
Sob o controle do maestro
VAL VEIGA · Concluído · 120.5k Palavras
Introdução
Mãe solo, acostumada a engolir julgamentos e seguir em frente pelo filho que é seu maior motivo para lutar, ela aceita um emprego no Setor de Segurança Máxima — um lugar onde as grades não são a única coisa que mantém as pessoas presas. Ali, a lei perde força, o medo dita as regras e sobreviver exige muito mais do que coragem.
No centro daquele lugar está Henrique Falcão, conhecido como o Maestro.
Frio, calculista e perigosamente inteligente, Henrique não precisa levantar a voz para ser obedecido. Ele conhece as fraquezas de todos ao seu redor e sabe exatamente quais cordas puxar para transformar pessoas em peças do seu jogo.
Até Lorena aparecer.
Ela deveria ser apenas mais uma funcionária sob seu controle. Mas sua resistência desperta nele uma obsessão que Henrique não consegue ignorar.
Quando descobre que Lorena tem um filho, ele percebe que encontrou a peça mais importante — e mais vulnerável — daquele jogo.
Agora, Lorena precisa enfrentar um homem que parece sempre estar vários passos à sua frente, enquanto luta para proteger o único pedaço de sua vida que realmente importa.
Entre ameaças, segredos, desejo e poder, ela descobrirá que o perigo nem sempre está atrás das grades.
Às vezes, ele está bem diante dos seus olhos.
E quando o Maestro decide reger a sua vida, escapar do controle dele pode ser a coisa mais difícil que Lorena já tentou fazer.
Capítulo 1
O ar dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Porto Negro não era apenas oxigênio; era uma massa densa, um fluido fétido que parecia ter sido destilado nos porões do próprio abismo. Para mim, Lorena Vaz, cada inspiração profunda não trazia vida, mas uma sensação visceral de profanação. Era um coquetel tóxico de poeira de concreto que se esfarelava nas paredes úmidas, fluidos corporais secos que o sol nunca ousou tocar e aquele cheiro metálico, doce e pegajoso de sangue fresco misturado ao ferro das grades. Sentia que aquele bafo cadavérico estava me contaminando por dentro, uma gangrena invisível corroendo a última camada de pureza que meu pai, o Pastor Silas, tentara me impor com sermões cuspindo fogo e castigos físicos que deixaram cicatrizes na minha alma muito mais profundas do que as marcas de cinta que eu escondia sob a farda.
Meu nome é Lorena Vaz. Eu não deveria estar pisando naquele chão que ferve com o ódio de mil condenados. Eu era apenas uma mulher de vinte e poucos anos, o rosto pálido como cera e as olheiras tão profundas que pareciam sombras permanentes sob meus olhos. Fui criada sob a rédea curta de uma igreja que fedia a hipocrisia, vivendo sob o chicote do desprezo constante do meu pai. Ele me acolhera de volta, sim, mas não como filha, e sim como uma sombra humilhada, um lembrete vivo do meu suposto pecado. Mas o desespero, parceiro, ele fala mais alto que qualquer versículo bíblico. As contas de luz e água formavam uma montanha na mesa da cozinha, a despensa da casa onde eu vivia sob o olhar inquisidor de Silas ecoava o vazio, e o futuro do meu filho meu segredo mais sagrado e perigoso dependia única e exclusivamente da minha coragem de descer ao inferno. O concurso para o sistema prisional foi o meu grito de liberdade, um salário que prometia uma fuga da tirania religiosa. Só que eu não saquei que, ao cruzar aquele limiar, eu não estaria fugindo do diabo; eu estaria batendo na porta da casa dele.
Ajustei minha farda azul-marinho, sentindo o tecido vagabundo e áspero irritar minha pele suada. Mas aquele incômodo era fichinha perto do gelo que subia pela minha espinha. Eu caminhava pelo famigerado Corredor do Esquecimento, e cada batida das minhas botas baratas no chão de cimento parecia o som de um martelo batendo o prego no meu próprio caixão. O Agente Rocha ia à minha frente, mas o cara já era um defunto em pé. Seus ombros estavam encolhidos, o fuzil pendurado como se fosse um brinquedo inútil, e suas mãos tremiam tanto que o metal da arma batia contra o colete.
— Escuta aqui, Vaz, e escuta com a porra da alma — ele sussurrou, e eu vi o suor escorrendo pelo pescoço dele como se ele estivesse sob um sol de quarenta graus, apesar do frio de necrotério daquele pavilhão. A voz dele era um fiapo, um som rouco de quem já tinha visto o fim do mundo. Na cela treze não tem um detento. Tem uma entidade. O inferno tem um regente aqui dentro, e ele não aceita nota fora do tom. Não ouse olhar na cara dele. Não respire perto daquelas grades. Se aquele monstro sentir o cheiro do teu medo, ele vai te moer por dentro, vai te desmembrar psicologicamente antes mesmo de você pensar em pedir socorro.
O portão hidráulico se abriu com um esturro metálico, um lamento que parecia o grito de mil almas tendo a pele arrancada com faca cega. O chão tremeu sob meus pés, e o som reverberou nos meus dentes. Entramos no Bloco V, e ali o bicho pegava de verdade.
A galeria era um zoológico humano onde a sanidade não tinha lugar. Nas primeiras celas, o caos era uma orquestra ensurdecedora de demônios. Homens com os olhos vermelhos de ódio e abstinência se penduravam nas grades, os dedos esticados como garras de urubu, tentando raspar em qualquer centímetro de carne que passasse perto. As obscenidades voavam como bala: frases que faziam meu rosto arder de vergonha e pavor. O cheiro de fezes sendo queimadas o famoso "perfume de cadeia" se misturava ao odor de urina velha e suor rançoso, criando uma barreira que quase me impedia de avançar. Os presos batiam canecas de alumínio contra o metal, um ritmo frenético e doentio que parecia querer rachar meu crânio ao meio.
— Olha a novinha, parceiro! Olha que carne fresca! — um deles berrou, e a risada dele parecia uma lâmina de gilete raspando no asfalto.
— Ei, freirinha de fachada, o que você guarda debaixo desse uniforme azul? Deixa eu te mostrar o que é um homem de verdade, que teu pastor não dá conta não! — outro rugiu, e a gargalhada gutural me cercou como se fosse uma alcateia.
Eu mantinha os olhos pregados no chão, onde manchas de sangue seco e outros fluidos nojentos desenhavam o mapa da violência de Porto Negro. Apertava a prancheta contra os seios, tentando esconder a cruz de prata no meu pescoço um símbolo que ali dentro não era proteção, era uma sentença de morte. Sentia que, se eu fizesse contato visual com qualquer um daqueles predadores, eu seria puxada para dentro do ferro e nunca mais veria a luz do dia ou sentiria o cheiro do meu filho.
Mas aí, o bagulho ficou estranho. Conforme a gente chegava perto do fim da galeria, o som foi morrendo. Os gritos pararam do nada, em uma sincronia sinistra, como se alguém tivesse passado a faca na garganta de todo mundo ao mesmo tempo. O silêncio que sobrou era pesado, predatório, um vácuo que fazia meus ouvidos zumbirem. Os caras das celas dez e onze simplesmente sumiram nas sombras, agachados como bichos que sentem a chegada do leão. Eles não tinham medo da gente, dos guardas; eles tavam apavorados com o que morava na última cela. O medo deles era uma névoa fria que eu conseguia tocar.
— Por que eles ficaram quietos? — perguntei, minha voz sumindo, parecendo um sopro.
Rocha nem olhou para trás. Ele travou a cinco metros da cela treze. A mão dele foi pro coldre, mas ele estava paralisado. Ele só deu um toque com a cabeça, me mandando seguir sozinha. O covarde estava entregando a ovelha para o lobo.
A cela treze não era uma jaula; era um altar de horror. Estava limpa demais, organizada demais, e dela emanava um frio que não era climático, era metafísico. Henrique Falcão, conhecido como o Maestro, estava sentado em uma cadeira de ferro que parecia um trono feito de dor e ossos. Ele tinha traços de nobreza, uma mandíbula quadrada e forte, mas tudo nele era pervertido pela maldade pura. Seus olhos eram de um cinza gélido, pedras de gelo que nunca viram o sol. Estava sem camisa, exibindo um mapa de tatuagens: uma coroa de espinhos circulava seu pescoço e o nome do seu império, o Morro do Alvorecer, estava marcado no peito como uma bandeira de guerra.
Mas o que me fez querer arrancar meus próprios olhos foi a cena no meio da cela. Preso a uma cadeira de ferro por correntes de arame farpado, estava o Agente Silva. O cara que, horas antes, tinha me oferecido um café na entrada. O rosto dele agora era uma máscara de carne viva e sangue. O Maestro segurava um estilete improvisado, feito de uma colher afiada e arame. Com a calma de quem descasca uma laranja, ele estava operando o Silva.
Ele se virou devagar, e o que vi me fez despencar de joelhos no chão imundo. Nas mãos do Maestro, brilhando sob a luz doentia da lâmpada, estavam dois globos oculares. Inteiros. Ainda pendurados por fios de nervos sangrentos que pingavam um líquido viscoso no concreto.
— Você tá vendo isso, Lorena Vaz? — A voz dele era um barítono que parecia veludo por cima de uma lâmina de aço. Um sussurro melódico que congelou meu sangue. — Esse coitado aqui, o Silva, achou que podia desviar o olhar dos meus negócios lá no Morro do Alvorecer. Achou que eu não ia sacar a dele. Mas na minha orquestra, quem erra o tom paga com a própria carne. E a visão é um preço justo, você não acha?
O Silva soltou um som... não era grito, era um borbulhar de agonia que subia de uma garganta cheia de sangue. No lugar dos olhos, só tinha dois buracos pretos jorrando um fluido escuro. O Maestro caminhou até a grade, segurando os olhos do homem como se fossem rubis preciosos, jogando o brilho deles na minha cara.
— Você tem olhos bonitos, Lorena — ele disse, e o hálito de tabaco e morte dele bateu no meu rosto. — Olhos que cheiram a incenso de igreja, coisa que me dá nojo. Você acha que o teu Deus tá vendo o que eu tô fazendo agora? Eu te garanto que não. Avisa pra Ele que, se quiser ver, vai ter que descer aqui no meu reino, porque aqui no Setor de Segurança Máxima, quem manda na visão de todo mundo sou eu.
Ele passou a mão suja de sangue quente pelas grades e tocou meu rosto. O contato pareceu ácido, queimando minha pele com o fluido de um homem que ainda estava vivo e sofrendo atrás dele.
— Por que você tá chorando, boneca? — Ele inclinou a cabeça, curtindo cada lágrima minha. — Eu só tô ajudando o rapaz. Se ele não queria ver o meu poder, agora ele nunca mais vai ter que se preocupar com a luz. Ele só vai ver a escuridão que eu ordenei.
Com um movimento brusco, o Maestro fechou a mão e esmagou os globos oculares. O som daquilo explodindo — um splash úmido e nojento — foi o acorde final. O resto de humor vítreo e sangue espirrou na minha farda, manchando o azul com a cor do abismo.
— Tira esse lixo daqui, Rocha — o Maestro ordenou, sem tirar os olhos de mim. — Ele perdeu o tempo da música. Agora só serve pra adubar o pátio.
Ele encostou o rosto na grade, tão perto que eu vi cada detalhe da sua pele. Ele agarrou a minha cruz de prata e deu um puxão seco. A corrente não só arrebentou, ela rasgou minha nuca, deixando uma ferida aberta e ardente.
— Amanhã você volta, Lorena — ele rosnou. — E não traz só papel e café não. Traz a tua dignidade, porque eu quero ver quanto tempo ela dura antes de eu arrancar ela de você, pedaço por pedaço.
Eu levantei e saí vazada. Corri como se o próprio capeta estivesse fungando no meu pescoço. O barulho dos outros presos voltou como uma explosão conforme eu me afastava da cela treze. Só parei quando me tranquei no banheiro. Vomitei até não ter mais nada no estômago, sentindo minha alma saindo pelo ralo. Lavei o rosto mil vezes, mas o cheiro de metal parecia ter entrado nos meus poros. Esfreguei a pele até ficar em carne viva, mas a imagem daqueles buracos negros no rosto do Silva não saía da minha mente.
Olhei no espelho e vi uma estranha. A marca vermelha no meu pescoço, onde ele arrancou a cruz, era uma cicatriz de posse. O medo que eu tinha do Silas e de seus sermões agora parecia brincadeira de criança. O Maestro era o predador de topo e ele tinha me marcado. Ele não queria me matar rápido; ele queria me transformar em sua plateia cativa, uma cúmplice do seu terror. Naquela noite, eu não consegui rezar. Como rezar se eu tinha visto que o inferno não era debaixo da terra, mas numa cela em Porto Negro? Eu estava presa na vontade de um monstro que regia o destino de todos com uma batuta feita de vidro e sangue humano. O jogo tinha começado, e o Maestro já tinha dado a primeira nota.
Últimos Capítulos
#125 Capítulo 125 Final
Última Atualização: 8/25/2026#124 Capítulo 124 Paz
Última Atualização: 8/25/2026#123 Capítulo 123 Falcão
Última Atualização: 8/25/2026#122 Capítulo 122 Maestro
Última Atualização: 8/25/2026#121 Capítulo 121 Maestro
Última Atualização: 8/25/2026#120 Capítulo 120 Parte 2
Última Atualização: 8/25/2026#119 Capítulo 119 Maestro
Última Atualização: 8/25/2026#118 Capítulo 118 Rocco
Última Atualização: 8/25/2026#117 Capítulo 117 Rocco
Última Atualização: 8/25/2026#116 Capítulo 116 Henrique
Última Atualização: 8/25/2026
Você Pode Gostar 😍
A Jornalista no Morro
Porém os desafios e as armadilhas do coração lhe farão por a prova o que de fato é mais importante na dua vida.
O profissional ou o pessoal?
Qual será a escolha da Estagiária?
Mais uma obra feita por mim, espero que gostem.
Um beijo Nat.
Contrato de sangue - Série Família Sokolov 1
Helena — Amor Proibido — Meu Ex genro
Durante vinte anos, Helena acreditou que conhecia a vida que havia construído.
Respeitada como médica, casada com um dos empresários mais influentes do país e mãe de Eduarda, uma modelo de sucesso que vive em Milão, ela tinha a certeza de que, apesar das imperfeições, sua família era sólida. Até que um escândalo destrói tudo.
Decidida a colocar um ponto final no casamento, Helena pede o divórcio. Mas, antes mesmo de conseguir reconstruir a própria vida, recebe uma ligação.
Eduarda sofreu um grave acidente e está em coma.
Ao desembarcar em Milão, Helena descobre que a filha escondia uma vida inteira de segredos. Um casamento do qual ela jamais ouvira falar. E um emaranhado de mentiras que parecem não fazer sentido.
Enquanto tenta desvendar quem Eduarda realmente se tornou, Helena encontra em Julian o único porto seguro em meio ao caos. O homem que todos acreditam ser o marido de sua filha.
À medida que a convivência aproxima os dois, nasce um sentimento que ambos sabem que jamais deveria existir. Afinal, como se apaixonar pelo homem que, aparentemente, pertence à própria filha?
Mas, em uma história onde nada é exatamente o que parece, cada revelação abre espaço para uma nova dúvida, e cada verdade escondida pode transformar completamente o destino de todos.
Subúrbio do Rio - O plano perfeito.
Um beijo Nat.
Herdeiros do Tráfico
Esta é uma história intensa e envolvente que mergulha no universo sombrio e perigoso de cinco jovens cujas vidas são marcadas por um passado que eles nunca escolheram. Filhos de pessoas que, em algum momento, estiveram ligadas ao mundo do tráfico, eles crescem carregando não apenas os sobrenomes de suas famílias, mas também o peso de uma herança cercada por violência, segredos e consequências.
Quando uma sequência de acontecimentos trágicos coloca seus caminhos em rota de colisão, Aurora, Lucas, Lu, Luan e Larissa são obrigados a encarar verdades escondidas por anos. Entre antigas rivalidades, alianças quebradas e dívidas deixadas pelos seus pais, eles descobrem que o passado continua vivo e que muitos ainda desejam controlar seus destinos.
Condenados por uma história que não escreveram, os cinco protagonistas precisam lutar contra o julgamento daqueles que acreditam que o sangue determina quem eles são. Cada um carrega suas próprias feridas, sonhos e conflitos internos. Aurora enfrenta o desafio de encontrar sua própria identidade; Lucas tenta equilibrar razão e emoção; Lu guarda segredos capazes de mudar tudo; Luan luta contra a influência de um legado perigoso; e Larissa busca provar que é muito mais do que aquilo que esperam dela.
Enquanto tentam construir uma nova realidade, eles se tornam alvos de pessoas que enxergam suas fragilidades como oportunidades. Cercados por ameaças, escolhas difíceis e dilemas morais, os herdeiros precisam decidir se seguirão o caminho traçado pelos seus pais ou se terão coragem para romper esse ciclo.
Unidos pela dor, mas fortalecidos pela esperança, eles embarcam em uma jornada de redenção, descobertas e transformação.
O VIÚVO SOLITÁRIO E A FUGITIVA
Determinada a proteger a pequena Melinda, Marla segue para Michigan, onde iniciará um intercâmbio profissional na residência de Valentino, um magnata viúvo e recluso que ainda tenta superar a perda da esposa grávida em um trágico acidente aéreo.
Enquanto uma nova vida começa a surgir entre eles, o passado se aproxima cada vez mais. Até quando Marla conseguirá esconder a verdade? Orion desistirá de procurar a filha? E, quando o perigo finalmente bater à porta, Valentino escolherá protegê-las ou se afastará para sempre?
Grávida de uma Noite só do Meu Chefe Bilionário
Semanas depois, o teste positivo mudou tudo. Sem saber o nome dele e sem qualquer forma de contato, ela engoliu o medo e decidiu criar o filho sozinha na cidade grande.
Quatro anos se passaram. Antonella finalmente conseguiu respirar aliviada ao ser contratada como secretária executiva em uma das maiores multinacionais de Manhattan. O emprego perfeito. A estabilidade que ela tanto buscou. Até a porta da presidência se abrir...
Lorenzo Volkov manda no império. Um homem frio, implacável e avesso a surpresas. Ele também é o homem daquela noite.
Ele não faz ideia de que é pai. Ela sabe que um único deslize pode custar o seu sustento e o segredo que protegeu com unhas e dentes. Mas como esconder a verdade quando a mesa do escritório é pequena demais para a química perigosa que ainda queima entre os dois?
O Arrependimento do CEO: Os Gêmeos Secretos de Sua Esposa Perdida
Aria Taylor acorda na cama de Blake Morgan, acusada de seduzi-lo. Sua punição? Um contrato de casamento de cinco anos—sua esposa no papel, sua serva na realidade. Enquanto Blake ostenta seu verdadeiro amor Emma nos galas de Manhattan, Aria paga as contas médicas de seu pai com sua dignidade.
Três anos de humilhação. Três anos sendo chamada de filha de assassino—porque o carro de seu pai "acidentalmente" matou um homem poderoso, deixando-o em coma e destruindo sua família.
Agora Aria está grávida do filho de Blake. O bebê que ele jurou que nunca iria querer.
Alguém quer vê-la morta. Trancaram-na em um freezer, sabotaram cada passo seu. É porque seu pai está acordando? Porque alguém está aterrorizado com o que ele pode lembrar?
Sua própria mãe tenta desligar os aparelhos dele. A perfeita Emma de Blake não é quem finge ser. E aquelas memórias que Aria tem de salvar Blake de um incêndio? Todos dizem que são impossíveis.
Mas não são.
À medida que os ataques aumentam, Aria descobre a traição definitiva: A mulher que a criou pode não ser sua verdadeira mãe. O acidente que destruiu sua vida pode ter sido assassinato. E Blake—o homem que a trata como propriedade—pode ser sua única salvação.
Quando seu pai acordar, que segredos ele revelará? Blake descobrirá que sua esposa carrega seu herdeiro antes que alguém a mate? E quando ele souber quem realmente o salvou, quem realmente o drogou, e quem está caçando sua esposa—sua vingança se tornará a redenção dela?
Amante
Sem sabem o que o futuro lhe reservava, ele ainda poderia se arrepender dessa escolha.
Bastardo Perfeito
"Vai se foder, seu filho da puta!" retruquei, tentando me soltar.
"Diga!" ele rosnou, usando uma mão para segurar meu queixo.
"Você acha que eu sou uma vadia?"
"Então isso é um não?"
"Vá para o inferno!"
"Bom. Era só isso que eu precisava ouvir," ele disse, levantando minha blusa preta com uma mão, expondo meus seios e enviando uma onda de adrenalina pelo meu corpo.
"O que diabos você está fazendo?" ofeguei enquanto ele olhava para meus seios com um sorriso satisfeito.
Ele passou um dedo sobre uma das marcas que ele havia deixado logo abaixo de um dos meus mamilos.
O desgraçado estava admirando as marcas que ele deixou em mim?
"Envolva suas pernas em mim," ele ordenou.
Ele se inclinou o suficiente para pegar meu seio na boca, sugando forte um mamilo. Mordi meu lábio inferior para abafar um gemido enquanto ele mordia, fazendo-me arquear o peito em direção a ele.
"Vou soltar suas mãos; não ouse tentar me parar."
Desgraçado, arrogante e completamente irresistível, o tipo exato de homem com quem Ellie jurou nunca mais se envolver. Mas quando o irmão de sua amiga retorna à cidade, ela se vê perigosamente perto de sucumbir aos seus desejos mais selvagens.
Ela é irritante, inteligente, gostosa, completamente louca, e está deixando Ethan Morgan louco também.
O que começou como um simples jogo agora o atormenta. Ele não consegue tirá-la da cabeça, mas nunca permitirá que alguém entre em seu coração novamente.
Mesmo enquanto ambos lutam com todas as forças contra essa atração ardente, serão capazes de resistir?
A Bailarina no Morro
Enquanto aprendem a enfrentar as dores do passado, descobrir o valor da confiança e superar preconceitos, eles percebem que o amor verdadeiro nasce dos atos mais sinceros. Entre escolhas difíceis, recomeços e emoções intensas, cada passo revela que até os corações mais feridos podem encontrar um novo motivo para acreditar.
Porque, às vezes, basta um único gesto de amor para transformar vidas e mudar uma história para sempre.
Um Gangster em minha Vida
Pedro e Amanda cresceram juntos. Entre brincadeiras de infância, segredos divididos e um juramento feito sob o céu da pequena cidade onde viviam, nasceu um amor silencioso. Eles nunca tiveram coragem de confessar o que sentiam, acreditando que ainda haveria tempo.
Mas o tempo não espera.
Quando a família de Amanda decidiu se mudar, a despedida foi rápida demais. Sem declarações, sem abraços prolongados, sem a chance de dizer "eu te amo". A distância levou cinco anos, e eles seguiram caminhos diferentes, mas o sentimento nunca se apagou.
Cinco anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente. Amanda está de volta à cidade onde tudo começou, agora uma mulher madura e determinada. Pedro também mudou, tornou-se um homem respeitado. Mas no fundo, ele sabe que nenhuma outra mulher preencheu o vazio que Amanda deixou.
Basta um único olhar para que todas as lembranças voltem à tona. O que parecia morto pelo tempo renasce com uma intensidade ainda maior. Porém, nem tudo está perdido no passado. Entre mágoas, escolhas difíceis e um reencontro que parece mágica, eles vão descobrir que o amor verdadeiro não enfraquece com o tempo.
Porque algumas promessas não são apenas palavras — são o destino esperando para ser cumprido.












