O Reino Sombrio

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Raven Starr · Atualizando · 82.5k Palavras

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Introdução

"Bom. Agora saia da minha vista." A condessa o enxotou. "Fique seguro, meu amor." Elizabeth murmurou para o pássaro enquanto saía para a varanda, permitindo que a brisa fresca balançasse seus longos cabelos escuros.
"Píramo, você tem sido um espinho no meu lado por tempo demais. Vou acabar com sua vida da mesma forma que matei sua amada Leonora." A condessa esfregou as palmas das mãos.


Amigas de faculdade, Brinley e Joy enfrentam caos, tristeza e morte enquanto descobrem reinos ocultos cheios de diferentes seres tentando matá-las. Depois de matar um demônio e libertar um fantasma, as mulheres foram lançadas no meio de uma batalha por todos os reinos. Após um encontro mortal, Joy está à beira da morte.
Encontrar uma cura para Joy é mais importante para Brinley do que descobrir exatamente quem ou o que ela é. Sob pressão, Brinley deve aprender a usar seus poderes antes que a escuridão reclame tudo, incluindo sua própria alma.
Será que Brinley e Joy estarão juntas no fim do mundo?

Capítulo 1

Capítulo Um

Brinley andava de um lado para o outro em seu quarto. Sua mente estava cheia de ideias para completar sua tese, mas com a festa grande que a Gamma estava organizando no campus, ela estava dividida. Seus olhos foram para a escrivaninha cheia de papéis amassados e lápis meio mastigados. "Como eu vou conseguir trabalhar?"

Brinley desviou o olhar de seu projeto inexistente para olhar pela janela. Seu projeto estava para vencer em breve, e ela mal tinha começado. "Eu trabalho melhor sob pressão." Ela lembrou a si mesma, esfregando as mãos nos braços.

Joy entrou saltitando no quarto de Brinley. Joy era a pessoa mais feliz do planeta. Não importava o que acontecesse, Joy sempre tinha um sorriso amigável no rosto. "Por que você está falando sozinha? Aposto que você quer ir para a festa da Gamma."

Brinley mostrou a língua. "Estou bem. Não preciso de homens bêbados seminus e garotas peitudas derramando bebidas em mim para me divertir."

"Sim, mas isso ajuda bastante." Joy riu, balançando seus seios grandes.

Brinley olhou pela janela novamente. Seus olhos castanhos focaram na grande mansão inglesa no topo da colina que dava vista para a cidade de Pleasant Peaks.

"Está de olho na Mansão Armstrong de novo?" Joy perguntou, entrando no quarto.

"Sim. Estou fazendo minha tese sobre o paranormal, e tenho um parágrafo."

"Por que você não faz uma sessão de estudos com aquele gatinho do Mike Jones?"

Brinley tentou esconder o sorriso que surgia nos cantos de sua boca.

"Eu aprecio sua ética de trabalho, de verdade, mas você precisa de um tempo para si mesma."

"Tá, tá," Brinley desviou sua atenção da mansão. "Então, o que você sugere, hein?"

"Eu sugiro que você fique bem bonita e convide o Mike para uma sessão de estudos."

"Vamos torcer para que não seja tão pequena." A declaração sexual de Brinley fez as duas mulheres caírem na gargalhada.

Joy passou os dedos pelo seu longo cabelo loiro. "Quero dizer, pense nisso, uma vez que sairmos da faculdade, teremos que nos comportar, mas enquanto ainda estamos na faculdade, precisamos ter o máximo de sexo possível. E por que não com o Mike? Ele é um gatinho. Quero dizer, ele pode ser irritante. Eu vejo como você olha para ele, então vá em frente. Talvez depois de um alívio, você consiga começar seu trabalho." Joy cutucou Brinley. "Não é como se você tivesse que casar com ele."

Mike era muito bonito, um pouco bobo, mas ela passava boa parte da aula imaginando ele entre suas coxas de chocolate. Era verdade que Mike Jones achava que era um presente de Deus para as mulheres. Com seu cabelo loiro areia e olhos azuis deslumbrantes, Mike era o pacote completo, exceto pelo cérebro de uma pulga de circo.

"Você está pensando nele agora, né?" Joy mostrou a língua.

Brinley suspirou.

Joy olhou por cima do ombro de Brinley para espiar a mansão pela janela. "É assustadora." Joy estremeceu. "Você realmente acha que é assombrada?"

Brinley deu de ombros. "Se espíritos existissem, eu esperaria que fosse em uma mansão assustadora como aquela. Mike acha que uma vez que você morre, você está morto, e eu não vejo como isso é aceitável."

Joy estremeceu. "Parece assombrada com certeza. Eu ouvi falar sobre a luz que algumas pessoas veem no segundo andar."

"E não se esqueça da música de piano assombrada que surge da névoa."

"É verdade que os Armstrongs faziam parte dos primeiros grandes colonos da Inglaterra a virem para esta cidade?"

"De acordo com a pesquisa que fiz, o boato é verdadeiro. Lord William e Lady Maggie Armstrong migraram de Yorkshire, Inglaterra, e construíram sua antiga casa Tudor na colina com campos verdes a perder de vista."

"Você já se perguntou por que eles construíram lá em cima na colina? É tão solitário e assustador." Joy se afastou da janela.

"Eu gostaria de ter estado lá."

"Para quê? Para testemunhar aquele homem matar sua esposa?"

"Não, para descobrir a verdade sobre o que aconteceu naquela noite. Eu não acho que ele fez isso."

"Ah, claro, se você estivesse lá, ele te cortaria também. Não encontraram as tripas da esposa dele no ventilador de teto?"

Brinley lembrou-se de ler o artigo sobre os estranhos acontecimentos do casal na cidade. "Sim, encontraram as tripas de alguém, mas como sabemos que eram dela? Não havia DNA naquela época, eles não sabem com certeza."

"Parece assustador para mim. Acho que eu morreria se visse um fantasma."

"Eu adoraria saber se há algo vivendo entre nós. Você não gostaria de saber?"

Joy envolveu os braços em torno dos joelhos dobrados e esperou. "Me conte a história inteira."

Brinley adorava contar essa velha história. Ela estalou os lábios, depois subiu na cama em frente à sua amiga. "Os moradores da cidade diziam que o casal era bastante estranho, mesmo desde o início. Eles nunca apareciam na cidade e tinham toda a comida e suprimentos entregues na frente dos portões de ferro gigantes."

"Por que você acha que eles faziam isso?"

"Silêncio. Achei que você queria ouvir essa história." Brinley resmungou.

"Tá bom, tá bom, continue."

"Os moradores da cidade diziam que a mansão dos Armstrong pairava sobre a cidade. Rumores diziam que o casal ficava olhando para a cidade no vale abaixo. O casal estava presente há apenas um ano quando os ruídos estranhos ecoaram pela noite. Então, mulheres começaram a desaparecer. Não demorou muito para os moradores suspeitarem dos Armstrong, mas ninguém os confrontou."

"Por quê?"

Brinley deu de ombros. "O medo mantinha as pessoas afastadas. Mesmo quando gritos de tortura e morte flutuavam na colina. As notícias se espalharam rapidamente sobre o casal e a mansão."

Joy estremeceu. "Só de falar sobre isso me dá arrepios."

"Deve ter sido assustador para as mulheres da cidade. Tentando sobreviver há mais de cem anos, as mulheres nunca estavam seguras."

"Mal estamos seguras agora, mais de cem anos depois." Joy esfregou as mãos nos braços.

"Naquela época, eles tinham grandes portões de ferro com as iniciais W.G.A. cravejadas na frente. Os portões cercavam a casa como uma prisão. Em uma noite de inverno escaldante em outubro, William G. Armstrong apareceu na cidade coberto de sangue. Quando o xerife Rickman o acalmou e o levou de volta à mansão, as únicas palavras que William pronunciou foram: 'Há tanto sangue.'"

Brinley fechou os olhos, visualizando a mansão em todo o seu esplendor. Os terrenos exuberantes eram repletos de árvores frutíferas em flor. Sua boca salivou com as deliciosas refeições preparadas em uma enorme cozinha. Ela sacudiu as ilusões da cabeça.

"Sim, Brinley, parece muito assombrada. Devíamos dirigir até lá uma noite para ver as luzes nós mesmas." Joy brincou, saindo do quarto da amiga.

Os olhos de Brinley desceram para sua escrivaninha. Recortes de jornal espalhavam-se pela mesa e pelo chão. "Que tópico proeminente para escrever, Brinley." Ela zombou de si mesma. "Eu não tenho nada além de um parágrafo rabiscado."

Novamente, seus olhos olharam pela janela. "Pare com isso, Brinley," ela sussurrou. Brinley pegou um recorte de jornal amarelado e leu em voz alta. "Eles prenderam William Armstrong pelo assassinato brutal de sua esposa Maggie May Armstrong. William negou ter matado sua esposa. Ao entrar na mansão, o xerife Rickman relatou que o sangue cobria as paredes. O xerife teve que fotografar os restos pingando do ventilador de teto, o que ele fez depois de correr para fora da porta da frente para vomitar."

Brinley afastou uma mecha preta de seu rosto para olhar a velha foto policial. Nada em suas piores visões de horror poderia preparar seu estômago para a foto horrível. Sangue vermelho cobria as paredes brancas. Gotas carmesim desciam pelas paredes como se estivessem em uma corrida para ver qual delas chegaria ao chão primeiro. Do ventilador de teto pendiam o que pareciam ser as tripas de Maggie.

Brinley empurrou a foto para longe. Ela pressionou o dorso da mão contra a boca, esperando manter seu lanche no estômago.

Seu telefone tocando a fez pular para trás na cadeira com tanta força que ela tombou para trás. Brinley bateu a cabeça no chão com um baque. "Ai," ela esfregou a parte de trás da cabeça e rolou para o lado direito para pegar o telefone. "Alô?"

"Você já está dormindo? Ainda nem é meia-noite." Mike disse.

Brinley lambeu os lábios, pensando em Mike deitado nu ao lado dela.

"Sabe, eu estava pensando, talvez você devesse vir aqui." Ela deu um tapa na própria cabeça. "Podemos relaxar."

"Acho que posso ir. Onde está a Joy?"

"Não se preocupe, Mike. Estou sozinha."

"Não por muito tempo, querida. Te vejo em alguns minutos."

"Ok, ótimo. Até logo." Brinley desligou o telefone. Ela correu pela casa, arrumando as coisas enquanto passava.

"O que vestir?" Brinley remexeu na gaveta até encontrar uma camisa sexy e larga e um par de shorts apertados. Ela ajeitou o cabelo com os dedos. Com uma última borrifada de perfume, Brinley estava pronta.

Brinley ligou a televisão e esperou pelo toque na porta. Não demorou muito para Mike subir os degraus em direção ao apartamento de Brinley. Após a segunda batida, Brinley destrancou a porta para deixar Mike entrar.

"Quer algo para beber?" Brinley se abaixou para abrir a porta da geladeira, dando a Mike uma rápida olhada em sua calcinha rendada.

"Caramba, garota," Mike se aproximou por trás dela, esfregando seu membro contra o bumbum apertado dela.

"Aqui está," Brinley riu, levantando-se para entregar uma cerveja gelada a Mike. Ela caminhou até o quarto e sentou-se na beira da cama. Observou Mike enquanto ele olhava as anotações em sua escrivaninha.

"Como está indo seu trabalho?" Mike perguntou, folheando seu caderno.

"Ah," Brinley tomou um gole de sua cerveja. "E o seu?"

Mike se virou e deu de ombros. "Ah," ele tirou os sapatos e se arrastou para a cama ao lado de Brinley.

Brinley inalou. Caramba, ele cheira bem. Ela pegou o controle remoto, passando pela vasta seleção de filmes na Netflix. Brinley inclinou a cabeça de um lado para o outro.

"Vem cá," Mike colocou sua cerveja no criado-mudo. Ele se sentou, abriu as pernas e puxou Brinley para perto dele. Quando ele massageou seus ombros tensos, Brinley derreteu.

Ela gemeu quando Mike beijou a nuca dela. Ela se encostou no peito dele. Mike a inclinou para trás enquanto deslizava suas mãos quentes por baixo da camisa dela para esfregar seus mamilos entre os dedos. Brinley virou a cabeça para o pescoço dele, beijando-o até sentir o membro dele endurecer. Com uma mão, Mike deslizou os dedos dentro da calcinha dela para acariciar seu clitóris.

"Você está tão molhada," Mike mordeu a orelha dela.

Brinley segurou o pulso de Mike e guiou os dedos dele para dentro dela.

"Caramba," Mike abriu as coxas dela com a mão livre. Brinley arqueou as costas enquanto suas pernas tremiam. "Oh, querida, você está prestes a gozar, não está?" Mike empurrou os dedos mais fundo, depois mordeu o lado do pescoço dela.

A mordida não foi delicada, mas Brinley adorou o formigamento da leve dor que Mike causou. Prestes a atingir o clímax, Mike retirou os dedos.

"Não, não," Brinley apertou o pulso dele. "Por favor," ela implorou.

"Não," Mike esfregou os lábios de Brinley com o dedo. "Prove," ele deslizou o dedo dentro da boca quente de Brinley.

Brinley fechou os olhos enquanto chupava seus sucos dos dedos dele.

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**

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**

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