
Sob a Proteção do Dono do Morro
jamilesalvatore · Atualizando · 30.9k Palavras
Introdução
Capítulo 1
Nunca gostei de festas.
As pessoas costumam achar que eu gosto porque sei sorrir na hora certa, conversar quando preciso e manter uma expressão tranquila mesmo quando estou contando os minutos para ir embora.
É um talento útil.
Principalmente para quem trabalha lidando com pessoas.
Mas a verdade é bem menos interessante.
Enquanto todo mundo dança, eu observo.
Enquanto brindam, eu reparo em quem exagerou na bebida.
Enquanto riem, eu identifico quem está fingindo estar bem.
A técnica de enfermagem nunca sai de mim.
Nem mesmo nas minhas folgas.
— Você está fazendo aquela cara de novo.
Virei o rosto na direção da voz.
Bianca me encarava com uma taça de espumante na mão e um sorriso divertido estampado no rosto. O vestido verde-escuro brilhava sob as luzes da cobertura, e os cachos soltos balançavam sempre que ela gesticulava.
Ela parecia completamente à vontade naquele ambiente.
Eu, não.
— Que cara? — perguntei, levando o copo de refrigerante aos lábios.
Ela estreitou os olhos, como se estivesse me analisando.
— A cara de quem veio fazer plantão.
Não consegui evitar um sorriso.
— Estou relaxada.
Ela soltou uma gargalhada.
— Relaxada?
Apontou discretamente para mim.
— Você já observou o garçom três vezes, conferiu se aquela senhora estava passando mal e olhou para o relógio pelo menos umas cinco vezes desde que chegamos.
Pisquei.
Ela não estava errada.
Segui seu olhar até uma mesa próxima, onde um senhor tentava, sem sucesso, convencer a esposa de que ainda conseguia dançar como aos vinte anos. Dois garçons cruzavam o salão equilibrando bandejas repletas de taças delicadas, enquanto um casal discutia em voz baixa perto da varanda, acreditando que ninguém percebia.
Eu percebia.
Sempre percebia.
— É força do hábito — respondi.
Bianca balançou a cabeça, resignada.
— Um dia eu ainda descubro como desligar esse botão da sua cabeça.
Olhei ao redor.
A festa ocupava toda a cobertura de um dos hotéis mais luxuosos da cidade. O piso de mármore refletia as luzes douradas espalhadas pelo ambiente, enormes arranjos de flores decoravam as mesas e um DJ mantinha a música eletrônica em um volume suficiente para obrigar as pessoas a falarem mais alto.
Garçons passavam oferecendo espumantes importados, coquetéis coloridos e pequenos pratos cuidadosamente montados.
Tudo parecia caro.
Elegante.
Perfeitamente planejado.
Eu me sentia completamente deslocada.
Meu vestido azul-marinho era bonito, mas simples perto das roupas de grife que circulavam pelo salão. Os saltos já começavam a incomodar meus pés, e eu daria qualquer coisa para estar usando meu velho tênis branco.
— Ainda dá tempo de fugir — murmurei.
Bianca ouviu.
Claro que ouviu.
Ela sempre ouvia.
— Nem pense nisso.
Cruzou o braço com o meu antes que eu desse qualquer passo.
— Você trabalha demais.
— Trabalho porque gosto.
— Trabalha porque esquece de viver.
Sorri de lado.
— Dramática.
— Realista.
Ela inclinou a cabeça.
— Faz quanto tempo que você não sai?
Pensei por alguns segundos.
Mais do que gostaria de admitir.
— Algumas semanas.
Ela riu.
— Nanda...
— O quê?
— Foram quase três meses.
Meu sorriso desapareceu.
Três meses?
Nem eu tinha percebido.
Respirei fundo.
Talvez Bianca tivesse razão.
Só um pouquinho.
— Vou pegar uma água.
Ela fez uma expressão de quem acabara de ouvir a maior ofensa do mundo.
— Água?
Assenti.
— Sim.
— Em uma festa?
— Alguém precisa continuar sóbria.
Ela levou a mão ao peito.
— Você realmente nasceu com oitenta anos.
Empurrei levemente seu ombro.
— E você nasceu sem nenhum instinto de sobrevivência.
Ela apenas deu outra risada.
Afastei-me antes que ela começasse mais um discurso sobre aproveitar a vida.
O ar perto da varanda era mais fresco.
Uma brisa suave entrava pela área aberta da cobertura, trazendo o cheiro da chuva que ameaçava cair sobre a cidade. Apoiei uma das mãos na bancada de mármore enquanto observava as luzes dos prédios iluminando a noite.
Por alguns segundos...
Consegui respirar.
Sem música alta.
Sem conversas cruzadas.
Sem a sensação de estar fora do lugar.
Foi então que ouvi.
— Me solta!
A voz feminina cortou o ambiente como uma lâmina.
Meu corpo inteiro reagiu antes mesmo de minha mente entender o que estava acontecendo.
Virei rapidamente.
Os sons da festa pareceram desaparecer.
Passei os olhos pelo salão até encontrar a origem daquele grito.
Uma jovem, provavelmente com pouco mais de vinte anos, tentava puxar o próprio braço de volta enquanto um homem alto segurava seu pulso com força.
Ela dizia alguma coisa.
Não consegui ouvir.
Mas seus olhos...
Estavam cheios de lágrimas.
Ela tentava se afastar.
Ele apenas sorria.
Ao redor deles, algumas pessoas diminuíam o ritmo da conversa para observar a cena.
Outras desviavam os olhos.
Ninguém fazia absolutamente nada.
Meu estômago se contraiu.
Respirei fundo.
"Não se envolva."
Era exatamente isso que qualquer pessoa sensata faria.
Chamaria um segurança.
Esperaria alguém agir.
Mas eu nunca consegui ignorar alguém pedindo ajuda.
Deixei o copo sobre uma mesa e comecei a atravessar o salão.
Meu coração acelerava a cada passo.
Não por coragem.
Por medo.
Porque eu não fazia ideia de quem era aquele homem.
Nem do que ele poderia fazer.
Ainda assim...
Continuei andando.
Parei a poucos passos deles.
— Ela mandou você soltar.
Minha voz saiu firme.
Mais firme do que eu me sentia.
O homem virou lentamente o rosto na minha direção.
Foi impossível não reparar na aparência impecável.
O terno escuro parecia feito sob medida.
O relógio em seu pulso certamente custava mais do que meu carro.
Os cabelos estavam perfeitamente arrumados.
O sorriso...
Era frio.
Calculado.
Daqueles que não alcançam os olhos.
Ele me analisou da cabeça aos pés antes de responder.
— Isso não é da sua conta.
Olhei novamente para a garota.
Ela balançava discretamente a cabeça, implorando em silêncio para que alguém a ajudasse.
Voltei a encará-lo.
— Agora é.
Dei mais um passo.
— Solte ela.
Por um breve instante, ninguém falou.
A música continuava tocando ao fundo, mas parecia distante.
As pessoas ao redor começaram a abrir espaço, formando um círculo silencioso.
O homem deu uma risada baixa.
Quase divertida.
— E quem vai me obrigar?
Meu coração batia tão forte que eu podia senti-lo na garganta.
Mesmo assim...
Sustentei seu olhar.
— Eu.
Por uma fração de segundo, algo mudou na expressão dele.
Surpresa.
Como se aquela resposta não estivesse nos planos.
Então seus dedos apertaram ainda mais o braço da garota.
Ela fez uma careta de dor.
Foi o suficiente.
Segurei o pulso dele com as duas mãos e o empurrei com toda a força que consegui.
Ele claramente não esperava reação.
Perdeu o equilíbrio.
O corpo bateu contra uma mesa repleta de taças e garrafas.
O som dos vidros se quebrando ecoou pela cobertura.
As taças explodiram no chão em dezenas de fragmentos brilhantes.
A música foi interrompida.
O salão mergulhou em um silêncio absoluto.
A garota aproveitou o instante de distração.
Puxou o braço com força.
E saiu correndo entre os convidados, desaparecendo em poucos segundos.
Um alívio rápido atravessou meu peito.
Pelo menos ela estava longe dali.
Mas a sensação durou muito pouco.
O homem se levantou devagar.
Sem pressa.
Sem elevar a voz.
Sem qualquer sinal de irritação.
Apenas ajeitou o paletó como se estivesse retirando um pouco de poeira da roupa.
Aquilo...
Aquilo me assustou muito mais do que um grito teria assustado.
Então ele sorriu.
Um sorriso pequeno.
Controlado.
Estranhamente calmo.
— Interessante.
A palavra ficou suspensa entre nós.
Interessante.
Era só isso que ele tinha a dizer depois de quase machucar uma garota?
Franzi a testa, tentando controlar a respiração. Meu coração ainda batia acelerado pela descarga de adrenalina, e minhas mãos começavam a tremer agora que tudo parecia ter acabado.
Ou talvez estivesse apenas começando.
— Interessante? — repeti, incrédula. — Você chama isso de interessante?
O homem passou os olhos pelos cacos de vidro espalhados pelo chão. Um garçom, completamente paralisado, ainda segurava uma bandeja vazia sem saber se deveria se aproximar.
Alguns convidados cochichavam.
Outros observavam a cena com a curiosidade de quem assiste a um espetáculo.
Ninguém dizia uma palavra.
— Faz muito tempo — respondeu ele, voltando a me encarar — que alguém ousou me enfrentar.
Sua voz era baixa.
Controlada.
Não havia raiva.
Não havia vergonha.
Apenas uma tranquilidade desconfortável.
Era como se tudo aquilo tivesse despertado seu interesse em vez de ofendê-lo.
Cruzei os braços, tentando esconder o tremor das mãos.
— Talvez porque as pessoas tenham medo de você.
Um dos cantos de sua boca se ergueu.
— E você?
Senti um nó se formar no estômago.
Eu tinha medo.
Muito.
A diferença era que, depois de anos trabalhando em hospitais, aprendi que o medo não podia decidir por mim quando alguém precisava de ajuda.
Engoli em seco.
— Não.
A mentira saiu firme.
Ele percebeu.
Pela forma como seus olhos permaneceram presos aos meus, tive certeza de que sabia exatamente o que acontecia dentro de mim.
Mesmo assim, não comentou.
Apenas deu mais um passo.
A distância entre nós diminuiu.
Seu perfume amadeirado misturava-se ao cheiro adocicado das flores da decoração e ao álcool derramado sobre o mármore.
Meu corpo inteiro ficou alerta.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ouvi passos apressados.
— Senhor Marcelo!
Um homem de terno preto surgiu entre os convidados. Devia ser um dos seguranças do evento.
Parou imediatamente ao lado dele, mantendo a cabeça baixa em sinal de respeito.
Foi naquele instante que o nome fez sentido.
Marcelo.
Marcelo Ferraz.
As reportagens passaram rapidamente pela minha memória.
Empresário.
Bilionário.
Fundador de um dos maiores grupos empresariais do país.
Presença constante em capas de revistas.
Patrocinador de projetos sociais.
O homem que a imprensa adorava chamar de exemplo de sucesso.
Olhei novamente para ele.
Era estranho pensar que alguém tão admirado em público pudesse agir daquela forma quando acreditava que ninguém importante estava olhando.
— Ela o agrediu, senhor — disse o segurança, indignado.
Marcelo levantou a mão discretamente.
O homem se calou na mesma hora.
A obediência foi instantânea.
Aquilo dizia muito sobre quem ele era.
Marcelo não desviou os olhos de mim em nenhum momento.
Era como se o restante da cobertura tivesse desaparecido.
Como se existíssemos apenas nós dois.
— Qual é o seu nome?
A pergunta me pegou de surpresa.
Cruzei ainda mais os braços.
— Não interessa.
Ele sorriu de novo.
Dessa vez, havia algo diferente naquele sorriso.
Algo frio.
Paciente.
— Descubro sozinho.
Um arrepio percorreu minha coluna.
Meu instinto dizia que aquela conversa precisava terminar imediatamente.
Antes que eu pudesse responder, ouvi alguém chamar meu nome.
— Nanda!
Virei o rosto.
Bianca atravessava o salão quase correndo. A preocupação estampada em seu rosto era evidente.
Assim que chegou perto, segurou meu braço com força.
— Você está bem?
Assenti.
— Estou.
Ela olhou rapidamente para Marcelo e depois voltou a me encarar.
— Vamos embora.
Não discuti.
Pela primeira vez naquela noite, concordei com ela sem fazer nenhuma piada.
Enquanto caminhávamos em direção ao elevador, senti a mesma sensação incômoda de antes.
Como se alguém me observasse.
Olhei discretamente por cima do ombro.
Marcelo continuava exatamente onde estava.
As mãos nos bolsos.
A postura relaxada.
Os olhos fixos em mim.
Ele não piscava.
Não sorria.
Apenas observava.
As portas do elevador se fecharam.
Só então consegui soltar o ar que estava prendendo.
---
O silêncio dentro do carro durou menos de dois minutos.
Bianca ligou o motor com movimentos bruscos e saiu do estacionamento mais rápido do que costumava dirigir.
Assim que entramos na avenida iluminada, ela explodiu.
— Você enlouqueceu?
Olhei pela janela.
As luzes da cidade passavam depressa do lado de fora, refletindo no vidro.
— Acho que não.
Ela soltou uma risada nervosa.
— Acha?
Virou rapidamente para me olhar antes de voltar a atenção para a rua.
— Nanda, você enfrentou um homem cercado de seguranças!
— Ele estava machucando aquela garota.
— Eu sei!
Ela apertou o volante.
— Mas aquele homem era o Marcelo Ferraz!
Suspirei.
Ainda sentia a adrenalina correndo pelo corpo.
— Continua sendo um idiota.
Bianca balançou a cabeça lentamente.
— Você realmente não faz ideia de quem ele é.
Encostei a cabeça no banco.
O cansaço finalmente começava a pesar.
— Também não faço questão.
Naquele momento...
Eu realmente acreditava nisso.
Achei que aquela seria apenas uma lembrança desagradável.
Uma situação estranha para comentar com minhas colegas de trabalho.
Algo que desapareceria depois de alguns dias.
Eu não fazia ideia do tamanho do erro que estava cometendo.
---
Na cobertura do hotel, o silêncio voltou a dominar o ambiente.
Funcionários recolhiam cuidadosamente os cacos de vidro enquanto os convidados tentavam retomar as conversas interrompidas.
Marcelo permanecia próximo à varanda.
As mãos apoiadas no parapeito de vidro.
Os olhos acompanhavam as luzes dos carros que deixavam o estacionamento.
Um de seus seguranças aproximou-se com cautela.
Esperou alguns segundos antes de falar.
— Senhor...
Marcelo não respondeu.
Continuou olhando para a cidade.
— Quer que descubram quem era a moça?
Dessa vez ele sorriu.
Lentamente.
Sem desviar o olhar da avenida.
— Quero tudo.
Sua voz saiu calma.
Fria.
— Nome.
Fez uma breve pausa.
— Endereço.
Outra.
— Família.
Os dedos tocaram distraidamente um pequeno corte em sua mão, causado pelos cacos de vidro.
Uma gota de sangue surgiu na ponta do polegar.
Ele a observou com curiosidade.
— Amigos.
Trabalho.
Rotina.
Quero saber onde ela mora, para onde vai, quem ama e em quem confia.
O segurança apenas assentiu.
— Sim, senhor.
Marcelo esfregou o sangue entre os dedos antes de voltar a olhar par
a a cidade.
Havia um brilho diferente em seus olhos.
Não era raiva.
Também não era desejo de vingança.
Era interesse.
Um interesse perigoso.
— Faz muito tempo...
Murmurou para si mesmo.
— Que alguém tem coragem de olhar para mim sem abaixar a cabeça.
Seu sorriso tornou-se ainda mais discreto.
Ainda mais frio.
— Finalmente encontrei alguém interessante.
Muito longe dali, enquanto o carro de Bianca desaparecia pelas ruas da cidade...
Eu acreditava que aquela noite tinha acabado.
Não imaginava que, sem perceber, havia acabado de entrar no campo de visão do homem mais obstinado que já conheceria.
E que sair dele seria muito mais difícil do que enfrentá-lo.
Últimos Capítulos
#20 Capítulo 20 Capítulo 20 - O peso da culpa
Última Atualização: 9/10/2026#19 Capítulo 19 Capítulo 19 - O peso de um império
Última Atualização: 9/10/2026#18 Capítulo 18 Capítulo 18 - Talvez não seja como antes
Última Atualização: 9/10/2026#17 Capítulo 17 Capítulo 17 - O inimigo invisível
Última Atualização: 9/10/2026#16 Capítulo 16 Capítulo 16 - A linha foi cruzada
Última Atualização: 9/10/2026#15 Capítulo 15 Capítulo 15 - A casa dele
Última Atualização: 9/10/2026#14 Capítulo 14 Capítulo 14 - Guerra silenciosa
Última Atualização: 9/10/2026#13 Capítulo 13 Capítulo 13 - A mulher que ele não pode tocar
Última Atualização: 9/10/2026#12 Capítulo 12 Capítulo 12 - A decisão
Última Atualização: 9/10/2026#11 Capítulo 11 Capítulo 11 - Você demora para decidir
Última Atualização: 9/10/2026
Você Pode Gostar 😍
De Melhor Amigo a Noivo
Savannah Hart achava que tinha superado Dean Archer—até sua irmã, Chloe, anunciar que vai se casar com ele. O mesmo homem que Savannah nunca deixou de amar. O homem que a deixou de coração partido… e agora pertence à sua irmã.
Uma semana de casamento em New Hope. Uma mansão cheia de convidados. E uma madrinha de casamento muito amarga.
Para sobreviver a isso, Savannah leva um acompanhante—seu encantador e bem-apessoado melhor amigo, Roman Blackwood. O único homem que sempre esteve ao seu lado. Ele deve um favor a ela, e fingir ser seu noivo? Fácil.
Até que os beijos de mentira começam a parecer reais.
Agora Savannah está dividida entre manter a farsa… ou arriscar tudo pelo único homem por quem ela nunca deveria ter se apaixonado.
Desalmada
Ligada ao Alfa Instrutor Dela
Semanas depois, nosso novo instrutor de combate Alfa entra na sala. Regis. O cara da floresta. Os olhos dele se fixam nos meus, e eu sei que ele me reconhece. Então o segredo que venho escondendo me acerta como um soco: estou grávida.
Ele vem com uma proposta que nos liga ainda mais. Proteção… ou uma prisão? Os sussurros ficam venenosos, a escuridão se fecha ao redor. Por que eu sou a única sem lobo? Ele é a minha salvação… ou vai me arrastar para a ruína?
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo
Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.
Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.
Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.
June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.
Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.
Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.
Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.
Aliança com o Mafioso
Sozinha e consumida pelo luto, ela precisa encontrar forças para continuar, principalmente porque ainda existe alguém que depende dela: sua irmã mais nova. Sabendo que o perigo não terminou e que sua família continua sendo um alvo, ela abandona seus medos e decide lutar contra aqueles que destruíram sua vida. O desejo de justiça se transforma em uma obsessão, e cada passo que dá a aproxima de um caminho sem volta.
Determinada a se vingar, ela descobre que a única maneira de chegar perto do homem responsável pela tragédia é através de seu próprio filho, Alexei Corleone. Herdeiro de um império construído sobre poder e violência, Alexei carrega o peso do sobrenome e também os próprios conflitos com o legado de sua família.
Entre eles existe uma história marcada pelo ódio, pela desconfiança e por uma guerra antiga entre dois clãs inimigos. No entanto, quando circunstâncias inesperadas os colocam lado a lado, uma aliança improvável começa a surgir. O plano inicial é simples: unir forças para destruir o verdadeiro inimigo e garantir a proteção de sua irmã.
Mas para isso, ela terá que fazer o impensável: se casar com o filho do homem que arruinou sua vida. Um casamento baseado em vingança, onde cada olhar esconde uma ameaça e cada sentimento pode se transformar em uma fraqueza.
Depois de Uma Noite com o Alfa
Eu achava que estava esperando pelo amor. Em vez disso, fui fodida por uma besta.
Meu mundo deveria florescer no Festival da Lua Cheia na Baía de Moonshade—champanhe borbulhando em minhas veias, um quarto de hotel reservado para mim e Jason finalmente cruzarmos aquela linha depois de dois anos. Eu vesti uma lingerie rendada, deixei a porta destrancada e me deitei na cama, coração batendo com uma excitação nervosa.
Mas o homem que entrou na minha cama não era Jason.
No quarto completamente escuro, afogada em um cheiro forte e picante que fazia minha cabeça girar, senti mãos—urgentes, ardentes—queimando minha pele. Seu grosso e pulsante pau pressionou contra minha boceta molhada, e antes que eu pudesse respirar, ele empurrou com força, rasgando minha inocência com uma força implacável. A dor queimava, minhas paredes se contraindo enquanto eu arranhava seus ombros de ferro, sufocando os soluços. Sons molhados e escorregadios ecoavam a cada golpe brutal, seu corpo implacável até ele estremecer, derramando quente e fundo dentro de mim.
"Isso foi incrível, Jason," consegui dizer.
"Quem diabos é Jason?"
Meu sangue gelou. A luz cortou seu rosto—Brad Rayne, Alpha da Matilha Moonshade, um lobisomem, não meu namorado. O horror me sufocou ao perceber o que eu tinha feito.
Eu corri para salvar minha vida!
Mas semanas depois, acordei grávida do herdeiro dele!
Dizem que meus olhos heterocromáticos me marcam como uma verdadeira companheira rara. Mas eu não sou loba. Sou apenas Elle, uma ninguém do distrito humano, agora presa no mundo de Brad.
O olhar frio de Brad me fixa: "Você carrega meu sangue. Você é minha."
Não há outra escolha para mim senão escolher esta prisão. Meu corpo também me trai, desejando a besta que me arruinou.
AVISO: Apenas para Leitores Maduros
A Aliança Arrogante do Bilionário
Ele levantou a cabeça abruptamente, seu rosto sério e frio. "Senhorita..."
"Lima," forneci meu nome porque ele estava me olhando como se eu estivesse desperdiçando seu tempo.
"Então, como posso ajudá-la, Senhorita Lima? Não temos o dia todo e eu tenho uma empresa para administrar." Ele me disse secamente.
"Ok, eu quero falar sobre minha irmã, se você sabe algo sobre o desaparecimento dela?" Perguntei enquanto olhava para o rosto dele.
O ar na sala esfriou, a tensão podia ser cortada com uma faca. Noah se recostou na cadeira, olhando para mim atentamente. "E por que exatamente eu saberia algo sobre sua irmã ou o desaparecimento dela?"
Respirei fundo enquanto fechava os olhos. "Porque você foi a última pessoa a vê-la."
Ansiosa para encontrar sua irmã desaparecida, Anna tem um encontro casual com Noah Wilder, um homem misterioso que oferece uma grande oportunidade. Mas ele é uma conexão ou um beco sem saída? Eles se aprofundam e descobrem uma verdade chocante, seus caminhos estão mais conectados do que nunca. Unidos pelo propósito compartilhado, Noah e Anna devem navegar por uma estrada traiçoeira de segredos, enquanto confrontam seus demônios. A verdade se torna dúbia, mas revela uma realidade surpreendente. O sangue faz você ser parente, mas a lealdade faz a família. Mergulhe em um conto de suspense, onde cada palavra esconde algo. E a linha entre aliado e adversário se confunde.
As Mentiras Que Herdamos
Mas a morte de Olivia não enterrou nada. Ela abriu uma porta.
Tudo começa com uma fotografia antiga. A partir dela, Hazel descobre que sua mãe não era apenas uma mulher em fuga. Olivia esteve envolvida em uma rede de denúncias contra uma das famílias mais poderosas de Manhattan, acusada de encobrir um incêndio que matou crianças, desaparecimentos suspeitos e adoções ilegais.
E o herdeiro dessa família é Ethan Calloway.
Frio, controlador e habituado a manter segredos enterrados, Ethan é exatamente o tipo de homem que Hazel deveria odiar. E, por tudo o que sua família representa, ela deveria mantê-lo longe.
Mas a atração entre os dois é tão intensa quanto as mentiras que cercam o passado de Olivia.
Enquanto investigam juntos cartas, testemunhas e documentos esquecidos, Hazel começa a perceber que sua mãe não foi apenas vítima. Ela foi uma das poucas pessoas que tentaram enfrentar homens poderosos para salvar inocentes. E que pagou um preço alto por isso.
Agora, Hazel precisa descobrir quem Olivia realmente foi antes que aqueles que destruíram sua mãe decidam que ela também sabe demais.
Mas há uma pergunta que a persegue mais do que qualquer outra.
Ethan é cúmplice das mentiras da família ou também foi vítima delas?
E a resposta pode ser ainda mais perigosa do que qualquer verdade que Hazel está procurando.
Depois do Caso: Caindo nos Braços de um Bilionário
No meu aniversário, ele a levou de férias. No nosso aniversário de casamento, ele a trouxe para nossa casa e fez amor com ela na nossa cama...
De coração partido, eu o enganei para que assinasse os papéis do divórcio.
George permaneceu despreocupado, convencido de que eu nunca o deixaria.
Suas mentiras continuaram até o dia em que o divórcio foi finalizado. Joguei os papéis no rosto dele: "George Capulet, a partir deste momento, saia da minha vida!"
Só então o pânico inundou seus olhos enquanto ele implorava para eu ficar.
Quando suas ligações bombardearam meu telefone mais tarde naquela noite, não fui eu quem atendeu, mas meu novo namorado Julian.
"Você não sabe," Julian riu ao telefone, "que um ex-namorado decente deve ser tão quieto quanto um morto?"
George rangeu os dentes: "Coloque ela no telefone!"
"Receio que isso seja impossível."
Julian depositou um beijo gentil na minha forma adormecida aninhada contra ele. "Ela está exausta. Acabou de adormecer."
O Delegado Corrupto
Respeitado pela imprensa, temido pelos criminosos e protegido por homens poderosos, ele construiu um império onde corrupção, violência e segredos caminham lado a lado. Ninguém toca em Marco. Ninguém o desafia. Porque todos sabem que homens como ele não perdem.
Até Diana aparecer.
Determinada a derrubar a rede criminosa que domina a cidade, a inspetora entra em um jogo muito maior do que imaginava. O problema é que, quanto mais se aproxima da verdade, mais se aproxima dele do homem frio, manipulador e irresistivelmente perigoso que parece enxergar cada fraqueza sua antes mesmo que ela perceba.
Entre investigações, ameaças, desejo proibido e traições, Diana descobre que a linha entre justiça e pecado pode desaparecer rápido demais. E se apaixonar pelo homem que deveria prender talvez seja o erro mais mortal da sua vida.
Dominada pelo Consigliere
Ela levantou virando as costas, soltando o ar com força comprimindo os lábios, apertando o objeto que estava prestes a engatilhado.
Maria Eduarda havia o rejeitado há quatro anos, só que agora, Maicon havia sido aquele escolhido para casar com ela, que tentava dia após dia, fazê-lo se arrepender, sem sucesso.
“Deixá-la agora seria desperdício, não me desfaço de nada que possuo, fique ciente!“ — ele a puxou de repente, fazendo com que a arma ficasse pendurada na ponta de seus dedos.
“Pra me possuir vai precisar de muito mais do que ter o meu corpo..." — sussurrou enquanto se sentia ser desarmada com facilidade por ele.
“Isso é o que vamos ver... até o diavolo tem medo de mim, italiana!"
A paixão secreta do CEO
Alexander Reed Blake, viúvo, filho mais velho, Herdeiro e presidente da renomada Reed & Blake - Elevate Architecture, é conhecido por ser rígido, meticuloso e obcecado por controle - enquanto tenta manter a vida nos eixos com três filhos que desafiam qualquer babá. E claro com uma paixão Secreta por sua secretária que ja dura quase dois anos.
Aneliese só precisava sobreviver a três dias.
Três dias de armadilhas, gritos, crianças diabólicas... e um cachorro desaparecido.
O que ela não esperava era que aqueles dias fossem apenas o começo.
O começo do caos, das provocações, das descobertas...
E do colapso cuidadoso das muralhas que ela e Alexander levaram anos para construir.












