
Um Amor Inesperado
Kelly Cristina Silva · Atualizando · 61.9k Palavras
Introdução
"E quem disse que você é uma delas?" ele morde meu lábio, me fazendo arfar. "Você é melhor, você é única." ele diz e com isso, eu me entrego aos seus braços, permitindo que ele me beije como nunca fui beijada antes.
Aquela sensação que o Zac me deu quando tocou meus lábios mais uma vez me fez sentir tão ousada e atrevida como nunca me senti. Me deu uma onda de adrenalina para fazer algo que era proibido e delicioso ao mesmo tempo. E como eu sempre disse desde o começo, ele trouxe à tona coisas em mim que eu odiava, uma parte de mim que eu detestava.
Mas naquele momento, eu amei.
Capítulo 1
Dezessete de setembro de dois mil e vinte e um
Sete horas da noite e dois minutos
A vida é cheia de escolhas, altos e baixos, lágrimas e alegria, ódio e perdão. Amor e ilusão.
"Cassie, você não vai descer para comer?" disse minha tia enquanto batia na porta do meu quarto.
"Claro que vou, Alicia! Pode entrar." Assim que eu disse isso, ela entrou.
"Bem, Austin e eu estamos esperando por você," ela disse.
"O Austin já voltou do treino na escola?" perguntei.
"Sim, ele chegou todo suado. Eu disse para ele tomar um banho rápido, não sou tão exigente. Assim que eu estava prestes a te chamar, ele desceu cheirando bem." Ela me contou, Austin tem o hábito de se perfumar até na hora de dormir.
"Como sempre, né? Vou só me trocar e já desço." Eu disse, entrando no closet.
"Tá bom, querida!" Ela me deu um beijo na bochecha e saiu.
Alicia é a melhor tia que alguém poderia ter! Ela tem um filho de dezessete anos. Eu sou um ano mais nova que ele, porque minha mãe também se casou muito jovem, assim que engravidou. Alicia teve ele muito jovem, com cerca de dezoito anos, é solteira e mora aqui em Londres há dez anos. Acho ótimo ter uma tia de trinta e cinco anos que parece ter vinte e cinco. Alicia é linda. Muitas pessoas dizem que eu pareço com ela, mas honestamente, eu não acho. Minha tia é linda, ao contrário de mim.
Austin, meu primo super fofo, é um amor. Quando eles vieram para Londres, nos víamos poucas vezes, e mesmo assim ele é meu melhor amigo. Sempre confio nele. Sempre que me sentia triste, ligava para ele, ele podia estar ocupado com qualquer coisa, mas sempre deixava de lado o que estava fazendo para falar comigo. De certa forma, foi bom vir para cá porque vou estar perto dele, e o melhor, vou estudar na mesma escola que o Austin. Espero que essa University School London seja tão boa quanto dizem. Sim, cidade nova, escola nova, amigos novos, inimigos novos, meninos e meninas insuportáveis que acham que são donos do lugar.
Essa é minha vida desde que cheguei aqui no final do ano. Hoje é o início das aulas. Meu primeiro dia na University School London. Estou no terceiro ano. Meus pais tiveram a ideia maluca de me mandar para esse país gelado para passar um tempo com minha tia Alicia, mas tem sido bom, o que significa que ainda não conheci a pessoa que vai atormentar minha vida aqui em Londres. Sabe, estou com medo do que vai acontecer. Não me dou bem com as pessoas, ou melhor, são as pessoas que não se dão bem comigo, porque não aguento mais abusos.
Na minha antiga escola, quando eu passava, as pessoas me olhavam, e sempre que via alguém cochichando e rindo, sempre achava que era de mim e por isso me afastei das pessoas. Sempre tive poucos amigos. As primeiras amigas que fiz na minha antiga escola no Brasil eram meninas legais; Athalia, Bya, Thifanny, Tiffany saiu, e logo depois comecei uma amizade com uma menina chamada Maria. Ela era super legal. Tínhamos muito em comum.
E não tenho medo, tenho insegurança sobre o que posso enfrentar no primeiro dia de aula, insegurança sobre o que as pessoas vão pensar de uma garota brasileira aqui. As pessoas estão rindo de mim, não sei. Não acho que sou uma garota bonita. Queria ser como as meninas dos filmes, bonitas, ter um garoto que me amasse para sempre. Mas sei que isso só acontece em filmes e histórias. Acho que devo parar de sonhar tanto. Também lembro que quando alguém dizia que eu era estranha, eu me sentia péssima. Tantas coisas que aconteceram comigo me fizeram desistir da minha própria vida. Me cortei tantas vezes por causa disso, e esse foi um dos motivos pelos quais meus pais me mandaram para cá, para ver se eu parava com isso.
Eles ficaram muito decepcionados com o que eu fiz, mas também me disseram para não ligar para o que as pessoas dizem ou fazem, porque eu sou linda, a garota mais linda que eles já viram. Meus pais são algumas das pessoas mais importantes da minha vida. Eu posso fazer qualquer besteira, ou se alguém me machucar, eu sei que eles estarão lá, para me defender, para me dar um puxão de orelha. Mas eu sei que tudo será para o meu próprio bem. Como eu disse, cheguei aqui no final do ano passado. Não vou a lugar nenhum, estou esperando para ver o que acontece na escola. Eu não me corto mais, e as cicatrizes nos meus braços desapareceram, nem têm marcas. Eu sempre fazia pequenos cortes. Eu sei que tudo isso é loucura, mas você sabe que só se sente aliviado quando algo mais te faz sentir mais forte?
É assim que me sinto aliviada, e esse foi meu erro, meu problema, mas agora não quero mais falar sobre isso, chega de coisas ruins. Tenho que pensar positivamente, é a melhor coisa a fazer. Agora não posso me deixar abater por pessoas estúpidas, pessoas que não merecem minha atenção. Eu posso me sentir mal, mas não mostro isso para elas. Se mexerem comigo, vão ter que me aguentar também, e muito!
Terminei de me arrumar, coloquei uma legging preta e uma camiseta roxa, com uma manga caindo para o lado, fiz um rabo de cavalo e desci. Alicia e Austin ainda estavam me esperando. Quando ele me viu, pegou a colher de arroz e Alicia deu um tapa na mão dele, o que me fez rir.
"Oh... Uau, achei que você não ia descer!" disse Austin, acalmando a mão.
"Ai, você achou que eu ia deixar você comer tudo sozinho, seu guloso!" Eu disse enquanto me sentava.
"Você está linda, Cassie," disse Alicia.
"Hm." Eu disse enquanto colocava meu prato.
"Hã? Acorda, pirralha, minha mãe acabou de dizer que você está linda, e tudo o que você faz é dizer 'hm'?" disse Austin, tentando imitar minha voz.
"Cala a boca, seu chato!" Eu disse, mostrando a língua para ele.
"Se você mostra a língua, quer um beijo!" ele disse, me mandando um beijo, e eu acabei fazendo uma careta.
"Vai embora, seu feioso! Obrigada, Alicia! Satisfeito?" Eu disse, olhando para ele.
"Agora estou, por favor... Tia Alicia para você, Cassie, se eu tenho que te chamar de mãe, você tem que chamá-la de tia." disse Austin. E eu ri.
"E, Austin! Para de ser chato, alguém te deu um chute na bunda para você estar tão chato hoje?" Eu disse, e Alicia riu.
"Crianças, pelo que me consta, ainda não é hora de brincar!" ela disse, ainda rindo.
"Tia, mãe!" dissemos os dois ao mesmo tempo.
"O que foi?" ela disse.
"Não somos mais crianças," disse Austin.
"Bem, pelo menos eu não sou mais criança, posso te garantir, mas o Austin, não sei, você vai descobrir!" Eu disse, e ele me olhou com os olhos arregalados.
"Eu te defendi, dizendo que não éramos mais crianças, e você diz que eu sou?" ele disse, e eu acabei rindo.
"Mas foi você que começou!" Eu disse, me justificando, enquanto Alicia ainda ria.
"Tá bom, tudo bem!" ele disse com um sorriso suspeito nos lábios. Eu odeio esse sorriso dele. Tenho certeza de que ele vai aprontar alguma coisa. Esqueci disso e, enquanto terminava de comer, Austin se levantou e foi pegar uma jarra de suco na geladeira, até aí tudo bem, o pior foi quando ele derramou todo o suco na minha cabeça e estava tão gelado.
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"Se você quiser, eu posso me casar com você."
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No meu aniversário, ele a levou de férias. No nosso aniversário de casamento, ele a trouxe para nossa casa e fez amor com ela na nossa cama...
De coração partido, eu o enganei para que assinasse os papéis do divórcio.
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Suas mentiras continuaram até o dia em que o divórcio foi finalizado. Joguei os papéis no rosto dele: "George Capulet, a partir deste momento, saia da minha vida!"
Só então o pânico inundou seus olhos enquanto ele implorava para eu ficar.
Quando suas ligações bombardearam meu telefone mais tarde naquela noite, não fui eu quem atendeu, mas meu novo namorado Julian.
"Você não sabe," Julian riu ao telefone, "que um ex-namorado decente deve ser tão quieto quanto um morto?"
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Julian depositou um beijo gentil na minha forma adormecida aninhada contra ele. "Ela está exausta. Acabou de adormecer."
Como Não Se Apaixonar por um Dragão
Por isso foi mais do que um pouco confuso quando chegou uma carta com o meu nome já impresso em um horário de aulas, um dormitório me esperando e matérias escolhidas, como se alguém me conhecesse melhor do que eu mesma. Todo mundo conhece a Academia, é onde bruxas aperfeiçoam seus feitiços, metamorfos dominam suas formas e todo tipo de criatura mágica aprende a controlar seus dons.
Todo mundo, menos eu.
Eu nem sei o que sou. Nada de mudança de forma, nada de truque mágico, nada. Só uma garota cercada por gente que consegue voar, conjurar fogo ou curar com um toque. Então eu fico nas aulas fingindo que faço parte daquilo, e escuto com atenção qualquer pista que possa me dizer o que está escondido no meu sangue.
A única pessoa mais curiosa do que eu é Blake Nyvas, alto, de olhos dourados e, com toda certeza, um Dragão. As pessoas sussurram que ele é perigoso, me avisam para manter distância. Mas Blake parece determinado a resolver o mistério que sou eu e, de algum jeito, eu confio mais nele do que em qualquer outra pessoa.
Talvez seja imprudente. Talvez seja perigoso.
Mas, quando todo mundo olha pra mim como se eu não pertencesse àquele lugar, Blake me olha como se eu fosse um enigma que vale a pena decifrar.
O Chamado do Alfa
"Me solte!" Eu lutei, "Eu te amaldiçoo! Você..."
"Guarde suas palavras, companheira," ele abriu a porta.
Correntes, chicotes, ferramentas de punição... O QUÊ?
"Eu disse que vou ter você," ele sussurrou...
Ele pausou o rastro de seu olfato exatamente onde a clavícula dela encontrava o ombro, sua língua estendendo-se para acariciar o mesmo lugar onde ele a havia mordido em uma tentativa desesperada de transformá-la. O toque de sua língua fez a loba reagir com um sobressalto de seu corpo e, em seguida, um gemido baixo seguido pelo relaxamento de seu corpo sob ele. James beijou o local e balançou os quadris contra os dela antes de levantar a cabeça para olhar para Cassidy. "Você é minha."
"Diga isso," James exigiu.
Cassidy olhou para James quando ele lhe disse para dizer algo. Ela parecia um pouco atordoada, sua mente nublada com o desejo crescente e a loba dentro de sua mente tentando tomar o controle. "Dizer o quê?" ela perguntou suavemente, um pouco confusa e sem fôlego depois que James pressionou seu corpo contra o dela.
James rosnou e lentamente empurrou contra Cassidy novamente, a fricção entre os dois fazendo com que suas coxas se apertassem mais em torno dos quadris dele. "Diga que você é minha."












