Marcada Pelo Tio do Meu Noivo

Marcada Pelo Tio do Meu Noivo

Cleide Silva & Adrian Marques · Concluído · 157.2k Palavras

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Introdução

Ameaçou, olhei para Enzo ali dormindo inocente, que quando o seu tio se colocou sobre mim, abrindo as minhas pernas, o olhei.
— Não é ....ah ah ah...— Ele entrou com tudo, com força, tudo molhado, escorregadio.
— Isso, geme, você queria saber se é fria, esse filho da puta, não deve te foder como merece, Isadora. — Sussurrou na minha orelha. 

Olhei para o meu noivo ali dormindo, a cama rangendo, Enzo tateou a cama, eu tentei empurrar seu tio de cima de mim, mais ai era que ele movia, me fodia, Enzo pegou a minha mão, e pelo tesão, a força exercida, me fazendo olhar para o homem mais velho sobre mim. 

Os seus lábios próximos aos meus, a sua respiração na minha, os seus olhos lascivos.
— Isso, delicia! — Ele disse, me fazendo odiar e tensionar naquele momento, apertando a mão entrelaçada a minha, ao perceber que logo o meu corpo me traia.

— Dante pare...— Pedi, mas o seu dedo em meus lábios, a sua cabeça negando.

— O que é? Goze para mim, depois eu paro. — Franzi o cenho, estava tensa, com medo, Enzo ao nosso lado dormia confiante em mim, na sua própria casa, cama. 

Eu estava ali debaixo do seu tio sem pudor, gemendo contra a sua boca, sentindo o lascivo tesão me inudar. 

Logo, pude sentir as pulsações iniciarem, já era segunda vez que aquele homem me dava um orgasmo. Mas tudo foi interrompido, quando Enzo virou o rosto de lado, Dante envolveu a minha cintura com um único braço, me virou na cama. 

Fazendo soltar a sua mão. — Quero você de quatro, quero você a noite inteira. — Disse na minha orelha, até que começou a beija-la, chupa-la, pincelando o seu pau em mim, eu me vi perdida.

Capítulo 1

Isadora Alencar

A saia de courino vermelha mal cobria a minha bunda, colada demais, curta demais, perfeita demais pra ignorar. O decote cavado mergulhava fundo entre os meus seios, fazendo meu coração bater como se pedisse socorro ou permissão. Mordi o lábio, borrando de vermelho escarlate o dente da frente. O batom, vibrante e provocante, estava pronto para ser testado. E eu também. Ou pelo menos queria estar.

Ignorei o nó na garganta. Hoje seria a noite da resposta. Eu precisava saber se sexo era mesmo aquilo? Algo mecânico, duro, chato ou eu só nunca tinha sentido o que devia?

As mulheres dos vídeos diziam que o prazer começava na mente, no toque, na entrega. Mas como entregar um corpo que nunca se sentiu completamente livre? Terminei a maquiagem com a mão trêmula, mas firme o suficiente para acertar o delineado. Preto, perfeito, como uma flecha apontando o olhar. Os cachos estavam no lugar, o cabelo solto, negro, ondulado até a cintura. Encarei o espelho. E por um segundo, quase não me reconheci.

Sexy. Eu estava sexy. Provocante. Quase uma desconhecida. Mas uma desconhecida que queria se encontrar. O casamento com Enzo era na próxima semana e, antes disso, eu precisava descobrir se ainda valia a pena tentar.

Ele precisava saber se eu não era um caso perdido.

E eu… precisava saber se era mesmo tão fria assim.

A buzina soou lá fora. Meu estômago revirou.

— Já vou! — gritei pela janela, a voz arranhada pela ansiedade.

Peguei o sobretudo preto e o vesti como uma armadura, escondendo o corpo debaixo da roupa curta, colada e quase indecente. Me vesti feito uma vadia, me senti uma mulher.

Abri a porta. Duda me esperava com um sorriso malicioso e uma long neck aberta, que me estendeu sem cerimônia.

— E aí? Como você tá?

— Nervosa. Trêmula. Insegura. — respondi me jogando no banco do carro, como se a noite fosse me engolir.

— Impossível, Isa. Você tá linda. Ficou maravilhosa na roupa que a gente escolheu. A gente treinou, assistiu todas aquelas aulas… amiga, eu tô me sentindo profissional, imagina você!

Ela deu partida e acelerou pela rua enquanto eu virava a garrafa na boca, sentia o líquido gelado descer queimando por dentro. E não era a cerveja, era o medo.

— Lembra do que eu disse. Luzes apagadas ou olhos fechados. Finge que tá dançando pra você mesma. Você quer saber? Então só vai saber se tentar.

Tentei engolir as palavras junto com a bebida. Tentei acreditar. E, mais do que tudo, tentei não fugir.

Mas por dentro, o desejo e o pavor dançavam juntos, como dois amantes proibidos prestes a explodir.

O hotel era luxuoso, discreto. A fachada de vidro refletia as luzes da cidade e os meus próprios reflexos, borrados pelo nervosismo e pela cerveja que ainda borbulhava no meu estômago. Duda parou o carro em frente à entrada e me lançou um último olhar cúmplice.

— Vai, Isa. Não pensa demais. Só sente.

Assenti. Meus dedos apertaram com força a alça do sobretudo. Desci do carro como quem entra numa arena. Não havia mais volta.

Na recepção, respirei fundo e forcei um sorriso.

— Boa noite… Pode me informar o número do quarto do senhor Tavares?

A recepcionista, uma mulher bonita, de cabelos puxados num coque impecável, me lançou um olhar demorado, da cabeça aos pés, e depois torceu os lábios. Com um certo desprezo, pegou um cartão magnético da gaveta e o deixou pelo balcão sem dizer uma palavra.

Na hora, algo me travou por dentro.

Talvez ela tenha me confundido com uma acompanhante. Ou talvez o julgamento nos olhos dela fosse só reflexo do que eu mesma pensava de mim.

Peguei o cartão sem cerimônia, com o que restava da minha dignidade erguida como um escudo. Não seria um olhar atravessado que me tiraria do caminho. Não hoje.

Subi pelo elevador sozinha, me olhando e conferindo tudo. O silêncio metálico me engolia. A cada andar, o som do meu coração parecia mais alto. Quando a porta se abriu no décimo segundo andar, eu sabia que não tinha mais volta. Caminhei pelo corredor acarpetado, número por número, até encontrar a porta. 1207.

O cartão deslizou, a luz ficou verde. Entrei.

O quarto estava quase às escuras, com apenas uma luz de abajur acesa. Tudo era silencioso, arrumado demais. A cama de casal feita, as almofadas perfeitamente alinhadas. Me aproximei devagar e sentei na beira. Fechei os olhos, tentando acalmar o próprio peito. O ar parecia mais pesado ali dentro.

Mas então, a maçaneta girou.

Virei de costas, instintivamente. O clique da porta fechando atrás de mim ecoou na minha espinha.

— Apaga a luz... — pedi, com a voz baixa. Uma parte de mim ainda queria fugir. A outra queria respostas.

Ele disse algo.

— Por favor, não diz nada, só... — pedi, o suspiro foi fundo.

Só apagou sem aquelas perguntas.

A escuridão tomou conta do quarto. Meu corpo tremeu por um segundo. Mas a adrenalina me moveu. Desabotoei o sobretudo com um puxão, deixando-o cair ao chão, me vi exposta. A saia vermelha brilhava, o decote, as curvas. Tudo ali. Peguei meu celular, dei play na playlist sensual.

De olhos fechados, comecei a dançar, deslizando as minhas mãos pelo meu corpo, o meu cabelo.

Lenta. Provocante. Meus quadris se movendo ao som da minha própria coragem. Rebolei, girei o corpo, passei as mãos pelas pernas, pela cintura, pelos seios. Senti meu corpo aceso. A cerveja ajudava: soltava, incendiava. A luz amena do abajur só me revelava a sombra.

Percebi a presença dele na poltrona, ao fundo. O vulto alto, largo, silencioso. Cheguei até ele com passos felinos. Subi no colo com naturalidade, como se soubesse o que estava fazendo. Como se meu corpo tivesse memória.

— Você tá gostando...? — murmurei, quase num sussurro.

Ele continuava calado, mas a respiração mais forte entregava a excitação. Era forte. Os braços firmes. O peito largo sob a camisa social.

Subi as mãos pelo seu pescoço, puxei seus cabelos com suavidade, escorreguei os lábios pelo contorno do maxilar até encontrar sua pele quente. Beijei. Chupei. Mordi. Senti um arrepio recorrer sua espinha. Um gemido abafado escapou por entre seus lábios.

— Hm... — saboreei o som como se fosse resposta.

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