário de uma reunião. Isso aqui?! — gargalhei, mas minha risada saiu ácida, carregada de ódio — Isso é escolha! Você escolheu me trair! Escolheu subir nessa vadia e destruir tudo o que a gente tinha!
Ana arfou, ofendida.
— Olha como você fala comigo!
— Com você?! — me virei para ela, meu corpo inteiro fervendo de fúria.
— Com você eu devia era falar com os punhos! Mas sabe o que é pior? Eu não preciso levantar um dedo. Você se destruiu sozinha, sua cobra.
Ana apertou o lençol contra o peito, as bochechas vermelhas.
— A culpa não é só minha.
Dei um passo para frente, tão perto que pude sentir sua respiração descompassada.
— Você me dizia que ele ia me trair. Que ele não prestava. Agora sei o porquê! — minha voz saiu entrecortada, carregada de desgosto.
— Porque era você a vadia rastejante esperando a oportunidade.
Denis bufou, se sentando na cama, os olhos cheios de culpa e impaciência.
— Eu não planejei isso, tá bom?
Revirei os olhos, cruzando os braços.
— Ah, claro! Você tropeçou e caiu pelado em cima da minha amiga. Super convincente.
— Você estava sempre ocupada! Sempre colocando outras coisas na frente do nosso relacionamento! — Denis rebateu, como se a culpa fosse minha.
— Ah, entendi! — bati palmas, a raiva pulsando em cada célula do meu corpo.
— Então, em vez de conversar como um adulto, você decidiu abrir as pernas dela?
O silêncio foi ensurdecedor.
Ele não tinha desculpa.
Nenhuma palavra poderia justificar isso.
A raiva me consumiu como um incêndio descontrolado.
Meu corpo tremia de ódio, e antes que pudesse racionalizar qualquer coisa, avancei como um animal ferido.
Meus dedos se fecharam ao redor do lençol que Ana segurava contra o peito, puxando-o com brutalidade.
Ela gritou, encolhendo-se contra a cabeceira da cama, os olhos arregalados em puro pavor.
— Você é uma desgraçada! — rugi, a voz tão carregada de dor que nem parecia minha.
— Você destruiu tudo, Ana! Tudo!
Ela se encolheu ainda mais, a respiração ofegante, mas não fui capaz de sentir piedade.
Minha visão estava turva de raiva.
— Alby, para! — Denis se colocou entre nós, segurando meus pulsos antes que eu pudesse agarrá-la de verdade.
Meu olhar encontrou o dele, e o choque de vê-lo ali, nu, protegendo-a, fez minha raiva escalar para um nível insuportável.
Eu o empurrei com toda a força que tinha, mas ele segurou firme.
— Me solta, Denis! — gritei, me debatendo contra ele, minha raiva alimentada pelo nojo, pelo ódio, pela dor.
— Você precisa se acalmar! — Ele segurava meus braços, tentando me conter, mas eu não queria me acalmar. Eu queria gritar, socar, destruir tudo ao redor.
— Se acalmar?! — gargalhei, um som amargo e insano — Eu peguei vocês dois na cama dessa vadia! No quarto dela na minha casa! E você quer que eu me acalme?!
Meu corpo tremia violentamente, meu peito subia e descia de forma descompassada.
Eu sentia meu coração martelando, pulsando de tanto ódio.
— Você é um lixo, Denis. Um verme. E você... — virei meu olhar para Ana, que chorava baixinho, agarrada ao lençol.
— Você é pior. Eu te amava. Eu confiava em você! E agora olha só... — soltei uma risada trêmula.
— Você deitada na sua cama, em nossa casa… com meu homem, como uma vadia barata.
— Alby, chega! — Denis me segurou mais forte, os olhos escurecendo como um alerta.
Mas eu já tinha passado do ponto de volta.
Meu punho se ergueu, e antes que ele pudesse me impedir, eu o atingi com força no rosto.
O impacto foi brutal, o estalo ecoando pelo quarto.
Denis cambaleou para trás, levando a mão ao rosto.
— Maldita seja, Alby! — ele cuspiu, tocando o lábio cortado.
— Eu te odeio! Eu te oooodeeeeiiiioooo!!! — gritei, lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Ana soluçava, os olhos arregalados de medo.
Denis, por outro lado, parecia irritado, a respiração pesada, os olhos brilhando de raiva.
— Vá embora — ele disse, sua voz baixa e ameaçadora.
— Agora!!!
O riso que saiu de mim foi amargo, quebrado.
— Pode deixar, Denis — cuspi as palavras — Mas se você acha que isso acabou aqui... você está muito enganado.
E, de repente, me dei conta de que eu não queria ouvir mais nada.
Minha raiva era uma tempestade devastadora, mas por trás dela vinha algo pior: o desprezo.
Fui até meu quarto e comecei a jogar minhas roupas na mala com violência, minha respiração acelerada.
Peguei meu telefone e disquei um número. Minha voz saiu firme, mas meus dedos tremiam.
— Ainda está de pé sua oferta?
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Última Atualização: 7/21/2026#220 Capítulo 220 Entre o Silêncio e o DesejoEu estava ali, em frente a Isaías, na mesa onde acabávamos de compartilhar uma refeição simples, mas que, de alguma forma, nos uniu de uma maneira tão profunda que eu ainda não sabia como explicar. Os olhares trocados, o silêncio preenchido por uma tensão que não podia mais ser disfarçada, uma intensidade sutil que parecia crescer a cada segundo. Nossas carícias, nossos beijos estavam nos levando a algo mais. Era como se o ar tivesse ficado mais quente, e eu me dei conta de que não era só a comida que estava sendo digerida ali, mas algo mais profundo. Algo que ambos sentíamos, mas que até então não ousávamos dizer em palavras. Ele estava ali, tão perto de mim, os olhos fixos nos meus. Tudo o que eu precisava estava bem diante de mim: ele. E, naquele instante, foi como se o tempo tivesse desacelerado. Não havia mais nada ao nosso redor, a casa, a mesa, o jantar. Nada disso importava. Foi então que ele se aproximou ainda mais, seu movimento calmo, mas decidido. Eu podia sentir a tensão crescente entre nós, como uma corda prestes a estourar, mas algo em mim, no fundo, queria que isso acontecesse. Queria sentir o calor de sua pele, o toque de suas mãos, a suavidade de seus lábios. O desejo crescia, e eu sabia que ele também sentia isso. Era inevitável. Ele estendeu a mão até meu rosto, tocando minha pele com gentileza, como se quisesse se certificar de que eu estava realmente ali, com ele, naquele momento. Seus dedos deslizaram por meu pescoço, um toque suave, mas que incendiava minha pele. Eu fechei os olhos, sentindo a proximidade, ouvindo a batida acelerada do meu coração. Quando abri os olhos novamente, os dele estavam tão perto dos meus que eu podia ver cada detalhe, cada nuance daquele olhar que já me conhecia melhor do que eu mesma. — Alby... — a voz dele era grave, baixa, quase um sussurro, mas cheia de uma necessidade silenciosa que só nos dois entendíamos. Eu não disse nada. Não era necessário. Minha boca já estava em busca da dele. A conexão foi imediata. Nossos lábios se encontraram com urgência, mas também com uma suavidade inesperada, como se fôssemos dois corações que finalmente se reconheciam. O gosto dele era doce, e ao mesmo tempo, a tensão entre nós aumentava, se tornando palpável, quase insuportável. Ele me puxou para mais perto, suas mãos firmes, mas cuidadosas, me envolvendo pela cintura, me trazendo para seu corpo. Senti o calor dele, o seu cheiro, tudo o que era ele, agora tão próximo de mim, e isso me fez perder qualquer noção de tempo. Eu queria mais, queria sentir mais, queria me perder naquela sensação. Ele me deixou guiar o movimento, o ritmo de nossos corpos se encontrando de maneira natural, mas também cheia de uma urgência que não podíamos ignorar. Era como se o mundo inteiro tivesse desaparecido. Eu não sabia mais onde estava. Só sabia que estava com ele, e isso era tudo o que importava. O toque de suas mãos nos meus cabelos, o jeito como ele me puxava para mais perto, como se não quisesse me deixar ir, me fez sentir uma segurança que nunca imaginei sentir em outra pessoa. Os beijos se tornaram mais intensos, mais profundos, e eu não conseguia mais pensar em nada, apenas em como ele me fazia sentir viva, desejada, inteira. E quando suas mãos desceram, tocando minha pele de forma mais audaciosa, um arrepio percorreu minha espinha. Eu senti meu corpo inteiro reagir ao toque dele, cada fibra de mim respondendo a ele. Aquele momento, que parecia simples, se tornou tudo o que eu queria. Ele não precisava de palavras para me mostrar o que sentia. O calor, o desejo, a necessidade estavam em cada gesto, em cada suspiro. E, ao sentir seu toque, seu corpo, sua respiração, tudo o que eu queria era me perder ali, sem questionar, sem medos, sem reservas. Mas o tempo parecia continuar seu curso, e com isso, eu sabia que não poderíamos mais adiar o que já estava acontecendo entre nós. Não havia mais volta. E no fundo, eu sabia que era isso que eu queria. Era isso o que nós dois precisávamos. E, naquele instante, não havia mais dúvidas. Eu sabia que, por mais que o desejo estivesse em cada toque, em cada beijo, havia algo mais profundo ali. Algo que nos conectava de uma forma que não podia ser explicada. Algo que, de alguma forma, já estava escrito para nós. E, ao final, quando finalmente nos afastamos, ofegantes, as palavras ainda estavam longe. Não precisava delas. Eu sabia que tudo o que importava estava ali, entre nós, naquele momento. A paixão, o desejo, a entrega... E, mais do que isso, o começo de algo novo, algo que, mais cedo ou mais tarde, se tornaria muito mais do que apenas um momento de calor. Algo que se transformaria em algo real. Algo que ambos já sabíamos, mas que ainda não estávamos prontos para nomear.
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