
Terapia de Obsessão
Lance Rea · Concluído · 144.1k Palavras
Introdução
No entanto, sua mais recente empreitada a conduz a um território desconhecido, um reino mais sombrio de manipulação e controle.
"Obsession" é sua mais nova criação, elegantemente comercializada como um perfume de alta qualidade infundido com poderosos feromônios. Promete não apenas sedução, mas um profundo senso de confiança e domínio. Contudo, por trás da marca requintada e da embalagem luxuosa, esconde-se uma verdade assustadora.
Essa fórmula não apenas aumenta a atração; ela reconfigura fundamentalmente os próprios circuitos do desejo.
Adrienne se torna o objeto de um desejo insaciável, acendendo uma paixão fervorosa nos homens que beira a obsessão. Alguns caem na possessividade, enquanto outros mergulham na ruína emocional. Um homem, atraído profundamente por sua teia encantadora, desaparece misteriosamente. Para sua equipe, o trabalho de Adrienne é empoderar mulheres, ajudando-as a se sentirem irresistivelmente atraentes. Seus amantes, encantados pela experiência, acreditam estar loucamente apaixonados. No entanto, por trás da segurança de fechaduras biométricas e diários criptografados, Adrienne está orquestrando algo muito mais sinistro: um experimento de devoção irrestrita, controle absoluto e fixação emocional completa.
O que ela busca transcende mera admiração, luxúria ou até mesmo amor; é adoração, uma reverente devoção que consome.
"Obsession Therapy" se desenrola como um thriller psicológico afiado, saturado de sensualidade e tensão. Ele mergulha nos cantos escuros do vício e da manipulação, narrando a descida arrepiante de uma mulher em um mundo onde a fragrância encanta intoxicantemente os sentidos, e as consequências se entrelaçam irrevogavelmente com sua alma.
Capítulo 1
Jonas
As paredes são cinza. Não estéreis. Apenas... desgastadas. Como se tivessem absorvido muitos anos de espera, muitas pessoas tentando não se mexer. Pressiono meu polegar na palma da mão até doer, só para ver se consigo finalmente me concentrar. Não ajuda. Meu coração ainda não bate direito. A cada quarto ou quinto batimento, ele tenta me dizer que algo está errado sem dizer em voz alta.
A recepcionista não me olha há pelo menos dez minutos. Isso torna mais fácil respirar. Não estou sendo observado. Estou sozinho. Deveria estar tudo bem. Mas um cheiro familiar chama minha atenção. Antes mesmo de perceber que estava ansiando por ele. Não é floral. Nem doce. É mais pungente, limpo, elétrico, como ozônio. Fico imóvel. Meus dedos se contraem contra a perna como se eu tivesse tocado algo que não devia.
Ela não está aqui. Não está aqui há semanas. Digo isso a mim mesmo duas vezes. Adrienne não faz mais reuniões. Ela não se senta neste escritório. Não respira este ar. Mas o cheiro dela está aqui. Nas paredes, talvez. Ou nas cadeiras.
Não me mexo, deixo meus olhos percorrerem a sala de espera como se estivesse lendo tinta invisível. Ninguém mais se mexe ao respirar. Então talvez seja só eu. Talvez esteja na minha cabeça. É o que eles diriam, certo? Que estou nervoso, inquieto, fixado?
Olho para os formulários de admissão no meu colo. Duas páginas de perguntas, todas de múltipla escolha, e de alguma forma marquei "ansioso" três vezes. Sem perceber, pulei todas as outras seções. Não tenho ideia do que escrevi para os sintomas. Nem tenho certeza se escrevi meu nome corretamente. Minhas palmas estão úmidas. Enxugo-as no jeans.
Ela me olhou uma vez como se pudesse ver através dos meus olhos até minha alma. Nem lembro mais a cor dos olhos dela. Apenas o formato do olhar, afiado e cortante, como se pertencesse a alguém perigoso. Como se, se ela piscasse, perderia algo crucial, e ela não gostava de perder nada.
Deveria ainda sentir ela? Eu sinto. Não é só o cheiro dela. É o espaço que ela ocupa na minha cabeça.
A porta faz um clique ao abrir. Eu me sobressalto.
"Jonas?" uma voz pergunta.
Olho para cima. É uma jovem, talvez uma estagiária? Ela tem a cabeça raspada e uma voz agradável.
"Sim. Desculpe. Sim." Minha voz falhou, e eu sabia que me levantei rápido demais; estrelas no canto da visão.
Faz três semanas desde que vi Adrienne.
E de alguma forma, ainda parece que ela está ao meu lado, me tocando.
Sigo-a por um corredor curto, e cada passo torna o cheiro mais forte. Adrienne não está aqui, eu sei disso, mas algo persiste nos dutos de ventilação ou nas fibras do carpete. O cheiro me atinge como uma memória. Pisquei rápido, tentando me concentrar no motivo de estar aqui. É como se a sala soubesse que estou desmoronando e quisesse me dar espaço.
A estagiária aponta para a última porta à esquerda. "O Dr. Becker estará com você em alguns minutos." Dr. Becker. Certo. Não Adrienne.
Eu aceno e agradeço, pelo menos acho que sim, embora não olhe para ela. A porta se fecha com um clique atrás de mim.
A sala é mais silenciosa que a recepção. As mesmas paredes cinza apagadas, a mesma mobília minimalista, mas algo nela parece mais vazia. Sento na beirada do sofá, cotovelos nos joelhos, mãos entrelaçadas tão apertadas que meus nós dos dedos doem. Tento respirar pelo nariz, respirando lenta e superficialmente. Não ajuda. O cheiro é mais forte aqui. Está impregnado no estofado como um aviso ou uma promessa.
Tento me lembrar por que estou aqui. Vim buscar ajuda. Não durmo bem há dias. Porque meus pensamentos não são mais meus. Porque não consigo parar de pensar nela. Não, não nela. No cheiro. No jeito que me faz sentir.
Exceto que isso é uma mentira, não é? Estou pensando nela. Me inclino para frente, esfrego o rosto com as duas mãos e tento afastar isso. Meu reflexo no armário de vidro à minha frente parece que passei pelo inferno. Olhos arregalados, lábios cerrados, cabelo mais bagunçado agora do que quando entrei. Eu nunca me importei com minha aparência. Agora penso nisso o tempo todo, sobre o que ela via quando olhava para mim. Suponho que ela gostava do que via. Se ela algum dia me quis.
Eu não deveria estar aqui. Eu deveria ir embora. Deveria sair antes que façam as perguntas erradas. A maçaneta gira. Eu me endireito. Mas não é ela. Claro que não é.
É a Dra. Becker. Bem-apresentada. Profissional. Prancheta na mão. E tudo em que consigo pensar enquanto ela sorri para mim é: Ela não tem cheiro de nada.
A Dra. Becker se senta à minha frente, pernas cruzadas, seu tablet equilibrado em um joelho. Ela sorri como se eu devesse confiar nela. Não é um sorriso ruim. Só não é... dela.
“Então, Jonas,” ela diz, tocando a tela. “Vejo pelo seu prontuário que você já passou por terapia de resposta ao olfato antes?”
Eu aceno. Minha boca está seca demais para responder em voz alta. “E você estava sob os cuidados da Dra. Adrienne Volke?”
O nome dela bate mais forte quando outra pessoa diz. Ecoa na sala, pousa no meu peito como um soco que eu não vi chegando.
“Sim,” digo. “Faz um tempo.” “Quanto tempo, exatamente?” Três semanas, cinco dias, duas horas, vinte e oito minutos. “Algumas semanas.”
“E por que o tratamento parou?”
Eu hesito. Porque fiquei muito apegado? Porque parei de conseguir pensar quando ela estava por perto? Porque comecei a confundi-la com a cura quando, na realidade, ela era a causa?
“Ela disse que eu estava estável,” murmuro. “Disse que eu não precisava mais das sessões.” A Dra. Becker acena, como se isso fizesse todo sentido. Como se tudo isso fosse normal. Eu odeio o tablet dela. Odeio que ela esteja registrando coisas que não posso ver. Odeio que o perfume dela não cheira a nada.
“Eu só quero me sentir normal de novo,” acrescento, rápido demais. “Como antes.”
Ela olha para mim nessa hora. “Antes do cheiro? Ou antes da Dra. Volke?”
Eu não respondo porque, honestamente, não sei.
Em algum lugar entre a primeira reunião e a última vez que a vi, a linha se confundiu. Adrienne me deu algo que abriu minha mente como a luz do sol. Então, isso se distorceu. Agora, não sei se sinto falta do cheiro... ou dela.
A Dra. Becker faz algumas anotações, depois coloca o tablet de lado.
“Bem, Jonas, acho que devemos começar do zero, sem melhorias para as próximas sessões. Sem gatilhos de cheiro. Apenas conversar. Ver onde isso nos leva. Parece bom?”
Novo.
Essa palavra não deveria me assustar. Mas assusta.
Porque e se eu não puder ser normal de novo?
E se ela me mudou?
E se eu não quiser ser consertado? Eu aceno mesmo assim e digo "sim." Finjo que estou pronto.
Mas quando saio do consultório, tudo em que consigo pensar é:
Ela ainda está em mim. E eu não sei como tirá-la. Será que sei?
Últimos Capítulos
#122 Epílogo
Última Atualização: 1/27/2026#121 Capítulo 121: A rede quebra
Última Atualização: 1/27/2026#120 Capítulo 120: O último suspiro
Última Atualização: 1/27/2026#119 Capítulo 119: O travesseiro do controle
Última Atualização: 1/27/2026#118 Capítulo 118: A rede se aperta — Parte IX
Última Atualização: 1/27/2026#117 Capítulo 117: A rede se aperta — Parte VIII
Última Atualização: 1/27/2026#116 Capítulo 116: A rede se aperta — Parte VII
Última Atualização: 1/27/2026#115 Capítulo 115: A rede se aperta — Parte VI
Última Atualização: 1/27/2026#114 Capítulo 114: A rede se aperta — Parte V
Última Atualização: 1/27/2026#113 Capítulo 113: A rede se aperta — Parte IV
Última Atualização: 1/27/2026
Você Pode Gostar 😍
MARCADA POR DOIS NO MORRO
O que ela não imaginava é que acordaria no dia seguinte numa cama desconhecida, com o corpo cheio de marcas da noite anterior, ao lado de Escorpião e de Pesadelo: o homem mais temido de todo o território, dono de um poder absoluto que ninguém ousa questionar.
Melissa descobre então que os dois não são apenas parceiros de mando — dividem muito mais do que o comando do morro: dividem desejos, segredos e agora, ela. Envolvida sem querer num jogo que não conhece, entre a fuga desesperada e a atração que não consegue controlar, ela vai perceber que cruzou uma linha da qual não há volta.
Presa entre o medo, a paixão e um mundo regido por regras duras e possessivas, Melissa terá que escolher: correr para tentar recuperar a vida que conhecia... ou aceitar o lugar que eles já reservaram para ela, bem no centro da sua vida e da sua sombra.
A Bailarina no Morro
Enquanto aprendem a enfrentar as dores do passado, descobrir o valor da confiança e superar preconceitos, eles percebem que o amor verdadeiro nasce dos atos mais sinceros. Entre escolhas difíceis, recomeços e emoções intensas, cada passo revela que até os corações mais feridos podem encontrar um novo motivo para acreditar.
Porque, às vezes, basta um único gesto de amor para transformar vidas e mudar uma história para sempre.
Amante
Sem sabem o que o futuro lhe reservava, ele ainda poderia se arrepender dessa escolha.
Subúrbio do Rio - O plano perfeito.
Um beijo Nat.
A doce vingança do CEO sem coração
Gabe Clifford é o CEO da maior indústria farmacêutica do mundo. Inteligente, sagaz, um homem sem coração, capaz de tudo para alcançar o que deseja.
Ele levou anos preparando sua vingança contra os Abertoon.
Ela seguiu sendo bondosa e alegre, mesmo quando tudo ao seu redor parecia desabar.
Ele queria destruí-la para saborear cada lágrima de Ernest Abertton, o homem a quem dedicou sua vida para ver sofrer.
Ela era apaixonada pelo irmão dele.
Ele montou a teia e ela era a presa.
O que Gabe não sabia era que a vingança poderia ser muito mais doce do que imaginava. Olívia, por sua vez, jamais imaginou que poderia existir alguém tão sem escrúpulos e coração como aquele homem.
Um desejo de vingança maior que tudo.
Uma mulher decidida a mudar seu destino.
Um casamento tratado como negócio.
Ele a usou como forma de vingança contra o homem que mais odiava. Só não esperava que conhecê-la seria seu pior castigo.
Jackson Thompson- O ceo na minha vida
Jackson Adam Thompson tem 29 anos mesmo jovem a 2 anos assumiu o lugar de seu pai como Presidente da grande empresa Thompson's Marketing & Tecnologia corporation,a maior empresa de marketing e tecnologia de nova york fundada por seu pai a 30 anos atras em 1992.
Jake como é chamado pelos amigos e familia se tornou um homem frio cauculista e com mta raiva após sofrer com umas coisas no passado,construiu um muro que ninguem além de sua familia consegue ultrapassar,até Hoje.
Essa e uma historia cheia de segredos,raiva,amizade,familia e amor .
O Arrependimento do CEO: Os Gêmeos Secretos de Sua Esposa Perdida
Aria Taylor acorda na cama de Blake Morgan, acusada de seduzi-lo. Sua punição? Um contrato de casamento de cinco anos—sua esposa no papel, sua serva na realidade. Enquanto Blake ostenta seu verdadeiro amor Emma nos galas de Manhattan, Aria paga as contas médicas de seu pai com sua dignidade.
Três anos de humilhação. Três anos sendo chamada de filha de assassino—porque o carro de seu pai "acidentalmente" matou um homem poderoso, deixando-o em coma e destruindo sua família.
Agora Aria está grávida do filho de Blake. O bebê que ele jurou que nunca iria querer.
Alguém quer vê-la morta. Trancaram-na em um freezer, sabotaram cada passo seu. É porque seu pai está acordando? Porque alguém está aterrorizado com o que ele pode lembrar?
Sua própria mãe tenta desligar os aparelhos dele. A perfeita Emma de Blake não é quem finge ser. E aquelas memórias que Aria tem de salvar Blake de um incêndio? Todos dizem que são impossíveis.
Mas não são.
À medida que os ataques aumentam, Aria descobre a traição definitiva: A mulher que a criou pode não ser sua verdadeira mãe. O acidente que destruiu sua vida pode ter sido assassinato. E Blake—o homem que a trata como propriedade—pode ser sua única salvação.
Quando seu pai acordar, que segredos ele revelará? Blake descobrirá que sua esposa carrega seu herdeiro antes que alguém a mate? E quando ele souber quem realmente o salvou, quem realmente o drogou, e quem está caçando sua esposa—sua vingança se tornará a redenção dela?
Vendida Ao Rei da Máfia
Isabella Bellatorre não pediu para ser moeda de troca. Filha de pais desesperados, ela se vê arrastada para dentro do mundo do homem mais temido da cidade, presa por um contrato que ele mesmo redigiu, um contrato que não lhe dá o direito de dizer não. Mas Isabella não é o tipo de mulher que se curva. Cada ordem dele encontra um desafio na resposta dela, cada tentativa de controlá-la esbarra em um orgulho que ele jamais viu em ninguém.
Ele quis comprá-la. Acabou sendo conquistado.
Entre ameaças sussurradas como juras e desejo disfarçado de posse, Damian vai descobrir que existe algo mais perigoso do que uma guerra entre famílias: uma mulher que se recusa a ter medo dele. E Isabella vai aprender que, às vezes, a jaula mais bonita ainda é uma jaula, e o carcereiro pode ser o único capaz de arrancá-la de dentro dela mesma.
Um contrato os uniu. O desejo vai decidir se algum dos dois sai vivo do próprio coração.
Para sempre do Alfa Supremo
Até que seus dezoito anos revelaram a verdade: ela é herdeira de uma linhagem poderosa, e seu sangue guarda um poder que esteve adormecido por toda a sua vida.
Mas a maior descoberta não é sobre quem ela é. É sobre a quem ela pertence.
Elisa foi destinada a Oliver, o Supremo Alfa — o líder mais temido entre todos os lobos. Ele é fogo e força, e ao vê-la, sabe imediatamente: ela é sua.
Entre perigos, segredos e um mundo que ela nunca soube que existia, Elisa precisará aprender a confiar no homem que o destino escolheu para ela. Mas ser a companheira do Alfa Supremo é mais do que um título. É um amor que pode mudar o destino de todos.
O Preço do Teu Toque
Outras... com sangue.
Quando o império Moretti começa a ruir após um escândalo financeiro que ameaça destruir décadas de poder, Alessandro Moretti recebe uma única saída deixada por seu avô em testamento: casar-se com uma mulher escolhida anos atrás por um acordo entre duas famílias.
O problema?
Ele nunca ouviu falar dela.
Aurora Vasconcelos cresceu acreditando que seu pai morreu devendo favores aos Moretti. Nunca imaginou que sua própria vida fazia parte daquela dívida.
Ela não precisa de marido.
Ele não acredita no amor.
Mas ambos precisam um do outro.
Enquanto aprendem a dividir a mesma cobertura, os mesmos jantares de negócios e o mesmo sobrenome, descobrem que alguém dentro da empresa está manipulando contratos milionários.
E quanto mais perto chegam da verdade...
Mais caro se torna cada toque.
Porque há pessoas dispostas a matar para impedir que esse casamento dê certo.
O CEO Acima da Minha Mesa
“Eu sei que precisa.”
“E se ela não quiser esse tipo de proteção?”
“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”
“E se o mundo pegar fogo?”
Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.
“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”
Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.
Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.
Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.
E por muito tempo, eu fui apenas útil.
Até que ele começou a me observar.
No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.
Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.
Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.
Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.












