
Assinaram Meu Nome. Eu Assinei a Confissao Deles
Luna Vasconcelos · Concluído · 12.6k Palavras
Introdução
Quando um financiamento de equipamentos aparece em seu nome, Diana entende que nao estao apenas roubando dinheiro da empresa. Estao preparando um corpo culpado para deixar no lugar do crime.
Marcelo Varela, o marido herdeiro. Helena, a sogra que transformava caridade em trono. Priscila, a gerente que sabia abrir portas demais depois do expediente. Todos acreditam que Diana e apenas a esposa quieta que fica ate tarde com planilhas.
Eles esqueceram o que ela fazia antes de se casar: investigava fraudes.
E quando a familia escolhe a festa de trinta anos da empresa para expulsa-la em publico e jogar a divida no colo dela, Diana aceita o convite. So muda uma coisa: a telao da festa nao vai mostrar homenagens.
Vai mostrar a verdade.
Capítulo 1
O primeiro centavo errado apareceu numa quinta-feira de chuva, as sete e quarenta da noite, quando a maioria dos motoristas da Varela Logistica ja tinha batido o ponto e ido embora com cheiro de diesel preso na camisa.
Diana Martins ficou sozinha no financeiro, sentada diante de tres monitores, com uma caneca de cafe frio ao lado do teclado. Na tela da esquerda, o relatorio de combustivel mostrava um gasto que nao combinava com as rotas. Na tela do meio, o sistema bancario exibia uma parcela de financiamento que ela nunca tinha provisionado. Na tela da direita, a planilha que ela mesma mantinha fora do ERP apontava um buraco de quatrocentos e oitenta mil reais.
Ela leu os numeros uma vez. Depois outra. A terceira leitura ja nao era duvida, era confirmacao.
Alguem tinha escondido uma divida dentro da empresa.
Do corredor veio o som de salto alto. Diana nao precisou olhar para saber que era Priscila. A gerente administrativa andava como se cada piso da sede em Itajai tivesse sido instalado para anunciar sua chegada. Aos vinte e nove anos, cabelo escovado ate brilhar, batom claro e cracha sempre virado para fora, Priscila sabia sorrir para fornecedor, motorista, gerente de banco e para Marcelo Varela com a mesma intimidade de quem conhecia atalhos demais.
Ela parou na porta.
-
Ainda aqui, Diana?
-
Fechamento mensal.
-
Marcelo disse que voce estava nervosa com os numeros.
Diana tirou os olhos da tela devagar.
- Marcelo comentou isso?
Priscila apoiou a mao no batente, exibindo a alianca fina que nao era de casamento, mas parecia escolhida para conversar com uma. - Ele comentou que voce anda muito cansada. A empresa esta numa fase sensivel. As vezes a gente precisa simplificar.
Simplificar. Diana conhecia a palavra. Em empresa familiar, significava nao fazer pergunta. Significava assinar antes de ler. Significava sorrir enquanto alguem chamava fraude de ajuste.
- Eu simplifico quando o numero fecha - disse ela.
O sorriso de Priscila afinou.
-
Voce sempre fala como auditora.
-
Eu fui auditora.
-
Foi. Agora voce e familia.
A frase ficou no ar, mais ordem que lembranca. Diana voltou para a planilha, e Priscila saiu sem se despedir. Um minuto depois, o celular de Diana vibrou.
Marcelo: "Sobe na sala da diretoria antes de ir."
A sala dele ficava no segundo andar, envidracada, com vista para o patio onde carretas azuis esperavam carregamento para Curitiba, Joinville, Cascavel, Porto Alegre. A Varela Logistica nascera com dois caminhoes do pai de Marcelo e virara uma empresa regional com armazem, frota refrigerada e contratos com importadoras. Nas fotos da recepcao, Marcelo aparecia ao lado de prefeitos, empresarios e da mae, Helena Varela, sempre de perolas, sempre no centro.
Diana entrou sem bater porque, por oito anos, tinha acreditado que aquela sala tambem era um pouco dela.
Marcelo estava em pe junto ao frigobar, paleto aberto, a gravata frouxa do jeito ensaiado de homem que queria parecer trabalhador. Aos trinta e nove anos, ainda tinha o charme polido dos herdeiros que nunca pegaram sol no patio, mas falavam de estrada como se a tivessem construído com as maos.
- Amor - disse ele, abrindo um sorriso curto. - Senta.
Diana nao sentou.
- Tem um financiamento novo no sistema.
Ele pegou uma garrafa de agua.
-
Eu ia falar com voce.
-
De equipamentos?
-
Renovacao de empilhadeiras e rastreadores. Coisa normal.
-
No valor de quase meio milhao, com primeira parcela ja debitada.
Marcelo suspirou, como se a precisao dela fosse falta de carinho.
-
Diana, a empresa precisa respirar antes do aniversario. Os bancos estao olhando nossa estrutura. Se voce entra em panico por cada movimento, fica dificil.
-
Eu nao entro em panico por movimento. Eu verifico origem.
Ele colocou a garrafa sobre a mesa.
-
A origem e operacao. A empresa cresceu. Voce sabe disso.
-
Sei. Tambem sei que esse contrato nao passou pela minha mesa.
O telefone fixo tocou. Marcelo olhou para o visor e recusou a chamada. Diana viu o nome antes que a luz apagasse: Priscila - Recepcao.
Uma coisa pequena se moveu dentro dela. Nao dor ainda. Apenas uma peca que deixava de encaixar.
-
A Priscila tem ajudado com documentos - disse Marcelo, rapido demais.
-
Documentos financeiros?
-
Administrativos.
-
Financiamento bancario nao e administrativo.
Ele se aproximou, mudando o tom.
-
Voce esta fazendo aquilo de novo.
-
Aquilo o que?
-
Transformar tudo em investigacao.
Diana segurou a pasta contra o corpo.
- Quando eu trabalhava com fraude em seguradora, era assim que a gente descobria golpe. Alguem dizia "e so uma assinatura", "e so um favor", "e so um detalhe". Depois aparecia uma mulher respondendo por algo que nao tinha feito.
Marcelo riu sem humor.
- Voce acha que eu estou te colocando em risco?
Ela olhou para o marido. Na semana anterior, ele tinha comprado flores para ela no mercado porque esquecera a data do aniversario de casamento. Naquela manha, tinha beijado sua testa e perguntado se ela tomara o remedio da consulta. O mesmo homem agora falava com a paciencia falsa de quem ja decidira o final da conversa.
- Eu acho que tem uma parcela debitada sem aprovacao formal do financeiro.
A porta se abriu sem que ninguem batesse.
Helena Varela entrou com um casaco creme sobre os ombros, mesmo dentro do predio aquecido. Ela parecia ter saido de um almoco beneficente direto para uma sentenca. Cabelo preso, perfume caro, colar de perolas, rosto sem uma rachadura de duvida.
- Marcelo, a Dra. Leila confirmou a mesa dos patrocinadores - disse ela. So entao olhou para Diana. - Voce ainda esta com essa cara?
Diana sentiu o rosto esquentar.
- Estou falando de um contrato que nao passou por mim.
Helena fechou a porta.
-
Minha filha, voce fala de contrato como se fosse a unica adulta desta familia.
-
Eu sou a responsavel pelos controles financeiros.
-
Voce e esposa do Marcelo antes de ser qualquer outra coisa.
Nao era a primeira vez. Helena sempre diminuia o cargo dela para caber melhor no papel de nora. Quando Diana fazia a empresa economizar, era "ajuda da familia". Quando apontava risco, era "histeria de mulher frustrada". A palavra frustrada nunca vinha sozinha. Vinha com olhares para a barriga dela, para consultas, exames, tentativas interrompidas.
Marcelo passou a mao pelo cabelo.
-
Mae, deixa comigo.
-
Nao. A festa de trinta anos e daqui a dez dias. A cidade inteira vai estar la. Banco, jornal, associacao comercial. Nao vou permitir que uma crise de ansiedade transforme a empresa do seu pai em fofoca.
Diana abriu a pasta e colocou a planilha sobre a mesa.
- Entao vamos evitar fofoca com documento. Aqui tem um desvio de fluxo. Eu preciso do contrato completo, da proposta do banco e da ata de aprovacao.
Helena nem olhou.
-
Voce precisa descansar.
-
Eu preciso dos documentos.
Marcelo ficou quieto por tempo demais. Depois abriu uma gaveta e tirou uma pasta azul.
- Tudo bem. Se voce quer documento, aqui esta o proximo.
Diana nao tocou.
-
Proximo?
-
Uma linha complementar. Fintech parceira do banco. Equipamento embarcado, telemetria, seguranca de carga. As condicoes vencem amanha.
Ele empurrou a pasta para ela. Dentro havia um contrato impresso, marcadores adesivos nos campos de assinatura. O nome dela aparecia ao lado de Marcelo: Diana Martins Varela, diretora financeira.
Helena sorriu pela primeira vez.
- Assina hoje, Diana. Mostra que ainda sabe estar do lado certo da mesa.
Diana leu a primeira pagina. Leu o valor. Leu a garantia pessoal. Leu a clausula de responsabilidade solidaria. Se aquilo desse errado, nao seria apenas a empresa. Seria o CPF dela, a casa, a vida inteira reduzida a uma assinatura.
Marcelo colocou uma caneta sobre o contrato.
- Confia em mim.
Era a frase que homens usavam quando nao queriam ser lidos.
Diana levantou os olhos.
- Eu leio antes.
O rosto dele endureceu por um segundo. Helena encostou as unhas na mesa, batendo uma vez, seca.
- Numa familia, confiar tambem e uma forma de ler.
Diana pegou a pasta, nao a caneta.
- Entao voces nao vao se importar se eu levar para analisar.
Marcelo segurou a outra ponta do contrato.
- Nao. Voce assina aqui.
Pela primeira vez naquela noite, Diana entendeu que o pedido nao era pedido. Era teste. E, atras dele, havia algo maior esperando para cair sobre ela.
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Paraíso Cruel - Um Romance da Máfia
Ligar sem querer para o seu chefe...
E deixar uma mensagem de voz safada quando você está, hã... "pensando" nele.
Trabalhar como assistente pessoal de Ruslan Oryolov é o emprego do inferno.
Depois de um longo dia satisfazendo todos os caprichos do bilionário, eu preciso aliviar o estresse.
Então, quando chego em casa naquela noite, é exatamente isso que eu faço.
O problema é que meus pensamentos ainda estão presos no chefe babaca que está arruinando a minha vida.
Tudo bem — porque, de todos os muitos pecados de Ruslan, ser lindo talvez seja o mais perigoso.
Esta noite, fantasias com ele são exatamente o que eu preciso para me fazer chegar lá.
Mas quando olho para o meu celular esmagado ao meu lado,
Lá está.
Uma mensagem de voz de 7 minutos e 32 segundos...
Enviada para Ruslan Oryolov.
Eu entro em pânico e arremesso meu celular para o outro lado do quarto.
Mas não há como desfazer o estrago causado pelo meu orgasmo escandaloso.
Então, o que eu posso fazer?
Meu plano era simplesmente evitá-lo e agir como se nada tivesse acontecido.
Além disso, ninguém tão ocupado assim ouve as mensagens de voz, certo?
Mas quando ele marca uma reunião a sós comigo de exatamente 7 minutos e 32 segundos,
Uma coisa é certa:
Ele.
Ouviu.
Tudo.
O Primeiro Olhar do Bilionário
O GAROTO QUE PODIA GERAR UM HERDEIRO
“Você acha que eu vou deixar o Cassian levar a culpa?”
“Ele é meu filho. E você? Você é só um rosto que eu me arrependo de ter trazido ao mundo!!”
Lucien nasceu com um segredo.
Um que nem ele entendia.
Um que o pai sempre soube — e por isso o odiou.
Enquanto o irmão gêmeo, Cassian, vivia uma vida de liberdade, Lucien vivia trancado atrás de portas, punido por simplesmente existir.
Ele não podia sair.
Ele não podia viver.
Ele era escondido. Esquecido. Quebrado.
Até que uma festa mudou tudo.
Uma princesa da máfia foi ferida.
A culpa caiu em Cassian.
Mas o pai deles fez questão de garantir que Lucien pagasse o preço.
Naquela noite, Lucien foi entregue a Zayn Kingsley —
Um herdeiro bilionário da máfia.
Um dos Oito que governam a cidade das sombras.
Ele tem duas esposas. Uma filha. E um pai morrendo, sussurrando:
“Me dê um filho. Um verdadeiro herdeiro. Ou você vai perder tudo.”
Zayn não acredita em fraqueza.
Não acredita em amor.
E com certeza não acredita em homens como Lucien.
Zayn é frio. Implacável. Homofóbico.
Mas o que Zayn não sabe…
É que Lucien carrega mais do que dor.
Ele carrega um segredo que desafia a biologia, a lógica e tudo o que Zayn achava que sabia:
🩸 Lucien pode gerar um herdeiro.
E o que começou como punição vira obsessão.
O que começou como ódio começa a queimar em algo proibido… e aterrorizante.
DELE POR QUATORZE NOITES
Os gemidos começaram a escapar dos meus lábios incontrolavelmente. Eu não conseguia ver suas expressões faciais no escuro, mas sabia que um sorriso presunçoso estava em seu rosto e seus olhos semicerrados me observavam.
Sua voz era baixa, "Você gosta disso? Gosta de como eu te toco assim? Gosta de como eu esfrego seu clitóris com meu dedo como se você fosse minha?"
Eu acenei com a cabeça continuamente, gemendo de prazer, sem saber por quanto tempo mais eu poderia esperar antes que ele colocasse seu membro dentro de mim. Ele enfiou os dedos mais rápido e esfregou meu clitóris com a outra mão, "Isso. Vamos lá. Eu adoro os pequenos gemidos que você faz quando estou te provocando."
Eu lutava para formar as palavras, "P-p-por favor, pare de me provocar. Coloque logo—" um grito desesperado, "Eu quero sentir tanto. Eu quero—"
Um suspiro escapou dos meus lábios quando ele enfiou seu pau. Meu cérebro se encolheu como folhas murchas. Eu abri ainda mais as pernas e ele se inclinou completamente sobre mim. Pesado demais para segurar, e leve demais para não segurar. Ele começou a estocar. As estocadas ficando mais profundas e mais fortes a cada movimento. Dentro de mim. Sem parar. Eu enrolei meus pés ao redor de suas costas para que ele não pudesse escapar.
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