
A Mulher que o Mercado Noturno Salvou
Luna Vasconcelos · Atualizando · 11.5k Palavras
Introdução
Quando o homem da financeira bateu na porta, eu ainda achava que era engano. Aí ele disse o número. Duzentos e quarenta mil reais. E disse o nome do fiador.
O nome era o meu.
Eduardo tinha me deixado sem dinheiro, sem casa e com uma dívida que eu nunca tinha visto na vida. A mãe dele me pôs para fora dizendo que dona de casa não constrói nada, então não tinha o que dividir. Saí com a roupa do corpo e duzentos reais amassados no fundo da bolsa.
Naquela noite, parada na calçada, eu não chorei. Eu olhei para as minhas mãos — as mesmas que tinham cozinhado para aquela casa sete anos — e pensei uma coisa só:
Se essas mãos sustentaram a vida dele esse tempo todo, será que não sustentam a minha?
Capítulo 1
Ele gastou tudo com a outra. Sessenta transferências em seis meses, e eu nem tinha a senha da conta que pagava a minha própria casa.
Quando o homem da financeira bateu na porta, eu ainda achava que era engano. Aí ele disse o número. Duzentos e quarenta mil reais. E disse o nome do fiador.
O nome era o meu.
Eduardo tinha me deixado sem dinheiro, sem casa e com uma dívida que eu nunca tinha visto na vida. A mãe dele me pôs para fora dizendo que dona de casa não constrói nada, então não tinha o que dividir. Saí com a roupa do corpo e duzentos reais amassados no fundo da bolsa.
Naquela noite, parada na calçada, eu não chorei. Eu olhei para as minhas mãos — as mesmas que tinham cozinhado para aquela casa sete anos — e pensei uma coisa só:
Se essas mãos sustentaram a vida dele esse tempo todo, será que não sustentam a minha?
A casa cheirava a alho refogando quando o celular de Eduardo acendeu em cima da mesa.
Luana estava de costas, mexendo a panela. Ela não ia olhar — sete anos de casamento ensinam a gente a não olhar o celular do outro, não por confiança exatamente, mas por hábito, do mesmo jeito que a gente para de reparar no barulho da geladeira. Só que a tela ficou acesa tempo demais, e o reflexo dela bateu no vidro do armário bem na frente dos olhos de Luana.
Amor, hoje à noite ainda dá?
Ela mexeu o alho mais devagar. A mensagem apagou sozinha depois de uns segundos, do jeito que mensagem importante apaga, e ficou só o brilho fraco da tela apagando junto. Mas Luana já tinha lido. A gente lê rápido o que não devia ver — é um talento que ninguém pede, mas todo mundo tem.
— Eduardo — chamou, sem virar. — Tá tocando aí.
Ele veio da sala num passo só, daquele jeito rápido que ela não via havia tempos, pegou o celular e virou a tela para baixo no mesmo movimento.
— Grupo do trabalho — ele disse. — Esse pessoal não desliga nunca.
Luana assentiu. Provou o molho. Faltava sal. Sempre faltava alguma coisa, e ela sempre sabia o quê — era a única coisa na casa que ainda obedecia a ela com exatidão, o sal, a pimenta, o ponto da carne. O resto da vida tinha virado uma coisa grande demais para ela enxergar inteira.
Tinham se casado quando ela tinha vinte e seis. Naquela época Luana trabalhava num cartório, ganhava o dela, pagava as contas dela. Aí veio o casamento, veio a ideia de que era melhor um dos dois cuidar da casa enquanto o outro crescia na empresa, e como o salário de Eduardo era maior — sempre foi maior, ela nem questionava —, foi ela quem largou o emprego. "Só por uns anos", ele tinha dito. "Até a gente se firmar." Os anos passaram, a empresa de importação dele cresceu, encolheu, cresceu de novo, e Luana foi virando a pessoa que sabia onde estava cada papel da casa e não sabia mais quanto tinha na conta.
A conta era conjunta. Mas o aplicativo do banco ficava no celular dele, com a senha dele, e quando ela precisava de dinheiro ela pedia, e ele transferia, e nunca tinha faltado. Era assim que funcionava. Funcionava tão bem que Luana tinha parado de pensar nisso.
Só agora, com aquela mensagem queimando atrás dos olhos, ela começava a enxergar o desenho inteiro — e o desenho era mais antigo do que uma traição de seis meses. Eduardo tinha um jeito de dizer "deixa que eu cuido disso" que sempre tinha parecido cuidado e que ela só agora suspeitava ser outra coisa. Foi ele quem disse, anos atrás, que não fazia sentido ela manter o cartão de crédito antigo "que só atrapalhava o score". Foi ele quem sugeriu, com a maior doçura, que ela "descansasse" do trabalho, que ela "merecia". Foi ele quem cuidou de tudo que tinha número, data ou assinatura, deixando para ela só o que tinha cheiro, gosto e afeto. E aos poucos, sem um único momento em que ela pudesse apontar e dizer "foi aqui que ele me prendeu", Luana tinha virado uma mulher adulta que não sabia a senha da própria casa. A prisão mais segura é a que a pessoa entra sozinha, achando que é conforto.
— Tá bom o jantar? — ela perguntou quando ele sentou à mesa.
— Tá ótimo, como sempre — Eduardo respondeu, já com o celular do lado do prato, virado para baixo.
Ele comeu rápido — sempre comia rápido, mas naquela noite havia uma pressa nova, uma pressa de quem tem outro lugar para a cabeça. Largou o garfo com metade do arroz no prato. Luana, que conhecia o apetite daquele homem como conhecia o próprio, reparou. Reparou também que o perfume dele estava forte para um dia de escritório, e que a camisa estava passada com um capricho que ela não tinha posto ali. Mas guardou cada coisa dessas no mesmo lugar onde guardava as sobras: num pote, com a data na tampa, para conferir depois.
Disse que tinha uma reunião por vídeo às nove, daquelas com fornecedor de fora, fuso horário, essas coisas. Beijou a testa dela e se trancou no escritório.
Luana lavou a louça. Guardou as sobras num pote, escreveu a data na tampa com caneta, como fazia sempre. Pela porta fechada do escritório, não vinha barulho nenhum de reunião — nem voz, nem aquele eco de chamada de vídeo. Vinha só o silêncio de um homem digitando.
Ela ficou parada na cozinha com o pano de prato na mão por um tempo que não soube medir.
Amor, hoje à noite ainda dá?
Não era assim que se escrevia para um grupo de trabalho. Luana sabia disso da mesma forma que sabia que faltava sal no molho — sem precisar pensar, no corpo. Mas ela tinha sete anos investidos naquele homem, e sete anos pesam. Pesam tanto que a gente prefere achar que está enganada a aceitar que jogou tudo aquilo fora.
Ela guardou o pano. Apagou a luz da cozinha.
E, pela primeira vez em muito tempo, deu por si pensando em quanto dinheiro tinha, exatamente, naquela conta que ela ajudava a abastecer com a vida inteira dela e que ela não conseguia abrir.
A resposta era: ela não fazia ideia.
E isso, ela entendeu ali parada no escuro, era um problema bem maior do que uma mensagem no celular.
Últimos Capítulos
#13 Capítulo 13
Última Atualização: 6/30/2026#12 Capítulo 12
Última Atualização: 6/30/2026#11 Capítulo 11
Última Atualização: 6/30/2026#10 Capítulo 10
Última Atualização: 6/30/2026#9 Capítulo 9
Última Atualização: 6/30/2026#8 Capítulo 8
Última Atualização: 6/30/2026#7 Capítulo 7
Última Atualização: 6/30/2026#6 Capítulo 6
Última Atualização: 6/30/2026#5 Capítulo 5
Última Atualização: 6/30/2026#4 Capítulo 4
Última Atualização: 6/30/2026
Você Pode Gostar 😍
Seu Papai da Máfia (18+)
Ele era malvado, bonito e cativante, me atraindo de maneiras que eu nunca sonhei ser possível. Seu poder era viciante, como uma droga. Quando o diabo decidiu me tomar, eu estava impotente para resistir, mesmo que isso significasse dar a ele todo o meu ser...
“O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui.” ~~ William Shakespeare, A Tempestade
O GAROTO QUE PODIA GERAR UM HERDEIRO
“Você acha que eu vou deixar o Cassian levar a culpa?”
“Ele é meu filho. E você? Você é só um rosto que eu me arrependo de ter trazido ao mundo!!”
Lucien nasceu com um segredo.
Um que nem ele entendia.
Um que o pai sempre soube — e por isso o odiou.
Enquanto o irmão gêmeo, Cassian, vivia uma vida de liberdade, Lucien vivia trancado atrás de portas, punido por simplesmente existir.
Ele não podia sair.
Ele não podia viver.
Ele era escondido. Esquecido. Quebrado.
Até que uma festa mudou tudo.
Uma princesa da máfia foi ferida.
A culpa caiu em Cassian.
Mas o pai deles fez questão de garantir que Lucien pagasse o preço.
Naquela noite, Lucien foi entregue a Zayn Kingsley —
Um herdeiro bilionário da máfia.
Um dos Oito que governam a cidade das sombras.
Ele tem duas esposas. Uma filha. E um pai morrendo, sussurrando:
“Me dê um filho. Um verdadeiro herdeiro. Ou você vai perder tudo.”
Zayn não acredita em fraqueza.
Não acredita em amor.
E com certeza não acredita em homens como Lucien.
Zayn é frio. Implacável. Homofóbico.
Mas o que Zayn não sabe…
É que Lucien carrega mais do que dor.
Ele carrega um segredo que desafia a biologia, a lógica e tudo o que Zayn achava que sabia:
🩸 Lucien pode gerar um herdeiro.
E o que começou como punição vira obsessão.
O que começou como ódio começa a queimar em algo proibido… e aterrorizante.
O Melhor Amigo Bilionário do Meu Pai
Secretária, você quer transar comigo?
Talvez por isso nenhuma durasse mais de duas semanas; ele se cansava delas muito rápido. Mesmo assim, Valeria disse não, o que fez com que ele passasse a persegui-la, bolando diferentes estratégias para conseguir o que queria, sem deixar de lado a diversão com as outras mulheres.
Sem perceber, Valeria acabou virando seu braço direito, e ele passou a precisar dela até para respirar. Mas ele só reconheceu que a amava quando ela chegou ao próprio limite e foi embora.
Os Reis Lycan e a Loba Branca
Durante cinco anos, o tio dela e a família dele a maltrataram. Tiraram seu título. Ele vivia tentando roubar a herança que os pais haviam deixado para ela. Sem mais tempo a perder, o tio de Trixie, Melvin, a inscreve no torneio anual que seria realizado no palácio. É lá que ele planeja finalmente dar um fim em Trixie e, por fim, colocar as mãos no dinheiro dela.
A sorte de Trixie muda quando ela encontra seus mates: os reis lycan gêmeos.
A Princesa Escrava
“Sim... mestre,” eu disse sem fôlego.
Outro golpe, mas este foi no meu traseiro. Foi forte e ardia como se eu tivesse acabado de ser atacada por uma vespa. Ele passou o polegar sobre a marca e arrepios subiram pela minha espinha.
“Você está gostando disso?” Ele perguntou. Sua voz era rouca e fez minha cabeça ficar toda confusa.
“Eu...” Abri os olhos, mas não consegui responder.
Ele me golpeou novamente. Joguei a cabeça para trás e ofeguei levemente.
“Responda-me.” Ele rosnou.
“Sim... sim... mestre...” eu disse pesadamente.
O reino de Silver Aisles está em uma guerra contínua com o Rei dos lobisomens. Seus dois reinos colidem há anos, e a situação só piorou depois que o Rei lobisomem Arthur matou toda a família do Príncipe Viktor enquanto voltavam de um baile e o capturou, torturando-o diariamente. Dois anos após Viktor ser capturado pelo reino dos lobisomens, ele escapou, sem saber que Violette foi quem o ajudou a se libertar. Viktor até retaliou sequestrando a única filha do Rei lobisomem, a Princesa Violette...
Casamenteira de Bebês
Seis anos depois, retorno como uma designer renomada, determinada a buscar vingança. Charles, cegado pelas mentiras da minha meia-irmã, me vê como inimiga. Quando a verdade finalmente vem à tona, ele implora por outra chance—mas eu o rejeito com um coração frio.
Mal sabia eu que meus três filhos se tornariam suas armas secretas para conquistar meu coração...
Donati
Frankie Donati não é um homem bom. Ele não fica derretido. O coração dele não dispara. Ele não se apaixona. Ele usa, toma, conquista e descarta. Simples assim. Até deixar de ser. Tem uma garota nova no clube. Ela é jovem, linda e parece que saberia usar aquele bisturi pra fazer muito mais do que aliviar as pálpebras inchadas de um lutador. E acha que consegue se esconder dele.
Gloria Rubanov está fugindo. Quando o homem a quem ela foi prometida ainda criança vem cobrá-la, a mãe faz a única coisa em que consegue pensar: pede a um amigo pra esconder a filha no meio da família mafiosa mais perigosa do país, os Accardi. Mas, com os Accardi atolados numa guerra própria, é só uma questão de tempo até o noivo dela descobrir onde ela está… e vir buscá-la de volta.
Quando um encontro casual em uma situação comprometedora vira obsessão, só existe uma maneira de Frankie Donati deixar outro homem ficar com o que é dele: vão ter que arrancá-la de suas mãos frias. Mortas.
ALGO COMO ÓDIO
O dia deveria ser preenchido de alegria e amor, mas ele o transformou em um pesadelo. Ainda estou procurando o que poderia ter feito para merecer a sua raiva. Ele me forçou a jurar nunca mais aparecer diante dele, e eu obedeci... até agora.
XANDER:
Ela era tudo para mim, a própria essência da minha existência. Mas então tudo desmoronou. Na noite antes de nos unirmos para sempre, descobri sua traição e vi suas verdadeiras cores. Destruído, cortei todos os laços e a fiz prometer desaparecer da minha vida. Por dois anos, ela se manteve afastada... até agora.
Reivindicada Pelo Bilionário
A voz dele era fria, afiada como aço.
—Espera... tem alguma coisa errada.
—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.
Eu engoli em seco.
As ameaças do meu pai ecoaram na minha cabeça: Se você não assinar, nunca mais vai ver seu filho.
E eu assinei.
Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.
Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.
Ela devia ser invisível. Obediente e descartável.
Reclamada pelo Marido Dela e Seus Melhores Amigos
— Se você os quer, Myla — se você precisa do que eu não consigo te dar, eu não vou te impedir. — A voz de Hayden baixou, áspera e baixa.
— Você é minha esposa — disse ele. — Mas você também é uma mulher. E eu prefiro ver você sendo tocada por mãos que eu sei que te amam do que te ver murchar aos poucos, esperando por algo que talvez eu nunca consiga te dar de novo.
Quando o marido de Myla não consegue mais dar a ela o que antes dava depois de ficar paralisado num acidente, ele oferece outra coisa: seus dois melhores amigos, que por acaso também são antigos amantes dele. Agora, ela se vê presa num mundo de vendas nos olhos, ordens sussurradas e três homens que não conseguem parar de tocá-la… nem de se tocar. Mas uma paixão tão perigosa tem um preço. Principalmente quando um perseguidor obcecado está disposto a destruir tudo para tomá-la para si.
Espere: sexo quente hétero, gay, bi e de todo tipo; menages bagunçados e “foursomes” sem culpa; voyeurismo (porque às vezes é mais excitante só assistir); e… b**m.












