O Traidor Que Me Salvou na Noite da Final

O Traidor Que Me Salvou na Noite da Final

Luna Vasconcelos · Concluído · 13.6k Palavras

516
Popular
560
Visualizações
15
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Clara Monteiro nunca acreditou em salvadores. Seu pai tinha perdido a carreira, os amigos e a paz depois de tentar provar uma fraude no futebol brasileiro. Desde então, Clara aprendeu que a verdade só valia alguma coisa quando vinha com prova, cópia de segurança e coragem para aguentar a queda.

Na semana da final internacional mais assistida do ano, ela entra escondida numa área de serviço do estádio e grava o que ninguém deveria ver: um médico da delegação entregando uma lista falsa de lesões ao homem que controla a segurança do torneio. Em minutos, seu crachá é bloqueado, seu celular vira alvo e homens armados começam a caçá-la pelos túneis.

O único que aparece para tirá-la viva dali é Mateus Valença, o ex-atacante que o país inteiro chama de vendido desde a última Copa Global. Ele conhece os corredores, os códigos das portas, os nomes que Clara ainda não sabe temer. E carrega um pecado que talvez nunca tenha sido dele.

Para sobreviver, Clara precisa escolher entre confiar no homem mais odiado do futebol ou entregar a única prova capaz de limpar o nome dele e destruir o império de Silas Duarte.

Na noite da final, a verdade não vai entrar em campo. Vai correr pelo estacionamento, sangrar nos bastidores e explodir diante das câmeras do mundo inteiro.

Capítulo 1

O barulho da trava eletrônica quase fez Clara Monteiro derrubar o celular.

Ela estava agachada atrás de uma fileira de caixas térmicas, no corredor de serviço do estádio, com o joelho esquerdo encostado numa poça de desinfetante e o coração batendo tão alto que parecia outro microfone aberto. Na tela, o ponto vermelho da gravação continuava vivo. O áudio captava tudo: a respiração pesada do médico, o zíper de uma pasta, o clique seco de uma maleta sendo destravada.

Do outro lado das caixas, o doutor Nogueira falou baixo demais para quem não queria ser ouvido, mas alto o suficiente para a câmera de Clara.

"São quatro nomes. Dois entram como lesão muscular, um como febre, o outro como risco cardíaco. Nenhum pisa no gramado amanhã."

Silas Duarte não respondeu de imediato. Clara tinha visto o rosto dele centenas de vezes nas coletivas: terno escuro, sorriso de gestor, a voz calma do homem que garantia "padrão internacional de segurança" para o Torneio Mundial. Ali, no corredor fedendo a cloro e grama molhada, ele parecia menos executivo e mais dono do prédio.

"E a janela?"

"Entre vinte e duas e vinte e duas e quinze. O mercado asiático abre antes de o boletim médico sair."

A mão de Clara apertou o celular. A palavra mercado queimou dentro dela. Aposta esportiva. Lesão falsa. Boletim manipulado. Era o tipo de sequência que tinha destruído a vida do pai dela doze anos antes, quando ele publicou uma reportagem parecida e foi chamado de bêbado, mentiroso, homem ressentido. Naquela época, Clara tinha dezesseis anos e aprendeu que o silêncio podia ser comprado. Aprendeu também que uma família podia afundar junto com uma matéria sem provas suficientes.

Agora ela tinha vídeo.

Silas abriu a maleta. Clara inclinou o celular por uma fresta entre as caixas. Notas? Não. Um envelope pardo, dois crachás de acesso e um pen drive preto, pequeno, preso numa argola. Nogueira pegou tudo rápido, como se já tivesse treinado.

"Se alguém do centro de mídia perguntar..."

"Ninguém pergunta", disse Silas. "Eu controlo quem entra, quem sai e quem perde o crachá."

O comunicador preso ao ombro de um segurança chiou perto da porta. Clara congelou. Ela não tinha ouvido ninguém se aproximar. Na tela, a gravação tremeu.

"Chefe, temos uma leitura duplicada no setor S-3. Crachá de imprensa."

Silas virou a cabeça.

O ar sumiu dos pulmões de Clara.

Ela baixou o celular devagar, mas a luz da tela piscou contra o metal da prateleira. Um reflexo mínimo. Uma traição pequena e suficiente.

"Quem está aí?" A voz de Silas cortou o corredor.

Clara enfiou o celular no bolso de trás da calça e tentou se levantar sem derrubar nada. O joelho escorregou. Uma caixa térmica bateu na outra. O som pareceu explodir.

Ela correu.

"Pega!"

A porta de serviço ficava a quinze metros. Clara passou por um carrinho de lavanderia, esbarrou num balde e empurrou a maçaneta com o ombro. Não abriu. O leitor ao lado piscou vermelho.

Crachá bloqueado.

Ela puxou o cartão pendurado no pescoço e encostou de novo. Vermelho.

"Não adianta, Clara Monteiro", disse Silas atrás dela, já sem fingir educação. "Você devia ter aprendido com seu pai."

O nome do pai dela entrou como uma faca entre as costelas.

Clara virou para a esquerda e disparou por outro corredor. O estádio, visto do centro de mídia, era luz, vidro e telões. Por baixo, era uma cidade de concreto: portas cinzas, placas de saída, cabos no teto, escadas que desciam para lugares onde nenhuma câmera oficial olhava. Ela conhecia parte da planta porque tinha coberto obras antes do torneio. Parte. Não o suficiente.

O celular vibrou. Clara não atendeu. Abriu a câmera enquanto corria e tentou mandar o vídeo para a nuvem. Sem sinal. Claro. A área de serviço tinha bloqueadores temporários para "proteção operacional". Ela riu sem humor, tropeçou numa grade e quase caiu.

Atrás, passos. Dois homens. Talvez três.

"Para, jornalista!"

Ela dobrou uma esquina e viu o símbolo do vestiário visitante. A porta estava entreaberta. Clara entrou, atravessou um espaço cheio de bancos vazios e toalhas limpas, saiu por outra porta e bateu de frente com um funcionário de uniforme azul.

"Moça, você não pode..."

"Tem homens me seguindo", ela disse, sem parar.

Ele olhou para o crachá dela, depois para o corredor, e ficou pálido quando viu os seguranças. Não tentou ajudá-la.

Clara não o culpou. Medo era uma língua que todo mundo falava naquele estádio.

Ela desceu uma escada estreita, guiada por uma placa amarela: ESTACIONAMENTO TECNICO. O sinal do celular voltou por um segundo. Um risquinho. Clara parou, ofegante, e tocou em enviar. A barra subiu até três por cento.

A porta acima dela abriu com violência.

Ela continuou descendo. Quatro por cento. Cinco.

No último lance, uma mão pegou seu braço.

Clara girou e acertou o agressor com o celular. A borda do aparelho abriu um corte na sobrancelha dele. O homem xingou e tentou arrancar o telefone. Ela mordeu a mão dele, se soltou e caiu de costas contra a parede.

O celular escorregou pelo degrau.

Silas apareceu no alto da escada, sem pressa. Atrás dele, o médico segurava a pasta contra o peito.

"Me dá isso", disse Silas. "E eu deixo você sair com uma história bonita sobre pane no sistema."

Clara pegou o celular do chão. A tela estava rachada, mas a gravação continuava salva. Envio: sete por cento.

"Meu pai também recebeu uma saída bonita", ela disse. "Terminou sozinho, devendo aluguel e pedindo desculpa por ter contado a verdade."

O rosto de Silas não mudou. "Seu pai terminou assim porque era burro. Você ainda pode ser útil."

O segurança avançou.

Então a luz do corredor apagou.

Não foi uma queda de energia. Foi um corte preciso. Primeiro a escada, depois o hall, depois a fileira de lâmpadas acima de Silas. No escuro, alguém agarrou Clara pela cintura e puxou-a para trás, tão rápido que ela nem conseguiu gritar.

Uma mão cobriu sua boca.

"Se quer viver", uma voz masculina sussurrou no ouvido dela, "não faz nenhum som."

Clara sentiu o peito dele contra suas costas, quente, firme, real. O cheiro era de chuva, couro e adrenalina.

No escuro, Silas gritou ordens. Lanternas varreram a escada. A mão do desconhecido soltou a boca dela, mas ficou no braço, guiando-a por uma porta que Clara nem tinha visto.

Antes que ela fosse engolida pelo corredor estreito, o celular vibrou na palma.

Envio interrompido.

E a voz de Silas veio atrás, baixa e mortal:

"Tranca todas as saídas. A jornalista não sai viva com esse vídeo."

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

Vingança da Luna Abandonada

Vingança da Luna Abandonada

798.5k Visualizações · Concluído · Sherry
— Que atencioso.

— Bella. — O tom de Ethan mudou, assumindo aquela ponta de aviso que eu conhecia bem demais. — Faye está vulnerável agora. Ela morre de medo de que você passe a ressentir ela, de que isso divida a matilha. A última coisa que ela quer é que esse bebê fique entre nós.

— Então você não deveria ter feito isso. — Encarei os olhos dele sem desviar, deixando que ele visse o gelo nos meus. — Volta pro seu filho.

— Pelo amor de Deus. — Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado. — Quantas vezes… foi inseminação artificial. Usaram meu esperma, sim, mas eu e a Faye nunca…

Bella soltou uma fungada fria. Mentiras tão descaradas. O companheiro dela teve um caso com a parceira do próprio irmão, e a família inteira ajudou a expulsá-la sem nada, só para abrir caminho para a amante tomar o lugar que “era dela por direito”. Pobre idiota — ele achava que ela era só uma filha adotiva indesejada, fácil de dispensar e controlar. Nunca soube que a gênia da computação que ele vinha procurando era a própria Luna dele.

Depois de ele ter se maculado, Bella terminou. Ela o rejeitou e retomou o que era seu, chegando ao topo com a ajuda de Victor, que estava secretamente apaixonado por ela havia anos.

Quando Ethan tentou reconquistá-la:

— Você não quer que nosso filho cresça sem pai.

Bella sorriu com deboche.

— O pai da criança não é você.
V de Virgem!

V de Virgem!

761k Visualizações · Concluído · gossamersilverglow
Toda garota deveria ter seu melhor amigo para tirar sua virgindade. Pelo menos, é o que eu acho.

Sim, eu sou essa garota.

Aquela garota estranha que sempre pede o impossível e que, por acaso, está secretamente apaixonada por seu melhor amigo, que, com razão, não percebe nada. Mas meu nome não é Desgraça. É Cassie.

E com meu acordo improvisado para ser mãe de aluguel devido à instabilidade financeira, estou em uma enrascada. Perder minha virgindade para um bebê não é meu sonho ideal. Tenho talvez um mês para convencê-lo antes que o processo de fertilização in vitro comece. Claro, ele e o namorado dele não sabem absolutamente nada disso.
Uma vez abusado. Agora amado

Uma vez abusado. Agora amado

3.5k Visualizações · Concluído · Moon Bunnie
SINOPSE:

Tudo o que Hara queria era criar seu filho ainda não nascido longe de seu companheiro abusivo e infiel, Roland.

A alcateia da Cruz Vermelha era a mais forte do reino dos lobisomens, e Hara a escolheu como seu refúgio seguro.

Ela se torna garçonete em um bar, e era um trabalho tão normal quanto qualquer outro, até que ela conhece Ryder, o Alfa da alcateia da Cruz Vermelha e dono do bar.

Ao ver a grávida Hara, que também era sua companheira predestinada, ele se apaixona imediatamente por ela.

Hara se vê em um dilema. Por mais que pensasse sobre isso, a situação complicada em que se encontrava não teria um desfecho fácil. Não quando seu coração parecia ansiar pelo atraente estranho que afirmava ser seu companheiro predestinado. Não quando Roland estava de volta, pedindo uma segunda chance. E certamente não quando ela percebe que ainda havia muitos segredos não revelados.

Será que ela seria forte o suficiente para tomar as decisões certas? Ela voltaria para o homem que um dia amou, ou ficaria com o homem que a ama?

Junte-se a Hara em sua jornada conturbada em busca da felicidade.
Tarde Demais para Desculpas, Sr. Bilionário (Em Busca da Minha Esposa de Volta)

Tarde Demais para Desculpas, Sr. Bilionário (Em Busca da Minha Esposa de Volta)

51.3k Visualizações · Concluído · sheilla
ADRIAN Cole tinha tudo. Dinheiro, poder, uma esposa linda e uma filha que o adorava. Mas um erro… um caso… e uma ligação da amante bastaram para despedaçar a vida perfeita que ele achava que controlava.

Quando Amelia foi embora, ela não deixou só o marido para trás: levou consigo um segredo, um segredo capaz de mudar tudo.

Agora Adrian se vê correndo atrás do rastro da mulher que um dia o amou, percebendo tarde demais que dinheiro e orgulho não curam as feridas da traição. Mas o caminho de volta até o coração de Amelia não está bloqueado apenas pela dor dela — está envenenado pelo ciúme da própria irmã, cujo ódio escondido é mais profundo do que qualquer um consegue imaginar.

Preso entre o arrependimento, a traição dentro da família e a luta pela mulher que ele um dia tomou como garantida, Adrian precisa provar que, desta vez, o amor dele é verdadeiro. Mas e se o perdão de Amelia for a única coisa que ele nunca vai conseguir comprar de volta?

Uma história de traição, coração partido e redenção. O amor vai sobreviver quando já for tarde demais para pedir desculpas?
Srta. Maxwell Eu Quero Você Agora

Srta. Maxwell Eu Quero Você Agora

63.4k Visualizações · Atualizando · Molly Mae
Quando Sarah é forçada a aceitar um pedido de casamento no lugar de sua meia-irmã, Veronica, ela nunca imaginou que o homem seria Edward Huxley.

Edward Huxley, o formidável dono da Huxley Airline and Shipping Company e o solteiro bilionário mais cobiçado do país, fica chocado e enfurecido ao descobrir que a mulher em sua cama não é Veronica, como ele esperava, mas a desconhecida e aparentemente sem graça filha ilegítima dos Maxwell. O encontro deles termina em uma noite de paixão não planejada.

Quando Veronica descobre a verdadeira identidade de Edward, ela decide que o quer para si. Junto com sua mãe, ela acusa e humilha Sarah.

Com o coração partido e devastada, Sarah deixa o país. Quatro anos depois, ela retorna como uma mulher diferente, com uma carreira de sucesso e seus adoráveis gêmeos, que carregam os traços inconfundíveis do galã bilionário do país, Edward Huxley.

Edward fica impressionado com a transformação dela e se vê apaixonado por ela mais uma vez. Determinado a conquistar seu coração, ele se empenha em reconstruir a família deles. Mas será que ele conseguirá, ou já é tarde demais com o enigmático Benicio sempre ao lado de Sarah, com os olhos cheios de amor e devoção?
Reivindicada Pelo Bilionário

Reivindicada Pelo Bilionário

767.6k Visualizações · Atualizando · Khey Coco
—Assine.

A voz dele era fria, afiada como aço.

—Espera... tem alguma coisa errada.

—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.

Eu engoli em seco.

As ameaças do meu pai ecoaram na minha cabeça: Se você não assinar, nunca mais vai ver seu filho.

E eu assinei.

Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.

Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.

Ela devia ser invisível. Obediente e descartável.
Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo

1.1m Visualizações · Concluído · Sherry
Maya congelou quando o homem que atraía todos os olhares do salão entrou. Seu ex-namorado, que havia desaparecido cinco anos atrás, agora era um dos magnatas mais ricos de Boston. Naquela época, ele nunca havia dado pistas sobre sua verdadeira identidade — e então desapareceu sem deixar rastros. Vendo seu olhar frio agora, ela só podia presumir que ele havia escondido a verdade para testá-la, concluído que ela era fútil, e partido decepcionado.

Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.

— Você ainda está com raiva de mim?

Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.

— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.

Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.

— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.

Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.

Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.
Sexy Atrás da Máscara

Sexy Atrás da Máscara

183.7k Visualizações · Concluído · Ellie Wynters
Ela se esconde atrás de ternos feios e nomes falsos. Ele já não confia em mulher nenhuma. Quando eles se encontram em um clube de sexo com máscaras, nenhum dos dois percebe que vem brigando com o outro em mesas de reunião há dezoito meses. Na Taylor Industries, ela é Joy Smith — a diretora financeira sem graça que afoga suas curvas em poliéster sem forma e usa peruca. Em casa, ela é a esposa esquecida de um advogado infiel, que não a toca há tanto tempo que ela começa a se perguntar se tem algum problema.

Quando ela encontra uma calcinha de renda rosa‑choque enfiada entre as almofadas do sofá… definitivamente não é dela, não é exatamente um coração partido que ela sente. É liberdade.

Grayson Taylor não se envolve mais em relacionamentos. Não depois de flagrar sua noiva atriz na cama com outra mulher. Agora ele canaliza tudo para aquisições hostis e reuniões de diretoria, especialmente aquelas em que sua diretora financeira exageradamente cautelosa enfrenta cada maldita compra que ele quer fazer. Joy Smith é brilhante, irritante e engraçada quando ele aperta todos os botões dela.

Mas Honey está cansada de ser invisível. Cansada de nunca ter sentido prazer de verdade. Então, quando a melhor amiga lhe passa os detalhes do The Velvet Room — o clube mascarado mais exclusivo de Manhattan — ela se promete apenas uma noite. Uma noite para descobrir se o marido tem razão, se ela é mesmo frígida, ou se só nunca foi tocada pelas mãos certas.

Ela não espera que o estranho mascarado a reclame no segundo em que ela entra. Não espera a química que explode entre os dois, o jeito como ele faz o corpo dela cantar, nem os orgasmos que a deixam tremendo. Não espera que ele lhe entregue um endereço de e‑mail com uma única ordem:

— Só eu. Ninguém mais encosta em você.
Por Favor, Volte, Meu Amor

Por Favor, Volte, Meu Amor

98.4k Visualizações · Concluído · Daisy
Três anos dentro do nosso casamento sem amor:

— Julian... o que você faria se eu engravidasse? — perguntei, me agarrando a uma esperança boba.

Ele avançou com força; o calor do gozo dele se espalhou entre minhas coxas.

— Você? Gerar meu herdeiro? — a risada dele foi gelada. — Filha de empregada nunca vai ser digna do sangue Sterling.


Eu sou Elena — a filha da empregada que ousou amar Julian Sterling.

Ele é o herdeiro implacável que se casou comigo por vingança.

— Você não passa de uma vadia interesseira — ele sussurrou. — Você achou mesmo que eu algum dia ia amar alguém como você?

Ele me usou. Me quebrou. Me fez implorar por migalhas enquanto desfilava o primeiro amor dele dentro da nossa casa.

Naquela noite, eu fiquei na ponte, encarando a água escura lá embaixo.

Eu tinha perdido tudo. Minha mãe. Minha dignidade. Minha vontade de lutar.


Cinco anos depois, num shopping lotado:

Minha filha puxa a manga de um estranho.

— Moço, você pode me ajudar a encontrar a minha mamãe? Eu me perdi.

O homem paralisa, olhando para ela.

— Qual é o seu nome, querida? — a voz dele sai quebrada.

— Lila! E o seu, tio?

— Julian.

Minutos depois, ele vem andando na minha direção, com a mão da minha filha na dele, o rosto sem cor.

— Elena.

Meu nome na boca dele soa como sofrimento.

Antes que eu consiga responder, ele já atravessou a distância entre nós. Os braços dele me envolvem com uma força desesperada.

— Meu Deus, você está viva. Eu achei que... — a voz dele falha. — Me perdoa... eu sinto muito...

Ele se inclina, procurando minha boca.

Minha mão se mexe por instinto.

O tapa ecoa pelo shopping.

— Com licença? — eu dou um passo para trás, gelada, puxando Lila para trás de mim. — Por favor, se controle, senhor. A gente se conhece, por acaso?
Reivindicando Seu Companheiro

Reivindicando Seu Companheiro

4.3k Visualizações · Concluído · Claire Macphail
Astrid é uma médica de emergência órfã que foi criada por humanos. Após um longo dia, ela é descoberta por seus três futuros companheiros alfa, que sentiram seu cheiro enquanto rastreavam um desordeiro que estava aterrorizando seu território. Encontrar seu companheiro geralmente é um momento feliz, mas parece iniciar uma espiral de problemas para Astrid e seus companheiros. Astrid deve aprender os costumes da alcateia, como controlar sua magia, tudo isso enquanto tenta salvar a vida de seus companheiros. Eles conseguirão impedir as mortes iminentes daqueles em seu território ou Astrid perderá a única coisa boa que teve em sua vida?

Espere, uma coisa é mais urgente... A Cerimônia de Acasalamento!

Este conteúdo é destinado apenas para leitores maduros (18+).
Possuída pelo Navy SEAL

Possuída pelo Navy SEAL

112.7k Visualizações · Concluído · Lin Daniels
AVISO!!!!!!!NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE DEZOITO ANOS! CONTEÚDO EXPLÍCITO********************************************Ele enfia dois dedos na minha boca. “Chupa. Deixa bem molhadinho pra mim.”

Eu não sei por que eu faço o que esse homem manda quando ele manda, mas eu obedeço todas as vezes, sem falhar, e chupo aqueles dedos como se a minha vida dependesse disso.

Minhas coxas começam a tremer quando eu ouço o zíper descendo, porque eu sei o que vem em seguida. Ele vai se enfiar dentro de mim tão fundo que não vai ter mais pra onde ir, e vai me deixar queimando por dentro.

“Você não mexe as mãos quando eu tirar as minhas. Entendeu? Se você desobedecer, eu vou te amarrar e te deixar aqui até os seus pais virem te procurar e te encontrarem cheia até a borda com a minha porra.”***************************************Alguém está me seguindo.
Eu quase fui assaltada, ou talvez algo ainda pior pudesse ter acontecido.
Mas teve um cara que me salvou, tipo um super-herói moderno, mascarado num capacete preto.
Eu devia ter ficado apavorada quando ele cortou a garganta do meu agressor e depois assentiu pra mim, esperando eu entrar no carro em segurança, e pôs a mão no meu vidro.
Em vez de sentir medo, eu estou sentindo...
Excitada.
Viva.
E louca pra sentir aquilo de novo.

Então eu faço o que ninguém em sã consciência faria. Eu fico rodando pelas ruas da cidade quando eu devia estar na cama, descansando, só esperando mais um vislumbre do meu salvador.
Ele não me decepciona.
Ele me encurrala e me faz sentir coisas que eu não deveria estar sentindo, porque eu estou num relacionamento.
Eu anseio pelo toque dele; eu abro as pernas quando eu devia usá-las pra correr bem longe, pra bem longe.

Alguém está me seguindo.
E eu gosto disso.
Grávida de um Lobisomem

Grávida de um Lobisomem

13.5k Visualizações · Atualizando · J Landim
Em uma vila simples, algo chama a atenção dos moradores, eles acreditam que o reino está amaldiçoado, as mulheres não conseguem mais conceber e pensam que a humanidade vai perecer.
O mundo se tornou infestado de monstros e todos temem um grande mal, entre todos esses eventos, apenas duas famílias conseguirão procriar. Em um momento de clímax, uma jovem mulher fica grávida, e quando descobre que o pai de seu filho é uma das criaturas, sua vida vira de cabeça para baixo...
Para que a vida da jovem mulher não esteja em perigo, ela terá que aceitar um contrato de casamento com o homem com quem dormiu apenas uma vez.