Herdeira Omega - a Luta dos Gêmeos

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Mayara Giavarotti · Concluído · 55.1k Palavras

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Introdução

Os Gêmeos Alfa lutam por mim

Os lábios se tocaram com mais urgência, Olívia agarrou o pescoço do garoto e enfiou os dedos nos cabelos macios, trazendo-o para mais perto. Suas bocas coladas não pareciam ser suficientes, nem quando Olívia abriu mais os lábios pedindo mais contato e Lian não hesitou em colocar a língua em uma dança sensual e molhada.

Olívia nasceu como uma Ômega. Após a morte de seu pai, ela foi escolhida como líder para comandar um grupo de Alfas. Mas havia uma condição no testamento de seu pai: Olívia deveria se casar com um dos gêmeos Allen nos próximos dois dias.

Os gêmeos Allen e Matteo entraram em uma competição e Matteo foi o vencedor final. Mas o que ninguém sabia era que Olívia tinha um relacionamento secreto com Allen.

Como as coisas vão se desenrolar no futuro? Olívia continuará com Allen ou será atraída por seu futuro marido Matteo?

Capítulo 1

Olivia olhava para a paisagem sombria da pequena cidade onde cresceu, sentada no banco de trás do Jeep ao lado de seu irmão, que tinha olhos determinados e a boca fechada formando uma linha reta. O silêncio não era desconfortável, mas sim reconfortante, pois ambos sabiam que não havia nada a ser dito. Eles estavam esperando por esse momento há meses. No entanto, ainda era doloroso, já que seu pai havia acabado de ser enterrado.

Seu pai era o maior e mais formidável alfa que Olivia já conhecera, e ela se sentia honrada e orgulhosa de chamá-lo de pai. Ele era o líder da maior organização ABO do país, e naquele momento, não se sabia quem o sucederia. Apesar de estar ciente de sua morte iminente, Leonard Moore manteve o suspense sobre seu sucessor, embora a escolha mais plausível fosse seu único filho alfa lupus, Samuel Moore. No entanto, Lord Moore era um tanto imprevisível, para dizer o mínimo, sem se aventurar a chamá-lo de louco.

Um homem sábio com quem ninguém discutiria, independentemente de quão insanas pudessem ser suas declarações, ele era tanto implacável quanto justo e sabia exatamente por que tomava suas decisões audaciosas.

"Estamos quase lá, Olivia," Samuel tocou gentilmente a mão da irmã, um pequeno gesto que trouxe conforto naquele momento.

"Não me lembro de ser tão perto do penhasco..." Olivia comentou enquanto saía de seus pensamentos e avistava a enorme mansão da família, onde passou toda a sua infância com a família. Durante aquele tempo, ela se sentia como uma menina entre lobos selvagens, talvez explicando por que possuía um temperamento semelhante.

Eles saíram do carro quando o motorista abriu a porta, e o irmão de Olivia permaneceu ao seu lado enquanto subiam a grande escadaria que levava à entrada principal da mansão. Reunir toda a família para encontros era bastante desafiador, pois todos estavam ocupados com suas vidas pessoais. No entanto, apesar dessas circunstâncias, todos se amavam.

E agora, todos estavam presentes na mansão Moore. Olivia mal conseguia se lembrar da última vez que esteve em um ambiente com tantos alfas. Não que ela tivesse medo; muito pelo contrário, seu pai a ensinou a ser tão forte quanto um alfa. No entanto, sua herança ômega às vezes a fazia se sentir um pouco contida, embora nunca intimidada.

"Sua bagagem já está no seu antigo quarto, Srta. Olivia," Marie, a governanta, falou com uma voz suave e gentil, evocando memórias do passado. "Você está linda, querida."

"Obrigada, Mama. Sinto muito por não ter podido visitá-la durante esses tempos," Olivia olhou para o irmão, e ele sorriu para a senhora idosa que os criou desde pequenos—eles a consideravam sua segunda mãe. "Foram tempos difíceis."

"Vejo que todos já estão aqui, certo?" Samuel perguntou à senhora.

"Somente o advogado, Bradley, está faltando. Ele trará o testamento de seu pai. O Sr. Moore queria que tudo fosse resolvido no mesmo dia porque seu trabalho não pode ser interrompido."

"Ok, Mama, vou me trocar e desço imediatamente." Olivia se despediu rapidamente de Marie e do irmão. Ela achava mais confortável cumprimentar sua família com roupas mais casuais. Seus tios, primos, parceiros de negócios e conselheiros estavam espalhados pela sala de estar. Era uma reunião privada, reservada para os mais próximos dela.

Subindo discretamente os degraus, Olivia evitou se misturar com as pessoas e caminhou pelos corredores que evocavam nostalgia e morbidez. Ao entrar em seu quarto e se virar para a porta, trancando-a, ela sentiu algo diferente do usual—uma presença.

Guiada pelo instinto que havia aprimorado ao longo de muitos anos, ela abaixou-se rapidamente e pegou uma adaga afiada presa ao tornozelo. Virou-se em direção à fonte da presença e lançou a faca com força na direção da pessoa.

"Ei, ei! Calma aí, você pode machucar alguém com isso, sabia?" O homem se virou rapidamente, claramente surpreso com a reação agressiva da garota. Ele achou a resposta dela divertida. "É assim que você trata os visitantes?" Ele virou a cabeça e viu a adaga prateada brilhando cravada na parede ao lado de seu rosto.

O quarto estava ainda fracamente iluminado, dificultando discernir quem realmente estava presente. Mas Olivia tinha um palpite, um palpite que ela nem queria considerar. Ela ouviu o som da adaga sendo removida da parede e lançada novamente. Reagindo rapidamente, a jovem a pegou com a mão esquerda.

Agora ela tinha certeza de quem estava ali, pois o cheiro de canela e hibisco emanava da lâmina.

"Você não tem nada melhor para fazer do que incomodar ômegas indefesos?" Ela perguntou, com uma mistura de ironia e irritação na voz. Ela estava em um momento de luto e não queria um encrenqueiro a seguindo.

"Você, indefesa?" Ele soltou uma risada gostosa. "Eu só não queria quebrar a tradição. Tive que vir cumprimentá-la da maneira adequada." Ele finalmente deu um passo à frente, revelando seu rosto bonito. Seus olhos verdes complementavam lindamente sua pele dourada, e seu cabelo castanho escuro combinava com sua aparência. O rapaz fez uma reverência teatral e um tanto galanteadora.

Um sorriso encantador adornava seu rosto, fazendo Olivia vacilar momentaneamente antes de recuperar a compostura. Matteo Allen havia sido seu tormento por muitos anos, um garoto travesso com uma língua mais afiada que a dela.

"Oh, Matteo, não estou com paciência para os Allens agora," a garota fechou os olhos e suspirou cansada. "O que você está fazendo aqui? Esta é uma despedida privada. Não quero vira-casacas correndo pela minha casa!"

Olivia mordeu a língua. Era difícil para ela, como ômega, falar assim com um alfa. Se fosse qualquer outro ômega, nenhum licantropo perdoaria tal audácia. Mas sendo de uma boa família, ela podia se impor mais e ganhar o respeito dos outros. E, claro, eles tinham medo de seu pai.

"Relaxa, eu não entrei escondido," Matteo se levantou e se aproximou da garota. "Recebi isso esta manhã. Não tive tempo de ir ao funeral, mas dizia que meu irmão e eu deveríamos estar presentes para a leitura do testamento do Sr. Moore." Ele levantou um pedaço de papel em suas mãos.

"O quê? Por quê?" Olivia rapidamente estendeu a mão e arrancou o papel das mãos do garoto, que parecia acostumado com o comportamento dela. Ela leu rapidamente o conteúdo do papel, completamente perplexa. "Por que meu pai tem algo a ver com você?"

"Não faço ideia, mas aposto que não vamos demorar muito para descobrir." Matteo olhou para Olivia de cima a baixo. "Uau, esses sapatos realmente te fazem mais alta. Você cresceu, não é?" Ele provocou.

Olivia revirou os olhos. Fazia anos desde que ela havia pisado naquela casa à beira do mundo. Os Allens eram seus vizinhos, e ela passou a infância sendo irritada pelos cães, os lobos selvagens que seu pai treinava. Os gêmeos Allen, Matteo e Lian, estavam sempre por perto de sua casa, o que a irritava porque seu irmão Samuel gostava de passar tempo com eles, pregando peças e testando sua força.

Ela ainda se lembrava da vez em que a penduraram de cabeça para baixo por um tornozelo.

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