
Atração Irresistível parte 2
Camila Almeida · Concluído · 131.6k Palavras
Introdução
Era novo, intenso… uma mistura de calor e vertigem que nenhum dos romances que li poderia descrever. Bastava um olhar dele para meu corpo reagir como se tivesse vida própria.
Kayron.
O homem que surgiu em minha vida de forma inesperada e que, com um simples toque, fez o mundo parar.
Havia algo em seus olhos, um mistério, uma força que me desarmava. Ele não dizia muito, mas quando dizia, suas palavras me incendiavam. E quando se aproximava… era impossível resistir. Cada encontro nosso era um desafio, um jogo de provocações e desejos contidos. Entre beijos roubados e olhares que falavam mais do que qualquer confissão, percebi que já era tarde demais para voltar atrás.
Não era apenas atração. Era conexão.
Era aquele tipo de amor que consome, que transforma, que desperta o que há de mais vivo dentro da gente.
Meu nome é Olívia Brassard, e foi nos braços de Kayron que aprendi o verdadeiro significado de se perder e se encontrar em alguém. Porque algumas paixões não pedem permissão. Elas simplesmente acontecem… e mudam tudo.
Capítulo 1
Às vezes, ser uma das caçulinhas da família acaba cansando!
Toda atenção é voltada para você, principalmente quando tudo o que mais quero é passar despercebida de vez em quando.
Eu sou Olívia Brassard, mas pode me chamar de Olí! Prazer em conhecer vocês! Espero que sintam o mesmo ao descobrirem um pouco sobre essa pessoa que vos fala.
Eu sei que tenho a melhor família do mundo, mas, às vezes, me sinto sufocada com tudo o que acontece na minha vida.
Acredito que vocês já tenham uma ideia do que estou falando.
Começando pelo meu querido e amado pai, senhor Eduardo, também conhecido como senhor Drama!
Minha mãe costuma dizer que isso é apenas uma fase e que logo eu terei o meu momento de tranquilidade e paz, mas, sinceramente, ainda estou esperando por isso.
Minhas irmãs são incríveis, e a cada dia que passa as admiro mais. Sou a mais nova de quatro irmãs, então já dá para imaginar a loucura que é a minha vida por aqui!
Mesmo com Aysha e Ayla já casadas, elas não desgrudam da casa dos nossos pais o que, confesso, às vezes é ótimo, porque tira um pouco da atenção de cima de mim.
Como meu pai costuma dizer, eu sou a versão 2.0 da minha mãe, o que o deixa de cabelos em pé.
Eu gosto de adrenalina, de desafios e, principalmente, de provocar um pouco a calmaria dele. Confesso que, às vezes, faço isso só para que ele me deixe em paz com suas cobranças.
Não sou de ficar calada quando sei que estou certa. Meus pais sempre me ensinaram que devemos lutar pelo que acreditamos, e, segundo meu pai, eu levo isso muito ao pé da letra. Ele vive dizendo que estou crescendo rápido demais. E, bem… com apenas quatorze anos, eu já tenho o corpo mais desenvolvido, puxei à minha mãe, o que o deixa surtadinho da silva, como ele mesmo fala.
Sou tranquila (às vezes!), muito inteligente e consigo manter uma conversa adulta sem problema algum.
Mas o que mais me define é que sou afiada. Não fico calada quando algo me incomoda e, sim, isso costuma dar trabalho.
Minha família tem uma relação muito boa, sempre aberta a conversas… e, claro, cheia de dramas também!
Como estava dizendo, sou a caçulinha das meninas, já que Ethan é o único menino quer dizer, o único irmão e o mais novo depois de mim! Isso faz com que sobrem atenções até demais para a minha pessoa.
Como a Pérola gosta de dizer, sou “a pedrinha preciosa do senhor Drama”.
Por isso, nada de festas, nada de sair sozinha, e até para ir ao cinema preciso estar acompanhada de um adulto!
Nada contra, mas prefiro quando minhas irmãs fazem esse papel. Meu pai pega pesado e, se dependesse dele, eu nunca sairia de casa.
E antes que pensem o contrário: não, eu não estou fazendo drama!
Esse meu lado ainda está adormecido… por enquanto.
O que mais me deixa sufocada é a minha irmã Elise! Ela vive para o trabalho, e às vezes eu chego a sentir pena da rotina dela. Sei que faz o que gosta, mas, sinceramente, acho que meu pai tem um pouco de culpa nisso.
Muitas vezes vejo minha mãe discutindo com ela, dizendo que precisa viver mais e nisso eu tenho que concordar. Por isso, não quero seguir o mesmo caminho da Eli.
Como minha mãe sempre diz, eu tenho que aproveitar a minha adolescência ao máximo, usar isso a meu favor. Mesmo com o meu pai tentando, de todas as formas, dificultar minha vida de adolescente, se é que vocês me entendem!
Com todo o drama que a minha família vive, eu tento estar por dentro de tudo. Tenho minhas amigas da escola e do curso que faço, e algumas já têm mais experiência do que eu (a maioria é só um ou dois anos mais velha).
Eu sei o que é certo e o que é errado.
Como minha mãe costuma dizer, eu tenho livre-arbítrio para escolher o caminho que quero seguir, o mais fácil ou o mais difícil. Ela sempre conversa comigo sobre drogas e outras “coisitas” a mais.
Tudo o que sei, aprendi com minha mãe, minhas irmãs e minhas tias. As mulheres da minha família falam sobre tudo, e quando eu digo tudo, é tudo mesmo! Inclusive sobre sexo, que, em muitas famílias, ainda é tratado como tabu.
Poucas mães ou irmãs têm essa abertura, e é por isso que tantas meninas acabam aprendendo certas coisas na rua, com as amigas.
Mas esse não é o meu caso. Eu presto atenção em cada conversa e aprendo com elas.
Eu só tento fazer as coisas certas.
Quero poder sair, curtir, viajar, conhecer novos lugares. Não que eu nunca tenha viajado, mas sempre foi com meus pais ou minhas tias.
O que eu quero é viver essa experiência sozinha ou com minhas amigas… quem sabe até com um ficante ou namorado?
Só quero essa liberdade, essa sensação de fazer algo por mim mesma.
Mas, a cada dia que passa, fica mais difícil. O senhor Drama, também conhecido como meu pai adora me manter embaixo de suas asas. Nada contra, eu o amo e sei que sou os olhos dele, mas, sinceramente, eu só posso ir sozinha até a casa dos meus tios ou das minhas irmãs.
E, como vocês sabem, todos moramos no mesmo condomínio, casas uma ao lado da outra!
Hoje de manhã, percebi minha mãe tensa, mas ela não disse nada. Ficou com aquele olhar distante de sempre. Meu pai chegou, deixou um beijo em mim, no meu irmão e nela também. O café da manhã foi tranquilo… mas bastou eu chegar à escola para o humor mudar completamente.
O dia está insuportável!
Tínhamos um trabalho em grupo, e a professora decidiu fazer o sorteio dos grupos o que já me irritou logo de cara. Sempre tive o meu grupinho, e fazer trabalho com pessoas que não gostam de estudar é algo que simplesmente acaba com a minha paciência!
Ainda bem que minhas amigas ficaram no mesmo grupo que eu! A Isabel deu a ideia de fazermos o trabalho na casa dela, e a mãe dela até nos convidou para almoçar lá. Disse que poderíamos ir direto da escola, assim não perderíamos tempo.
O nosso grupo ficou assim: eu, Isabel, Erica, Thiago e Carlos.
A mãe da Isabel se ofereceu para nos buscar na escola, o que seria ótimo assim adiantávamos tudo. Mas, antes, eu precisava falar com a minha mãe para ver se ela deixaria eu ir direto de lá.
No intervalo, pego o celular e ligo para ela.
Ligação online!
— Mãe!
— Oi, filha. Está precisando de alguma coisa?
— Mãe, a professora passou um trabalho em grupo e eu queria saber se posso ir direto da escola.
— Onde vocês vão fazer o trabalho, filha?
— Na casa da Isabel. Ela já avisou a mãe dela, e a ideia é irmos daqui mesmo. Vamos almoçar lá e começar o trabalho logo depois, para não perder tempo.
— Ah, entendi! Tudo bem, filha. Quer que eu mande uma roupa para você levar? Assim você toma um banho e fica mais confortável? — minha mãe pergunta, me fazendo rir. Ela sabe que eu não gosto de ficar muito tempo sem um bom banho.
— A senhora faria isso?
— Claro, meu amor! Combinado, então. Quando estiver indo para a casa da Isabel, me avisa que eu deixo uma bolsa preparada para enviar, está bem?
— Obrigada, mãe! — agradeço e desligo. Minha mãe pensa em tudo!
Vou até a cantina, onde as meninas estão.
— Minha mãe liberou! Posso ir com vocês direto daqui! — digo animada.
— A minha também! Até disse que vai mandar uma roupa pra mim lá. — Erica comenta, rindo.
— Perfeito! Agora só faltam os meninos confirmarem se vão com a gente. Assim podemos ficar um pouco mais lá em casa já que mal nos vemos durante a semana. Quanto antes começarmos o trabalho, mais tempo teremos livre depois! — Isabel diz, empolgada.
— Isso mesmo! — concordo.
Compro um lanche e fico conversando com as meninas. Logo vejo meu irmão vindo em minha direção. Ele me entrega um bilhete, o que me faz rir, ele sempre faz isso. Mas, antes que pensem, não é pra mim! É pra minha amiga Erica.
Sim, o Ethan cismou com ela. E olha que ele só tem treze anos!
Mas eu não sou uma irmã má, então disfarço para ninguém perceber e coloco o bilhete discretamente na mão da Erica. Ela cai na risada, como sempre.
Ela vive dizendo que meu irmão tem uma atitude que nem parece de quem é o mais novo!
Isso com certeza tem dedo do meu pai e dos meus cunhados!
Vivem ensinando o Ethan e o Zayan, quando a Aysha e a minha mãe descobrirem, vai ser um surto coletivo!
O intervalo acabou, e agora temos que encarar duas aulas de matemática seguidas. Sério, quem foi o gênio que inventou isso? É a receita perfeita para me deixar louquinha!
Eu até gosto de exatas, mas lidar com tantos cálculos às vezes cansa demais.
Graças a Deus, as aulas passaram rápido!
Depois do almoço, o Carlos e o Thiago iriam juntos para a casa da Isabel.
Só espero que não inventem de chegar tarde, senão o nome deles não entra no trabalho! Por mais que a Isabel goste do Thiago, não vou deixar ele se aproveitar assim dela.
Jogo esses pensamentos para longe. Hoje quero aproveitar com as meninas!
Até que foi bom. Assim teríamos mais tempo para conversar, sem os meninos por perto.
Aviso ao meu irmão e à minha prima que vou com as meninas, só para não ficarem me procurando na hora de ir pra van.
Logo depois, encontro as meninas e a mãe da Isabel chega para nos buscar. Ela é sempre tão animada, faz questão de nos deixar à vontade.
No caminho, começa a conversar sobre uma festa que vai acontecer no condomínio dela, voltada para os jovens e disse que seria ótimo irmos junto com a Isabel, para ela não ficar sem as amigas.
A festa será no fim de semana, e ela ainda disse que conversaria com a minha mãe e com a mãe da Erica, assim nenhuma delas teria como recusar o convite! Ai, que tudo! Já comecei a gostar da ideia! Uma festa sem meus irmãos ou sobrinhos por perto... perfeito!
Chegamos ao condomínio onde a Isabel mora. Eu já tinha avisado a minha mãe, então estava tudo certo. Descemos do carro, peguei minha bolsa e, ao me virar, acabei batendo em alguém, o que me fez perder o equilíbrio e quase cair no chão!
Senti uma mão firme segurar minha cintura, impedindo a queda.
Quando consegui me manter de pé, virei—me para ver quem era o destrambelhado que quase me fez cair.
Foi aí que encontrei um olhar... capaz de hipnotizar qualquer um.
Olhos azuis, os mais lindos que já vi.
Por um instante, perdi completamente a razão.
Um calor subiu pelo meu corpo, seguido por um arrepio gelado.
Ele tinha tatuagens, e eu simplesmente não consegui reagir ao que estava sentindo. A voz da Isabel me trouxe de volta à realidade.
— Amiga, você está bem? — ela perguntou, preocupada.
Pisquei algumas vezes, tentando sair do transe, e me ajeitei, escapando dos braços dele.
— Sim! Quase dou de cara no chão — respondi, mais para mim mesma do que para ela, tentando disfarçar o nervosismo.
— Kayron! Como você está, querido? — a mãe da Isabel disse, sorridente, para o desconhecido que me salvou de uma pequena queda... que ele mesmo tinha provocado.
— Oi, tia, estou bem! Desculpa, acabei não vendo você aí! — ele diz, se desculpando.
Eu apenas aceno, muda. Não sei o que deu em mim… Fiquei sem voz pela primeira vez! Se meu pai estivesse aqui, teria agradecido a Deus, porque eu nunca fico calada, ainda mais quando alguém quase me faz cair!
— Olívia, esse é o meu sobrinho, Kayron! E essas são Erica e Olívia, amigas da Isabel! — a mãe da Isabel apresenta, sorridente.
Ele abre um sorriso educado, acena com a cabeça para mim e para Erica, e segue em direção à saída do condomínio.
E eu? Fico ali, parada, feito uma completa boba, observando até ele desaparecer de vista.
— Amiga, você tem certeza de que está bem? Está com uma cara estranha... — Isabel pergunta, segurando minha mão.
— Estou, sim. Acho que só foi o susto mesmo! — respondo, tentando disfarçar e ignorar o turbilhão que aquele olhar azul provocou em mim.
Fecho os olhos por um instante, tentando afastar a imagem dele da minha mente.
Seguimos para a casa da Isabel.
Logo o segurança entrega uma bolsa minha mãe havia mandado, como prometido. Fiquei grata por ela sempre pensar em tudo.
Isabel sugere que a gente tome um banho antes do almoço, assim depois poderíamos começar o trabalho. Até lá, os meninos já devem ter chegado.
Fui a primeira a ir me refrescar. Eu precisava apagar o olhar dele da minha cabeça…
Mas, quanto mais tentava, mais aquela sensação estranha voltava: uma mistura de calor e frio que me deixava confusa.
É… talvez eu esteja mesmo ficando doente.
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“E se o mundo pegar fogo?”
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“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”
Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.
Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.
Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.
E por muito tempo, eu fui apenas útil.
Até que ele começou a me observar.
No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.
Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.
Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.
Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.
Entre o Passado eo Presente
Maju e Bruno cresceram juntos. Eram melhores amigos, inseparáveis. O que Bruno nunca imaginou é que, por trás dos sorrisos e da cumplicidade, Maju escondia um amor profundo e silencioso. O medo de arruinar a amizade sempre a impediu de confessar.
Até que a verdade a atingiu como um raio: ver Bruno abraçado a outra mulher foi o suficiente para destruir suas esperanças. Sem dizer a verdadeira razão, ela aceitou um emprego longe de tudo e partiu, levando consigo um coração partido e a certeza de que havia perdido o único homem que amava.
Cinco anos se passaram. Maju construiu uma carreira, amadureceu e aprendeu a viver longe. Mas, quando uma situação inesperada a obriga a voltar para a cidade natal, ela se depara com o passado que tentou enterrar.
O primeiro olhar logo no reencontro diz tudo o que as palavras calam. Bruno está ali. E o tempo, que deveria apagar os sentimentos, parece ter apenas intensificado o que os dois sempre esconderam.
Mas o que Maju não sabe é que Bruno nunca seguiu em frente. E que a mulher que ela viu em seus braços naquele dia não era o que ela imaginava.
Uma segunda chance para um amor não declarado. O destino vai dar a eles a coragem que faltou cinco anos atrás?












