Capítulo 2 Eu quero saber

Abri os botões da camisa, um por um. Revelei o peitoral definido, o cheiro másculo invadindo minhas narinas. Franzi o cenho. Estranhei o perfume. Era diferente do que ele usava. Mais amadeirado. Mais forte. Ele havia trocado, não me lembrava.

Mas ignorei.

Subi no colo dele, roçando meu corpo contra o dele, sentindo o volume pulsante sob a calça. Sorri, embriagada pela sensação. Me movi, provocando. Ele reagia. As mãos pousaram em minha cintura, firmes, mas contidas.

Excitação. Jogo. Fome.

Suas mãos grandes me agarravam, quando neguei.

— Não, hoje sou eu quem mando. — disse escorrendo pelos seus dedos, me agachando à sua frente. Eu sabia que ele estava louco pelo meu boquete, sempre pedia, e o segredo era apenas pensar em coisas boas, sorvete, pirulito, como aquela mulher disse no vídeo.

Abri os botões da sua calça, o zíper devagar. Quando o seu pau foi arrastado para fora da cueca, tudo que vinha à minha mente era a voz daquela mulher, mandando chupar, lamber, me lambuzar. Engoli em seco pelo tamanho, parecia maior do que eu recordava.

E sequer olhei para ele, me curvei sobre o pau grande e volumoso, brilhando. Chupei de leve a cabeça, depois de baixo para cima com a língua, segurando bem a cabeça. Fiz e refiz o movimento ouvindo murmúrios do homem se contorcer, proferir xingamentos baixos, a voz rouca, grossa, até que ele se colocou de pé à minha frente.

— Eu quero foder a sua boquinha. — acariciou o meu rosto de leve.

A sua mão foi à minha nuca.

— Tem certeza que quer, princesa?

Eu estava para jogo, a minha boceta já estava molhada só com a voz dele me dizendo que eu estava indo bem, quando ele começou a pôr na minha boca, aos poucos.

— Que boquinha apertada você tem, minha delícia, ooh, isso, eu vou foder a sua garganta, princesa. — proferia em sussurros, como se fosse uma prece.

Assenti, olhando para cima, contemplada apenas pela penumbra na escuridão. A luz do abajur não nos alcançava, era distante, insuficiente. Eu já estava enervada, a minha boca aberta, o seu pau deslizava para dentro e para fora, numa facilidade.

— Hmmm... hmmm. — Eu gemia, murmurava, aquilo era mais que delicioso.

Quando reassumi o controle, segurando pela base, bati na língua; a mulher do vídeo disse que eles gostavam disso.

— Você gosta de provocar — ele murmurou, com a voz baixa e rouca, como se tivesse se contido até ali por puro prazer.

Ri, mas o homem me puxou para si, suas mãos brutas foram dos meus braços à minha cintura rapidamente.

As mãos dele subiram pela minha cintura, firmes, decididas, e deslizaram pelas minhas costas nuas, puxando meu corpo ainda mais contra o dele. O calor dele me envolvia, e eu me sentia acesa por dentro, como se cada toque acendesse um fósforo na minha pele.

Minha respiração já era ofegante, curta. O couro da saia esquentava mais.

Mas não parei.

Inclinei o corpo para trás, exibindo meus seios apertados pelo decote, passando as suas mãos por cima deles, massageando enquanto ele me apertava. Senti a boca dele me devorando no escuro, chupando cada curva que eu oferecia: pescoço, ombro, orelha.

— Hoje... eu quero saber — sussurrei, me inclinando até ficar com os lábios colados na orelha dele — se sou mesmo fria... ou se nunca soube me acender.

Mordi de leve seu lóbulo.

Ele gemeu baixo.

A penumbra deixava tudo mais intenso, até que me virei, o empurrei para a poltrona.

Sentei sobre ele. A sua mão foi rápida puxando a minha calcinha, tocou o seu sexo, me acariciou com os seus dedos, me fazendo gemer. Aquilo não era bom, era uma verdadeira perdição, até que, ainda me tocando, ele me pincelou com o seu pau.

Um gemido abafado escapou da minha garganta quando o senti me preenchendo devagar, centímetro por centímetro. Ele era quente, grosso, profundo. Me agarrei aos ombros dele enquanto começava a cavalgar com lentidão, sentindo cada pulsar, cada toque dele dentro de mim.

Abri os olhos devagar.

O quarto estava escuro.

Era como se não ver nos libertasse. Como se o mistério aumentasse o desejo.

As mãos dele agarraram meus quadris, guiando meus movimentos. Eu rebolava, subia e descia, o som molhado e sujo do nosso encaixe ecoando pelo quarto abafado. Meus cabelos caíam sobre o rosto dele enquanto ele lambia meu colo, chupava a curva dos meus seios, puxava meu mamilo com os dentes por cima do tecido.

— Porra... você não é fria. É lava — ele gemeu, a voz embargada de tesão.

Inclinei o corpo para frente e beijei sua boca. Quente. Molhada. Fome.

Nossas línguas se encontraram, e ali não tinha mais certo, errado, nome, casamento, promessa.

Só instinto.

Acelerei os movimentos, sentindo minha barriga endurecer, a pressão se formar entre minhas pernas como uma explosão prestes a acontecer.

Ele me virou de costas, sem sair de dentro. Me colocou de quatro sobre a cama, arrancou minha calcinha com um puxão e me penetrou por trás, com força.

— Ah! — Gritei. De prazer.

As estocadas eram profundas, ritmadas, deliciosamente sujas. O som dos nossos corpos colidindo se misturava aos gemidos dele, aos meus. As mãos dele apertavam minha cintura, minha bunda, uma delas subiu pelas minhas costas e puxou meu cabelo, me fazendo olhar para trás.

— Quer saber o que é sexo de verdade? — ele rosnou. — Então sente.

E estocou mais fundo.

Eu senti. O corpo todo. O grito preso. A explosão. Gozei com um tremor que me fez perder a força nos braços, meu corpo inteiro se contraindo ao redor dele. Senti quando ele também gozou, logo depois, com um gemido abafado, quente, marcando minha pele.

Silêncio.

Respiração ofegante.

Ainda dentro de mim.

Caímos de lado. Meus olhos estavam fechados. Meu coração ainda batia como se quisesse sair pela boca. Quando recobrei a razão, senti a pele dele contra a minha. O cheiro dele. O suor. O perfume... que ainda não era o do Enzo.

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