Evangeline, O Desejo do Mafioso

Evangeline, O Desejo do Mafioso

Aly · Atualizando · 95.5k Palavras

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Introdução

Evangeline Atkins é uma violinista promissora. Embora viva com sua mãe viciada em um parque de trailers, isso não a faz seguir pelo caminho errado. Então, quando há um recital, onde há possibilidades de contatos importantes para tocar em outros países, ela recorre à única pessoa que tem na vida. Sua mãe.
A mulher que usa quase todo o dinheiro em seus vícios diz que não pode ajudá-la. Quando a garota está aceitando a ideia de que sua vida ficará estagnada vivendo naquele trailer, sua mãe lhe faz uma proposta.
Haveria uma festa na mansão onde trabalhavam como empregadas e precisavam de pessoas para ajudar. Ela levaria Evangeline para ganhar aquele dinheiro extra com uma condição. Ela não poderia, sob nenhuma circunstância, subir ao segundo andar da casa e entrar no quarto à esquerda.
Sendo a garota curiosa que sempre foi, Evangeline sobe e entra no quarto onde não deveria. Esse simples ato despertará o desejo do recém-chegado e mafioso Alec Castello, que usará todo o seu dinheiro e astúcia para fazer de Evangeline sua e somente sua.

Capítulo 1

"Em uma semana, nosso tão esperado recital acontecerá," diz Jude Callen, o professor. "Vocês estão ficando mais preparados a cada dia, então mal posso esperar para que esse dia chegue."

Os passos de Marylin Durant, a secretária de Jude, ecoam no chão de madeira. Todos se viram para encará-la, inclusive Jude.

"Desculpe interromper, mas vim informar que sexta-feira é o último dia para o pagamento do recital. Apenas...," Marylin olha para a prancheta em sua mão e a escaneia de cima a baixo, "duas pessoas ainda não pagaram."

Ela lança um olhar severo para Davine Baker e Evangeline Atkins, as duas bolsistas da turma.

"Se vocês não fizerem o pagamento, estarão fora!"

Marylin tinha um sorriso presunçoso, como se sentisse prazer na pobreza alheia. Era culpa dos pais delas, que nunca a deixaram fazer um esforço na vida. O trabalho de secretária era meramente no papel, para acompanhar quem recebia bolsas para as aulas. E ela adorava fazer isso porque, segundo Marylin, quem não se esforça não merece recompensas.

"Tenho certeza de que quem ainda não pagou vai conseguir," diz Jude, tentando aliviar o clima tenso. "De qualquer forma, guardem seus violinos e podem ir para casa."

Enquanto Evangeline colocava cuidadosamente seu instrumento no estojo gasto, Davine se aproximou lentamente.

"Evie, você vai conseguir o dinheiro?"

"Acho que sim. E você?"

"Não sei," ela dá de ombros, e as duas começam a caminhar em direção à saída. "Meus pais acham que é inútil pagar só para tentar ganhar algo depois."

A taxa de inscrição era de duzentos dólares, e o prêmio para o primeiro lugar era de mil dólares. Os vencedores do segundo e terceiro lugar receberiam apenas uma medalha de participação.

"De certa forma, eles têm razão, mas você deveria fazer isso pelo reconhecimento. Fico imaginando se alguém vai aparecer querendo nos levar para uma turnê mundial."

"Você definitivamente vive no mundo da lua, Evangeline. Até amanhã."

Evie acena para sua colega de classe enquanto chegam à calçada. O pai autoritário de Davine já estava estacionado ali, esperando por ela. A violinista ainda tinha que caminhar um pouco mais para chegar à estação de metrô.

Evangeline mora em um parque de trailers no East Bronx. A escola onde ela conseguiu a cobiçada bolsa de estudos para violino fica no Brooklyn. Ela passa quase duas horas todos os dias indo e voltando da aula. É cansativo, mas não importa para ela porque encontra alegria em fazer algo que ama.

Pela manhã, a garota assiste a algumas aulas no colégio comunitário do bairro. Ela gosta de dizer que é só para manter o intelecto afiado. É o que ela diz e acha que as pessoas acreditam.

À tarde, Evangeline trabalha meio período como caixa em um pequeno mercado. Embora passe a maior parte do tempo no celular, já que a loja raramente está movimentada, é onde ela ganha seu sustento.

E à noite, ela se dedica ao violino como nunca antes.

Depois de descer do metrô, Evie caminha calmamente até sua casa. Embora houvesse uma gangue em cada esquina por onde passava, a garota quase se sentia segura com eles por perto. Desde que aquelas pessoas tomaram conta das ruas, o número de assaltos quase chegou a zero.

Evangeline entra em casa, largando seu estojo perto da porta.

"Mãe?" ela chama. "Você está em casa?"

Sem resposta, ela procura sua mãe no pequeno espaço da casa. Os dois quartos e o banheiro estavam vazios. Depois de confirmar que sua mãe não estava lá, conclui que ela deve estar em algum lugar, seja na casa de algum homem ou em algum beco.

Enquanto vasculha os armários em busca de algo para comer, Evie tira os sapatos e os empurra para perto da porta. As únicas coisas que encontra são uma caixa de cereal e meio quilo de arroz. Ela pega a caixa de cereal sem hesitação e a leva à boca.

"Evie? Você está em casa?"

Batendo na porta estava Felippa Moore. Ela era a melhor amiga de Evangeline de todos os tempos. Evie já morava no trailer quando a família de Felippa chegou com um. Elas tinham sete e oito anos na época. Já eram mais de treze anos de amizade sem uma única briga. Era uma amizade incomparável.

"Entra!" Evie diz, sentando-se em um banco na mesa.

"Onde está sua mãe?"

A garota dá de ombros, ainda comendo o cereal.

"Nada pronto para comer?" Felippa verifica o pequeno fogão e as panelas vazias em cima dele. "Quer vir comer no nosso trailer?"

"Não, estou bem. Vou tomar um banho e dormir logo. Estou cansada."

"Você teve aulas hoje?"

"De manhã na faculdade e à noite no Brooklyn."

Felippa tinha muito orgulho de sua melhor amiga. Apesar de ser um ano mais nova que Evie, ela sempre foi seu pilar de força. Evie até ia até ela quando precisava chorar por causa de uma briga com sua mãe.

"A propósito... Preciso separar o dinheiro para levar amanhã. Caso contrário, não vou participar do recital."

Evangeline se levanta e vai para o seu quarto. Felippa a segue e se senta na pequena cama bagunçada.

"Você sabe quantos convites vai receber?"

"Não," Evie responde, tirando uma caixa de uma gaveta. "Mesmo que seja só um, é seu."

Felippa começa a tagarelar sobre a roupa que usaria para assistir à apresentação de sua melhor amiga. Evie abre a caixa, que tem um pequeno cadeado, e seu coração dispara.

Nessa caixa, Evangeline guardava todas as suas economias. Toda vez que recebia seu pagamento semanal, ela colocava dentro da caixa para esconder de sua mãe, que tinha dedos leves. Mas, aparentemente, colocar o cadeado não foi suficiente.

"Evie?" Felippa chama. "O que houve?"

"Vou matar a Leah!"

Em um acesso de raiva, Evie grita e joga a pequena caixa de madeira contra a parede do trailer. As poucas moedas restantes se espalham pelo chão do quarto. Felippa pula da cama e rapidamente abraça sua amiga, que desaba. Ela chora e grita ao mesmo tempo.

Todo o dinheiro na caixa era destinado ao pagamento do recital e à roupa que ela usaria naquele dia. Evangeline tinha certeza de que algum tipo de caça-talentos estaria lá e se apaixonaria por sua técnica. Então, eles a convidariam para uma turnê mundial, exatamente como ela queria.

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**

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**

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