
O Escravo Humano do Alfa
gemma white · Concluído · 100.4k Palavras
Introdução
Quando ele se recostou, a camiseta subiu, revelando a parte inferior dos músculos abdominais e a linha do quadril. Scarlett teve que se controlar para não ficar olhando antes que ele percebesse que ela estava o admirando.
Ela se mexeu no lugar, sentindo seus lábios se esticarem de forma estranha.
"O-o que você... espera que eu faça?" ela gaguejou. Sua mente corria a mil por hora, imaginando todos os tipos de cenários, desde os mais absurdos até os mais picantes.
Quando seu meio-irmão se muda, a melhor amiga humana de Scarlett fica hipnotizada por ele. Sienna é popular e bonita, mas Adrian a informa friamente que, embora não esteja interessado em ter uma namorada, ela pode servir como sua escrava. Sienna acredita que pode conquistá-lo se passar tempo suficiente com ele, sem saber de seu status como Alfa. Enquanto isso, Scarlett está perdidamente apaixonada por seu Beta, Riley, que foi estritamente proibido de se relacionar com ela. Ela seguirá as regras de seu Alfa ou se rebelará por amor?
Capítulo 1
"É melhor vocês começarem a comer," disse a mãe com um sorriso forçado. Ela já tinha chamado Adrian várias vezes, mas ele ainda não tinha respondido.
'Provavelmente acha que é bom demais para ser chamado assim tão casualmente,' pensou Scarlett, tentando não revirar os olhos.
A atmosfera na sala de jantar estava mais pesada do que o normal. Scarlett, sua mãe e sua melhor amiga começaram a comer, o silêncio tenso sendo quebrado apenas pelo som dos garfos raspando na porcelana.
Ela mexia na salada, tentando espetar um tomate particularmente resistente com o garfo. Ele explodiu em uma massa de sementes verdes e gosma, fazendo-a fazer uma careta e largar o garfo no prato.
O barulho do garfo chamou a atenção de sua mãe, que olhou com uma expressão preocupada.
"Está tudo bem?" ela perguntou. Ela já tinha feito essa pergunta cerca de mil vezes desde que seu padrasto Ron e seu meio-irmão Adrian se mudaram. Ambas as mulheres sentiam a mudança na energia. O cheiro de um Alfa era uma coisa poderosa; algo que a casa, antes composta apenas por mulheres, levaria um tempo para se acostumar.
"Eu só não estou com fome," mentiu Scarlett, olhando para a comida.
Não eram as novas acomodações que estavam em sua mente, mas os comentários de sua melhor amiga, que era totalmente humana. Mais cedo naquele dia, Sienna havia apontado o centímetro de gordura ao redor de sua cintura, beliscando-o entre o dedo e o polegar antes de dizer para ela resolver isso.
"Eu não posso ter uma melhor amiga gorda," Sienna havia declarado com certeza, enrolando o lábio superior em desgosto. Scarlett cutucou a carne ao redor de sua cintura e olhou para Sienna do outro lado da mesa, lembrando-se da cruel observação de sua amiga. Scarlett mal podia dizer a verdade—que como uma lobisomem, ela tinha um metabolismo muito diferente, e era difícil para ela se encaixar e comer sua dieta preferida na escola. Um prato de bife malpassado e nada mais dificilmente era uma opção no cardápio, mesmo com a popularidade dessa nova 'dieta do homem das cavernas'. Em vez disso, ela desviou o olhar e assentiu.
"Adrian! Jantar!" a mãe gritou pela sétima vez. Ela encontrou o olhar de Scarlett e deu um sorriso fino enquanto mexia no guardanapo em seu colo. O baixo som da música vindo de cima desapareceu, substituído por passos pesados. O cara parecia incapaz de descer as escadas sem criar o efeito sonoro de elefantes caindo de um penhasco. A casa não foi construída pensando em uma criatura com a força e o poder dele.
Ele se sentou à mesa, olhando para o jantar que a mãe dela havia preparado para ele com uma expressão confusa por um momento antes de pegar os talheres.
"Obrigado, Sam," ele disse apenas quando sentiu o peso do olhar expectante dela. Ele geralmente negligenciava as gentilezas, mas eles tinham uma regra nesta casa e, de fato, nesta cidade que não quebravam—agir como uma família humana normal o tempo todo. Se encaixar no mundo humano era mais importante do que seguir suas próprias etiquetas e tradições. Isso era algo que Adrian precisava entender.
"De nada, Adrian," ela respondeu. "Seu pai está pegando as últimas caixas e depois precisa devolver a van para o trabalho."
Scarlett observou enquanto Adrian acenava com desinteresse e atacava sua salada, salmão e batatas com a mesma falta de entusiasmo que ela. Ela não podia deixar de sentir pena de sua mãe, que havia se dado ao trabalho de cozinhar uma refeição do zero para vê-la ser desperdiçada.
Sienna, que usava a casa como uma segunda casa, estava mexendo no peixe, comendo apenas a salada. Para Sienna, ser gorda era tão ruim quanto ter amigos gordos. Ela era muito restritiva quando se tratava de comida e meticulosa com sua rotina de exercícios.
Scarlett estava prestes a se desculpar por não comer toda a comida quando sentiu uma dor aguda na canela. Olhando ao redor da mesa com olhos acusadores, descobriu que foi Sienna quem a chutou e agora estava dando um olhar muito incisivo e sinalizando em direção a Adrian.
"Ah, desculpa," Scarlett ofegou. "Adrian, esta é minha melhor amiga, Sienna. Sienna, meu meio-irmão Adrian."
"Oi, Adrian, é um prazer te conhecer," Sienna disse com um largo sorriso.
Ele olhou para ela e franziu a testa. "Hmm. Sienna e Scarlett. Isso é coincidência ou vocês decidiram ser amigas por causa dos nomes?"
Sienna se virou para Scarlett, pegou sua mão e deu a ele um de seus sorrisos deslumbrantes. "Nos aproximamos por causa dos nossos nomes e somos inseparáveis desde então."
"Ah," Adrian resmungou. Ele revirou os olhos levemente enquanto voltava para o prato, indicando o fim da conversa.
Sienna não tomou isso como uma dica para desistir. Pegar dicas nunca foi seu ponto forte.
"Então amanhã será seu primeiro dia de aula. Vou deixar você sentar na minha mesa no almoço se me pedir com jeitinho," ela disse. Ficava claro que ela estava tentando ser sedutora, mas soava arrogante. A maneira como ela disse, 'minha mesa,' como se Scarlett e seus outros amigos fossem convidados ilustres da princesa Sienna.
Pensando bem, isso era bastante preciso, embora Sienna fosse mais uma rainha do que uma princesa. Rainha governante da escola.
'Por que ela está flertando com Adrian, no entanto?' Scarlett se perguntou. Ele definitivamente não era o tipo dela. Seu estilo parecia semelhante ao dos garotos alternativos que ela sempre criticava na escola, com cabelo preto, piercings e roupas escuras. Ele tinha um rosto agradável, mas estava principalmente escondido atrás do cabelo.
Talvez fosse seu magnetismo animal. Seu cheiro provavelmente funcionava tanto em humanos quanto nas fêmeas de sua espécie. Isso parecia a única conclusão lógica.
"Acho que vou conseguir encontrar meus próprios amigos." Adrian fez uma careta. "Mas... erm, obrigado pela oferta."
Sienna o encarou por um momento, de boca aberta e boquiaberta, como se não pudesse entender a resposta dele. Ela não estava acostumada a rejeições.
Os pratos tilintaram quando a mãe passou a sobremesa—um tentador bolo mousse de chocolate. Tanto Sienna quanto Scarlett decidiram que uma fatia pequena não faria mal, seus olhos brilhando ao ver a sobremesa fofa de chocolate.
Adrian pegou seu prato, virando-se para a mãe dela para fazer uma careta por trás de Sienna. "Se importa se eu levar isso para o meu quarto?"
"Claro," a mãe concordou, inclinando a cabeça levemente antes de se corrigir. "Erm... só certifique-se de trazer o prato de volta depois."
Geralmente, as duas ficavam na sala de estar depois do jantar, esperando que a mãe abrisse uma garrafa de vinho e deixasse elas tomarem uma taça. Sienna adorava passar tempo com a mãe dela. Ela era jovem, bonita e divertida, segundo Sienna, cuja mãe estava na casa dos cinquenta, divorciada e, segundo Sienna, chata. Scarlett não podia deixar de sentir um pouco de pena da mulher, que estava em desvantagem quando se tratava de envelhecimento. Sua própria mãe estaria bem nos seus oitenta anos antes que o processo de envelhecimento começasse... não que muitos lobos chegassem a uma idade tão avançada.
Hoje, Sienna a puxou pela mão e a arrastou para cima, significando que tinha algo privado para discutir.
'Eu já sei o que é,' Scarlett pensou com um suspiro cansado. 'Ela vai reclamar do meu meio-irmão rude como se fosse de alguma forma minha culpa.'
Tudo era culpa de Scarlett, mesmo que não fosse. Essa era uma realidade com a qual ela havia aprendido a viver desde cedo.
"Oh meu Deus," Sienna começou. "Seu meio-irmão."
"É, ele é..."
"Perfeito!" Sienna gritou.
Scarlett fez uma dupla tomada.
"Oi?" Ela franziu a testa.
"Ele é tão incrivelmente lindo! Como você não me contou sobre isso?" Sienna disse.
'Lá vem a culpa e as reclamações...'
"Erm, bem, eu não o vejo dessa forma," Scarlett explicou.
"Sério?" Sienna parecia duvidosa. "Como você não vê isso?"
Scarlett teve que explicar como seu meio-irmão, além do fato de que ele era de fato um membro da família, não se encaixava no tipo dela—um tipo que Sienna deveria estar familiarizada, já que muitas vezes ambas tinham as mesmas paixões. Elas sempre gostavam dos caras altos, musculosos e bronzeados, quanto mais atléticos, melhor.
Adrian não era atlético. Ele não precisava de esportes ou equipamentos de academia para se tornar forte ou rápido—ele nasceu assim. Ele odiava a maioria dos esportes, exceto futebol, e era tão longe de bronzeado quanto se podia imaginar. Além do fato de que ele era muito mais alto do que a maioria dos garotos humanos da sua idade, ele não se encaixava nos critérios.
Pelas próximas horas, Sienna falou sem parar sobre todas as qualidades incríveis de Adrian, tanto reais quanto muito imaginadas, e extraiu de Scarlett informações sobre seus gostos e desgostos.
Quando chegou a hora de Sienna ir embora, ela fez um último pedido antes de ir para casa. Enquanto reunia suas coisas, colocando seus livros escolares e maquiagem na bolsa, ela lançou um olhar astuto.
"Você tem que pedir para ele sair comigo," Sienna exigiu.
"A—você tem certeza?" Scarlett perguntou, incapaz de disfarçar seu horror.
"Por que não?" Sienna perguntou, seu rosto bonito ficando sombrio. "Você não quer que eu namore seu meio-irmão?"
"Oh, não é isso!" Scarlett ofegou, aterrorizada de chatear sua amiga.
"Bem, qual é o problema então?" Sienna perguntou.
"Eu só não vejo como ele é bom o suficiente para você," Scarlett disse. Foi um movimento tático, lisonjeando-a e desencorajando-a de uma só vez.
"Acho que eu posso decidir quem é bom o suficiente para mim," Sienna retrucou.
Depois de respirar fundo, Sienna sorriu e pulou de pé. "Ok, estou indo. Me avise quando você fizer isso."
Seu rabo de cavalo loiro balançou enquanto ela fazia uma pequena dança animada e acenava.
Uma vez sozinha, Scarlett se virou para o espelho e fez uma cara horrorizada para seu reflexo.
Essa situação era uma bagunça e, vamos encarar, só ia piorar. Não havia como Adrian se interessar em entreter a pequena paixão de Sienna—ele saiu da mesa para se afastar dela.
'Mas se ele disser não, eu de alguma forma serei a culpada,' ela percebeu.
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Mas naquela noite... estávamos quebrados. Tínhamos acabado de enterrar nossos pais. E a dor era pesada demais, real demais... então eu implorei para ele me tocar.
Para me fazer esquecer. Para preencher o silêncio que a morte deixou para trás.
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Então me deixou sangrando com seis palavras que queimaram mais fundo do que a rejeição jamais poderia.
Então, eu fugi. Longe de tudo que me causava dor.
Agora, cinco anos depois, estou de volta.
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