O Amor Perdido do CEO

O Amor Perdido do CEO

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Introdução

Aos olhos dos outros, eu tinha um casamento invejável — meu marido era rico, poderoso e bonito, e me tratava com um cuidado carinhoso. Mas ninguém sabia que, em três anos de casamento, dava pra contar nos dedos as vezes em que a gente tinha ficado íntimo.

Desde que nosso filho morreu, três anos atrás, ele se afastou de mim com a desculpa de que estava “cultuando Buda”, dizendo que quem pratica o budismo precisa evitar desejos carnais. Eu achei que o nosso luto tinha feito ele escolher a fuga, até aquela noite...

Quando eu me preparei com todo cuidado, na esperança de ter outro filho, ele me rejeitou mais uma vez. Depois, eu vi nas tendências das redes sociais fotos dele abraçando uma celebridade enquanto os dois entravam num hotel, e a expressão doce dele ao se ajoelhar, com um joelho no chão, segurando uma menina de três anos.

No fim, ele não é que não queria filhos — ele só não queria filhos comigo.

Quando ele teve a cara de pau de trazer a amante e a filha bastarda pra dentro de casa e ainda exigiu que eu abrisse mão da suíte principal, eu finalmente entendi: eu não passava de uma ferramenta pra ele manter as aparências.

O que me despedaçou de vez foi quando elas “sem querer” derrubaram a urna da minha filha, e ele, pela primeira vez, levantou a mão pra mim — tudo pra proteger as duas.

Ele não sabia que, dentro daquela caixinha, estava a minha última esperança neste mundo.

Os papéis do divórcio já estão assinados, faltam 29 dias pro período de reflexão. Desta vez, eu nunca mais vou olhar pra trás!

Capítulo 1

Quando cheguei em casa, já era bem tarde. Meu marido, Michael Johnson, estava na varanda, fumando. O perfil dele era marcado e bonito, incrivelmente atraente.

Apertei o item que eu tinha preparado com cuidado dentro da bolsa, com o coração disparado.

Para quem via de fora, Michael tinha dinheiro, poder e boa aparência. Ele era extremamente atencioso comigo — um marido raro, perfeito.

Mas ninguém sabia que, em três anos de casamento, a gente tinha transado só algumas poucas vezes.

Essa era a minha frustração escondida sob aquela superfície glamourosa, algo que ninguém conseguia entender, e eu não tinha com quem desabafar.

Como conquistá-lo e virar de verdade um casal apaixonado quase tinha virado uma obsessão pra mim.

Eu tinha procurado uma psicóloga por causa disso e até marquei, às escondidas, consultas pra ele numa clínica de saúde masculina.

Eu tinha tentado até coisas sem vergonha, como deixar ele bêbado, usar afrodisíaco e criar cenários românticos. Mas, toda vez, bem na hora H, ele recuava.

Hoje à noite, eu me deixei ficar alegrinha de propósito lá fora e, com aquela arma secreta na bolsa, eu estava decidida a conseguir!

— Michael, cheguei. — Fiquei na porta, encostando de leve na parede, chamando o nome dele com suavidade.

Michael se virou. Os olhos carinhosos dele brilhavam como estrelas, e aqueles traços bonitos fizeram meu coração acelerar ainda mais.

Ele veio até mim, passou o braço pela minha cintura, beijou de leve o topo da minha cabeça, franziu um pouco o nariz ao sentir o cheiro e me repreendeu com carinho: — Você bebeu? Sua menstruação tá pra descer — depois você vai ficar passando mal e fazendo drama de novo.

Passei o braço pelo pescoço dele e me encaixei nele, brincalhona. Nossas respirações se misturaram, nossos corpos ficaram colados, e o calor no meu peito ficou ainda mais intenso.

Já que eu queria seduzir ele mesmo, mordi de propósito o pomo de adão dele, travessa. Quando ouvi ele puxar o ar, satisfeita, escapei do abraço. — Vou tomar banho.

Atrás de mim veio a voz dele, indulgente, com uma risada baixa: — Encrenquinha… provoca e depois sai correndo.

De volta ao quarto depois do banho, sequei o cabelo com o secador até ficar meio úmido e então tirei com cuidado a lingerie da bolsa e vesti. Bastou eu me olhar no espelho uma vez para sentir as bochechas pegando fogo, vermelhas.

Fitas delicadas desenhavam de leve a minha pele sensível; a renda macia florescia como pétalas nos pontos certos; o tecido transparente revelava minha pele lisa, a cintura fina e curvas provocantes. Combinado com o olhar embaçado pela bebida e aquele charme sedutor, eu parecia um quadro erótico de beleza impecável.

Olhando para mim mesma no espelho, sorri, satisfeita.

Eu simplesmente não acredito que ele ainda vai conseguir manter a compostura assim!

Depois de me dar uma animada por um tempo, dei tapinhas nas minhas bochechas ardendo e saí do quarto em silêncio. Cheguei por trás do Michael e envolvi a cintura dele com os braços, encostando a minha bochecha nas costas dele e esfregando de leve.

— Terminou de se lavar? Eu fiz água com gás pra você. Quer?

Michael segurou minha mão. Eu me virei e, quando o olhar dele caiu em mim, o sorriso nos lábios dele congelou de repente. Os olhos dele ficaram vermelhos na hora e, dentro deles, duas chamas ardentes saltaram.

Ele arqueou um canto da boca num sorriso malicioso, me puxou para os braços dele, e a mão grande dele esfregou de um lado para o outro na minha lombar, enquanto ele dizia, com a voz rouca:

— Você tá brincando com fogo.

Eu sorri e beijei o pomo de Adão dele, imitando o que eu tinha lido em romances, com o dedo desenhando círculos silenciosos no peito dele.

— Fogo? Onde? Eu não tô vendo nenhum.

Os olhos dele faiscaram. Ele me pegou no colo, chutou a porta do quarto para abrir, me jogou com rudeza na cama, e o corpo alto e forte dele se pressionou pesado sobre o meu. A mão grande dele se moveu com paixão por mim por cima do tecido fino e transparente da minha camisola, sem deixar nenhum pedaço da minha pele de fora.

Nossos dois corpos ficaram colados, a respiração se misturando, os corações batendo descompassados.

Os beijos dele vieram quentes e ferozes, como fogo ardendo, caindo sobre a minha camisola e deixando marcas úmidas por toda parte.

Minha respiração ficou pesada, ofegante. O vermelho nos olhos dele se aprofundou, e um desejo intenso se ergueu ali.

Ele sussurrou no meu ouvido, com a voz áspera:

— Amor, eu te amo… eu te quero… você tá me deixando louco…

Os dedos longos dele pareciam ter magia — por onde passavam, acendiam chamas, quase me colocando em combustão.

Eu não conseguia resistir às provocações dele. Meu corpo estava insuportavelmente quente, e, ainda assim, meu coração parecia incrivelmente vazio, desesperado para ser preenchido por alguma coisa que eu desejava havia tanto tempo.

Eu não consegui evitar: comecei a desabotoar a camisa dele, beijando e mordiscando o pescoço, o pomo de Adão e a pele, deixando marca após marca que eram só minhas.

Quando meus lábios chegaram ao peito dele, Michael gemeu. Ele parecia não aguentar mais, procurando com urgência um jeito de desfazer a minha camisola. As pontas dos dedos dele varreram a minha pele, levantando ondas de arrepios.

Minhas mãos continuaram descendo, entrando no cós da calça dele e puxando a barra da camisa para fora. Meus dedos tocaram a pele quente dele.

Meu coração disparou ainda mais. Minha mente estava um caos, pensando — quase lá, quase lá, hoje eu com certeza ia conseguir engravidar!

— Amor, vamos ter mais um bebê!

Murmurei, cheia de desejo.

Mas ele parou de repente, como se alguém tivesse apertado pause. A mão grande dele segurou a minha, rápido e firme, puxando minha mão que vagava e interrompendo meus movimentos. O desejo nos olhos dele recuou tão depressa quanto a maré, deixando apenas uma quietude indecifrável.

Ele se afastou de novo!

Quantas vezes isso já tinha acontecido?

Eu não conseguia nem lembrar!

Por quê? Por que ele sempre fazia isso?

Eu me recusei a desistir e tentei continuar, mas ele se sentou, não disse nada e foi direto para o banheiro.

O fogo sincero se apagou com uma frieza que machucava. Uma dor indescritível subiu no meu peito.

Tudo tinha mudado três anos atrás, depois que perdemos nosso primeiro filho.

Na época, Michael usou “rezar pela alma do nosso filho” como desculpa para se abster por vontade própria. Nossa vida sexual virou, no máximo, uma vez por mês.

Mesmo eu tendo só 24 anos e tendo necessidades, eu só podia aceitar a decisão dele.

Michael saiu de casa no meio da noite.

Não muito tempo depois, recebi uma ligação da minha melhor amiga, Amelia Martinez.

A voz da Amelia estava desesperada: — Evelyn, olha os assuntos do momento! O “patrocinador” que vazou da Alice não parece muito com o Michael?

No instante em que cliquei no que estava em alta, minha cabeça explodiu num zumbido.

“ÚLTIMA HORA! A atriz popular Alice Baker é suspeita de ter usado um ‘patrocinador’ para subir na carreira! A identidade do homem ainda é incerta e será revelada!”

Embora a foto mostrasse apenas um vulto de costas, borrado, como eu não reconheceria o meu próprio marido?

A mão direita de Michael estava na cintura fina de Alice enquanto os dois entravam juntos num hotel.

Naquele momento, dois e-mails anônimos pipocaram no meu celular.

Fotos em alta definição inundaram a tela.

A primeira: Michael ajoelhado sobre um joelho, com uma menininha fofa no colo, deixando a criança, de vestido de bailarina, abraçar o pescoço dele e beijar sua bochecha.

A segunda: Alice estendendo a mão para tirar um fiapo do ombro dele. Ele não se esquivou com frieza, como fazia comigo. Em vez disso, ele sorriu, feliz.

Dezenas de fotos, no fim, me fizeram entender que a frieza crescente dele comigo nesses três anos talvez não tivesse nada a ver com rezar pelo nosso filho morto.

Era porque ele estava tendo um caso.

As pontas dos meus dedos cravaram na palma da minha mão. Eu respirava fundo sem parar, me obrigando a abrir o segundo e-mail com calma.

Era uma linha de texto:

“Sra. Johnson, você expõe ou paga um milhão de dólares para enterrar isso?”

“Um milhão de dólares. Enterre.”

Respondi à mensagem e, em seguida, usei todo o dinheiro da minha conta bancária para comprar aquelas fotos que podiam acabar com Michael e com a amante dele.

Ironicamente, o dinheiro daquela conta era a mesada que o Michael me dava desde que a gente se casou.

Agora, esse dinheiro estava sendo usado para comprar provas da traição dele ao nosso casamento. Eu olhei para a menina nas fotos de novo e de novo.

Se meu filho não tivesse morrido, provavelmente teria mais ou menos a mesma idade daquela garotinha.

Infelizmente, eu nem cheguei a ver o rosto daquele bebê antes de ele virar nada além de cinzas numa urna.

Naquela época, eu estava destruída, e tudo o que recebi dele foi um indiferente: “A gente pode ter outro.”

Agora eu sei — eu nunca vou ter outro filho com ele!

Depois de comprar as fotos, liguei para Amelia:

— Você conhece algum advogado? Eu quero me divorciar.

Se ele traiu, é só largar.

Amelia perguntou por aí e me retornou.

O advogado redigiu um acordo de divórcio, mas como a gente não sabia os bens do marido, não tinha como especificar claramente a divisão de patrimônio.

Eu disse:

— Só me manda primeiro o acordo de divórcio. Sobre os bens, eu negocio com ele aos poucos.

Afinal, embora aquelas fotos tenham custado “só” um milhão de dólares, a reputação do CEO do Grupo Johnson vale muito mais do que isso.

Enquanto eu tivesse essa prova, por que eu me preocuparia em negociar a partilha?

Coloquei o acordo de divórcio impresso sobre a mesa de centro e disquei o número do Michael.

Logo, atenderam.

— Sra. Thomas, precisa de alguma coisa? O Michael está colocando a criança para dormir.

A voz doce parecia educada, mas perfurou meus ouvidos como um prego de ferro.

Então a Alice sabia da minha existência.

Eu vinha me perguntando se talvez o Michael estivesse fingindo ser solteiro e tivesse enganado a Alice.

Mas não. A Alice virou amante por vontade própria!

Eu não queria perder tempo com alguém como ela, então falei, fria:

— Passa o telefone para o Michael.

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Algumas noites depois do evento no clube onde conheci o Senhor, fui com meu pai a uma festa de boas-vindas para um dos amigos dele que voltou para Las Vegas. Desde a morte da minha mãe e do meu irmão, eu sou sempre o par do meu pai, não que sejamos muito próximos, mas eu tenho que fazer o que é esperado de mim. Meu pai é um homem muito rico e influente, o que eu tento ao máximo não ser. A festa de boas-vindas de hoje à noite era uma daquelas que eu realmente não queria ir. Quero dizer, ele é um velho amigo do meu pai, o que eu faria lá? Eu estava de costas para o grupo quando o amigo do meu pai se juntou a nós. Quando ele falou, eu tinha certeza de que conhecia aquela voz, assim que me virei e meu pai nos apresentou, tudo o que saiu da minha boca foi: "Senhor?"...
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