Capítulo 6

POV da Riley

Antes que eu conseguisse dizer qualquer coisa, senti minhas costas baterem na porta e, em seguida, na parede. O corredor estava mal iluminado, o ar pesado de calor e expectativa. Mãos me seguraram enquanto bocas se chocavam contra a minha. Eu arquejei dentro do beijo, minhas pernas se enroscando em um deles por instinto.

Tudo virou um borrão de movimento e calor. Os corpos deles me cercavam — apertando, puxando, me tomando com aspereza. Eu não sabia quem me mantinha presa; só sabia que meu corpo reconhecia aquele toque, e ele me incendiava.

Os dedos dele deslizaram por baixo do meu vestido, roçando a parte de dentro da minha coxa. Eu me sobressaltei, gemendo baixo enquanto meu quadril se projetava pra frente. O mais frio me ergueu, as mãos firmes sob minhas coxas, me carregando pelo cômodo como se eu não pesasse nada.

Ele se jogou numa cadeira, me puxando pra baixo até me encaixar no colo dele, o vestido subindo. Os outros estavam ali, bem perto, olhando e esperando. Um deles alcançou minhas costas e desafivelou meu sutiã com facilidade, deixando-o cair no chão; o ar frio tocou minha pele, mas eu não senti vergonha. Eu me senti orgulhosa e desejada.

O homem sob mim soltou o cinto devagar, os olhos presos nos meus. O tilintar da fivela me arrancou arrepios pela coluna; quando ele empurrou o jeans pra baixo, eu congelei por um segundo, prendendo o fôlego.

Ele era grosso. Duro e muito pronto.

A mão dele deslizou entre nós, guiando-se contra mim enquanto eu me arqueava na direção dele, meu corpo já latejando. E então ele entrou.

O alongamento puxou um gemido grave da minha garganta. Eu me agarrei aos ombros dele, tentando recuperar o ar; cada nervo em mim vibrava enquanto as mãos dele seguravam minha cintura, me guiando devagar, e eu me movia lenta, fundo, faminta.

— Isso — ele murmurou, a voz áspera junto à minha orelha. — Do jeitinho assim. O Ethan não sabe o que deixou escapar.

Eu arquejei, rebolando contra ele. O calor se enrolou baixo no meu ventre. Os outros dois se aproximaram, as mãos roçando minhas laterais, minhas coxas; a presença deles era esmagadora. Eu estava cercada. Possuída. E pela primeira vez em meses — talvez anos — eu me senti desejada.

Desejada de verdade. E perigosamente.

Antes que eu conseguisse recuperar o fôlego, eles se juntaram mais ao meu corpo; um pegou minha mão esquerda, o outro a direita, guiando meus dedos em torno dos paus duros e grossos deles, lambuzados de pré-gozo.

A pele deles estava quente sob minhas palmas, veias pulsando de vida. Eu comecei a mover as mãos devagar, acompanhando o ritmo do homem enterrado fundo dentro de mim.

O quadril dele deu um tranco forte, e eu arquejei quando uma onda de prazer me atravessou. Os piercings no pau dele rasparam deliciosamente nas minhas paredes, me fazendo tremer. O gemido dele foi baixo e áspero, vibrando dentro de mim.

— Porra, você é tão apertada — ele rosnou, me segurando firme para que cada centímetro dele pressionasse. — Você tá pingando pra gente, tá?

Eu mordi o lábio e assenti, a respiração acelerando. Os outros dois gemeram nas minhas mãos, os quadris tremendo enquanto eu aumentava o ritmo, minhas unhas marcando de leve a pele deles.

— Você gosta disso, né? Receber nós três, do jeito que você é, uma putinha gostosa — o homem de olhos âmbar sussurrou no meu ouvido, o hálito quente e intoxicante.

As palavras dele acenderam um fogo dentro de mim. Eu me inclinei, apertando mais forte, os olhos fechados enquanto o prazer subia.

O homem de olhos cinza-escuros pressionou contra minhas costas, deslizando uma mão pra baixo até segurar meu peito, enquanto o polegar circulava meu mamilo, me atravessando com faíscas agudas.

— Deuses...~~ Riley — ele murmurou, a voz densa e rouca. — Você tá recebendo a gente tão bem...

Eu soltei o ar engasgado. — S—sim — eu gemi, mal conseguindo falar.

O homem de olhos âmbar se moveu para trás de mim, a respiração dele fazendo cócegas no meu pescoço.

— Você vai implorar pra gente, não vai? Implorar pra ter todos nós.

Eu estremeci quando os dedos dele deslizaram pela minha pele, as unhas provocando só o suficiente pra arder. Meu corpo tremeu sob a tempestade de sensações.

— Eu quero tudo — eu disse, a voz trêmula, mas firme. — Me pega. Vocês todos. Faz eu esquecer de tudo.

O homem embaixo de mim agarrou meus quadris com força, me puxando mais pra cima enquanto investia mais fundo e num ritmo constante. Cada pulso dentro de mim acendeu, cada centímetro do meu corpo vivo de calor.

— Isso, vai, monta em mim, gostosa — ele rosnou, carregado de desejo. — Me mostra que você não é a esposa chata dele.

Eu empurrei de volta com força, sentindo ele me preencher; cada estocada mandava onda atrás de onda de prazer. Minhas mãos acariciaram os outros dois, os corpos deles tremendo sob o meu toque.

Eles se moviam comigo, as mãos explorando cada curva do meu corpo, cada pedacinho. O homem de olhos âmbar encostou a boca no meu pescoço, mordendo de leve.

Cane enfiou uma mão entre as minhas pernas, os dedos escorregando pra dentro de mim enquanto eu acariciava os paus deles. A mistura de sensações me deixou tonta.

Eles não hesitaram quando o frio intensificou o movimento dos quadris, estocando mais forte; os piercings raspavam dentro de mim a cada investida. Os outros dois se apertaram mais contra mim, as mãos me explorando ainda mais. A respiração deles queimava na minha pele.

— Porra, você é boa pra caralho — o frio rosnou, a voz áspera. — Eu quero te ouvir gritar os nossos nomes. Quer saber eles, hein?

Eu joguei a cabeça pra trás, arfando enquanto ele entrava mais fundo e mais rápido.

— Meu Deus, sim. Por favor, mais forte. Não para.

Ele não diminuiu. Me puxou pra baixo com ainda mais força, segurando meus quadris como se eu fosse dele.

Eu estava perdida — queimando de vontade, presa no calor, no toque, nas palavras sujas enchendo o quarto.

— Goza pra gente — o homem de olhos escuros sussurrou bem perto, apertando meu seio. — Deixa a gente te ouvir gritar.

Eu nem precisei ouvir duas vezes. O prazer me atingiu de uma vez, me sacudindo por dentro.

Eles me sustentaram, os corpos quentes e escorregadios contra o meu. O quarto ecoou com respirações pesadas e o som da nossa pele roçando, subindo e descendo em KPA. KPA. KPA.

Então a voz do frio cortou a névoa, quente e provocadora:

— Você quer saber os nossos nomes, né? Você vai gemer eles enquanto a gente te fode — todos de uma vez, dessa vez.

— Eu sou o Gunnar.

Ele fez um gesto com a cabeça pros outros.

— Aquele é o Caden — disse, apontando pro mais magro — e esse é o Cane, acho que você já sabe.

Eu pisquei, tentando absorver tudo. Aqueles nomes... eu já tinha ouvido antes.

Os olhos de Gunnar brilharam.

— Você conhece os irmãos CCG, não conhece?

Minha respiração travou.

— Espera... vocês não são os infames Alfas CCG de Crescent Hollow, né? — perguntei, torcendo pra não ser verdade. Torcendo pra não ser o que eu estava pensando.

Os Alfas motoqueiros perigosos de quem todo mundo cochichava? Não. Nem fudendo.

Eles sorriram de canto, aproveitando meu choque.

A voz de Gunnar baixou, um aviso em cada palavra:

— É, somos nós.

Meu coração disparou. Perguntas giravam na minha cabeça. O que eu estava fazendo ali? Ethan sempre falava deles — eram amigos próximos dele. Como eu não tinha percebido? Eu tinha bebido demais?

Desejo e medo lutavam dentro de mim.

A voz de Gunnar me trouxe de volta, baixa e mandona, enquanto ele metia mais forte em mim.

— E tenho certeza de que você sabe a parte mais interessante, Riley: a gente é o melhor amigo do Ethan. O que faz esse seu casamentinho aberto... ser perfeito.

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