Grávida de um Lobisomem

Grávida de um Lobisomem

J Landim · Atualizando · 160.9k Palavras

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Introdução

Em uma vila simples, algo chama a atenção dos moradores, eles acreditam que o reino está amaldiçoado, as mulheres não conseguem mais conceber e pensam que a humanidade vai perecer.
O mundo se tornou infestado de monstros e todos temem um grande mal, entre todos esses eventos, apenas duas famílias conseguirão procriar. Em um momento de clímax, uma jovem mulher fica grávida, e quando descobre que o pai de seu filho é uma das criaturas, sua vida vira de cabeça para baixo...
Para que a vida da jovem mulher não esteja em perigo, ela terá que aceitar um contrato de casamento com o homem com quem dormiu apenas uma vez.

Capítulo 1

"Não vejo a hora do dia da festa chegar... Preciso costurar um vestido novo!" disse Lucinda, pulando alegremente enquanto girava e segurava a barra da saia, imaginando o vestido que faria.

"Pare de tagarelar e volte a mexer essa colher, não queremos queimar os doces!" respondeu Cateline, concentrada em mexer a madeira para avivar as chamas do fogo. Seu rosto estava coberto de manchas de carvão, e toda vez que tentava limpá-las com as mãos, ficava mais suja.

Cateline estava focada e franzia a testa enquanto verificava se tinha colocado lenha suficiente no fogo.

"Você nunca vai encontrar um marido desse jeito!" disse Lucinda, pegando a colher que havia deixado de lado e mexendo lentamente a panela novamente. Ela olhou para a irmã com um sorriso atrevido nos lábios e continuou. "Sabe, você já tem idade suficiente para se casar... Tenho certeza de que encontraremos belos pretendentes ricos na festa. Talvez nos casemos com um comerciante, ou melhor ainda, alguém do exército... Nossa, isso seria esplêndido, irmã!"

Lucinda sorriu bobamente, seus olhos brilhando enquanto falava, mas Cateline a olhou seriamente. Ela não entendia os sentimentos ambiciosos da irmã e achava que encontrar alguém decente para casar já era um desafio, especialmente com tantas consequências da guerra.

Cateline suspirou e pegou outra colher que estava por perto. Aproximou-se da panela para ajudar a irmã, que estava perdida em pensamentos e quase parou de mexer a geleia.

"Você sabe que não vamos à festa, né? Vamos ficar na entrada, vendendo doces. Não esqueceu, irmã?" Cateline parecia um pouco desapontada pela irmã, sabendo o quanto Lucinda queria ir à festa.

"Eu sei, mas e se vendermos tudo? Quem sabe? Mesmo que seja no final da festa... O que você acha?" Lucinda respondeu com uma expressão triste no rosto que logo desapareceu. Ela começou a se concentrar nos doces novamente.

"É isso! Vamos vender todos esses doces..." Ela sorriu novamente, trazendo alegria de volta ao ambiente.

"Olha, eu não me importo de só vender os doces. Você pode ir à festa..." sugeriu Cateline, mas Lucinda se virou para ela e respondeu prontamente.

"De jeito nenhum vou te deixar sozinha! De jeito nenhum... Vamos vender tudo juntas, e se algum ladrão aparecer ou algo assim, não vou te deixar sozinha vendendo os doces. Nunca, irmã."

Lucinda sempre foi responsável, assim como todos na família. Ela priorizava a segurança e o bem-estar de todos, especialmente com todas as guerras e desastres acontecendo.

"Certo... Então vamos vender todos esses doces..." concordou Cateline, confiante em sua decisão. Ela sorriu sinceramente para a irmã.

Depois de terminarem de preparar os doces, as duas os embrulharam em pequenos pedaços de folhas de bananeira e milho. Eles cheiravam deliciosos, com apenas algumas geleias e conservas restantes para serem feitas. Era muito trabalho, mas logo veriam o retorno.

Toda a renda da propriedade dependia de suas receitas e produtos. A festa da vila seria uma ótima oportunidade para ganhar dinheiro extra, então as meninas estavam trabalhando duro para produzir o máximo possível para o evento.

Dois dias se passaram e a tão esperada festa finalmente havia chegado. Lucinda estava de ótimo humor enquanto carregava o pequeno carro, colocando tudo o que precisavam vender nele. Ela cantarolava suavemente e sorria.

Ela estava usando um vestido que dizia ter feito especialmente para o dia da festa. Era um vestido verde, feito com tecidos que ela havia comprado com suas economias nas raras ocasiões em que ia à vila. Lucinda sempre foi bonita, com cabelos loiro-escuros e olhos verdes marcantes, além de um corpo atraente. Ela era baixa e atraía a atenção dos homens, mas tinha um plano ambicioso de encontrar um marido rico, então não dava atenção a ninguém.

Cateline, por outro lado, tinha cabelos cor de mel, parecidos com os do pai, e olhos verdes, como os da mãe e dos irmãos. Ela era mais alta que Lucinda, com um corpo bonito também, mas não se preocupava muito com sua aparência ou em atrair pretendentes. Cateline guardava suas economias para comprar uma casa com um grande terreno para plantar.

"Você está linda!" disse Milenna, mãe de Lucinda, Cateline e Martin, ao entrar do jardim com legumes para o jantar. Ela estava acompanhada pelo filho mais novo, Martin, que ficou impressionado ao ver a irmã.

"Mamãe, a Lucinda virou uma princesa?" perguntou Martin, puxando a saia da mãe. Milenna riu da pergunta.

"Não, querido... Mas quem sabe, um dia?" respondeu ela, colocando a cesta de alimentos no chão.

Cateline levou algumas cestas para o carro, carregando pães que havia acabado de assar para vender. Suas roupas estavam completamente sujas de farinha.

"Não me diga que você vai sair assim?" perguntou Lucinda ao se aproximar e tentar remover a sujeira das roupas de Cateline.

Cateline estava usando um vestido azul escuro, gasto, que parecia ter sido usado por anos e estava desfiando. Havia até alguns buracos de traça nele.

"Vamos apenas vender coisas como de costume. Não é grande coisa..." respondeu Cateline, levantando a pesada cesta de pães para o carro. Lucinda segurava algo embrulhado em um pano velho.

"O que é isso?" perguntou Cateline, curiosa. Lucinda estendeu o objeto para a irmã.

"É uma festa! E eu te conheço, não deixaria você arruinar minha caça ao noivo. Você assustaria até os clientes assim..." disse Lucinda, sorrindo para Cateline e acenando com o pacote.

"Um vestido...?" disse Cateline após desenrolar o tecido.

"Vá experimentar. Como não tirei suas medidas, não sei se vai servir..." disse Lucinda, parecendo preocupada, mas ainda animada.

"Muito obrigada, você sabe que não precisava, irmã." Cateline abraçou a irmã, que continuou insistindo para que ela experimentasse o vestido.

"Rápido! Estamos atrasadas. Você pode me agradecer depois!" Lucinda empurrou Cateline para dentro da casa.

Cateline experimentou o vestido, que era longo e de cor clara, simples e sem adornos. Tecidos sem cor geralmente eram mais baratos, e Lucinda tinha pouco dinheiro. No entanto, Cateline não se importava com a simplicidade. Infelizmente, o vestido ficou um pouco apertado, revelando um pouco do busto, mas nada que uma capa não pudesse resolver ao cobrir suas curvas.

Cateline colocou uma capa longa com capuz para cobrir as partes descobertas do corpo. Logo esfriaria, então não haveria problema em usá-la antes.

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**

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**

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