RENASCIDA

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Dabby Judith · Atualizando · 175.0k Palavras

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Introdução

"Alda, você está bem?" Ele perguntou, olhando para mim preocupado. Eu olhei diretamente nos olhos dele antes de meu olhar cair para seus lábios, e então um sorriso surgiu no meu rosto. Comecei a passar minhas mãos pelo peito dele enquanto traçava seus músculos com os dedos. Ele me olhou confuso, mas não dei a chance de ele fazer perguntas antes de selar nossos lábios juntos.

Eu suguei seu lábio superior enquanto pegava suas mãos e as envolvia ao redor da minha cintura, enquanto eu circulava as minhas ao redor do pescoço dele. Afastei-me e o encarei antes de sussurrar "Me beija" para ele.

"Alda." Ele disse meu nome enquanto gemia, então me beijou, não gentilmente, mas com fome. Ele sugou meus lábios enquanto os mordia. Eu o beijei de volta enquanto nossas línguas se perseguiam.

Eu sentia cada parte do meu corpo queimando de pressão. Quando nos afastamos, estávamos ambos lutando para respirar. Ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, sugando e mordiscando minha pele. Ele beijou seu caminho até meu ombro enquanto deslizava minha camisola sem mangas do meu corpo, que caiu aos meus pés, me deixando apenas de calcinha.

Ele me olhou com fome e desejo, exatamente como eu sentia por ele. Fiquei na ponta dos pés, pressionando um beijo em suas bochechas, mandíbula e pescoço. Ele gemeu como se estivesse tentando manter o autocontrole. Senti sua mão envolver minha cintura, me abraçando com força. Estar pele a pele com ele estava me deixando louca.

"Alda, se você continuar fazendo isso, eu não vou conseguir parar." Ele disse com a voz rouca quando continuei mordiscando e pressionando beijos em seu pescoço. Guiei suas mãos até meus seios.

"Não pare," sussurrei para ele antes de selar nossos lábios juntos.


Você já foi traído pelas pessoas em quem mais confiava no mundo? Bem, isso aconteceu comigo. Eu era uma garota jovem e ingênua cuja bondade foi usada contra ela.

Mesmo enquanto eu estava no topo do penhasco de onde fui empurrada—o penhasco que acabou com minha vida—eu não conseguia sentir nada. Quando finalmente comecei a ter um pouco de sentimento no meu coração, simplesmente não conseguia defini-lo. Senti a raiva consumir minha mente e sentidos enquanto tudo o que aconteceu comigo passava diante dos meus olhos.

"Espere só, Seth, eu vou te mostrar como é sentir o inferno na terra. Vou te arrastar para o mesmo inferno em que você me deixou."

Capítulo 1

Eu estava na varanda da minha casa, com uma taça de vinho na mão, refletindo sobre a minha vida, tentando desesperadamente descobrir em que momento tudo tinha dado errado.

O que aconteceu com a minha vida? Como eu fui parar assim?

— Alda.

Eu me virei e vi a minha mãe parada atrás de mim.

— Oi, mãe.

— O que foi, querida? Você parecia tão distante quando eu entrei. E desde quando você começou a beber?

— Fica tranquila, mãe, não é bebida alcoólica. Há quanto tempo você está aqui?

— Tempo suficiente pra saber que tem alguma coisa te incomodando. O que foi? O Seth não está te tratando bem? Ele está te dando trabalho?

— Não, mãe, o Seth tem sido tudo pra mim.

Eu não acreditava que tinha acabado de dizer aquilo.

Eu olhei minha mãe bem nos olhos e menti.

Eu simplesmente não podia arrastá-la pro meu inferno. Eu sempre tinha sido a filha perfeita, e a ideia de decepcionar meus pais me apavorava. Eu sempre via aquela confiança inabalável no olhar deles, e me destruiria se um dia eu virasse o motivo de aquela confiança diminuir.

— Você está com uma cara preocupada. Eu te conheço bem demais, Alda. Quando você fica assim, viajando, é porque tem alguma coisa te consumindo por dentro.

— Mãe, eu estou bem — eu garanti.

Nessa hora, meu celular tocou.

Era o meu motorista.

Isso só podia significar uma coisa.

Eu tinha que voltar.

Voltar pra minha condenação.

Voltar pro meu inferno.

— Mãe, eu tenho que ir. Diz pro pai que eu passo pra ver ele no escritório.

— Alda, espera.

Ela veio até mim e segurou minhas mãos.

— Mãe, o que foi?

— Alda, me perdoa se em algum momento você sentiu que a gente te empurrou pra casar com o Seth. Eu sei que seu pai e eu não fomos os melhores pais, mas a gente sempre quis o que era melhor pra você.

— Mãe, você não precisa me pedir desculpa. Vocês dois me deram tempo suficiente pra conhecer o Seth antes de eu casar com ele.

Eu engoli em seco.

— Eu amo o Seth. Foi por isso que eu casei com ele.

— Você é feliz com ele?

Eu assenti, lutando pra segurar as lágrimas que ameaçavam escorrer pelo meu rosto.

— Mãe, eu preciso ir. Te vejo mais tarde, tá?

— Tá. Se cuida.

No instante em que virei de costas pra ela, eu deixei as lágrimas caírem.

Como eu ia explicar pra ela que o Seth — o homem que eu tinha amado tão profundamente, o homem que eu tinha valorizado com tudo o que havia em mim — tinha mudado?

Ele agora era o completo oposto de quem era.

Ele ficava na rua até tarde e voltava todas as noites fedendo a álcool. Ele não comia mais a minha comida e, pior de tudo… ele não fazia mais amor comigo.

Eu não conseguia entender em que momento tudo tinha dado errado.

A gente só estava casado havia seis meses. O Seth tinha sido apenas um homem gentil e amoroso comigo.

Mas tudo mudou depois que ele foi a uma reunião na Califórnia.

Eu simplesmente não entendia o que tinha acontecido enquanto ele estava fora.

— Vamos, Albert.

— Sim, senhora.

Quanto mais a gente se aproximava da nossa casa, mais ansiosa eu ficava.

Eu devia mesmo chamar aquilo de lar?

Um lar deveria trazer conforto, acolhimento… paz.

Mas tudo o que eu sentia dentro daquelas paredes era exatamente o contrário.

— Senhora, chegamos.

A voz do Albert me tirou dos meus pensamentos.

Eu agradeci, saí do carro e subi para arrumar a mesa do jantar.

Tirei o vestido imediatamente e comecei a preparar o prato favorito do Seth — peixe à putanesca.

Eu só esperava que ele chegasse em casa na hora certa, antes de a comida esfriar.

Quando terminei de pôr a mesa, subi pra tomar um banho enquanto esperava o Seth voltar.

Eu estava diante do espelho do meu quarto, secando o cabelo, quando de repente ouvi barulhos altos vindo de baixo.

Meu coração disparou.

Eu desci correndo na mesma hora, sem me importar por estar só de roupão nem por meus pés descalços estalarem no chão frio.

O barulho vinha da sala de jantar.

Eu entrei pra ver o que tinha causado a confusão, e o ar travou na minha garganta.

Seth estava no meio do cômodo.

A comida que eu tinha feito estava espalhada por toda parte.

A sala de jantar era um desastre.

Cacos de vidro cobriam o chão, e meus pratos caros de cerâmica estavam estilhaçados em pedaços.

Ele estava de costas pra mim.

Eu não conseguia ver o rosto dele.

— Amor… o que está acontecendo?

— Você está mesmo me perguntando isso?

Ele se virou pra mim, com a raiva queimando visivelmente nos olhos.

Por que ele estava tão furioso?

O que tinha acontecido no trabalho para deixá-lo tão furioso assim?

— Tenho certeza de que a gente pode conversar sobre isso, se alguma coisa estiver te incomodando.

— Conversar? — ele rosnou. — Você acha mesmo que conversar resolve isso?!

Ele gritou bem na minha cara.

Senti meus joelhos fraquejarem.

Por que ele estava agindo assim?

— Tenho certeza de que, se você me disser o que é, eu posso te ajudar a resolver. A sua empresa está com problemas? Eu posso falar com os meus pais, e eles podem ajudar a gente.

— Você acha mesmo que eu quero o dinheiro dos seus pais? — ele retrucou, ríspido. — Seu pai já olha pra mim como se eu fosse algum mendigo que não merece a princesinha perfeita dele.

— Seth, isso não é verdade. Meus pais gostam de você. Eles te aceitaram como genro.

— Eu nem te culpo — ele zombou. — Você vive presa nesse seu mundinho perfeito e acha que a vida é assim pra todo mundo.

— Tá… desculpa — eu disse depressa. — Desculpa por não te entender. Por favor, só me diz o que está acontecendo pra eu poder ajudar. Eu quero o meu Seth de volta. Isso… isso não é você.

— Então acho que você não me conhece de verdade.

Ele virou para ir embora, mas eu segurei a mão dele.

— Por favor… eu quero meu marido de volta. Eu quero de volta o meu marido gentil, carinhoso. A gente não pode voltar pra vida tranquila que tinha antes?

— Tira as mãos de mim.

Ele me empurrou.

Eu cambaleei para trás e caí no chão com força.

Uma dor aguda rasgou minha perna.

Uma das garrafas quebradas tinha cortado a minha pele.

Ele não se importou por ter me derrubado.

Nem se deu ao trabalho de olhar para trás.

Apenas foi embora.

Onde foi que tudo deu errado?

Por que parecia que meu marido tinha virado um completo estranho?

Eu me obriguei a levantar, enxugando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.

Eu merecia mesmo isso?

Consegui me arrastar até o kit de primeiros socorros e comecei a limpar o ferimento.

Nessa hora, meu celular começou a tocar.

Era a Annaliese.

— Oi, Anna…

— Alda, o que foi? Por que você está falando assim?

— Anna… eu vou enlouquecer. Por favor, vem pra cá antes que eu desmorone de vez.

— Me dá alguns minutos. Eu já estou indo. Não desliga, tá?

— Tá.

Ela ficou na linha comigo o tempo todo, falando baixinho, até chegar.

— Meu Deus…

A voz dela encheu o ambiente no instante em que ela entrou.

— O que aconteceu aqui? Por que você está sangrando? Onde o Seth está?

Eu não consegui responder.

No segundo em que eu a vi, eu desabei em lágrimas.

Anna me abraçou enquanto eu chorava sem controle.

Ela fez carinho nas minhas costas em movimentos circulares, tentando desesperadamente me acalmar.

— Ei… tá tudo bem. Por que você está sentada no chão, cercada de pratos e vidro quebrados? Alguém entrou aqui? Vocês foram assaltados?

— Não.

— Então o que aconteceu?

— O Seth voltou… e estava com muita raiva. Eu estava no banho quando isso aconteceu.

Minha voz falhou.

— Anna, eu estou confusa. O que aconteceu com ele?

Ele não era assim. Ele mudou, e nada do que eu faço deixa ele feliz. Ele nem fala comigo… nem come a minha comida.

— Ah, querida… vai ficar tudo bem.

Ela enxugou minhas lágrimas com delicadeza.

— Não se culpe por isso. Tenho certeza de que ele vai acabar caindo em si. Talvez esteja com problemas no trabalho.

— Mas por que ele não fala comigo? — eu sussurrei, com dor. — Ele me contava tudo. Quando estava passando por dificuldade, ele sempre vinha até mim, e a gente resolvia as coisas juntos.

— As pessoas mudam, Alda. Quanto mais cedo você aceitar isso, mais leve esse peso vai ficar.

A voz dela ficou mais suave.

— Você não é responsável pela decisão do Seth de mudar.

Foi uma escolha dele.

Então para de se culpar.

— Anna… eu só quero meu marido de volta.

Lágrimas novas escorreram pelo meu rosto.

— Eu faria qualquer coisa… qualquer coisa… só pra ter a vida que a gente tinha quatro meses atrás.

— Para de se culpar. E onde diabos o Seth está?

— Ele foi embora.

Ele só virou as costas e saiu andando.

— Eu vou ficar com você hoje.

Ela se levantou com cuidado.

— Agora deixa eu cobrir esse ferimento pra você poder se trocar. Seu cabelo ainda está pingando. Vai secar direito e colocar uma roupa quentinha enquanto eu limpo essa bagunça.

— Obrigada, Anna. Você é a melhor.

— Agora enxuga essas lágrimas e me dá um sorriso.

Eu consegui forçar um sorriso pequeno, mas ainda não conseguia parar de chorar.

Pelo menos… eu não estava sozinha.

Pelo menos eu tinha a Anna do meu lado numa hora dessas.

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**

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Estou me apaixonando pelo irmão do meu namorado.

**

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