
Meu CEO, Meu Patrão e Meu Amor
S.R. Silva · Atualizando · 50.8k Palavras
Introdução
Expulsa de casa na adolescência por denunciar uma violência que ninguém acreditou, ela aprendeu a sobreviver sozinha. Aos vinte e sete anos, sua única prioridade é Nayara, sua filha de oito anos e garantir que a menina tenha uma infância melhor do que a dela.
Quando consegue um emprego como faxineira na mansão do poderoso CEO Caelan Fitzgerald, Eirlys acredita que finalmente encontrou estabilidade. O que ela não espera é que o homem mais frio e controlador que já conheceu comece a enxergá-la de uma maneira que ninguém nunca enxergou.
Caelan está acostumado a mandar. A resolver tudo com dinheiro e influência. Mas Eirlys não se dobra. Não aceita ser comprada. E quando ela aponta um erro em um documento que ninguém mais percebeu, Caelan descobre que a mulher que limpa sua casa é muito mais do que ele imaginava.
Entre jantares silenciosos, conversas nos corredores e a presença de Nayara, que conquista a mansão inteira, os dois se aproximam. Mas o passado de Eirlys não ficou para trás. Quando a verdade vem à tona, Caelan precisa decidir se vai tentar controlar a situação ou se vai respeitar a mulher que ama o suficiente para deixá-la escolher.
Porque Eirlys não precisa de um salvador.
Precisa de um parceiro.
Capítulo 1
Eirlys Amarante
Tinha apenas dezessete anos quando descobri que algumas pessoas conseguem destruir a nossa vida sem precisar levantar a voz, enquanto outras conseguem terminar de destruí-la simplesmente escolhendo não acreditar em nós.
Naquela época, eu ainda era uma menina que acreditava que uma mãe deveria ser o lugar mais seguro do mundo, que uma casa deveria ser um abrigo e que, quando alguma coisa terrível acontecesse, bastaria correr para os braços de quem nos amava para que tudo começasse a ficar bem novamente. Eu acreditava em tantas coisas naquela época que hoje, quando penso naquela garota, sinto uma mistura de carinho e tristeza.
Ela não sabia que o mundo poderia ser tão cruel. Não sabia que dizer a verdade nem sempre fazia com que as pessoas acreditassem nela. Não sabia que existir dentro da própria casa poderia se transformar em uma batalha. E, principalmente, não sabia que, naquele momento, começaria a construir uma força que jamais imaginou possuir.
Minha mãe estava na cozinha quando contei, me lembro perfeitamente daquele dia porque existem momentos que o tempo não consegue apagar, por mais que a gente passe anos tentando enterrá-los em algum lugar profundo da memória.
A tarde estava cinzenta, uma chuva fina batia contra a janela e minha mãe mexia uma panela no fogão enquanto meu padrasto permanecia na sala assistindo televisão. Eu estava parada na entrada da cozinha, segurando as mãos uma na outra com tanta força que minhas unhas machucavam a pele, tentando encontrar coragem para dizer aquilo que vinha me sufocando havia dias.
Quando finalmente contei que estava grávida, minha mãe deixou a colher sobre a bancada e me encarou como se eu tivesse acabado de confessar o pior crime do mundo. Esperava perguntas, esperava preocupação, esperava até mesmo gritos, porque sabia que a notícia seria difícil, mas não estava preparada para a primeira pergunta que saiu da boca dela. Ela quis saber quem era o pai.
Contei exatamente o que havia acontecido e disse o nome do homem que estava dentro daquela casa, o mesmo homem que minha mãe havia escolhido para dividir a vida com ela. Minha voz tremia, minhas lágrimas não paravam de cair e, ainda assim, tentei explicar tudo da melhor maneira que uma adolescente assustada conseguia.
Não queria ser julgada, não queria que minha mãe sentisse vergonha de mim, só queria que ela acreditasse. Queria que ela olhasse para o meu rosto e percebesse que não estava mentindo. Queria que ela me abraçasse e dissesse que eu não estava sozinha.
Em vez disso, minha mãe ficou imóvel durante alguns segundos e depois perguntou por que eu estava tentando destruir a família. Foi naquele instante que alguma coisa dentro de mim se partiu de uma maneira que nenhuma palavra conseguiria explicar.
Ainda tentei durante horas, tentei fazê-la entender. Disse que não havia escolhido aquilo, que não havia procurado por aquilo, que não tinha feito nada para provocar o que aconteceu. Disse que estava com medo e que não sabia o que fazer.
Pedi ajuda. Pedi que ela olhasse para mim como sua filha, não como alguém que havia cometido um erro. Mas minha mãe já havia tomado sua decisão antes mesmo de ouvir toda a história.
Para ela, acreditar em mim significaria admitir que havia colocado dentro de casa um homem que nunca deveria ter permitido que se aproximasse de mim. Seria mais fácil acreditar que a filha adolescente estava mentindo do que aceitar que o marido era capaz de fazer algo tão terrível.
Naquela noite, minha mãe disse que eu precisava sair de casa.
Me lembro de ter olhado para ela sem compreender. Perguntei para onde iria, o que faria, como cuidaria de mim e do bebê que crescia dentro de mim. Ela não respondeu. Apenas disse que eu havia escolhido aquele caminho e que deveria arcar com as consequências.
Talvez aquela tenha sido a frase que mais doeu, porque sabia que não havia escolhido absolutamente nada, não tinha escolhido a violência, não tinha escolhido a gravidez, não tinha escolhido perder minha família e muito menos tinha escolhido acordar todos os dias carregando uma culpa que nunca deveria ter sido minha.
Coloquei algumas roupas dentro de uma pequena mala naquela mesma noite. Não havia muita coisa para levar. Algumas blusas, duas calças, documentos, um par de sapatos e uma fotografia antiga em que minha mãe ainda sorria para mim, não sei por que levei aquela fotografia. Talvez porque, naquela época, ainda existisse uma parte de mim esperando que tudo fosse um terrível engano e que, em algum momento, minha mãe abriria a porta, me chamaria de volta e diria que havia cometido um erro, mas a porta permaneceu fechada.
Tinha dezessete anos quando atravessei aquele portão com uma mala nas mãos e uma vida inteira desmoronando atrás de mim.
A chuva havia engrossado.
Eu não tinha para onde ir.
Não sabia como seria o dia seguinte.
Não sabia como pagaria minhas despesas.
Não sabia como terminaria a gravidez.
Não sabia como cuidaria de uma criança quando ainda precisava aprender a cuidar de mim mesma.
Mas havia uma coisa que eu sabia, aquela criança não tinha culpa de nada.
Quando coloquei a mão sobre a barriga ainda pequena naquela noite, chorei como nunca havia chorado antes. Não por mim. Não apenas por mim. Chorei porque tinha medo de não conseguir protegê-la.
Chorei porque sabia que o mundo poderia ser cruel e porque, naquele momento, não tinha absolutamente ninguém para me ensinar como enfrentá-lo.
Ainda assim, enquanto caminhava pela rua procurando um lugar onde pudesse passar aquela noite, fiz uma promessa silenciosa à pequena vida que crescia dentro de mim.
Eu não sabia como faria.
Não sabia onde moraríamos.
Não sabia como conseguiria dinheiro.
Não sabia quem estaria ao nosso lado.
Mas de uma coisa eu tinha certeza, jamais deixaria que aquela pequena passasse pelo o que passei. Sequei as lágrimas, coloquei meu capuz e sai na chuva com a certeza que venceríamos.
Últimos Capítulos
#48 Capítulo 48 Capítulo Quarenta e Sete
Última Atualização: 9/25/2026#47 Capítulo 47 Capítulo Quarenta e Seis
Última Atualização: 9/25/2026#46 Capítulo 46 Capítulo Quarenta e Cinco
Última Atualização: 9/25/2026#45 Capítulo 45 Capítulo Quarenta e Quatro
Última Atualização: 9/25/2026#44 Capítulo 44 Capítulo Quarenta e Três
Última Atualização: 9/25/2026#43 Capítulo 43 Capítulo Quarenta e Dois
Última Atualização: 9/25/2026#42 Capítulo 42 Capítulo Quarenta e Um
Última Atualização: 9/25/2026#41 Capítulo 41 Capítulo Quarenta
Última Atualização: 9/28/2026#40 Capítulo 40 Capítulo Trinta e Nove
Última Atualização: 9/28/2026#39 Capítulo 39 Capítulo Trinta e Oito
Última Atualização: 9/25/2026
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O CEO Acima da Minha Mesa
“Eu sei que precisa.”
“E se ela não quiser esse tipo de proteção?”
“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”
“E se o mundo pegar fogo?”
Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.
“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”
Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.
Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.
Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.
E por muito tempo, eu fui apenas útil.
Até que ele começou a me observar.
No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.
Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.
Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.
Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo
Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.
Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.
Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.
June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.
Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.
Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.
Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.












